luxemburgo

Os pontos relevantes do que disse Luxemburgo

Acompanhei atentamente a coletiva do Luxemburgo nesta manhã. Dos mil e duzentos motivos pra se discutir toda essa história, alguns pontos são bem interessantes de se levantar.

E ao contrário de muitos, acho que tanto menosprezar o treinador quanto fazer da diretoria chacota é burrice. Há um meio termo.

– Coerência
Você não pode ser profissional se não consultar seus profissionais da área antes de tomar grandes decisões. Ou você tem um profissional que não confia, ou você acha que não precisa dele. Nos dois casos a diretoria do Flamengo está errada.

– Promessa
Não é correto segurar um profissional 20 dias atrás e prometer a ele que ele faz parte de um projeto para 2016 e manda-lo embora 20 dias depois. É incoerente, mostra falta de rumo e entendimento da diretoria.

– CT e futebol
Pedido justo e repetido do Luxemburgo. A diretoria do Flamengo hoje administra dinheiro, não futebol. Mas o Flamengo é um clube de futebol, queiram ou não. O trabalho é brilhante numa planilha, e merece todos os aplausos.  Mas em campo, na troca de comando, de rumos e na falta de direção, é rigorosamente a mesma coisa que em outros tempos. O Flamengo não sabe o que quer pro futebol.

–  Reforços
Dar os reforços prometidos ha 6 meses nas mãos de um novo treinador 10 dias depois de demitir o que estava também é algo que deturpará a analise.

– Cansado
Vanderlei é um treinador consagrado, incontestável em sua carreira e qualquer comentário que parta de desvaloriza-lo como profissional perde o sentido.  Mas em atrito constante com a imprensa, desgastado e sem resultados recentes, é mais um que como o Felipão devia ir pra casa e brincar com os milhões que conquistou merecidamente.  O peso de cada erro do Luxemburgo é sempre multiplicado por 2. As pessoas da mídia não gostam dele. Insinuam e não provam nada sobre ele há 20 anos, o que mostra ou preguiça de apurar, ou falta de caráter ao insinuar.

De tudo isso, o Luxemburgo sai do Flamengo tendo feito um bom trabalho em 2014. Algo razoável em 2015. Nada demais.  O Flamengo volta a trocar de treinador mostrando mais uma vez que não confia no projeto que ele mesmo traça pro futebol.

Já foram vários. Não há direção. No departamento futebol o Flamengo ainda é um clube amador. O que não desmerece os incríveis resultados fora de campo.

abs,
RicaPerrone

Oficializando os fatos

Flamengo e Luxemburgo formavam um casal que há 2 meses dormiam em camas separadas. O divórcio era óbvio e já havia acontecido, mas pra fora ainda pareciam um casal.

As divergências do “projeto Flamengo” eram evidentes, muito relevantes e separaram os dois lados. Luxemburgo quer participar de quase tudo, a diretoria do Flamengo quer que ninguém participe de quase nada.

Ao ponto de reforços serem negociados sem o treinador saber. Ao ponto dele descobrir e cobra-los por isso. Essa relação de confiança não existia mais há algum tempo.

Você não pode ter um projeto com um treinador se planeja o futuro sem consulta-lo.  Luxemburgo não faz parte dos planos do Flamengo. Ao perceber isso, a relação ficou insustentável.

Luxemburgo não está sendo demitido porque o time é ruim, pelas alterações que fez nos últimos 3 jogos ou pela derrota de domingo. O buraco é bem mais embaixo.

Tanto que, segundo notícias da Globo, o Rodrigo Caetano, diretor de futebol, não participou da decisão da demissão.  É mais um que amanhã ou depois pode não concordar em ser excluido de situações tão relevantes ao seu trabalho.

A filosofia rubro-negra de uma gestão mais profissional e séria passa por alguns conflitos culturais do futebol.  Se estão certos ou errados, só o tempo.  Mas muitos “luxemburgos” serão demitidos até que tenhamos essa certeza.

abs,
RicaPerrone

O nó tático rubro-negro

O Flamengo é um time em formação desde o dia que Luxemburgo assumiu. E sim, é verdade. Em momento algum lhe foi dado o time competitivo que ele espera, nem a falsa ilusão que teriam dinheiro pra isso.

Dentro do que dá, o Flamengo vai se virando enquanto paga dívidas.

Hoje, o que tem pra entrar em campo é isso. E não está funcionando.

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Por diversos motivos que já citei aqui. Time acéfalo, todos carregadores de bola, um ataque que corre demais e troca poucos passes, enfim. Um time de ligação direta, sem meio campo e previsível.

E aí o Mengão vai atrás de Petros, do Corinthians. Que se fechar nos próximos dias, muda o time mas não muda o problema.

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É um volante adiantado. Um Canteros. Vai formar um trio, mas o armador segue sem existir no time. Vai fechar legal, construir um tripé bacana na retomada de bola e saída de jogo, mas lá na frente …

Eu gosto da idéia de um time diferente do padraozinho que todos os treinadores usam hoje, que é o trio na frente, os dois meias/volantes e um volante fixo.

Hoje é raro, mas dá pra pensar em algo diferente.

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Um Paulinho mais recuado. Talvez Gabriel.  Cirino e Alecsandro na frente, um 442 mais conservador, mas que hoje, diante de todos os sistemas de jogo idênticos no mundo, se tornaria quase uma novidade.

Talvez na dificuldade de se ter um meia pra armar o jogo seja um negócio mais interessante colocar mais gente no setor do que deixar o vazio que obriga Canteros e a zaga a tentarem enfiar a bola direto pros atacantes.

Veja abaixo os passes errados do Flamengo no último jogo. E veja como eles são longos. Talvez por isso, errados.

O Flamengo é um time que procura uma forma de ser competitivo com os pés no chão.  E não é fácil, afinal, é o time que mais “saiu do chão” nos últimos 30 anos.

Acostumado a ídolos que não recebem, o torcedor do Flamengo tem que se adaptar aos medíocres comprometidos. Mas é isso, até que as dívidas sejam pagas ou que se encontre o jogador dos sonhos: Bom, barato, livre e em boa fase.

Não a toa chamado de “jogador dos sonhos”. Porque só sonhando.

abs,
RicaPerrone

Acéfalo

Captura de Tela 2015-05-10 às 20.38.36Houve um vencedor no Morumbi. E nem cabe muito avalia-lo além de parabenizar pelo resultado, afinal, sabemos, o time não é esse.  Mesmo com reservas o elenco do SPFC é suficiente para vencer o Flamengo.

Vamos então avaliar o Flamengo, que jogou com o que tem.  E não tem time pra cair, mas tem um dos times mais desequilibrados do país.

Nenhum jogador do Flamengo em campo hoje era capaz de pensar uma jogada. E mesmo se fosse, sozinho não se pensa jogadas trabalhadas.  É um time acéfalo da hora que toma a bola até o último passe, onde normalmente a jogada termina.

Todos os jogadores de frente do Flamengo são carregadores de bola. Portanto, toda vez que o Flamengo tem a bola ele olha pra frente e tenta fazer a ligação pra usar a única arma que tem: velocidade.

Quando o adversário não sai igual louco pra cima dele, não sobra quase nada. O time não pensa, apenas corre.

E aí você pode reclamar do Luxemburgo, como se ele pudesse fazer Mugni e Maia pararem pra pensar o jogo. Mas também são dois caras que correm com ela. Aliás, vou além: Montillo também corre com a bola. O alvo está errado.

Não adianta trazer “um camisa 10”.  O Flamengo não tem o 8 e nem o outro meia pra construir uma jogada. É preciso pelo menos dois jogadores capazes de criar alguma coisa. Que façam a bola correr.

Ou o Flamengo será o time mais previsível do campeonato. Não cai. Mas assim como seu meio campo, não fará nada que todos  já não estejam esperando.

abs,
RicaPerrone

Falando de Flamengo

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Ainda não entendi bem a lógica midiática rubro-negra. Mas já notei que notícia ruim, lá, funciona.  Pois se não funcionar, talvez seja o caso de maior insistência no erro da história da imprensa mundial.

Por etapas simples e objetivas.

O Luxemburgo, ex-treinador em atividade pra muito falastrão, fez um puta trabalho no clube.

A tal da “chapa azul” cometeu erros no futebol como a maioria comete. Mas administrativamente está dando um exemplo de como pagar dívidas e manter o clube organizado.

Estão deixando muito claro que elenco que recebe em dia é cobrado e, portanto, se aplica e rende mais do que o esperado.

Ximenes é um dirigente que só em 2014 caiu em 3 clubes.  No Vitória e no Fluminense sua saída não “evidenciou” nada. No Flamengo, acordo lendo que sua demissão dá poderes ao Luxemburgo no clube.

Ora, faça-me o favor. Será tão intolerável assim a quem leva futebol pro consumidor noticiar que hoje está tudo bem?

O Flamento teve um ano interessante em campo, muito bom administrativamente e com polêmicas suficientes para alimentar noticiario com verdades e resultados.

Acho que é hora de aceitarmos, com muito gosto, que aquele Flamengo bagunçado e sempre pronto pra lhe servir a receita de uma crise não está mais assim.

Na verdade, meus caros, o discurso sobre “bons dirigentes”, “transparência” e “gestão” que a imprensa cobra é uma grande mentira. Afinal, como notamos, ela não sabe conviver com a falta de tragédia.

Que volte o Márcio Braga! Era ruim, mas tava bom. Dava notícia.

abs,
RicaPerrone

O genial burro da noite

Luxemburgo é o maior responsável pelo semestre improvável e muito bom do Flamengo.  É incontestável seu ótimo trabalho e que o time foi até onde nem os mais otimistas eram capazes de prever quando foram ver a Copa do Mundo falando em “cair”.

Hoje, no Mineirão, Luxemburgo cometeu um dos maiores erros da sua carreira.

Não vou dizer que é “culpa dele” apenas porque há um puta time cheio de méritos do outro lado que vem fazendo isso com alguma frequência, então, não é sorte.

Acho que na cabeça dele escalou o Eduardo pra tentar segurar mais a bola na frente e devolver menos pro Galo. Ou, menos rápido talvez.

Nixon, Everton e Gabriel são jogadores que quando pegam a bola tentam rapidamente o lance.  Ele deve ter pensado em prender mais o jogo longe da área e colocou Elton, esperando que ele fizesse parede com os beques ao invés de tentar jogadas rápidas e mais dificeis.

Não funcionou. E então colocou Mattheus, a pior das alterações.

Naquele momento Luxemburgo perdeu o contra-ataque e deixou o time lento. O Galo com a bola, o Flamengo sem velocidade pra sair jogando e com dois jogadores que não entenderam o que estavam disputando.

Mattheus e Elton entraram num amistoso, não numa semifinal. Andaram no campo, não conseguiram participar do jogo.

E o Luxemburgo acabou sendo o grande culpado pelo péssimo segundo tempo do Flamengo.

Não acho muito inteligente contestar tudo por uma noite infeliz. Nem dar ao treinador toda culpa e novamente isentar 11 jogadores da incrível capacidade que o Flamengo tem de não saber ser favorito.

Mas o ótimo Luxemburgo que voltou ao Flamengo teve hoje sua noite de Celso Roth.

abs,
RicaPerrone

O momento ruim

Ruim. Com 5 jogos sem vencer, de novo ameaçado pelo rebaixamento, mas ainda assim, previsível.

A classificação Planejada, sucesso no blog há alguns anos, indicava neste exato momento da tabela o mais complicado para o Flamengo. E foi exatamente o que aconteceu.  Ainda que com bons resultados contra Palmeiras e São Paulo, ambos fora de casa, o time carioca enfrentou sua pior sequência.

Contra o Santos, em casa, a perspectiva era outra. O que tornou quase obrigação vencer Figueirense, Chapecoense, Criciúma e Vitória. Ainda assim, vencendo estes jogos “mais fáceis”, o Flamengo deve precisar de mais uma vitória contra um dos grandes para conseguir se manter na série A.

Em casa recebe Cruzeiro e Inter ainda. Além do clássico contra o Botafogo.

Dos 12 jogos restantes o Flamengo faz 5 jogos contra os 5 últimos colocados.  Ou seja, em tese, não é tão complicado quanto parece.

Mas um tropeço contra um “médio” pode obrigar o Flamengo a vencer Cruzeiro, Inter, Galo ou Grêmio. Sendo os dois últimos fora de casa.

abs,
RicaPerrone

 

Pés no chão

Que fase! E sim, que empolgação!  Adoro rubro-negros pela sua falta de censura ao sonhar. Pela ousadia e confiança que as vezes nem tem como argumentar. Mas que não faltam jamais.

O Flamengo venceu 5, está em grande fase, diria que nas últimas 7 partidas fez campanha de “Cruzeiro”.  E acredite, rubro-negro: Pode melhorar!

A Planejada que faço no blog há alguns anos com grande sucesso é exatamente pra isso. Pra dizer onde você deve viver um momento de vitórias, onde você tende a sofrer, enfim. E o Flamengo venceu 5 jogos muito importantes, sendo 3 ou 4 deles bastante previsíveis.

A tabela acima indica em verde onde a expectativa é de vitoria, amarelo o empate e vermelho a derrota. Claro que é pra título, mas ainda assim dá pra ter base de que momento do campeonato é mais fácil ou mais complicado.

O time do Flamengo não mudou tantas peças. Chegou o Eduardo bem, e ainda é um time muito limitado. A sequência boa pode se manter nos próximos 3 jogos, mas depois vem uma fase complicada de 4 partidas que podem devolver a realidade com algum impacto negativo.

É preciso saber o que nos espera para não se surpreender demais. O Flamengo se aproxima do G4 também por ser este um momento onde a tabela lhe permite isso. Tem mais. Depois da fase difícil, volta uma etapa um pouco mais tranquila. Não é mais uma realidade o rebaixamento.

Mas também não é real o G4. Pelos pontos, pelo time, pela perspectiva e pela quantidade de bons times que tem ali lutando pelas 4 vagas.

Até Flamengo x Corinthians é uma grande fase.  Se depois disso o Flamengo conseguir manter o ritmo, aí sim, o sonho tá virando realidade.

abs,
RicaPerrone

Pauta antiga

Luxemburgo está de volta, agora no Flamengo.  Aliás, de novo.

Bla, bla, bla, bla, bla….

Então.

Eu não sei o quanto as férias fizeram bem pra ele. Mas podem ter feito.  Não sei de fato se ele “acabou” ou se estava em má fase.  Sei o que vi, e vi um técnico brilhante trabalhar por muitos anos.

Duvido que “emburreceu”.  Como duvido que alguém fará grande coisa com esse time do Flamengo.

Luxemburgo assume de onde nada se espera para que dele muito se cobre.  Não sei se é o ideal. Mas é, no mínimo, corajoso voltar numa barca “furada” dessas.

Boa sorte. Desejo um futebol brasileiro à Luxemburgo como antes, e um Flamengo forte sempre.

abs,
RicaPerrone

Pouco a “achar”

Eu acho o Luxemburgo um puta gênio. Acho também que ele está cansado e precisa de férias.  Acho um monte de coisas sobre vários assuntos. Mas tem alguns que são tão claros que nos deixam meio sem vontade de opinar.

Mas preciso. Então, vamos lá.

Não teria assumido o Flu se fosse ele sabendo que o presidente do clube não o queria.  O ambiente deve ser ridículo sendo chefe de um departamento numa empresa onde o presidente não quer você.  Inclusive diante dos seus comandados, deve pesar.

Foi. Ajeitou, começou a ganhar. Ótimo.

Antes de dar no Abel ou no Luxemburgo, acho que a diretoria do Flu devia notar que tem algo muito errado com a parte física do seu time. Não é possível que um time tenha tantos desfalques por tanto tempo como tem o Fluminense.

Teve jogo que eu não conhecia nenhum jogador do banco de reservas. Eram todos garotos, porque o que tinha tava em campo.

Luxemburgo chegou demitido. A torcida não gosta dele, muito se fala em “ele é flamengo”, o que é bizarro em 2013, mas é a cabeça de torcedor.

Se errou ou acertou na escalação do time, honestamente, é o menor dos problemas. Não tem peça pra colocar em campo, não tem ambiente pra trabalhar e há um racha político onde você é pivô.

Que puta contratação idiota. Final anunciado. Vilão eleito. Vamos em frente.

Dorival? Fraco. Não resolve nada.

Mas em 5 jogos não existe técnico bom ou ruim. Existe quem saiba gritar e levar um time no papo por 4 semanas. É só isso! E não posso avaliar de fora do vestiário a capacidade do Dorival em convence-los a jogar mais do que isso.

A troca não é ruim. É apenas desnecessária sendo que foi anunciada antes da contratação do Luxemburgo.

O Fluminense, campeão brasileiro de 2012, precisa rever alguns conceitos adotados em 2013.

Não funcionou com Abel, com Luxa e não vai funcionar com ninguém enquanto o time tiver 9 desfalques por partida e uma diretoria dividida quanto a nomes de alta relevância no clube, como o treinador.

Segue o jogo.

O Flu não vai cair.

abs,
RicaPerrone