joinville

O sonho continua

Se a meta era G4, o Flamengo chegou a atingi-la. Quando “dobrou a meta”, se perdeu um pouco e entendeu que sua briga é por vaga, não por título.  Hoje, com os pés no chão mais uma vez, jogando com muito esforço porque sabe que é limitado ainda, o Mengão pode dizer que segue firme na briga.

São 2 pontos neste momento (13h de domingo) para o G4. Sim, o Flamengo é candidato a essa vaga.

Embora não tenha feito um grande jogo, correu muito, criou e venceu com méritos e tranquilidade, apesar do placar não ser tão elástico.

Guerrero segue com dificuldades, o time sem Sheik perde referência, mas ganha mobilidade.  As boas jogadas saem quase sempre com espaço, num time que hoje é muito mais interessante ao contra-atacar do que atacando.

Com Guerrero e Sheik juntos, ao contrário, o time agride melhor quando vai com mais calma. Essa variação na forma de jogar com competência é muito boa porque o Flamengo mostra mais de uma arma.  Hoje o banco do time não é exatamente só pra repor mas sim pra mudar as características do jogo.

53 mil pessoas, contra o Joinville, sem promoção, vindo de derrotas. É difícil não fazer uma citação ao menos, por mais irritante que seja aturar os infiéis de outros clubes que não suportam constatação de fatos quando não lhes convém.

O G4, embora próximo na tabela, ainda é uma conquista distante. E acredite: É melhor o Flamengo tendo que buscar o G4 do que tendo que segura-lo.

abs,
RicaPerrone

Tudo errado

Foram 40 mil pessoas no Maracanã “a espera de um milagre”. Ele passou longe porque em momento algum o Vasco mostrou que os 10 dias de treinamento lhe deram sequer uma nova proposta tática.

Roth, o treinador que ficou para os 10 dias de preparação, dorme na berlinda.  E se cair nas próximas horas será apenas a confirmação do absurdo que é hoje o futebol do Vasco.

Um time que a base tem acima de 32 anos e que não percebeu ainda que contratou um elenco de barriga cheia.

Dagoberto, Rodrigo, Guinazu, Andrezinho, tanta gente que passou a carreira brigando lá em cima, hoje disputam pra não cair sob uma administração de 1985.  É óbvio que há um ambiente de “tanto faz” dentro das 4 linhas.

Rodrigo terminou o 4×1 pro Palmeiras dizendo que houve lado positivo. Hoje ele saiu do campo dizendo que a torcida entendeu o esforço e não vaiou.  É surdo, além de lunático.  Onde ele acha que joga? No Macaé?

Falta correria? Não é exatamente isso. Falta uma relação mais honesta entre caça e caçador. Os caras que o Vasco coloca em campo não querem mais caçar qualquer coisa. E a caça que o Vasco tem a oferecer hoje é sim medíocre, que é o não rebaixamento.

Eurico tenta salvar a situação na base do “medalhão”, dos movimentos de bastidores que funcionavam há 20 anos.  Não funcionam mais.

 

Se o jantar não é lá essas coisas, ao menos sirva pra quem tem fome e não pra quem já almoçou.

abs,
RicaPerrone

Ao Vasco, vascaínos

Quais são suas escolhas, vascaíno? Fingir que não se importa a distância, tentar que aprendam a jogar sob vaias ou dizer “eu já sabia” em dezembro para que a razão tente amenizar sua paixão?

Quando acabou Vasco 1×4 Palmeiras o Rodrigo deu declarações sobre o jogo e deixou um recado bem claro a todo vascaíno:  Eles não tem idéia de onde estão jogando.

Eles chegaram a um Vasco menor, quebrado, machucado e talvez por preguiça ou mera falta de capacidade nunca tenham se informado sobre o que estão de fato representando.

Eu não vejo o jogo de domingo como um duelo por 3 pontos, muito menos como algo interessante pra que você compre seu ingresso. É o pior jogo tecnicamente possível. O Vasco contra o pior adversário. O mais fácil.

Domingo o que está em jogo é uma oportunidade.  Uma chance que o vascaíno tem de remeter o Vasco a ele mesmo. De explicar para os jogadores que ainda não tenham entendido, o que é jogar no Vasco.

Descolorir o Maracanã em preto e branco num jogo sem apelo seria o maior protesto e o maior incentivo a ser feito. Um lembrete de quem são, de com quem podem contar e do que terão se estiverem mesmo dispostos a evitar a queda novamente.

Eles ainda não entenderam nada. Expliquem!

abs,
RicaPerrone

Sheik é foda!

Tem gente que não nasceu pra brincadeira.

Este detestável sujeito que parece andar rindo da cara de quem o julga, que tem um papo de ator digno de novela das oito e uma marra absolutamente justificável por tudo que tem, definitivamente é um deles.

 

O Flamengo tinha todos os argumentos do mundo para voltar de Joinville numa crise sem tamanho nesta quinta-feira.  Mas no futebol tem bola que bate e entra, bola que bate e sai.

Morrinho artilheiro que tira do goleiro, morrinho que devolve a rota pra suas mãos.  No futebol tem quem trate bem a bola e quem a bola quer tratar.

Emerson Sheik é o campeão de tudo. O cara que entra por cima, faz história e sai por baixo. O renegado que todo mundo adoraria acolher. O “bandido” que ninguém condena.

A alma do futebol em exemplar humano. O cara que vai do céu ao inferno em dias, que vai de ídolo a odiado em semanas, que some moleque pra se tornar protagonista já muito rico e não o contrário.

Sheik intimida a lógica.

Porque a lógica diz que uma hora todo “malandro” se dá mal.  Menos ele.

Emerson dá sentido ao futebol.  É o cara que se faz “o cara” de véspera. O último dos não moicanos que ainda promete, e cumpre.

Durma bem, nação.  A bola voltou a entrar. E adivinha quem foi?

Odeiem-no. Adorem-no. Mas reconheçam: O Sheik é foda.

abs,
RicaPerrone

 

Consciência coletiva

As coisas mudaram. O Fluminense não é mais o time do patrono rico que compra, compra, compra e a torcida vai lá cobrar dos medalhões. A torcida também não é mais aquela apática de anos atrás que foi reinventada na Libertadores de 2008.

Mas hoje no Maracanã alguma coisa ficou fora de sintonia.

Veja você, torcedor. O adversário esperou 28 anos por este jogo. Não seria fácil.

Teve um cara expulso e a partir de então teve alvará pra abrir mão de qualquer tentativa ofensiva e colocou 9 caras atrás da linha da bola, meramente buscando um zero a zero.  Em 90 minutos o Fluminense não deu um chutão, não fez “abafa”, em nenhum minuto do jogo usou a tática “vamo lá, porra!” e esperou.

Tocou, tocou, como adoramos ver os gringos fazendo. E o ótimo público do Maracanã não reagiu bem. Não entendeu que o Giovanni não vai melhorar com vaias e que esculhambar um menino de 19 anos não ajuda em nada. Pelo contrário.

É muito constrangedor um time fazer a partida de paciência que o Flu fez, que em 45 minutos sequer cometeu faltas, criou chances, e ter que ver um treinador virar pra torcida e discutir com ela após o gol para pedir que parem de vaiar um garoto.

Aquele Fluminense dos caras que ganham 800 mil e portanto tem obrigação de jogar muito acabou. E é hora de todos verem isso com clareza.

O que vi no Maracanã hoje foi um time organizado, calmo, inteligente, que não teve um chute contra seu gol, que fez pouquíssimas faltas e que buscou o gol sem bicão e com organização por 90 minutos, merecendo até mais do que o placar do jogo.

Algumas pessoas viram outra coisa. O “drama” que estas pessoas prevem pro Flu em 2015 eu não consigo ver.

Acho o time bom, cheio de apostas mesclando com realidades incontestáveis e que se um deles explodir, briga lá em cima. Mas não, nem se nenhum deles vingar, acho que o Flu briga pra não cair.

O apocalipse tricolor é muito mais fruto de uma parte exigente e mimada da sua própria torcida do que dos fatos.

Seja sócio torcedor, vá ao estádio, e seja a Unimed do Flu. Ou seja o Conca e vire as costas.

abs,
RicaPerrone