
Quando um treinador diz pro presidente que ele não tem mais como reerguer aquele grupo, é melhor ouvi-lo. O ego, a confiança e até mesmo o apego ao cargo e ao salário impedem que 90% dos treinadores tenham essa atitude e empurrem com a barriga até conseguir a demissão por uma multa qualquer.
Quando Roger diz pra diretoria que não dá mais, acredite, é porque não dá mais.
A lamentação é natural, afinal, ele fez um trabalho incrível. Montou um time sem peças fora de série e foi protagonista onde pode até onde deu. Hoje, parou de funcionar. Se por desgaste natural do dia-a-dia, por alguma questão tática ou psicologica, só eles sabem. Mas Roger foi grande em entender que ele não poderia dar o choque para reverter.
Funcionará? Sei lá. Nem sabemos quem vem aí. O ponto é que a última vez que vi isso acontecer foi em 2004 quando Cuca abandonou o SPFC sob o argumento de que não conseguia mais reverter o cenário. Parecido com o Roger agora. Em 2005 o SPFC foi campeão paulista com o Leão (e olha que ser campeão com o Leão o trabalho anterior era muito bom), e em seguida Libertadores e Mundial com Autuori.
Quer dizer que o Grêmio vai pro Japão?! Não, porra. Mas quer dizer que se bem trocado o comando o legado fica. Se não colocarem ali um asno de 1930 que queira revolucionar tudo que fez o Roger vindo com as coisas antigas que ele acredita, os frutos vão aparecer e, quem sabe, até com a volta do Roger em breve.
Foi incrível o trabalho dele. Pegou o Grêmio desmontado, levou a Libertadores, foi protagonista, entregou ainda em condições de lutar por Libertadores e com 2 na seleção brasileira.
O desespero do gremista por um título não é parâmetro para avaliar o trabalho do Roger. O que ele fez com um time que não aparecia nem na lista dos favoritos nos últimos 2 anos, sim.
abs,
RicaPerrone



A troca de passes mais comum do jogo foi entre Robinho e Lucas. Foram 13 passes. Veja no gráfico ao lado onde aconteceram e leia com facilidade as características do jogo.

Carlos Osório é gringo, o que no Brasil lhe dá um crédito de boa vontade de 120%. Fosse Osório de Taubaté e se chamasse Tião, estaria demitido e seria chacota da mídia há algum tempo.
Algumas pessoas nascem para comandar pessoas, outras para ensinar teoria pra quem as comanda. Nessas duas categorias os treinadores de futebol costumam se dividir em vitoriosos e fracos.
Renê Simões é demitido após perder pro Figueirense e ser eliminado da Copa do Brasil. Leitura simples: O Botafogo colocou a culpa nele e fez o básico.
As opiniões de torcedores são quase sempre reflexo do que a mídia acha. Óbvio, afinal, quem leva a informação pra se formar a opinião é a mídia e portanto já leva no tom que convém.