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Os campinhos da FIFA

As vezes acho a FIFA burra, outras vezes apenas tendenciosa. Na maioria dos casos, acho as duas coisas.  Os novos campos de futebol do planeta são padrão.

Padrão FIFA. Padrão pra brucuto jogar bola.

Quanto mais o esporte evolui mais rápido fica o jogo, mais fácil destruir, mais curtos os espaços, mais raro o desequilibrio pela técnica.

E aí vem a “dona do jogo”, a única que não nota que o esporte muda e as regras precisam acompanhar, e determina que os espaços serão ainda menores.

Porque é bom? Não, porque é assim nas micro-arenas da Europa onde o jogador pode ter seu cabelo puxado por um torcedor no escanteio.

Correria, passes rápidos, preenchimento de espaços, bola em movimento e muita velocidade. Quem joga assim?

Não somos nós, óbvio.

A FIFA encolheu os campos para privilegiar a correria, a força física e a destruição das jogadas. Burra, ou tendenciosa aos colegas europeus, deu um tiro no pé.

 

O futebol precisa de espaço. A discussão deveria ser uma nova regra do impedimento que impedisse que os jogos fossem disputados em 20 metros.

Mas então, reduzimos ainda mais os campos. Já que toda arena é quase igual, que seja também nas dimensões. E que cada vez mais sejam iguais os times, as torcidas, os jogadores, tudo!

Igualmente sem personalidade.

abs,
RicaPerrone

Não é música o problema

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Eu mesmo entrei na pilha. Fiz campanha, achei que poderíamos mudar o perfil da nossa torcida no estádio criando músicas novas e menos sonolentas do que “sou brasileiro com muito orgulho e muito amor”. Mas na real, me enganei.

Estive observando cuidadosamente os jogos da Copa nesse sentido desde então. E até mesmo indo aos estádios em Chile x Espanha, Inglaterra x Uruguai, tive muito claramente que o problema não está na música mas sim no ingresso marcado.

Explico.

Todo país que joga na Copa tem um grupo de torcedores de aproximadamente mil pessoas aglomeradas na arquibancada. Possivelmente a cota que se disponibiliza pro país em questão, e portanto há sempre um grupo grande organizado e uniformizado que puxa todas as músicas.

No restante do estádio, onde há uma mistura, não tem grupos para formar essa “organizada” e começar um coro.  E é mentira que não temos música pois na final das Confederações, onde éramos ampla maioria, puxamos no mínimo 10 musicas, tendo umas 3 entre elas criadas na hora.

E não precisa ser genial pra gritar, por exemplo, o nome dos 11 titulares. Bastava ter quem puxasse. Eis o problema.

Por não termos cotas pequenas e sermos sede, nossa torcida está completamente distribuida e sem “liderança”. E é isso que está destoando das outras sulamericanas, não a falta de repertório apenas.

Se quisermos mudar isso, puxe! Chama o cara do lado e começa. O conceito natural que temos de estádio que é esperar a organizada começar e irmos na onda, não vai rolar. Estamos viciados num esquema que na Copa não vai existir.

Qualquer um pode puxar um “explode coração”.  O problema tem sido esse. Quem puxa, e não a falta do “explode coração”, por exemplo.

abs,
RicaPerrone