Henrique

Um CT é mais urgente

Henrique, Diego Souza e provavelmente Wellington Nem.  Enquanto todo mundo vende o time, o Fluminense se reforça e monta um time de 30 anos pronto pra disputar títulos. Talvez eles venham, talvez não. O que me parece relevante é a discussão do que quer o torcedor do Flu.

Se é que ele sabe…

Porque se contrata tá ruim. Se não contrata tá ruim. Se vende a base, não pode. Se aposta nela, “até quando?”.  Se compra o R10, não vai ao jogo porque choveu. Se é líder, porque tava caro.

O Fluminense tem nas mãos a chance de fazer o futuro ou de apostar num título a curto prazo.  Eu não preciso dizer o que faria com os 30 milhões do Gérson, exato valor da construção do CT… preciso?

A diretoria parece confusa entre tentar agradar a “inagradável”  torcida tricolor e apostar em seu futuro próximo.  A cada acerto com jogadores de 30 anos fica mais claro que a urgência por um título sem Unimed parece mais sedutora.

Eu discordo. Mas entendo. E mesmo entendendo, não faria.

O time atual já tem peças suficientes pra disputar campeonato. O Wellington Nem é caro, não joga nada há 3 anos e por mais que eu goste do futebol dele, não é um dinheiro que eu gastaria.

Claro que sua chegada faz do Fluminense um protagonista de véspera de 2016. O time fica, no papel, fortíssimo.  Mas… honestamente, eu colocaria todo dinheiro possível no CT.

Porque?

Porque é o que diferencia hoje times do Sul, Minas e SP dos do Rio.  E quer mais? Porque o Flamengo tá fazendo.

E quando fizer, com a receita que tem, será bastante difícil alguém no Rio fazer frente a ele no que diz respeito a investimentos. Logo, se a grande briga do Flu há décadas é pra se posicionar como “o grande rival” do Flamengo (contra o Vasco), acho que estrutura neste momento faria melhor do que um título.

Talvez você também ache. Talvez até os dirigentes achem. Mas todos nós sabemos que, se a bola entrar, tudo terá valido a pena e o CT… ? Depois pensamos nisso.

abs,
RicaPerrone

 

Isso não é Palmeiras

Não sei bem por onde começar o texto. Menos ainda por onde passar e onde terminá-lo. É uma vontade tremenda de dizer aos palmeirenses que tudo acabou bem, que deu tudo “certo” e que em 2015 o clube poderá tentar sua retomada ainda na série A.

Mas é inaceitável que esse não rebaixamento seja uma vitória. Até porque, nem pra isso esse time serviu. Empataram um jogo amistoso contra 11 cones de rodinhas que no segundo tempo não estavam nem aí pro jogo. Ainda assim o Palmeiras não conseguiu vencer.

É constrangedor buscar algo a se exaltar quando o Palmeiras entra em campo pra atropelar um time reserva de férias em nome de sua honra e chega a jogar recuado, sem buscar o gol durante mais de 45 minutos.

Só não me sinto realmente estúpido em dizer isso num dia “feliz” pois quando acabou a partida e o Santos salvou o Verdão os próprios palmeirenses, a exemplo dos vascaínos no Maracanã, conseguiram controlar seu alívio e expor apenas sua revolta.

Sem vergonha, sim senhor! Time sem alma, sem referência, sem qualidade e sem capacidade pra vestir a camisa do Palmeiras. Diretoria, idem. Mas aí não chega a ser novidade.

Reeleitos, talvez por falta de opção talvez por mero gosto pela dor, o “novo Palmeiras” não tem nem rascunho ainda. Mas tem em sua torcida uma gente que não se rendeu a mediocridade recente do clube e que não comemora qualquer porcaria.

Sem vergonha, sim!

E que o Allianz Parque saiba que não foi apresentado ainda ao seu dono de fato. Como não teve seu primeiro gol, ou sequer um sonoro aplauso merecido a um de seus protagonistas.

Isso não é Palmeiras. E que bom que eles sabem.

abs,
RIcaPerrone

Os caras

Felipão – Vipcomm

Saiu. Os 23 caras que defendem a nossa “honra” nos próximos 2 meses estão, enfim, revelados em definitivo.

Felipão é um sujeito que não usa grandes e mirabolantes táticas para chegar onde chegou. Ele motiva, comanda e sua carreira comprova que futebol é bem mais simples do que parece ser.

Ao longo de sua carreira manteve suas convicções e raramente se deu mal. Não tem nenhum motivo para duvidar da lógica do que escolhe Felipão.  Diferente de concordar, mas é impossível não respeitar e entender.

Qualé o “absurdo” da vez? O Henrique, que joga pela direita, até de lateral direito, e é um cara de confiança dele?  Nós vamos chorar por Miranda ou Dedé na mesma intensidade que choramos por Romário, Neymar, Ganso, etc?  Não, não vamos.  É mera opção, questão de grupo talvez.  Vai saber.

Eu levaria o Miranda e o Dedé, nem o Dante. Mas eu nunca estive no grupo pra saber como se comportam e qual o papel de cada um.  Felipão lidera um grupo e sabe como poucos o que ele precisa pra se manter focado.

A Copa, tratada como “obrigação” por muita gente estúpida e ignorante, é apenas um torneio, o mais difícil de todos, onde temos por obrigação fazer o nosso melhor, que não necessariamente será o melhor de todos. Ou, entendendo que trata-se do maior esporte do mundo e do mais imprevisível, cobrar apenas um resultado beira o analfabetismo.

Coutinho, Miranda, seja lá quem for. Mais do que uma questão técnica, há um grupo.  Ninguém sabe como ele quem é relevante ou não dentro daquele grupo. Quem comanda, quem briga, quem cumpre, quem agrega.  E o quanto ele perderia os caras ao chamar alguém que nunca veio na principal convocação.

Confio no Felipão, nos 23, na camisa que vestem. #FechadocomaSeleção

E agora nós somos problema deles, e não o contrário.

abs,
RicaPerrone

Xadrez para iniciantes

Eu não jogo xadrez porque não sei. Se tentar, vou cometer erros estúpidos que não se justificam a qualquer pessoa com alguma dose de conhecimento no assunto.

Jayme entrou em campo buscando ser o melhor treinador do país.  Assim como Muricy fez ontem, tentou usar um esquema com 4 jogadores de frente e nenhum pra levar a bola até eles. Assim como Muricy, precisou estar perdendo para colocar um meia e arrumar a própria bobagem.

Futebol é simples. Eles é que complicam pra justificar as fábulas que ganham.

Qualquer time com esta formação perderá o meio campo pro adversário. Valdívia, com espaço, deitou e rolou. 2×1, fácil demais andar naquele meio campo onde as camisas brancas eram maioria absoluta.

Aí vem o segundo tempo e o treinador corrige a tentativa de criar um novo conceito de como jogar futebol. Volta pro simples.

O Flamengo empata, vira, goleia.

Kleina não consegue fazer nada para tentar sair da situação que o Flamengo o colocou. A moleza de ter o meio campo todo pra ele virou um nó quando os 3 “atacantes” do Flamengo passaram a receber a bola pelo chão.

O Palmeiras parecia completamente incapaz de sequer arriscar uma jogada para mudar a situação. Constrangedor. Mas em 45 minutos passou de protagonista da rodada a goleado e em crise.

Mugni não é um gênio e em momento algum a formação do Flamengo está atrelada a sua qualidade.  Ninguém joga com 4 atacantes e nenhum meia sem estar apostando claramente no bico pro alto.

Isso não é estratégia. É desespero.

Ninguém pode entrar em campo desesperado. Só sair dele.

Não há futebol sem criação. Há algo parecido que eventualmente até funciona. Mas futebol, não.

abs,
RicaPerrone

Quem diria?

Inacreditável pela perspectiva, absolutamente incontestável pelos fatos.  O Botafogo entrou em campo sabendo até onde poderia ir com aquele time, enquanto o Fluminense achou que faria um amistoso de luxo e que a bola entraria a qualquer momento colocando a lógica no lugar.

Se futebol tivesse lógica seria só esporte, não futebol.

Eu não apostaria meu dinheiro no time reserva do Botafogo contra um Flu embalado vencendo 7 jogos seguidos.  Nem você, acredito.

Mas os gols do Flu foram bem anulados, o arbitro não cometeu erros determinantes no jogo e o Botafogo, que pode sair de campo passando a impressão de ter sido oportunista e matado o jogo em raras oportunidades, pelo contrário, teve mais posse de bola e tantas finalizações quanto.

Não, não é verdade que o time reserva do Fogão seja melhor que o titular do Flu. Na real, acho que nem mesmo o titular é.

Mas hoje, foi. E com alguma sobra.

Os poucos torcedores que foram lá pensando em ver um passeio, viram. Só erraram o lado.

E nem mesmo o mais pessimista botafoguense dirá, nesta noite, que das “coisas que só acontecem com o Botafogo”, a vitória de hoje não estava nos planos.

Do Flu, é claro.

abs,
RicaPerrone

Boa aposta do Fogão

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Henrique é jovem, não tem uma carreira sólida, não brilhou nos 3 clubes que jogou como profissional até hoje no Brasil e por isso é tratado como dúvida.

Merece o rótulo.  Como merece a chance.

Quando surgiu na base do SPFC era artilheiro do campeonato sub-algumacoisa com mil gols na frente do segundo colocado. Fui puxado pro principal e junto com a leva de eternas promessas, sumiu.

Talvez por cabeça, talvez por adaptação, talvez por ser um jogador comum. Não é uma sequencia de 3 ou 4 jogos por temporada que vai determinar isso.

O entrevistei quando era junior ainda. Vi jogar quando amador e quando profissional no CT do SPFC. Sabe se posicionar e tem uma característica muito marcante que não sei se perdeu ou manteve ao longo dos últimos 2 anos: Ele vira e chuta.

Não interessa como, quando e contra quem. Quando domina, procura o gol e não o companheiro.  É um finalizador.

Foi da seleção de base no sub-19 e sub-20. Meteu gol pra todo lado, saiu de lá com muita moral e talvez aí tenha sido o ponto para sua “não continuidade”.

Henrique não ganha salário de craque, não custa nenhum absurdo e não vem pra resolver. Vem pra ser uma aposta de risco razoável, mas que tem uma possibilidade real de dar muito certo.

Ninguém joga de titular na sub 19 e sub 20 da seleção se não tiver talento. Henrique tem.

Gostei da contratação.

abs,
RicaPerrone