Copa do Mundo

O jogo que não passou na tv

Existe um outro campeonato por trás de todos os campeonatos. E eu consigo afirmar que, pra quem trabalha nisso, é o campeonato que realmente importa.

Neste torneio você tem dois vencedores. O que ganha dinheiro e o que sinaliza virtude pra, em seguida, com isso ganhar dinheiro também.

Quando você vai a uma agência de publicidade hoje em dia você se depara com aquele universo paralelo igual um jantar de artistas. Gente de cabelo azul fumando maconha achando que os problemas do mundo serão resolvidos com amor.

Na verdade o grande problema do mundo é a burrice. Some isso a ganância oportunista e temos um caos.

O que é bom falar hoje? De mulher, gays e racismo. Ok, como minha marca engaja nisso?

Pra ajudar? Não, idiota. Pra lucrar e mostrar pros acionistas os numeros. É só isso que importa.

E quem está do outro lado da mesa quer a verba. E quem não vai receber a verba quer a virtude. Que amanhã se converterá em dinheiro, embora se digam quase todos socialistas.

É um show. Só isso. Ou um circo, melhor dizendo.

O produto futebol feminino é ruim e tem baixa demanda. Se eu aumento a demanda forçando expectativa eu trago as marcas que buscam essas causas pra perto. Vendo, encho o rabo de dinheiro, pressiono as meninas por algo que elas não podem entregar e… que se foda! O meu já ta no bolso.

Ah como eu amo a mulher! Mesmo que pra isso eu tenha que defender que homens entrem em campo com elas e as destruam no esporte.

Bla bla bla…

Foi só dinheiro e mais um episódio triste pro esporte. A venda do feminismo como negócio e a burra aceitação da esmola por algumas mulheres.

Enquanto você vê luta, eu vejo grana. E enquanto você não conseguir ver a grana, eles vão continuar te vendendo lutas das quais não fazem parte.

E segue o baile.

Qual será a próxima grande causa a movimentar milhões com discurso?

RicaPerrone

Hoje não

Eu pensei em falar da tática. Pensei em aliviar pra eles, falar em 2022. Pensei até em responder a carta da Dona Lúcia.  Mas após passar o resto do dia rodeado de torcedores frustrados eu honestamente não sei se hoje, ainda no calor da derrota, é hora de se fazer muita avaliação.

Acho sim que o Brasil foi, é e jogou melhor que a Bélgica. A bola entrou pra eles, não pra nós. É parte do jogo e qualquer pessoas com um pingo de noção de futebol sabe que isso faz do jogo a paixão mundial que ele é.

Merecíamos perder? Não. Mas mesmo não merecendo temos mil “porques”  para justificar as coisas. O Tite, o Neymar, o VAR, a sorte, o Fernandinho, tanto faz.

Mantenho todas as palavras que usei no começo da Copa: O Brasil JAMAIS foi pra uma Copa tão bem preparado quanto em 2018. A CBF jamais foi tão organizada e séria quanto é hoje (embora falte muito), a comissão técnica nunca foi tão justamente escolhida e as coisas nunca foram tão bem feitas.

Poderia perder? Perdeu.

Renovaria com todo mundo por 4 anos antes de entrar no avião e eventualmente se intoxicar com os azedos, os profetas do apocalipse e especialmente com quem não chama a seleção de “nós”.  Não confie numa palavra dita por eles.

Amanhã falo de tática, de todos os motivos que acho que fizeram a gente não conseguir o esperado hexa. Não é um caso de “raiva”, nem de “irritação”.

É a derrota que entristece. E quando ela acontece, é porque valeu.

E valeu sim. Ou você acha que futebol é um esporte onde se ganha, perde e nada mais? Se sim, você não entendeu nada.

abs,
RicaPerrone

Argentina não vence um “grande” há 32 anos

Se preferir, desde a final de 1986, onde Maradona deu um título a até então figurante de uma Copa só e com asterisco.  Desde aquele dia, pasmem senhoras e senhores, a história registra 7 Copas do Mundo e a Argentina nunca mais venceu uma grande seleção.

Em 1990, ganhou na fase de grupos apenas da União Soviética. Classificou em terceiro, enfrentou o Brasil e cometeu o maior ato antidesportivo da história do futebol ao dopar os adversários durante a partida para se classificar.

Ignoremos este crime perdoado pelo tempo, venceu a Iugoslávia, empatou com a Itália e perdeu pra Alemanha.

Em 1994, conseguiu ser terceira num grupo com Nigéria, Bulgaria e Grécia. E nas oitavas, perdeu pra Romênia.

Em 1998, fantástico! Venceram os 3 jogos contra Japão, Jamaica e Croácia. Nas oitavas, empate com a Inglaterra e vaga nos pênaltis, com um gol mal anulado da Inglaterra durante a prorrogação.  Nas quartas, contra outro grande, a Holanda…. 2×1 e foi pra casa.

Veio 2002.  Nigéria, Suécia e Inglaterra. Um grupo, enfim, razoável.  Perderam na primeira fase e, óbvio, não venceram a Inglaterra, a grande de sua chave.

2006, outra chance. Primeira fase contra Holanda, Costa do Marfim e Sérvia.  Adivinha de quem ela não ganhou?  Da Holanda.  Nas oitavas, México. Nas quartas, Alemanha e … aeroporto.

2010, a última. Enfrentaram Coréia, Nigéria e Grécia. Venceram as 3, “sensação da Copa”. Aí veio as oitavas, México! Passaram. Nas quartas, primeiro jogo contra time grande, Alemanha! 4×0. Voltam pra casa.

Em 2014, surreal.  Conseguem jogar num grupo com Nigéria (já eliminada), Bósnia (estreante) e Irã.  Ganha os 3 jogos na base do “Deus me livre”. Mas ganha.  Nas oitavas, Suiça.  Ganha de 1×0 sofrido. Nas quartas, Bélgica. Igualzinho. Empate com a Holanda, passou nos pênaltis. Empate com a Alemanha, derrota na prorrogação.

Em 2018 jogaram 3 partidas, venceram apenas uma. Contra a Nigéria, adversário de todas as Copas curiosamente.

Parabéns, Argentina! Nada no futebol me dá tanta alegria.

abs,
RicaPerrone

Aceita, volta e vamos!

Não é um dia pra contestar, nem pra se empolgar. A seleção alterna bons momentos com claros momentos de desequilibrio nos jogos e isso não pode acontecer em mata-mata.

Vou ser prático, fazer por tópicos e simplificar o que eu penso do time até aqui.

Coutinho:
Sua entrada como meia é a pior coisa que aconteceu ao time. Para que ele atue nessa posição o Tite desequilibrou todo o time voltando o William na direita, prendendo mais o Paulinho e perdendo altura e recomposição defensiva no lado justo do Marcelo. Coutinho pode jogar como vinha nas eliminatórias: na direita.  O time fica equilibrado com Renato e Paulinho apoiando os lados direito e esquerdo, Casemiro centralizado, e dois jogadores leves nas pontas.

Neymar e Coutinho:
Quanto mais o Coutinho joga perto da área, mais ponta o Neymar vira. E quanto mais o nosso melhor jogador se afasta do gol, menos gols eles faz.  Vale tudo isso apenas pra ter o chute do Coutinho de fora da área?

William:
Está mal. O time com Coutinho ali voava. Não tem porque não mexer após testar e não funcionar.

Jesus:
Isolado, preso, precipitado e não está rendendo nem como fazedor de gols nem como pivô. Hora de testar Firmino.

O time:
O mesmo que se tornou inquestionável até a Copa. Não tem motivos pra mexer e insistir num time que oscila tendo um pronto e testado em casa:  Casemiro,. Renato, Paulinho, Neymar, Coutinho e Jesus (Firmino).

Dito isso, boa noite e que venha o México!

abs,
RicaPerrone

O primeiro roubo da história

Antes de qualquer coisa é bom que se diga que a Alemanha é merecedora da vitória. Mas hoje quero me atentar a algo mais relevante do que quem ganhou o jogo: a oficialização do roubo.

Em todos os jogos de futebol nos últimos 150 anos o “roubo” era uma muleta de torcedor revoltado. Com o VAR ele se tornou perigoso e há alguns dias postei aqui que aconteceria o “roubo” de fato.

Sim, “roubo”.

Quando você não pode mais dizer pro torcedor que “ele não viu” ou “na hora é difícil acertar”, você está dizendo pra ele que todo erro decisivo é intencional.

O pênalti não é interpretativo. Foi penalti. Todo  o planeta viu. O juiz não foi rever e teve dúvidas. Sequer mandaram ele rever.

Pela primeira vez na história do futebol um torcedor tem o direito constitucional de afirmar o que a vida toda nós sempre sonhamos em dizer com propriedade.

“Fomos roubados!”

E os suecos são os primeiros a ter o desgosto de poder dizer isso. Mas a partir de agora, acostume-se. Erro com VAR não é erro. É roubo. Isso nem o maior advogado do mundo vai tirar da cabeça do torcedor.

Então repensem a forma de atuação do VAR antes que ele descredibilize o futebol na maior tentativa de dar a ele credibilidade. É mole?

abs,
RicaPerrone

Bélgica 5×2 Tunísia

Que dá, dá. Mas seria sim uma surpresa ainda que muitos apostem.  A Bélgica tem um bom time, nenhuma tradição e portando sua expectativa é de “zebra”.  Mas uma zebra possível.

Hoje enfrentou um time mais fraco que ela, mas que ainda teve a ousadia de tentar jogar bola. Venceram bem, jogaram bem, convenceram e argumentaram a favor da idéia de que a Bélgica pode ser a zebra da Copa.

A Copa de 2018 convida surpresas desde as eliminatórias quando Itália e Holanda, duas das quatro mais comuns em semifinais do torneio recentes, ficarem de fora.

Se será a Bélgica, o México, uma Inglaterra ou até um Uruguai a chegar, não sei. Mas dos citados há uma diferença entre Uruguai e Inglaterra para México e Bélgica. Diferença essa que deve ser considerada e respeitada. Chama-se : camisa.

Pelo futebol em si, a Bélgica tem credencial pra chegar. Mas pra isso terá que se portar como grande na hora que for necessário e embora aceite a possibilidade ainda não acredito muito.

Vimos em 2014, quando diante da Argentina jogando mal mal ameaçaram elimina-los.

Talvez seja só um time bom de assistir. Talvez seja mesmo uma surpresa.

O que sei após 2 jogos é que é a unica seleção da Copa que joga um futebol convincente, agradável de ver e que busca o gol mesmo vencendo. O resto todo opta por 1×0 e chega até agora.

abs,
RicaPerrone

Brasil 2×0 Costa Rica

Nervoso, de cara fechada e muito mais tentando não errar do que acertar. Esse foi o Brasil que entrou em campo contra a Costa Rica. Pressionado, sob desconfiança gerada pela confiança conquistada.

Quem diria? Jogar bem, no Brasil, é motivo de prejuízo.

Por 90 minutos buscamos. Por 45 erramos. O que a Costa Rica fez é detestável, mas é sempre bom lembrar que, coitada, ela é só a Costa Rica. É o que tem.

A bola entrou porque ela quis. Depois de tanto ser tirada do gol, ela mesma buscou Coutinho e pediu “me bate!”e entrou, encontrando a rede com raiva, justiça e alívio.

Ela, a bola, sofria como nós. E como sofremos!

Mas não ganhamos “achando gol”. Demoramos pra ganhar porque eles acharam defesas. É diferente.

Poderia ser 0x0? Poderia. E 6×0? Também.

Eu acho algumas coisas sobre o time.

  • O Coutinho de meia atrapalha o Paulinho. Ele fica mais preso.
  • O Neymar não está tendo o equilibrio para controlar pressão, dor, volta de contusão, tática, técnica e protagonismo.
  • O lado direito está ofensivamente nulo.
  • Marcelo abaixo do que esperamos.
  • Thiago e Miranda, hoje, fizeram ótimo jogo. Alisson também.
  • Fagner em nada comprometeu. Ao contrário, atacou mais que o Danilo.
  • Casemiro em partida irreconhecível.

E principalmente: não existe virose técnica. Quando quase todos jogam mal, não é tático, técnico, nem o adversário. É psicológico.

O pós 7×1 é tão massacrante mentalmente quanto o 7×1 em si. Esses meninos não tem sequer um líder, tanto que trocam de capitão. É time pra ser empurrado, não cobrado.

Escolham.

Eu já cometi o erro de ter dito que não confiava no Thiago as vésperas da estréia. Não era hora. Errei. Não cometerei outro. Há defeitos, apontemos, mas acima de tudo, ajudemos.

Não são “eles” buscando a taça pra nós.  Somos nós buscando a taça com eles.

abs,
RicaPerrone

Argentina 0x3 Croácia

Poderia fazer uso de tal momento para deboche? Poderia.

Deveria eu ironizar a mediocridade da quebra da rixa em troca de lacrar e se fazer cidadão do bem abraçador de árvore em rede social? Deveria.

Pensei em menosprezar a capacidade de decisão de Messi, algumas vezes rotulado aqui com enorme profissionalismo e imparcialidade de “Iranildo com grife”?  Pensei.

Vibrei com cada gol croata? Muito.

Acho que eles estão fora? Não. Barata não morre na primeira chinelada. Eles vão dar uma tonteada, fingir que vão voar, abrir asas, tomar uma segunda bem dada e aí sim, morrem.

Eu odeio baratas.

E note que as odeio, não que tenho “medo” delas. São coisas diferentes.

A Croácia era favorita pelo simples fato de que toda vez que a Argentina joga um torneio oficial de forma honesta ela perde.

Mas sim, acho que eles se classificam. A Nigéria é muito ruim, a Islândia idem.  E por pior que seja a Argentina, ainda é cedo para rir de vosso fracasso iminente.

Força, Hermanos!

Um abraço fraterno do seu irmão bem sucedido e honesto,
Brasil

Peru 0x1 França

Na primeira rodada toleramos o mínimo possível. Na segunda esperamos algo mais.  A França não nos deu, e o Peru mostrou ser a cara do treinador: bem pouco inteligente.

A não escalação do Guerrero e o Cueva cobrando pênalti no jogo de estréia são claros. O Peru poderia sim bater a Dinamarca e ir adiante. Está eliminado por teimosia do treinador e também por um erro do Cueva, que sendo quem é não deveria bater penaltis decisivos.

A França não encanta. Ao contrário. Sentou no resultado e ficou olhando o relógio andar. Aliás, como todas as demais favoritas nessa Copa até aqui.

Copa ruim até agora. Os gols são raros, muito gol contra e pênalti. Ninguém se destaca, os favoritos não empolgam e as zebras jogam como nunca e perdem como sempre.

No Peru, no se puede com Gareca.

abs,
RicaPerrone