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Goiás 1×2 SPFC: Dá pra brigar sim!

Nunca concordei que o time do SPFC era ruim. Com os reforços, óbvio, menos ainda. Especialmente pelo reforço no banco, Cuca, que pra mim é um dos melhores da América.

Toró, Antony, Pato, Everton. É talento puro aliado a velocidade. Não tem nenhum motivo para descredenciar esse time ao título. Hudson, Hernanes e Tche Tche. Alem do Liziero que está voltando. Outro setor especial e acima da média.

O que descredencia o SPFC ou o coloca como “surpresa”?

Surpresa pra mim seria se esse time, nas mãos de um grande treinador dentro de uma grande estrutura e focado no torneio não fosse um dos favoritos ao título.

Vai brigar, sim!

Ontem deu gosto de ver em alguns momentos o SPFC jogar. E é raro ver um time brasileiro dar gosto de ver hoje em dia, convenhamos.

Diante da melhora, dos reforços e da idéia de que esse time está evoluindo, não tenho nenhum argumento pra tirar o SPFC da lista de favoritos ao Brasileirão.

Tem time melhor? Tem. Mas tá pensando em Libertadores.

RicaPerrone

Fluminense 0x1 Goiás: VAR não pode errar

Quando surgiu o VAR eu comentei aqui que ele seria maravilhoso mas carregaria com ele um perigo enorme: a validação do roubo.

No imaginário do torcedor o “roubo” acontece, e na mesma mente ele é interpretado como “erro” para que o sujeito consiga coerentemente continuar vivendo futebol todo santo dia. Ninguém curte e acompanha algo que acha ser uma farsa.

O VAR valida o “roubo” na cabeça do torcedor. Um erro brutal, como o absurdo de Dedé contra o Boca, e diversos torcedores passam a não acreditar mais no esporte em si.

Hoje o VAR cometeu um erro e mudou o resultado de um jogo. O Fluminense fez 1×0, gol legal, e com ajuda do vídeo que sequer foi sugerido pelo time que sofreu o gol de tão claro que foi a legalidade do lance, o juiz anulou.

Em seguida nervos a flor da pele, uma falta discutível e um gol de falta. A estréia do Fluminense, que não jogou bem, levaria paz ao clube. Levou vaias.

O VAR não pode errar. Ele é uma vacina contra o erro que se aplicada de forma errada mata o futebol e não o erro.

RicaPerrone

Salvador

Com o gol, salvou o time, o ingresso e o pescoço de Ronaldinho e Gérson, que tiveram atuações horrorosas no Maracanã.  O jovem Scarpa é um dos menos “empolgantes” novatos do clube tecnicamente e, veja você, foi o autor do mais belo gol de todos eles.

De útil e tático a “decisivo foi Scarpa. De decisivo a “volante tático” foi Cícero.  E de gênio a peso morto, Ronaldinho Gaúcho segue de férias mesmo em campo.

Um erro escala-lo, outro insistir nisso. Eduardo acabou de chegar, quer testar, pois bem, está testado. Ronaldinho não está apto para jogar futebol em alto nível. Se é físico, psicologico ou mera vagabundagem, só ele sabe. Mas em campo, um a menos.

Foca no gol.

Foi só isso.  O Fluminense fez outro jogo ruim, especialmente no primeiro tempo, onde o time ficou parado cada um em sua posição esperando a bola.  Gérson, Fred e R10 fica complicado esperar movimentação. Fácil de marcar, dependente de uma jogada isolada, o Flu está longe de competir em alto nível de novo.

As entradas no segundo tempo de Oswaldo e Marcos Junior deixam isso claro não exatamente pelas suas atuações, mas pelo fato de terem o mínimo de vontade de buscar um espaço em campo e expor o quanto são nocivos, hoje, nesse esquema, Gérson e R10 juntos do Fred.

Fred que, mais uma vez, fez a parte dele. Tirou lá atrás, marcou o dele, empurrou o time e até brigou com a torcida pedindo aplausos. É um capitão invejável.

Mas vamos falar do gol. É o que tiramos desta noite no Maracanã.

Um surto de genialidade do menos genial dos garotos que o Flu inventa na fábrica de Xerém.  É dele o lance que separa Fluminense e Goiás na noite de hoje e, por consequência, coloca o Flu de novo numa situação ainda não tão dramática no campeonato.

Scarpa é um garoto que se mexe, já atuou em 3 posições diferentes e que num momento difícil do jogo puxou pro “pé ruim” e fez o gol.

Quantos jogadores de 30 e tantos anos caem sentados quando a bola vai pro pé errado?

Talvez Scarpa não seja o “menos genial” dos garotos do Flu. Talvez seja o mais moderno, o que tenha entendido melhor o jogo e suas novas cartas.  É rápido, versátil, tem qualidade e joga pro time.

Um time que depende tanto de um lance individual, veja você, quem diria, voltou a vencer num lampejo de brilhantismo de um de que privilegia o simples.

E o futebol é simples.  Mesmo quando genial.

abs,
RicaPerrone

Palmeiras x Goiás – Preview

palgoias

O Palmeiras joga em casa neste domingo e a torcida faz a diferença! Duvida? Clique no vídeo e comprove!

Posted by Canal Premiere on Sexta, 22 de maio de 2015

Contra tudo, contra todos e contra ninguém!

Em 2013 eles passaram o trator. Ganharam o Brasileirão com um futebol encantador praticamente no final de outubro, sem permitir que qualquer outro pudesse sonhar com um final dramático e imprevisível.

Sem adversários, foram criando fantasmas para tornar o caminho assustador e então sair dele herói.

Não são. O Cruzeiro tem tudo menos um time heróico que superou dificuldades, problemas incríveis e “ainda assim conseguiu….” bla bla blá.

Captura de Tela 2014-11-23 às 19.06.49O que há ali é competência, trabalho, planejamento e resultado.  Ponto.

Eu passei o ano achando graça dos cruzeirenses buscando algo ao que se apegar pra poder “sofrer” como nós, mortais. Era  o eixo, a imprensa, o juiz, a sorte, a cbf. Todo jogo o cruzeirense procurava emplacar um adversário de fato para que pudesse ter o delicioso “drama” da conquista.

Não encontrou.

O “contra tudo e todos” menos bem fundamentado do mundo novamente não colou.  Imagine, tentaram colocar o rótulo de “odiado e perseguido” justo ao mais simpático e de menor rejeição clube do país.

E dia após dia eles se perguntavam se seria assim, tão fácil.

E foi.

Porque são muito melhores do que os outros para disputar um torneio que premia a regularidade. Este é o objetivo, e quem o entende o alcança.

A festa da torcida do Cruzeiro é tão planejada e calculista quanto o título.

Eles já sabiam. E nós também, convenhamos.

abs,
RicaPerrone

 

5 bolas dentro!

Foram duas com 5 minutos, mas o jogo já estava 1×0.

Quando a diretoria do São Paulo teve seu jogo marcado para segunda a noite, horário nobre pra entretenimento em muitos países, não pensou duas vezes e colocou ingressos a 5 reais.

“Porra mais que absurdo…!”. Não, absurdo é jogar pra 5 mil pessoas e insistir no preço.

Quanto vale a óbvia vitória contra o Goiás numa segunda a noite onde paulista nenhum chega no estádio sem 1 hora de transito mesmo se morar na esquina?  Vale bem pouco.

Porque o mes do ppv vale em média 1 ingresso de brasileirão. E os clubes, burros, não percebem que há um abismo entre o que vale o show e o quanto querem cobrar.

É jogo pra 10 reais mesmo. E assim, recebendo 30 mil pessoas (10 na hora dos gols, é verdade)  o Tricolor já tinha 3 bolas dentro aos 5 minutos.

Jogo resolvido, toque de lado, administrando a parte física de quem joga quinta e domingo. Outra bola dentro, fez do jogo um treino leve.

A quinta, pra não deixar o jogo muito chato no segundo tempo, foi de Alan Kardec. E então, os gritos de “olé”.

Não é uma causa perdida. Faltam 7 jogos, dos quais alguns serão confrontos contra times dispostos a entregar o jogo, outros não. Depende muito da sorte também pra ser campeão de pontos corridos. E essa aí não dá pra prever.

Quem sabe?

abs,
RicaPerrone

Sobrando o que faltou

Contra o América RN o Fluzão deixou de ter medo de ser eliminado e brincou de tomar gols.  Acabou fora, numa das mais ridículas páginas da história do clube entre 4 linhas.

Hoje, depois de um grande primeiro tempo onde os dois times buscaram o toque de bola, poucas faltas e belas jogadas, o Fluminense teve que escolher.

Estava 2×0 quando Kléver fez a falta violenta mais aceitável do mundo.  Era quase um pontapé necessário, se é que existe isso.  Expulso, com toda justiça, deixou Cristovão em situação difícil.

Ele já havia trocado Cícero por Wagner no intervalo. Até a hora que escrevo este post não entendi ainda porque.

Para o goleiro reserva entrar, optou por tirar Sóbis. Normal.  Ainda havia um jogo onde o Fluminense poderia oferecer algum perigo ao Goiás.

Até que ele tirou o Fred, colocou um zagueiro e deixou Conca e Wagner na frente esperando uma luz divida.  Eu gosto do Cristovão, mas ele faz alterações que não entendo bem.

De qualquer forma, o Fluminense optou por ter muito medo, já que faltou contra o América.

Tanto que chamou o Goiás e tomou o gol. Merecido, diga-se.

Agora 1×0 elimina o Tricolor. E lá, por isso, vai precisar fazer gols. E então Cristovão vai poder fazer o que faz de melhor, que é armar o time pra agredir.

Quando colocado em situação de administrar, até agora, não se saiu muito bem.

abs,
RicaPerrone

Luciano é o sinal

Chegou a parecer uma tragédia, pintou mais um empate vagabundo, beirou a virada na raça, virou uma goleada. E o mais interessante é que de todas as alternativas que o jogo sugeriu no placar, a mais justa era mesmo a goleada.

É raro o Corinthians ser forçado a agredir dessa forma. Mas hoje precisou, e fez. Quando fez, ela não entrou.  O Goiás, que estava a alguns segundos de levar a virada, ficou na frente de novo.

Renan pegou o que podia e não podia. O Corinthians tentou de todas as formas encontrar um jeito de dar o toque final daquele time que tem a bola, que marca bem, que se defende organizadamente mas que não tem a mesma facilidade em resolver na frente.

Veio Luciano e com ele a goleada. Não porque Luciano é craque, mas porque o recado é simples.

Se defende bem porque tem um grande zagueiro, sai pro jogo com qualidade porque tem um grande volante. Cria algumas boas chances com seus bons meias.  Mas não tem um grande atacante.

Esse cara pode nem ser o Luciano. Mas talvez “um Luciano”.

Alguém que transforme “quase empates sonolentos” em grandes goleadas.

abs,
RicaPerrone

Um domingo especial

Não é pelo Goiás, pela liderança ou por uma promoção de ingressos. Era pelo futebol apresentado, pela perspectiva e pela noite de homenagens.

Era dia de Assis, Washington e Fred. Três dos maiores ídolos que o Flu teve em sua história.  Dois já se foram, um voltou.

E num Maracanã com 40 mil torcedores prontos para aplaudir, as homenagens antes do jogo os levaram as lágrimas.  No telão, gols do passado glorioso com o casal 20 de uma história já escrita.  Em campo, as famílias. E no vestiário, a história que ainda se escreve.

O Fluminense precisou de pouco pra mostrar, de novo, um grande futebol e resolver o jogo.   Podia ter sido três ou quatro a zero. Mas não foi, pois o placar de hoje tinha que ter “20”.

E veja você que destino caprichoso.  Enquanto choravam a perda de 2 ídolos, aplaudiam outra partida brilhante de Conca e a volta de Fred, dois ídolos muito mais “tricolores” do que brasileiros. Tal qual Assis e Washington.

O Flu, o Maracanã, os ídolos juntos e “só deles”.

Parecia uma substituição qualquer quando Fred entrou em campo. Mas não era só isso. Saiam Washington e Assis, não o Sóbis. E entrava Fred.

O 2×0 no Goiás foi a coisa menos importante da noite.  Até mesmo do que  recado bem dado ao Cruzeiro: “Não é só você que sabe jogar bola”.

abs,
RicaPerrone