Eurico

Jorginho não é a solução, mas pode ser parte dela

aoivksctyqgnskof975hsfutbEm 2014 o Vasco tinha que subir. Montou um time no papel muito mais forte do que se poderia imaginar até, mas deu de cara com a falta de perspectiva dos caras.

E eu vou me arriscar a ser mal compreendido, embora tente ser claro. O Vasco, hoje, é um fim de carreira melancólico pra um monte de gente.

Calma. Entenda.  Eu adoraria jogar no Vasco se fosse jogador, como todo jogador deve pensar quando começa. Mas quando COMEÇA.

Se você olhar pro time do Vasco verá um elenco de barriga cheia, absolutamente entupido de taças, conquistas e dinheiro. Eles todos vem de clubes mais bem estruturados, brigando por títulos e com menos idade, obviamente.

Se encontram em São Januário sob a motivação de não rebaixar um time no fim de sua carreira. É uma queda.  É um degrau abaixo. E pior: Tem sequencia? Não.

Os caras estão encerrando no Vasco e não preparando um time para ano que vem. Eles não tem ambição de ganhar nada com o Vasco. Apenas dinheiro.  O Vasco, por sua vez, não pode oferecer a eles nada que eles não tenham tido melhor nos últimos anos.

E a relação é muito pior pro clube do que pro jogador, que recebe o dele e foda-se.

Eu não quero nem sugerir corpo mole, juro! É mera falta de perspectiva. E ninguém no mundo produz nada sem perspectiva.

Este Vasco que sonha com um milagre deveria saber que os milagres acontecem quando o beneficiado é um cara de fé inabalável e que busca aquilo até o fim.  Você acha que Rodrigo, Guinazu, Nene, Dagoberto, Marcinho, Andrezinho, Herrera estão mesmo afim de buscar loucamente uma não queda pra serem dispensados em janeiro?  Ou para tentar fazer valer a pena, após tudo que conquistaram, ser o épico jogador que “salvou o Vasco”?

Na real, se esses caras fossem se motivar por algo é  mais fácil agora que virou milagre do que em maio quando a bola rolou. E times com fome comem muito mais grama.  Cada reforço do Vasco coloca o time ainda mais pra trás.

É Eurico, Roth, jogadores em fim de carreira…. Esse Vasco vai jogar o Brasileirão 2015 ou a Copa João Havelange 2000?

Jorginho é um cara que ainda busca espaço.  Logo, está no perfil que entendo ideal para tentar reverter. Mas a base do time é um equívoco, e os reforços só pioram essa situação semana após semana.

O Vasco ainda não caiu. Mas honestamente, com um elenco em fim de carreira, Eurico no poder e nas condições estruturais que o clube tem hoje em relação a maioria dos rivais pelo país, a queda pra série B é o menor dos problemas.

Só que ainda dá.

E se for pra morrer, morra atirando e não correndo.

abs,
RicaPerrone

Operação R10 – Capítulo final

90%

Eurico Miranda acorda e anuncia que Ronaldinho está 90% no Vasco. A notícia é uma bomba pra mídia, uma pauta gigantesca, assunto pra 3 dias em mesas redondas. Mas não é bem verdade e não assusta Mário que conduz a negociação há algum tempo.

Ao ouvi-la, Mário manda um whatsapp para Assis que nega. Diz que tudo que foi conversado está mantido e que o Fluminense segue sendo um interessante caminho para Ronaldo.

Assis viaja pra Turquia

Enquanto o irmão/empresário de R10 viaja pra Turquia, o Fluminense segue pontuando no Brasileirão. Assis nega ter ido até lá para “negociar” Ronaldo, enquanto a mídia faz de sua viagem quase um anuncio oficial de Ronaldo na Turquia.

Ainda via whatsapp, Assis diz ao Flu que gostou da proposta e que vão conversar mais uma vez quando ele voltar ao Brasil. A coisa já não parece mais uma “sondagem”, nem mesmo um namoro.

Semana decisiva

Imagem do SMS de Mário para Assis

Imagem do SMS de Mário para Assis

São Paulo x Fluminense no Morumbi. Na concentração alguns jogadores chave ficam sabendo que seria hora de decidir com Ronaldo e entram novamente no circuito. Fred e Pierre mandam mensagens para o craque reforçando que o grupo ficaria feliz em recebê-lo. Ronaldo começa a se envolver.

Na terça, dia 7 de julho pela manhã, após a volta de São Paulo, Mário envia um whatsap a Assis com uma imagem do Cristo Redentor segurando a bandeira do Fluminense e escreve: “Roberto, Bom dia….apenas pra dizer ao Ronaldo que o Rio de Janeiro e o Fluminense já esperam ele…..” .

Reunião e vitória

Mário e Simone vão a casa de Assis na quinta-feira, dia de Fluminense x Cruzeiro, para uma conversa importante. E uma das estratégias foi levar ao craque 4 camisas para ele escolher. Eram elas:
Número 95 – Referência ao gol de Barriga e a um novo “R. Gaucho” no clube
Numero 40 – Em homenagem a maquina Tricolor de 75
Numero 10 – Óbvio
Numero 11 – Camisa que ele usou na Copa de 2002 e ano do centenário do Fluminense onde outro “R” e craque do Barcelona, Romário, vestiu a camisa do Flu.

Eles chegam na reunião e colocam para Assis que tem alguma urgência, já que o clube está subindo na tabela, Wagner foi embora, e que precisam mesmo ter decisões sobre o elenco pro restante do campeonato. Mesmo de férias ainda, eles queriam uma resposta do Ronaldo.

Assis ouve tudo, diz que liga pro advogado deles e retorna. Assis pede 6 ingressos para o jogo contra o Cruzeiro de logo mais.

“Fodeu!”, pensam os dois. Se ele aparece lá a imprensa enlouquece !!!

Ele acha as camisas lindas e comenta sobre a beleza da camisa verde que estava com o 10. Neste momento, mesmo que de maneira velada, ele escolhe a 10.

Simone e Mário chegam na rua em frente a praia, antes de entrar no carro e se olham. Simone diz: “Caralho, acho que agora foi!”. E pela primeira vez eles acreditam estar realmente próximos de ter Ronaldinho no Flu.

Mário manda outra mensagem a Assis agradecendo a recepção e a ótima conversa e Assis Responde: “ Vamos fazer história !!!”

Fluminense x Cruzeiro

Sem alguns titulares, o Flu reage bem, vence e vira vice-líder do Brasileiro. Proposta na mesa, clube em segundo, imprensa em cima. O cenário é decisivo. Em algum momento o telefone vai tocar.

E toca! Assis manda uma mensagem para Mário empolgado com o jogo. Dizendo que viu o jogo e que Ronaldo também viu, elogia o time, a vontade e diz que amanhã a noite o advogado estará na casa dele.

No estádio a imprensa já sufoca a diretoria com perguntas. Eles não negam, nem confirmam. Muito menos dão percentual de possibilidades ao torcedor. Mário e Simone só trabalham contratações e negociações em sigilo. É muito chato tirar deles. E quando se tira, o negócio já está bem adiantado.

Sexta a noite

Casa de Assis. Lá estão Mário, Peter, Simone. O presidente se envolveu muito pouco na negociação. Há uma hierarquia muito respeitosa entre os 3. O Simone cuida do futebol e leva pro Mário o que é do Mário, que por sua vez, apesar de ser o vide de futebol, leva sempre ao presidente as situações já concretas para que ele possa dar seu aval e finalizar a operação.

Mas agora é com ele também. E lá está Peter na mesa com o advogado Sérgio e Assis. Mário se surpreende, pois quando chegam lá para uma “conversa”, talvez “mais uma”, Sérgio lhes apresenta uma minuta de contrato pronta e dentro de tudo aquilo que havia sido combinado, necessitando apenas de alguns ajustes negociais. Apesar de uma longa conversa, um longo “namoro”, Mário e Peter, advogados acostumados a participar de negociações no futebol se surpreendem novamente ao perceber a maneira simples e objetiva com que tudo acontece após o sim de Ronaldo.

Era oficial. Ronaldinho queria jogar no Fluminense. E ali mesmo, com os três advogados (Mário, Peter e Sérgio), eles ajeitam clausulas e chegam a um acordo. Mário envia pro clube, pede para providenciar aquilo formalmente e que pega no dia seguinte.

Peter

Imagine ser o presidente no momento em que o time perde o patrocinador que “bancava” o futebol há anos? Peter não deve ter vivido dias muito animadores em janeiro.  Mas o time brigando, pagando em dia, com nomes de peso e aquela contratação do R10 representariam muito mais do que um meia direita pra ele.

Nessa noite de sexta-feira, quando percebe que Ronaldinho está a uma canetada de ser jogador do Flu, ele se emociona. Revela aos amigos Mário e Simone que é uma conquista. E não está falando em título, mas em como se manter um clube em alta, forte no campo e no mercado, meses após ser rotulado como “morto” para uma parte estúpida da mídia esportiva.

 

Simone e o avião

É sábado. Mário e Peter tem a reunião final com Ronaldo as 16h. Mas o Flu precisa ir a Coritiba jogar contra o Atlético PR. O voo sai as 15h, chega as 17h. Simone portanto embarca desejando “boa sorte” e espera pisar em Curitiba com uma mensagem do Mário, que não chega.

Ansioso, ele envia: “E ai?!?!”. Mário responde: “Tudo bem”. Simone usa alguns palavrões para o amigo. Mas antes que precisasse ligar para tirar mais qualquer dúvida, Ronaldo vai ao seu twitter e anuncia pro mundo: É jogador do Fluminense.

O final feliz

Papeis assinados. Todos felizes. Mário é um sujeito que fala pra cacete, daqueles bem advogado mesmo sabe? Se você sentar do lado dele em 30 minutos ele te convence que o Pelé era ruim e o Magno Alves o novo Garrincha.

Naquele dia, após a assinatura do contrato, ele foi interrompido. Enquanto falava sobre alguma coisa do clube, do desenrolar da operação, etc, Ronaldinho o interrompe.
– Mário. Você já fez tudo que tinha que fazer. Agora é comigo. Vamos pra cima de geral !!!

Não havia frase no mundo que fizesse o vice de futebol do Flu mais feliz naquele momento.

Após a frase, sabendo que o grupo está concentrado para o Jogo contra o Atlético PR,

 

Mario pede a Ronaldo que grave um vídeo de incentivo ao grupo. Ronaldo imediatamente aceita e mando o mesmo recado que havia dado ao Vice Presidente.

Eles saem da reunião, staff, marketing, comunicação, diretoria… e não fazem uma festa, nem tomam um porre. Apenas se olham orgulhosos por terem dado mais um grande passo a provar, pra quem ainda é cego e duvida, que o Fluminense é enorme por si só.

Ah! O Flu venceu o Atlético no dia seguinte por 2×1, aos 47 do segundo tempo.

Fim

Casting:
Peter – Peter Siemsen, presidente
Mário – Mario Bittencourt, vice de futebol
Simone – Fernando Simone, diretor executivo de futebol
Assis – Roberto Assis, empresário de Ronaldo
Vitor – Vitor Leal – Amigo de Ronaldo e empresario de futebol
Ricardo – Ricardo Correa – Scout do Fluminense
Sergio – Sergio Queiroz – Advogado de Ronaldo

 

–  A série “Operação R10” tem 3 capítulos:

Capitulo 1
Capitulo 2
Capitulo 3

O fim

E chega 8 de julho de 2015. Um ano após nossa grande derrota, enquanto a mídia se delicia com tragédia, o Maracanã é palco de outra. Na minha opinião bem maior, inclusive.

Eurico Miranda, o oitavo gol da Alemanha, resolve brigar pelos seus “direitos” e não entende que em 2015 há diferenças logísticas do que foi acordado em 1903.  Mas não me espanta.

O que me deixa maluco é ver a CBF concordar com o assassinato do que resta de nós. O Maracanã é o último lugar dessa merda toda que as torcidas dividem o estádio num clássico. Onde podem sentar juntos e dividir o mesmo metrô pra ir e voltar.

É o que sobrou de um futebol não tão estúpido como o atual.

Eu vejo vascaínos contra e com medo de se posicionar contra o próprio clube. Vejo tricolores cheios de raiva, rubro-negros e botafoguenses ignorando a decisão que pode determinar o fim do último espaço democrático do futebol brasileiro.

O Maracanã se posicionou contra. Porque qualquer sujeito de bom senso sabe que é tempo de colocar o interesse do futebol acima da vaidade política. O que não sabemos é que ou vendemos nossos clubes ou seremos sempre vaidosos torcedores de terno e gravata brigando por ego.

Chega. Infelizmente não dá mais. É hora de encontrar uma forma de vender os clubes do Brasil por dinheiro. Transformar isso num arrogante cenário capitalista e que se foda as consequências culturais.

Entre um clube que não é mais meu e um clube que não me representa, fico com a primeira opção.

abs,
RicaPerrone

E o auto-respeito onde fica?

Eu escrevi aqui num post chamado “CR Inacreditável da Gama“, há  cerca de um ano, que considerava a idéia de um réu condenado a pagar 3 milhões pro clube se candidatar a presidência dele e assim retirar a queixa contra ele mesmo um absurdo.

Pois bem. Eurico voltou. O respeito, dizem, também.

E então campeão carioca, como previsto, o presidente consegue reunir sua turma e se isentar do que deve ao clube.

Eu não sei quanto custa ganhar uma eleição. Mas talvez seja menos de 3 milhões. E se fosse um negócio, portanto, Eurico teria feito um ótimo pra ele.

O conselho votou ontem a noite e o liberou dessa. O Vasco de Eurico, que ganhou um processo contra Eurico, agora tem o perdão de Eurico, que não cobrará mais os 3 milhões de Eurico.

É esse tipo de respeito que você quer, vascaíno?

Porque ok, de fato o time melhorou, está na série A, é campeão e o Vasco tem força política novamente. O respeito externo, seja imposto ou conquistado, voltou.

Mas e o auto-respeito? E o Vasco com ele mesmo?

Triste noite em São Januário.  Champagne na casa dos réus, dívida na casa das vítimas. E sem chrororô, pois asssim quiseram os credores.

abs,
RicaPerrone

O sorriso voltou

Nunca deixaram de te respeitar. Você sabe disso. A questão nunca foi esse respeito mas sim a dos “bastidores”.

Quando o vascaíno comemorou “a volta do respeito” via eleição presidencial, entendi. Não concordei, mas entendi. Eles diziam que “não seremos mais roubados”. O que pra qualquer não-vascaíno soava como “eles vão ganhar no apito”.

Entre as lamentações extremistas dos dois lados, discutíveis posturas políticas e muito blá blá blá, havia uma busca velada pela confirmação da frase “slogan” do Vasco 2015.

Se por um lado os não-vascaínos torciam mais por um gol irregular do que pela derrota, por outro tudo que queriam neste domingo era mais uma  vitória na bola, incontestável, grandiosa e que representasse a volta do respeito pelos pés, não pelas mãos.

Hoje sim, “o sorriso voltou”.

E voltou com o Maracanã lotado, com uma torcida barulhenta e assumindo o nervosismo pela grande final.

Grande final. É lá que devem estar os grandes clubes. Ora pra ser vice, ora pra ser campeão. Mas é preciso fazer parte delas.

Acho que nem o mais fanático e doente vascaíno acha que tem um timaço, que vai pra Tóquio ano que vem e que o clube será um modelo estrutural e administrativo com essa antiga-nova direção.  Mas honestamente, de forma imediatista, apaixonada e irracional, tal qual nossa paixão pelo futebol, eles precisavam desse título.

Porque em 2014 eles mereceram, ganharam e um erro aos 46 os tirou das mãos uma taça conquistada. Sim, um erro. Como eventualmente todos que em 2015 aconteceram contra e a favor do Vasco. Até que se prove o contrário.

As vezes você perde a razão, toma um porre e passa uma noite feliz.  E talvez a razão tivesse ainda mais razão se pudesse ter coração.

Eurico pode ser uma cachaça com consequências terríveis a saúde do Vasco e a paixão do vascaíno.  Mas hoje, pelo menos hoje, enquanto o efeito do alcool não passar, deixem-nos serem felizes.

Não vicie, mas uma dose de alegria não faz mal a ninguém.

Parabéns Vasco!

abs,
RicaPerrone

O acerto sobre os erros

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É fácil demais ser dirigente de clube no Brasil.  Primeiro eles assinam calendário, regulamento, acordo com TV e o escambau. Depois passam o ano reclamando pra torcida que é um absurdo.

Então não assina, porra!

Não vamos esperar algo muito inteligente por um futebol melhor. Eles pensam apenas no próprio clube, a CBF inexiste, não há um “dono”  do futebol aqui como há num UFC por exemplo, e não vai mudar nada enquanto não houver. A questão é: o Eurico tá errado ou acertando em cima de 2 erros grotescos?

Primeiro: Num futebol onde paga-se 500 mil a um jogador, cobra-se 60 paus num ingresso para sustentar o conceito do Sócio Torcedor e com estádios que parecem sala de cinema de Shopping, não faz sentido algum que os clubes joguem 4 meses do ano contra times de série C.

Os estaduais acabaram. Não querem entender isso por bem? Vão entender quebrando a cara nas finanças até que alguém tenha a coragem de assumir que não é parte de uma cooperativa que tenta salvar o Itaperuna e sim um clube que busca lucro.

Tendo claro que este é o primeiro erro, vamos ao segundo.

Já que haverá estadual, porque assinam os grandes que o regulamento deve ser por maioria se discordam dele? A maioria, senhores, inclui o interesse de times de série D. E você, campeão de série A, dificilmente terá uma meta parecida com a dele.

A maioria quer ingressos a 5 reais. Flamengo e Fluminense estão ERRADOS! Porque? Porque assinaram isso. Eu também acho que o clube deveria determinar o valor. Mas o combinado não sai caro. Flamengo e Fluminense assinaram este regulamento e portanto devem cumpri-lo.

Ou aquele papo todo anti-tapetão só serve pra mudanças quando não convém a seu clube?

Note, repito, eu não acho que deveria ser assim. Mas se é, se assim foi acordado, então Eurico foi o mais sensato deles.

Se é fato que vamos gastar 4 meses do ano contra times de merda, estádios vazios, interesse zero e que o acordo é pra que a maioria esteja satisfeita, então que baixe o ingresso e pelo menos dê ao estadual uma conotação popular.

Qualquer jogo de futebol melhora 200% com público no estádio. É como uma peça. Sem platéia, o ator não brilha.

E o sócio torcedor? Isso é problema do Flamengo e do Fluminense. Que ao assinarem um acordo onde a maioria seria respeitada, tem que saber dos riscos que isso determina.

O melhor dos mundos é uma rebelião! “Não jogo mais essa merda!”.  Pronto, estamos livres de 4 meses de sono. Mas eles não farão, pois também não sabem exatamente o que é melhor pro futebol.

Aqui, sem dono, vivem em busca de uma fatia maior de um bolo pequeno. Quando venderem isso pra alguém capitalista de fato terão um bolo maior pra dividir fatias maiores.

Estando determinado 4 meses de estadual, com a “maioria” sendo respeitada, Eurico foi bem demais. Porque Flamengo x Madureira vale 5 reais mesmo. Idem pra Vasco x Friburguense,  Botafogo x Bonsucesso ou Fluminense x Bangu.

abs,
RicaPerrone

Meus pêsames, Vasco da Gama

Quando você namorada um longo período uma mulher bonita, mas acomodada e sem personalidade, a sua primeira busca quando separado é uma mulher de atitude e cheia de personalidade.

Quando você sai da casa dos seus pais onde nunca pode encher a geladeira de besteiras, a primeira coisa que você faz na sua casa é comprar uma tonelada de porcarias e colocar nos armários.

O vascaíno esteve anos nas mãos de um coronel de 1950, cheio de marra, agindo feito um Rei e colocando o Vasco como seu castelinho. Entre mil erros e alguns acertos, como todo Rei, teve seus puxa-saco de carreira que carrega até hoje.

Eurico é um dirigente mediocre. Mas ele protege o Vasco, coisa que o Roberto não fazia.  É um sujeito de caráter bem contestável, inclusive sendo hoje devedor de 3 milhões ao clube que acaba de elege-lo.  Mas é um cara que mete a cara na tv e responde o que querem saber.

O vascaíno acaba de sair de um namoro com uma mulher molenga, que não sabia se comportar nos grandes eventos e portanto não servia para acompanha-lo.  Imediatamente ele corre para os braços daquela que dominava qualquer ambiente, mas que não era exatamente transparente, nem a que planejava melhor o futuro do casal.

Eurico é o que há de mais antigo e detestável no futebol. O cara que pensa no dele, foda-se o resto, e que se for necessário assume diante de quem quiser que faz as coisas “na calada da noite”, de forma não muito clara.

O homem que traiu o clube dos 13 na Copa União e afundou nossa primeira Liga está de volta. Pra defender o Vasco, pra defender seu status, e pra não querer saber os limites éticos de tudo isso.

O Vasco é do Eurico. E essa afirmação, tão detestável por anos e anos, hoje se prova real. Ele fez, mexeu os pauzinhos, arrumou mais uma eleição suspeita e cheia de irregularidades e está lá novamente.

Sinto muito, vascaíno.  Sinto muito mesmo.

abs,
RicaPerrone

Entrevista: Julio Brant

Esse cara aí da foto quer mudar o Vasco. Julio Brant é candidato nas eleições do Vasco por enquanto marcadas pra quarta-feira.

Conversei com o candidato e nosso papo rendeu uma hora de projetos, ideias, conceitos e uma apresentação quase informal daquele que deseja ser o novo comandante do Vascão.

Falamos sobre Rodrigo Caetano, o técnico ideal, o Sócio Torcedor, uma nova Arena, reformas em São Januário, um fundo de investimento querendo colocar alguns milhões no clube, organizadas, entre outros diversos assuntos.

Eu, particularmente, gostei do cara.  Me parece novo, cheio de idéias, com vontade de fazer diferente. Se fará, só o tempo.  Mas gostei do que ouvi e acho que você também vai gostar.

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Ou, download aqui.

abs,
RicaPerrone

Dos males, o maior

O desespero de um torcedor tem consequências complicadas. A maior delas é a perda de memória em troca de uma alucinação que gere conforto e esperança.

Eu não conheço o Dinamite, nem o Eurico. Mas sei ler, escrever e procurar informações quando preciso para formar uma opinião.

Tá ruim, vascaíno? Tá.  Mas veja você como o futebol é cruel. Eurico Miranda foi presidente do Vasco de 2001 a 2008, o exato período em que o clube se afundou em dívidas.

Ganhou um estadual, em 2003, e mais NADA.

Veja o gráfico ano a ano

Nos Brasileiros sob seu comando o clube ficou em sexto uma vez, e TODAS as outras de décimo para trás. Sendo  quatro delas acima de décimo quinto.

Deixou o time quase rebaixado, acusado de mil desvios e problemas. Sofre com processos e cpis no futebol, é um sujeito de 70 anos, engraçado, carismático, quase uma figura de desenho animado.

E há quem o chame de “solução”.

Eu sei o que você sente, vascaíno. Eu não sou petulante de me achar diferente de você afinal, se não por futebol, eu tenho a mesma “saudades” do Castor na minha Mocidade. Não porque ele resolveria tudo, mas porque não dariam calote da grana de patrocinio na minha escola. E sei que você também quer ao menos força poltica para que o Diego Souza não estivesse no Cruzeiro, por exemplo.

Entendo, mesmo sem aprovar.

Porque o futebol chegou num nivel de profissionalismo que não cabe mais Eurico, Mustafa, Juvenal, Dualib.  Hoje, não seria o manda chuva mas sim uma figura caricata que encheria a imprensa de pauta e o Vasco de mais e mais loucuras que um próximo presidente irá pagar.

Roberto pode não ter resolvido o problema, mas está longe de ter sido o grande causador deles. Tirar o presidente atual não significa voltar com um pior. Se o Vasco hoje está em situação ruim é porque Eurico deixou assim.

“Mas era campeão”.

Do que, filho? Com poderes limitados, foi. Quando presidente, não ganhou nada, pelo contrário, rebaixou o time praticamente.

E aí você me diz, em 2013, vendo os rivais buscarem evolução, seriedade, gente de fora e administrações mais transparentes que quer o Eurico de volta?

Seu Vasco vale mesmo um estadual qualquer?

Dinamite vai mal, o que não tem relação com a possível volta de Eurico.

Não é porque a diarréia está insuportável que devemos desejar a volta de um câncer.

Eurico é dos males, o maior. E o Vasco precisa se livrar disso, não trazer de volta.

abs,
RicaPerrone