gol anulado

Fluminense 0x1 Goiás: VAR não pode errar

Quando surgiu o VAR eu comentei aqui que ele seria maravilhoso mas carregaria com ele um perigo enorme: a validação do roubo.

No imaginário do torcedor o “roubo” acontece, e na mesma mente ele é interpretado como “erro” para que o sujeito consiga coerentemente continuar vivendo futebol todo santo dia. Ninguém curte e acompanha algo que acha ser uma farsa.

O VAR valida o “roubo” na cabeça do torcedor. Um erro brutal, como o absurdo de Dedé contra o Boca, e diversos torcedores passam a não acreditar mais no esporte em si.

Hoje o VAR cometeu um erro e mudou o resultado de um jogo. O Fluminense fez 1×0, gol legal, e com ajuda do vídeo que sequer foi sugerido pelo time que sofreu o gol de tão claro que foi a legalidade do lance, o juiz anulou.

Em seguida nervos a flor da pele, uma falta discutível e um gol de falta. A estréia do Fluminense, que não jogou bem, levaria paz ao clube. Levou vaias.

O VAR não pode errar. Ele é uma vacina contra o erro que se aplicada de forma errada mata o futebol e não o erro.

RicaPerrone

Maldito seja nosso herói

O que seria deste Flamengo x Vasco sem Rodrigo Castanheira?

Senhoras e senhores, o jogo não foi tecnicamente interessante. Na verdade, ele não valia nada, estava vazio, chato, quase um amistoso.  Ao absurdo custo de 80 reais, o Maracanã vendeu neste domingo o “porra nenhuma” mais caro do mundo.

Sim, afinal, não valia “porra nenhuma”.

Antes de Rodrigo Castanheira. Porque depois, vai ter até gente guardando o ingresso.

Veja o Gráfico de Intensidade da partida

Veja o Gráfico de Intensidade da partida

Se este auxiliar ( que se fosse bom seria juiz ) acerta no lance do Douglas, o que seria deste Flamengo x Vasco?  Um empate com o carisma de um pão integral, sem qualquer marco histórico que registrasse, de fato, este “clássico dos milhões”.

E vejam vocês o que será, no entanto.

Uma segunda-feira onde o gol que não valeu será mais comentado do que os 3 que valeram e decidiram a partida. Um amistoso que vai pautar bares, amigos, inimigos e jornalistas  até quarta-feira.

Rodrigo Castanheira é o nome do jogo.  Porque não viu, ou porque é ruim pra cacete mesmo.  Má fé não é parte das minhas possibilidades quando avalio um profissional sem conhecê-lo.

Mas é seu dever, vascaíno, condená-lo à eterna fama de ladrão. E seu, rubro-negro, tentar entender que “ninguém é perfeito”.

É óbvio que a bola entrou.

Mas o que seria deste fim de domingo se ele tivesse confirmado o gol?

abs,
RicaPerrone