renato gaucho

O bem casado

O torcedor do Grêmio é, hoje, um homem casado querendo fazer merda. 

Ele sofre antes de fazer, quer fazer, pensa em fazer, mas não consegue. E se conseguir vai demorar menos de 1 semana pra ver a merda que fez e voltar chorando para os pés “dela”. 

Ele sofre porque não aceita desejar outra. E sofre mais ainda por não se livrar do amor que tem pela sua. 

Ele queria tudo, mas a vida não permite. Fidelidade é uma palavra forte, mas lealdade nem tanto. 

Toda vez que o gremista para e pensa com a razão ele não encontra motivos para trocar de esposa. Mas no mesmo dia ela deixa uma toalha molhada na cama e ele já cria uma nova narrativa para, quem sabe, se conformar e ter razão em larga-la. 

O que já disse aos amigos que quer deixa-la tem que bancar. E mesmo que ela faça o café e leve na cama ele não pode mais dar o braço a torcer e reconhecer que, queira ou não, ela é a mulher da sua vida.

O que disse que nunca largaria também tem repulsa em encontrar motivos. Ela é perfeita e ponto final. 

Dois tipos tolos, mas que dividem o mesmo problema: amar a esposa. 

Se ela é boa, bonita, inteligente, tão sua, dedicada, educada, aceita pela sua família e lhe trouxe tanta alegria, porque abandona-la? 

Ah mas a outra parece mais gostosa! 

Calma, ela pode ser só mais novinha. Não se empolga, você não tem mais idade pra isso. 

Aceite seu drama. É normal não querer amar tanto alguém que te prende e mais ainda entender que sem ela você vive pior. 

Renato é sua mulher, gremista.  Casamento sério, família constituída, com idas e vindas, brigas e abraços, mas no final ainda é a mulher da sua vida. 

Hoje, amor. Amanhã, aquele “oi sumida” pro contatinho no insta. Não se culpe, eu te entendo. Todos te entendem. 

É foda ser o diferente. Mas entre um bando de mal amado que tem todas e nenhuma, é tão ruim assim ser o mais bem casado da turma? 

Renato é o Grêmio. E o gremista odeia amar o Renato. Mas ama. E muito.

RicaPerrone

Marketing quando convém

Renato Gaúcho deve ter passado os últimos 50 anos da sua vida provocando, ganhando, perdendo, competindo. Há 50 anos a mídia não entende ainda o que ele faz, mesmo diante dos incontestáveis resultados.

Se no UFC um lutador provoca o outro é “marketing”, “tentativa de desestabilizar”, etc. No futebol, quando acontece, é “despeito”, “falta de respeito”, etc.

Ora, vamos a um acordo. Ou temos saudades dos tempos que dois rivais se provocavam, ou adoramos a geração nutella.

O que o Renato disse é mentira? Não. Inegavelmente, não. Não há uma palavra na declaração dele que seja mentira. O Jesus faz um ótimo trabalho, mas tem 65 anos e de fato não é um grande vencedor, nem um treinador top da Europa. Fosse, lá estaria.

Ganhou alguns campeonatos em Portugal onde, sabemos, é a mesma dificuldade de um estadual. Tem 2 times e as vezes um terceiro.

O Flamengo com Gerson, Rafinha e Felipe era bom, se tornou um timaço.

O Renato está simplesmente jogando a pressão pra lá. Colocando seu time como um time menos qualificado e que joga um futebol tão bom quanto.

Mentira? Também não.  E se perder, Renato já avisou: “com aquele time é fácil”. Se ganhar, “olha do timaço que eu ganhei”.

Esse tipo de pré-jogo nas mãos certas promove o evento, vende, cativa, cria personagens e histórias pra serem contatas. Nas mãos de gente burra vira discussão sobre “respeito”, “ética”, como se fossem dois países negociando a vida de reféns.

Ora, faça me o favor. Nessas horas sim, é “só futebol”.

RicaPerrone

O fim do ciclo ou do foco?

Por mais que a gente brigue com os fatos por uma perspectiva melhor, eles ainda são fatos. Os times que ganham muitos campeonatos ou vivem grandes fases tendem a começar uma queda após 3 ou 4 anos. Esse auge dura normalmente esse período, o que não se sabe é quanto dura a seca.

Se é o caso do Grêmio? Não sei dizer de fora, mas me soaria normal se fosse. O que pode ser um ponto contrário a isso é exatamente a idade dos principais jogadores, que pode ser visto como “barriga cheia” ou como “experiência”. Depende.

Talvez o time do Grêmio esteja fazendo o básico esperando a hora de crescer. O time tem surtos, como o jogo contra o Fluminense com 35 minutos absolutos. E tem jogos onde dorme em campo, que hoje são maioria infelizmente.

Embora eu saiba que é uma perda de tempo tentar prorrogar por muito tempo um time campeão, ainda assim cabe as diretorias tentar. E o Grêmio tenta cometendo alguns erros.

André é um erro. O Paulo Victor não é um goleiro ruim, mas não substitui o Grohe. Marinho é um folclore, não um grande jogador.

Mas ainda assim há um fator imponderável que é o individual. Perder o Arthur é duro. Perder o Arthur e o Luan é quase um tiro no meio da testa.

Não sei os motivos, não o conheço. Mas o Luan não é o Luan desde a convocação pra Copa sem seu nome na lista. Óbvio que abateu, a quem não abateria ser o melhor da América em 2017, ter sido “o cara que mudou o time” na conquista Olímpica e ficar de fora na Copa?

Mas a demora pra retomar é enorme. Luan parece ter desaprendido as mais básicas noções de futebol e isso é impossível. Não dá pra diagnosticar de longe, apenas registrar o tamanho da perda.

Com algumas peças já veteranos e outros jovens já campeões, o Grêmio parece não ter a gana que tinha até 2017/2018. Talvez a perda do Luan, do Arthur e mais alguns nomes sejam possíveis de repor. A perda daquela vontade absurda de ganhar, não.

RicaPerrone

Mané leilão

Torcedor adora viver em universo paralelo. Desconfia do que diz a mídia, mas quando convém para criar uma teoria autentica 100% do que foi dito por ela.

Renato fez leilão? Que leilão?

Você trabalha na XP, a YZ te oferece 20% a mais. Você não mostra pro seu chefe na XP?

Ah, tá bom fofo. Você não é santo, é burro.

E se acontecer 20 vezes, vai apresentar 20 vezes e dar a chance da empresa atual mante-lo com nova proposta. Isso é mercado, liberdade, tudo dentro da normalidade que você também faria se fosse ele.

Hipocrisia é algo comum junto ao clubismo. Mas sugerir que o profissional não use a proposta que o valoriza para tentar ser valorizado é mais do que isso: é burrice.

RicaPerrone

Renato é do Grêmio

No título deste post tem uma questão de difícil entendimento. Quando digo isso não me refiro a negociação desta tarde, mas sim a todo o resto de suas respectivas histórias.

O Renato é alvo de diversos clubes do Brasil, especialmente do Flamengo, que tem dinheiro e é de interesse dele também porque gosta do clube. Nunca foi mentira, nem a negociação, nem o interesse nem o acerto próximo.

A verdade é que o Renato é do Grêmio.

Não me refiro a 2019, 2017, 2025. Talvez amanhã ele esteja no Flamengo. Aliás, gravei ontem entrevista com o candidato favorito a presidencia do Flamengo e na entrevista ele não nega que tenha acertado com o Renato. Vai ao ar amanhã.

A questão é que quando você senta com o Renato e negocia pra ele estar no Grêmio você está falando com o Zico sobre o Flamengo.

Pro rubro-negro que anda num grau de arrogância inacreditável, é um “desrespeito” ele recusar o Mengão. Tal qual é “fracasso vergonhoso” perder um campeonato pra um time que bateu recorde de pontos no returno. Mas se o Zico falasse não pro Flamengo e fosse pro Grêmio?

Renato é do Grêmio.

Simples assim. Quem quiser tira-lo de lá pode até conseguir por um período. Mas ele será do Grêmio com 90 anos, em casa, tomando viagra pra manter a fama. Será do Grêmio em 2030, aposentado. Será do Grêmio em 2019, buscando o tetra da América.

E será do Grêmio onde o Grêmio estiver.

RicaPerrone

Renato sempre esteve “perto” do Flamengo, mas…

Dessa vez – e é raro eu fazer isso – vou deixar meu lugar de crítico da imprensa para de alguma forma defende-la. As notícias de Renato e Flamengo nunca foram inventadas, embora alguns chutem números bizarros para ter ibope.

O treinador sempre quis trabalhar no Rio. Tanto que diversas vezes recusou propostas para nem sair daqui. Tem sua filha e portanto família aqui. É normal que ele goste de estar na cidade que firmou residência.

Houve proposta já? Sim. E muito perto de fechar mais de uma vez. A mais recente foi na final do Gaúcho onde eles chegaram a um acordo e o Grêmio segurou.

A questão que quero expor é outra. O Grêmio tem no Renato o Zico deles. E portanto faz qualquer coisa para não perder seu super herói.  Mas o Renato tem um valor pro Grêmio e outro pro mundo.

Considero sim hoje o melhor do país ao lado de Cuca e Felipão, que já tem esses cargos há mais tempo. Mas entre ser referência e valer no mercado o que vale internamente onde ele é uma lenda pode gerar uma expectativa surreal e um salário impossível.

Outro dia achávamos absurdo um treinador ganhar 500. E então o Muricy ganhou 800. Era “Unimed”. Agora estamos falando de mais de um milhão com naturalidade?

Dirá o rubro-negro eufórico por ter o brinquedo novo custe o que custar: “eu gasto 600 com Geuvanio, 400 com Arão…”. Ok, mas é porque você já comete dois erros absurdos que está validado o parâmetro?

Adoro o Renato. Acho que tem que ser muito bem pago, mas eu consigo nas minhas idas e vindas a Porto Alegre compreender um valor nessa negociação que é “fator lenda”.

É um senhor risco. Treinador é treinador, e em 15 jogos ruins é rua e tem multa.  Não tem revenda, não é um atacante.  (Aliás, se fosse o Renato atacante podia pagar 2 milhões que tava justo)

Longe de mim querer desmerecer meu ídolo, mas…. vocês já pararam pra ouvir os valores que estamos discutindo com naturalidade?

RicaPerrone

Querido neto;

Eu não sei se você existirá, mas como tenho a mesma dúvida sobre se estarei vivo amanhã, vou garantir essa conversa para que eu não seja um avô ausente mesmo se fisicamente acontecer.

Guri, tu não sabe o que é futebol…  Desculpa, é que todo mundo sonha em dizer essa frase pro neto.

Mas basicamente, se eu já vi a queda técnica brutal do futebol, imagino o que estarás vendo em 2050 e achando graça.  Vou te contar de um time que o vovô viu jogar.

Ninguém dava nada. Só tinha refugo, uns moleques da base que ninguém conhecia e nem os ídolos do time deram jeito. Roger, Felipão…  Sim, o do 7×1. Mas ele era foda, moleque.  Um dos maiores que o futebol já teve.

E se nem ele deu jeito, aquele time não tinha muita perspectiva.  Pra piorar eles trocaram de estádio. Na época não era como no seu tempo onde o estádio provavelmente é móvel e os clássicos são disputados dentro do cinemark com torcida única.  Era em estádio mesmo.

Aí, fizeram outro. Lindo! Mas era meio frio e tal.

Ninguém achava que a curto prazo aquilo podia dar certo.

Moleque…. eles tiveram a cara de pau de chamar o Renato Gaucho.  Vou te contar sobre esse sujeito.

Imagine um cara que não fazia questão de parecer sério num mundo onde só valiam algo quem parecia ser alguma coisa? Imagine um cara que adorava mulheres, vivia na praia e por isso tinha imagem de vagabundo. Não porque ele era, mas porque ele dava certo sendo tudo ao contrário do que pregavam os intelectuais da televisão analistas táticos que hoje vocês devem chamar de “coach fan tatic” na sua época.

Enfim. O cara chegou lá e o time começou a ganhar tudo, jogar uma barbaridade e golear geral. Foi Libertadores, Copa do Brasil, Recopa, Gaúchão, e tudo isso jogando bem demais,

Tinha um tal de Geromel. Moleque…. ele era intransponível!!  Um goleiro da casa que fazia milagres e o tal de Luan. O pequeno Renato. Meio doidinho, sem muitos limites, mas adorava um jogo importante pra decidir.

Aí teve Arthur, Maicon, Everton, Pedro Rocha, um monte de gente. Entrava e saia jogador, eles jogavam demais. Nada mudava. Nem parecia o Grêmio do sufoco jogando feio. Era espetacular quase.

E isso numa época onde só tinha 3 craques no mundo hein? Não era na minha época que tinha 10 só no Brasil. Menos ainda na sua que o maior ídolo do futebol joga FIFA ao vivo na ESPN.

Ah, moleque. Eu queria que você tivesse visto.  Frase de avô:  “Aquilo que era time!”.

Enfim.  Se eu não te contar ao vivo, lê isso aqui e imagina o vô contando, tá?

Espero que você não torça pra um time europeu e acredite que a graça do futebol está em frente a tv.  Se caso ainda existir jogo com presença de público e estádios, vá a um deles por mim.  E se for contra um time argentino, faça gestos obscenos na divisa das torcidas.

Não sabe o que é obsceno né? Tá. Esquece…

abs,
RicaPerrone

Grêmio não comprou títulos. Os fez

Talvez pro torcedor a fórmula simples seja um trabalho legal de revelar jogador, somado a um dinheiro em caixa, um treinador bom e pronto. Campeão!

Não, não é assim. Primeiro porque se fosse isso todos seriam campeões e não dá. Segundo porque 99% dos clubes são capazes de aplicar essa fórmula. E nem 1% deles tem sucesso. Então, talvez, não deva ser tão simples quanto imaginamos da sala da nossa casa em frente a tv.

O que o Grêmio fez de diferente?

Desde 2009 padronizou na base a forma de criar seus talentos. Só que somado aos jogadores que ele mesmo criou, iniciou um belo trabalho de buscar jogadores ainda da base de times menores e traze-los para terminar a base no clube e subir com a mentalidade profissional que o clube quer.

Em 2015 Felipão subiu alguns garotos e efetivou outros. Mas não se acertou e acabou saindo. Então veio Roger e o Grêmio campeão de tudo sem comprar ninguém começou a surgir.

O time ganhou um toque de bola absurdamente superior a maioria. Não entregava a bola de graça, era calmo e muito bem organizado. Mas lhe faltava algo mais. E foi com Renato Gaucho que os resultados do bom trabalho do clube vieram a público.

Saiba: Muito clube faz tudo direito e ninguém sabe porque não é campeão. E mais clubes ainda fazem tudo errado e parecem geniais porque a bola entrou.

O Grêmio do Renato ganhou a Copa do Brasil sendo o time do Roger só que com vontade de fazer gols.

Em 2017 o Cortez ganhou a vaga do Marcelo, o Wallace foi vendido e o Douglas se machucou. Renato fez algumas mudanças simples e uma que resolveu o maior dos problemas.

Como seria sem Douglas? O Grêmio viu entre os titulares a solução e Luan deu 5 passos para trás e não apenas resolveu como melhorou o setor.  Barrios chegava com a 9, e a dupla de zaga cada vez mais difícil de furar. Maicon começa a ter problemas de contusão, e surge Arthur.

Pedro Rocha deslancha. O Grêmio é compato e funciona de todas as formas. Do contra-ataque a posse de bola, o time está redondo e continua dando a falsa impressão que se perder uma peça desmonta. Mas não desmonta.

O Grêmio termina 2017 campeão da Libertadores com a perda do fundamental Pedro Rocha. E o gol da final, inclusive, é do seu substituto.

Vem 2018, perde-se Barrios, Fernandinho e Edilson. Entram Madson (Leo Moura), Everton e Cicero (Jael). Segue o baile, Grêmio campeão gaúcho apos quase uma década.

O que esses quadros querem dizer?

  • Não há contratação de peso.
  • As peças foram mudando e em raríssimos momentos o time mudou a forma de jogar
  • Um time que em 1 ano não contrata “ninguém”, perde 8 jogadores titulares e se mantem ganhando e crescendo deve estar fazendo algo que os outros não estão.
  • A base Grohe, Geromel, Luan foi mantida. São os 3 pilares do time. O Arthur embora fundamental, já foi substituido e viu o Grêmio jogar antes dele. Sua saída será como a do Wallace.  Maicon e Jailson continuarão fazendo funcionar.
  • 3 treinadores tiveram papel importante no processo. Os 3 são ídolos do clube. Talvez não seja coincidencia.
  • André acaba de chegar para tirar Cícero do seu papel improvisado. O time de 2018 tem 6 jogadores do título de 2016 e ainda assim mantém padrão.

O trabalho do Grêmio é muito bom, pouco valorizado pela mídia que segue idolatrando compradores eufóricos que vivem entre a euforia da chegada e a crise da explicação do resultado abaixo do investimento.

Futebol na América do Sul não se faz comprando. Quantos Grêmios serão necessários para que os 12 entendam isso?

Enquanto os outros não entendem, o Grêmio deita, rola e, como no estadual, até “finge de morto”.

abs,
RicaPerrone

O desbunde continua

Se eu fosse presidente do Grêmio hoje jogaria na mega sena em nome do clube toda semana. A possibilidade de ganhar é enorme, porque não há nada que um gremista queira há mais de 1 ano que não seja real.

O desbunde continua. O roteiro pre determinado pelo tricolor para atropelar o rival na hora da decisão e ganhar o campeonato que ele sequer disputou está pronto. É fato. O Grêmio será campeão.

Tudo deu certo. Aliás, tudo dá certo desde a Copa do Brasil de 2016.  Eu sei que você pensou em Real Madrid e eu lhes digo que diante dos recentes jogos de brasileiros contra um dos 5 poderosos da Europa, 1×0 foi bem digno e anular o Cristiano foi bem divertido, inclusive.

Mas voltemos ao futebol que nos interessa, o nosso.

O Jael está dando passes de Arílson. O Everton virou Pedro Rocha só que já na época que ele finalizava. E o Ramiro resolveu chutar de longe e acertar.

Senhores, o Grêmio conseguiu ser campeão gaúcho goleando na final sem boa participação do Luan, o craque do time.

Ah mas expulsaram o Éder. Primeiro que mereceu. Segundo que o Eder é um dos piores jogadores que já vi jogar na vida. Não supervalorizem.

O Brasil fez tudo que podia, inclusive faltas para anular o Grêmio. Conseguiu. Mas as faltas tem limites, e quando estourou o limite…. acabou o milagre.

O pior é que o grupo da Libertadores é fácil, a Copa do Brasil só mais na frente, o Brasileirão é por pontos corridos e isso significa que pode pensar na Copa, Tricolor. Até agosto tu não pára de sorrir de jeito nenhum.

abs,
RicaPerrone

Luan e Geromel precisam ir à Copa

Eu nem acho o Thiago Silva tão fundamental assim. Aliás, a história prova ano após ano que sua apurada técnica não basta para ser o que ele almeja.

Acho que ele é melhor que o Geromel se você der a mesma bola na altura do joelho para ambos. O Thiago vai dominar melhor, sim.

Se der a bola nos pés de um rival frente a frente, na velocidade, possivelmente o Thiago roube a bola antes do Geromel.

Mas se você for jogar uma grande partida, fora de casa ou contra um time muito forte, eu também não tenho a menor dúvida em quem confiar mais.

Luan é a mesma coisa. Não deve jogar mais que o Jesus, Coutinho, Firmino, talvez.  Mas se você precisar jogar contra o Boca em Buenos Aires, desses todos o único que vai entrar na área dos caras andando e dar um tapa por cima é o gremista.

“Bandido”.

Não o que comete crimes. O que não tem medo de cara feia. O que adora o desafio. O sujeito que quanto pior, melhor.

Copa do Mundo são 7 jogos, 3 pedreiras, sem jogo de volta. É matar ou morrer. E toda vez que ganhamos isso tivemos em campo ou ao menos no grupo diversos jogadores que se divertiam com o pânico.

Não me interessa quem vai sair. Me interessa saber que teremos na defesa e no ataque os jogadores mais decisivos possível. E que eles não gostem tanto de brilhar no domingo a tarde.

Craque brilha na quarta-feira.

abs,
RicaPerrone