gramado

Nossos “campos” não dizem mais nada

Quem nunca correu num gramado bem batido não pode avaliar se é melhor jogar futsal ou campo.  A padronização de tudo nos leva a perda de personalidade.

Há tempos não rodada o país para novas peladas e ao fazer me deparei com um padrão.

Quando se olha o campo e o estado do gramado muito se sabe sobre o mandante. Quando num piso frio de futsal, tudo se torna quase igual.

Não há mais aquela personalidade de outras épocas onde se deixar a grama alta era um charme a mais. Não existe mais sequer o campo referência em grama alta, como em tantas revistas exaltamos no passado.

Aqueles cortes radicais com tons diferentes menos ainda.  É tudo igual. Você pode jogar em dez campos diferentes, sentirá um cheiro novo, um ambiente diferente, um controle de acesso mais rígido ou generoso. Mas na hora que a bola rolar ele ficará igual a todos.

Onde estão os campos inesquecíveis? Cadê aquela sensação única de ir entrando no túnel pra enfim descobrir o gramado?

Não que eu sinta falta dos campos de terra e lama, longe disso.  Acho que quanto mais bem tratado, melhor. Mas sinto falta da diferença que marcava a personalidade pelo gramado.

O futsal tem seu valor, o society idem. Mas o campo, quando bem cuidado, de grama natural,  sempre será especial. Beijamos o gramado antes de entrar, algo que hoje pesquisas revelam já não ser um padrão.

E embora nenhum deles possa evitar eventuais interdições por força da natureza, ainda assim acredito que seja frescura essa coisa de minimizar o número de jogos.

Ele aguenta. Se aguentava preliminar e jogo principal na década de 80, porque agora não aguentaria com tanto tratamento especial?

Vamos despadronizar os campos, gente. Eles dizem muito sobre você para serem iguais a todos. #paz

abs,
RicaPerrone

Tá ruim?

Eu não sei de onde vem essa necessidade nacional em criticar e se fazer de “vítima” de algum mau administrador,  mas hoje passou um pouco dos limites.

O Maracanã tem seus defeitos e qualidades, mas com absoluta certeza sua drenagem não está na lista de defeitos. Todo mundo sabe disso, mas a necessidade de dizer “É Brasil”  é insuportável pra alguns.

Caiu uma chuva que o Rio de Janeiro inteiro não suportou. Ah mas que absurdo! Como pode o gramado não aguentar?

E aguentou. Porque em 30 minutos não havia mais água no campo e não havia parado de chover. Uma das melhores drenagens que vi na vida num campo de futebol diante de um dilúvio incomum.

Fico imaginando sem ter que me esforçar que se a mesma cena acontece no Camp Nou uma hora antes a drenagem seria a manchete dos sites. Como foi aqui, é a piada do dia. Mesmo tendo conseguido salvar um jogo que dificilmente outro estádio no mundo teria conseguido salvar em 30 minutos com tanta água.

abs,
RicaPerrone