Grafico de Intensidade

Pro gasto

Imagine a cabeça de um dirigente do Fluminense.  Ele precisa montar um time até junho pra que, exatamente? Pra jogar o estadual e 4 jogos mediocres da Copa do Brasil.  Talvez alguns do Brasileirão, mas nem um 25% dele. E então, pausa, pré temporada, janela, tudo de novo.

Não há nada pior no futebol do que estar brigando por nada.  Até mesmo a perspectiva de “não cair” é mais envolvente e interessante do que a de cumprir tabela. Infelizmente, meus caros, o Flu segue cumprindo tabela.

Joga pro gasto. E serve.

As vezes se anima e faz alguma coisinha a mais. Mas na real nem mesmo os jogadores conseguem enxergar um motivo grande a curto prazo. O Fluminense vai nessa de bater em pequeno até as semi, onde enfim fará algo que atraia torcida, mídia, até mesmo o time.

Hoje, contra o Macaé, mais uma vez aquela sensação de “faz 1×0 aí e espera acabar”.  Afinal, quem é que coloca canela num jogo desses? Quem quer “algo mais” num campeonato empurrado com a barriga até o fim?

E não é culpa do Flu. Ou até é, já que assinou também esse regulamento imbecil que tira o pouquinho de emoção que o estadual tinha.

Para quem joga Libertadores, vá lá.  Para quem ficou fora, o ano começa em abril.  Infelizmente.

Mas pra quem faz uma pré-temporada de luxo, o Flu vai muito bem, obrigado.

abs,
RicaPerrone

GI: Flamengo 2×1 Vasco

Um dia assistindo a um jogo de futebol pensei: Se num só lance eu chutar 5 vezes a gol e o adversário fizer o mesmo durante todo o primeiro tempo, ele terá, nos números, feito o mesmo que eu.

Ou seja, números no futebol são como biquini. Mostram tudo, menos o que interessa.

Pensando assim venho criando desde 2013 uma forma de colocar no papel a intensidade do jogo, as chances criadas e quem, de fato, foi mesmo buscar o placar.

Assim, cheguei ao Gráfico de Intensidade.  É simples, abre pouco espaço pra interpretações maldosas e dá um retrato diferente do jogo.

Separe o jogo por minutos. São 90 mais os acréscimos.  Em cada minuto que não houver qualquer ação ofensiva, a “nota” é 5.  Bola no ataque, nota 6. Entrou na área ou arriscou de fora sem grande perigo, nota 7. Chance de gol, nota 8.  Uma grande chance de gol ou uma bola na trave, nota 9. E  o gol, nota 10.

Na média, um demonstrativo simples de quem foi mais intenso em busca do gol. E no gráfico os momentos da partida em que isso aconteceu.

abs,
RicaPerrone