meira ricci

Somos menores porque somos iguais

Eu vou morrer repetindo a mesma coisa e provavelmente mesmo sabendo que estou certo, não verei a mudança. Nosso futebol é menor do que deveria hoje porque somos todos iguais.

Cobramos da CBF e jogamos nela toda a responsabilidade que é dos clubes. Mas amamos os clubes, logo, os defendemos. E portanto criamos rivalidade até no caráter, onde nos tornamos responsáveis apenas pelas últimas horas de nossas vidas, sem passado.

O Fluminense entrou na justiça, com justiça. O Flamengo acha injusto. Mas há 3 anos, não achou e fez o mesmo. Se fosse o contrário, faria novamente em 2016. Simplesmente porque somos todos iguais.

O Peter não vai deixar o Mário dizer “eu teria anulado o jogo” na campanha dele. Então, fará o processo.  E amanhã vai rachar com o Flamengo quando assinar com a Globo escondido e foder a Liga. Liga? Quem liga?

A merda que fizeram enchendo de time pequeno tornando a alternativa ao estadual… um grande estadual.

Eles são políticos representantes de torcedores e, portanto, tão torcedores quanto. Nunca um clube sem dono pensará no futebol. Nunca sentarão na mesma mesa e de fato poderão fazer algo juntos pelo melhor de todos. São cegos, pequenos, apaixonadamente burros.

Não há nada errado no Flu ter pedido anulação do jogo. Simplesmente porque se o fosse o Flamengo teria feito exatamente o mesmo, como aliás, os fatos comprovam em 2013.

Se nós quisermos um futebol menos no stjd e mais claro com times mais fortes e mais dinheiro, só os clubes podem sentar numa sala fechada e fazer. Mais ninguém.

E eles não vão fazer. Porque tal qual eu e você, são torcedores. E quando convém, mudam de opinião e de lado.

O Fluminense é o Flamengo. E o Flamengo é o Fluminense.

abs,
RicaPerrone

Mais um Fla Flu para sempre

Era um jogo polêmico desde o seu primeiro gol. Rever e Pierre se encostavam e no fim o zagueiro do Flamengo desloca o goleiro e sai o primeiro gol.  Foi empurrado? Não foi?  O juiz entendeu que tudo ok (eu também) porque o Rever só trombou com o goleiro em virtude do Pierre ter jogado ele ali.

Jogo tenso, decisão pro Flamengo que viu o Palmeiras empatar antes do clássico. Decisão pro Flu, só que menor, já que o G6 continua possível.

Numa alternância irritante de controle da partida os dois times tiveram seus momentos.  E quando o Fluminense mais produzia, tomou o segundo gol num erro individual.  Ali, morreu. Era o Flamengo quem chegava com mais perigo até que, num momento onde o Flu não fazia um bom jogo, uma bola parada encontrou Henrique, que encontrou o gol, que viu o bandeira, que chamou o juiz, que eternizou o clássico num “erro” corrigindo o “acerto”.

Já viu isso? Mas tem.

O que é mais justo? Sair da regra pra se fazer justiça em campo ou se manter na regra para que o erro seja validado?  A dúvida é cruel, mas o veredicto é fácil: ou pode ou não pode.

É mentira que o bandeira deu impedimento e manteve. Foi ele quem fez sinal pro juiz mudando de idéia dizendo que o Henrique não, quando Meira Ricci invalidava o gol. E aí então vem a discussão mais inconclusiva do mundo:  Foi ajuda externa? E se foi, como se prova?

Anula-se um jogo porque um gol ilegal foi validado e depois invalidado com interferencia externa?  É razoável que o erro de ter havido uma mudança de opinião formada por uma imagem dê ao Flamengo a perda de um jogo que ganharia?

Foda. Muito foda. Qualquer simplicidade na conclusão disso é vazia.

Mas o que é fato é que mais um Fla Flu não terminará jamais. O de hoje, em 2074 será lembrado e discutido:  “Mas na época não podia!”. “Vergonha!”. “Mas foi impedido!”….  e segue o jogo.

abs,
RicaPerrone

Ressurreição

Verdade que com diversos “poréns”, mas nada tão relevante quanto rever o Tricolor jogar uma partida de Libertadores como se deve.

Com um Morumbi “meio cheio”, uma noite incomum e um jogo cheio de particularidades, houve entrega. Sangue nos olhos, faca nos dentes e cara feia. Enfim, um time que compete.

Caberá ao Corinthians a “crise” imposta pela imprensa desesperada o assunto do dia seguinte. Mas é injusto. Porque a sequencia é dura, porque com 2×0 não era vantagem tentar diminuir e especialmente porque o arbitro “estragou” o jogo no começo.

Sheik não “agride” ninguém. Ele dá um toquinho, Tolói faz um teatro e sem ter visto nada o juiz imagina e dá o vermelho. Tolói havia pisado na perna do Sheik 10 segundos antes, algo inclusive mais violento do que dar um toquinho que quase nem encosta no adversário.

Exagero. Dá um amarelo pra cada e pronto. Ou, melhor ainda, segue em frente porque o juiz não viu o lance. E não tendo visto não tem como decidir o que aconteceu.

Prejudicou o jogo e o Corinthians. Mas ainda assim o São Paulo era merecedor da vitória pelo empenho e o volume de jogo.

Luis Fabiano faz 1×0, marcando num jogo decisivo. Ó meu Deus, quem diria?!

O tempo. Questão de tempo.

Antes do jogo se acalmar Michel Bastos faz um golaço do meio da rua e resolve a parada.  O Corinthians adora o resultado, o SPFC idem. O jogo morre.

Mesmo morto, Luis Fabiano consegue tomar 2 amarelos em seguida e é expulso. O colombiano do Corinthians que acabara de entrar vai junto, por uma “porrada que não pegou”.

É meio complicado achar uma forma do “atingido” ser expulso por simulação e o agressor por ter agredido. Porque ou ele simulou ou foi agredido. Neste caso, mesmo tendo virado o braço, o corintiano não deu na cara de ninguém. Só acertou o braço do Luis que, como o tempo diria, continua o mesmo irresponsável com sindrome do pânico em jogos decisivos.

Mas, enfim, temos dois times fortes na competição. Um São Paulo renovado pela vitória e um Corinthians que acho uma tremenda sacanagem colocar como “em crise” ou “caindo de rendimento”.

Agora haverá um tempo para descanso. E então, finalmente, os veremos novamente para avaliarmos se foi um surto, se há uma queda e se a arbitragem interferiu tanto assim na partida.

Por enquanto, bem vindo, Tricolor! Tava com saudades.

abs,
RicaPerrone