violencia

Somos todos idiotas

É difícil entender a lógica que passa na cabeça de um brasileiro quando ele reage “contra a violência”.

Você vê uma gangue preparar uma emboscada pra outra em nome de sua facção e isso é registrado em vídeo, de forma indiscutível, clara, aberta a todos. As reações para mais um episódio desses beira a idiotice.

Pessoas pedindo punição aos clubes. Ou seja, que paguem 20 milhões de inocentes porque o Brasil é incapaz de prender um criminoso que confessa o crime e registra em vídeo.

Antes de pensar em punir, talvez, a tal da facção, eles pensam em quem ela torce. A organizada que matou vai desfilar no Anhembi ao vivo na Globo em fevereiro brigando por justiça social e democracia. E isso ainda vai uma grana da prefeitura pra ajudar.

Se contar fora do Brasil talvez alguém da Namíbia não entenda. Pois não há sociedade que não a de um zoologico capaz de entender a construção da solução na cabeça dessa gente.

Ai vem os paladinos dos bons costumes fingir se importar quando na real usam a causa pra se validar. Vem emissora de tv e faz campanha pra que torcedores não se odeiem. Ah vá! Vocês juram que mesmo com as imagens ainda acham que somos nós, torcedores de futebol, que nos matamos por ele?

Ora, vá tomar no cu, com todo respeito. Eu fico imaginando um bandido desses com 3 granadas em casa indo pra uma briga as 10 da manha com a facção rival vendo a tv e aparece dois torcedores abraçados dizendo #Somostodostorcedores e pensa: “Porra, parei. Nada a ver matar o coleguinha”, enquanto guarda as armas e resolve ir a feira.

Vocês são doentes ou se fazem. Não é possível. O Brasil está na discussão numero 50 pra conter essa violência sem jamais ter tentado aplicar a regra 1, que seria prender individualmente os culpados e deixa-los presos.

Pra que mais regras? Mais leis? Vocês não conseguem cumprir a primeira. E nós, mídia, nunca cobramos a primeira e queremos propor debate sobre novas medidas.

Isso é um circo. Qualquer pessoa razoável pensando 10 minutos sobre o tema vai chegar nisso. Mas pedir na era da rede social pra alguem pensar 10 minutos antes de falar é como pedir pra um bandido não matar em nome do bom senso.

Mais um dia de Brasil jogado pro futebol quando na real nunca se tratou disso. Do estúdio pode até parecer. Mas se sair na rua 20 minutinhos fica fácil saber do que se trata.

Nunca seremos.

Rica Perrone

Quando convém, tudo bem

Caros canalhas;

Por toda minha carreira fiz oposição ao que chamamos de “imprensa tradicional”. Porque? Porque eu entrei, vi, não gostei e propus fazer diferente.

Embora hoje milhares naveguem no mar que eu abri por coerencia e concorrencia, ainda há um poder paralelo alinhado e forte.

Por ideologia política muitos de vocês abraçam até o diabo. Por ética dizem que bandido é “suspeito”, mas por ideologia também criminalizam inocentes e verdadeiros “suspeitos”.

O que vimos nos últimos anos escancarou a verdadeira intenção da “imprensa tradicional”. Manipular você pra onde ela quer.

E isso não é apenas político. É onde ela quer em tudo que ela quer. Foda-se os fatos, a não ser que ela mesma possa cria-los.

E quanto aos crimes e bandidos, depende muito de que lado estão para que ela decida o quanto vai lembra-lo.

Quando centenas de marginais foram as ruas na cena mais hipocrita do mundo falar que eram a favor da democracia e antifascistas, elogiaram.

Porque? Porque era conveniente pra intenção política da maioria. Ninguém quis lembrar que ali havia o que há de mais antidemocratico e fascista no esporte. Era só interessante por ideologia, e portanto eles fingiram que não notaram.

Na época fiz um vídeo alertando. Quando esses mesmos caras ameaçarem ou matarem um de vocês, lembrem-se que por política vocês os validaram.

Ontem morreu mais um torcedor. Os antifascistas do bem estarão domingo em casa vendo jogo porque os democratas da imprensa acham que tem que fechar o estádio. Amanhã será o metrô, depois a rua, depois a cidade. Porque a burrice é como a eplepisia. Você não cura, trata e convive com ela.

Mas a soma da burrice com má fé torna qualquer ato um grande perigo. Se não pela irresponsabilidade, pela maldade. Ambos são intoleráveis com microfones.

Veja você que loucura. Os mesmos que abominam quem fala besteira publicamente dando sua opinião e até aprovam a censura permitem que seu colega ao lado o faça sem o menor problema. Porque além de incoerentes são covardes.

Ou você briga por algo ou você fica quieto. Brigar quando convém não é causa, é marketing.

Já citei aqui o absurdo que é uma emissora massacrar um treinador condenado por estupro e anunciar no intervalo que sua proxima atração é a luta de outro condenado por estupro. Mas isso só é óbvio pra quem não está disposto a ser manipulado por um idiota qualquer que fez 4 anos de jornalismo e acha que saiu de la formado em direito, medicina, educação fisica e gestão publica.

Agora vão cobrar que prendam o assassino da torcedora. Mas ué? Não era pra punir o clube? Fechar portão? Então, foi lá fora. Fecha o que agora, meu caro canalha?

Eu tenho uma sugestão.

Fecha a boca pra falar do que você não sabe. Mesmo que a ideologia política o seduza pra defender o indefensável.

Boa parte de vocês estão destruindo uma profissão altamente relevante pra sociedade por interesses pessoais, políticos ou financeiros.

Se te faz feliz que todos pensem como você ao invés de ver problemas resolvidos de fato num país que os coleciona, você não é um mau jornalista. Você é mau caráter.

Bastava que uma vez por semana houvesse uma matéria questionando a justiça sobre os criminosos do jogo do ano passado. Eles seriam presos por pressão e os outros não fariam com a certeza da impunidade.

Mas não. Vamos fechar portão. Culpar a PM, a sociedade, a puta que pariu. Mas jamais ter o trabalho de cobrar justiça até que ela seja feita.

A não ser que a vítima seja uma parceira de luta. Aí, irmão… vira até filme.

Viva os antifascistas! E que calem-se democraticamente os que discordam deles.

RicaPerrone

Entre o real e o manual

Eu adoro a frase “nada justifica a violência”.  Ela é linda, midiática, correta, mas absolutamente hipócrita. Qualquer ser humano tem seu limite e quando atingido perde a razão. Perde-la é parte do jogo, inclusive do seu que eventualmente esteja lendo aqui com seu cabelo grande, barba por fazer, feliz pelo Lula e falando em amor enquanto acende o baseado.

A violência é uma forma de resposta.  Dependendo de onde você busca, você a encontra.

O mundo de fadas do manual de convivência ignora algo chamado instinto e outro chamado burrice. Os dois, quando encontram, dá merda.

300 torcedores batendo num cara que torce pro rival? Covardia.

Fulano vai de Vasco na torcida do Flamengo, posta no Instagram tirando onda “to no meio dos favelado”, toma uns tapas e é coitadinho? Não é bem assim. É burro, folgado e correu o risco.

Que tipo de idiota vai a uma torcida adversária PROIBIDO pela polícia e no calor extremo de um jogo de futebol debocha do fato de estar lá sem ser notado? Quando notado, a reação é meio óbvia. Covarde, mas óbvia.

Quem passou por cima das regras pra debochar e “tirar onda” foi a “vitima”. O causador foi ele.  A reação é instintiva, e embora errada, ela é bem comum a mim, a você, a quase todo mundo em num momento de competição e tensão é afrontado e debochado a 1 metro de  distância.

“Nada justifica…”. Justifica, sim!

Não dá razão. Mas explica facilmente os motivos de eventuais agressões causadas muito mais pela burrice do que pela selvageria.

É preciso respeitar ambientes, entender momentos e cenários. Aposto que se eu for na cara de todos os jornalistas santinhos que condenam cada reação de seres humanos expostos a pressão e meter o dedo na cara deles falando da mãe deles, 90% reage com violência. Outros 10% viram as costas e deixam eu ofender a mãe deles.

Exemplares ou frouxos os 10%?

O agressor está errado. Muitas vezes, tanto ou até menos do que a vítima.

O manual de instruções da vida não considera com quem, onde, de que forma e em que momento. Logo, não serve pra muita coisa.

RicaPerrone

Então, Pai…

Meu pai tem perto dos 70. Eu, 40. Nossa vida e relação sempre foi muito baseada no futebol. Ontem quando acabou o jogo o São Paulo foi a final e ele me telefonou pra comemorar. Moro no Rio, ele em São Paulo. Caso contrário estaríamos juntos vendo a partida, é claro.

Eufóricos comemoramos a vaga. Comentamos a defesa, o Cuca, enfim, as coisas do jogo. Ele sabe que no domingo que vem não poderei ver o jogo, estarei viajando. Mas no outro, na grande final, eu estarei em São Paulo. E então avisei entusiasmado:

– Pai! No dia da final é páscoa! Eu vou estar ai! Vamos na final!

Ele se empolgou. Começamos a planejar mais uma decisão num estádio, talvez a gente nunca tenha deixado de ir em uma desde 1978. Toda vez que nosso time decidiu um campeonato a gente esteve lá.

E logo enquanto planejávamos a ida me caiu a ficha.

– Pai, esquece…. Não pode. É torcida única.
– Como assim? Pode sim.
– Nao pode, pai. A gente nem ia poder comemorar.

Aquele silêncio.

Então tá. A gente combina durante semana, de repente vemos o jogo juntos em SP após o almoço. Sei lá.

Mas em 40 anos é a primeira vez que eu e meu pai “não podemos” ir a uma final.

Pagamos cativa, pagamos o clube, frequentamos ativamente desde que me conheço por gente. Mas nessa decisão eu não posso ir. E talvez se o meu time levar mais 10 ou 15 anos pra voltar a uma decisão eu nunca mais possa ir com ele a uma final.

Porque? Porque o estado tem medo de um bando de menos de 50 marginais organizados, uniformizados e com sede e cnpj que impede que pessoas como eu e meu pai estejamos no estádio do rival.

Já que 1% é imbecil, a gente pune os 99%.  É mais fácil, mais covarde. E assim morre o futebol, que no fundo é só um pretexto. Em casa na tv o abraço será diferente. Mas pra quem fala de futebol nada disso importa. Importa o 442, a política da CBF, com quem transou o Neymar….

RicaPerrone

Mídia segue o mico de tentar conscientizar bandido

Mais uma vez marginais usaram o pretexto do futebol para brigar e destruir coisas num estádio.  Universo paralelo as leis do país, ninguém será punido individualmente porque para a polícia e para a mídia “a torcida do ….”  é que brigou.

Enquanto não individualizarem os marginais e punirem será sempre rotulado como “a torcida do…” e as ações para a educação coletiva serão as toscas campanhas de paz promovidas por uma imprensa que fatalmente não vai a uma arquibancada há séculos, acreditando que as brigas partem de torcedores normais.

Jamais um marginal assistirá um programa do Sportv usando tarja pela paz e dirá “Porra, taí… parei!”.

Chega de hipocrisia. Já que de violência não vamos nos livrar tão cedo.

RicaPerrone

Não serve pra nada

É midiático, mera ação do marketing dos clubes para agradar a imprensa, aparecer e ficar bem internamente. As ações “promovendo paz” entre clubes rivais as véspera de um jogo não servem pra absolutamente nada, não agregam nada e são oportunistas.

Explico.

Quem briga em 100% dos casos é torcida organizada. As brigas jamais partiram de torcedores comuns, e portanto qualquer pessoa de bom senso com o mínimo de conhecimento em arquibancada sabe que essas ações não impactam o alvo, mas sim a imprensa.

Dona Eulália acha fofo. Mas Dona Eulália não briga em estádio. Nada muda.

É legal?

É. E ponto.

Enquanto o mundo promove duelos esportivos com provocação e cara feia, nós vamos no sentido oposto para dizer pra mídia que é luta contra a violência. Não é. É medo. Politicamente correto.

Explico de novo.

As ações recentes são ainda mais inúteis e pra inglês ver. Cruzeiro e Flamengo, Inter e SPFC.

É muito fácil promover paz entre 4 clubes onde suas organizadas formam uma organização nacional (punhos cruzados) e são aliadas de guerra contra outras torcidas. É ÓBVIO que não haverá violência entre facções aliadas.

Não há como a ação “parecer” ruim. Ninguém vai brigar, as torcidas vão juntas pro jogo, como já iriam de qualquer forma por causa da aliança. E então os marketings usam essa mentira pra indicar sucesso na ação.

Rivalidade se fomenta com provocação. Ao final, o respeito.

Não é nocivo que se promova a paz e o nhe nhe nhe antes dos jogos, apenas inutil.

É Libertadores, não Teleton. Façam pelo futebol, não pelos elogios de jornalistas que não frequentam estádio há 20 anos.

Torcedor que briga no estádio é marginal, vocês sabem quem são, onde se reunem, a camisa que vestem e que não vão mudar NADA porque os mascotes são amigos.

Marginal se corrige punindo, não levando pro teatro.

abs,
RicaPerrone

Chato, divertido e…deveria ser só isso

Discutir o D’Alessandro como jogador é uma bobagem. Joga muito, jogou muito, tem títulos e 10 anos de Internacional. É um grande ídolo e merece toda paixão colorada que o acompanha.

Não tenho qualquer expectativa de critica-lo e não se ofendido por todos os lados. Ídolos não erram, e quando erram, o errado é quem notou e não ele.

D’Ale tem uma característica que eu gosto e dou risada.  Ele briga, arruma confusão, tem um metro de altura e se acha enorme. Eu acho divertido o jeitão dele de tomar conta do cenário como se fosse um torcedor revoltado com qualquer motivo, tenha ele razão ou não.

“Ah todo mundo queria um cara como ele no seu clube”.  Sim, sim. Ele tem um perfil que o torcedor adora.  Ele “briga”como um torcedor brigaria. Então certo ou errado a gente adora.

Mas aí vem a parte que não dá pra curtir, porque se os arbitros não fossem tão bonzinhos com ele, convenhamos, ele jogaria 2 e folgaria uma suspenso.  Todo jogo ele apita, todo jogo ele arruma confusão, e não tem sido incomum ele agredir adversários.

Quando ele faz isso, torcedor, e você naturalmente vibra porque está no calor do jogo, ele está colocando em risco o jogo que vem e o atual. Ele pode ser expulso se o juiz ver. Nos últimos 2 jogos ele deu em 2 jogadores. Ambos mais novos, óbvio que não por acaso.

Todo folgado sabe até onde pode ir. O D’Alessandro jamais irá pra cima do Felipe Mello, do Geromel ou do Guerrero. Ele vai no Paquetá, no Luan, no menino da Chape, no lateral que tá começando, ou quando tem um puta tumulto em volta dele e sabe que haverá turma do deixa disso suficiente pra evitar a briga.

Ele não é burro. Se ele brigar, ele apanha de 90% dos caras que ele peita. Quase todos são bem maiores que ele, além de mais jovens.

O problema do D’Alessandro não é ser esquentado, apitar jogo, nada disso. Tudo isso é jeito de ser, só me diverte. Mas os soquinhos na cara, mão na garganta, tapa escondido… aí é coisa de argentino. E até onde sei, não aplaudimos métodos de um futebol rival e derrotado.

D’alessandro pode ser divertido e chato. Violento, não. Se você, colorado ou não, acha maneiro que ele dê um soco na cara do Paquetá porque tomou um chapéu… ok. Sem problemas. O Kleber Gladiador ganha um salário alto até hoje porque existe gente como você.

De alguma maneira, sinta-se bem por sustentar uma categoria de jogador de organizada. O cara que tá lá sem se importar com o cartão, o grupo ou o jogo. Desde que saia nos braços da organizada porque “briga pra caralho”.

abs,
RicaPerrone

Punir o clube é punir o futebol

Eu nunca entendi bem a relação segurança/clube no futebol.  O clube é responsável pelo jogo mas a segurança é feita pela polícia, logo, não é dele. E embora ele seja o organizador, a parte fundamental de logística de segurança ele não determina.

Então de quem cobrar?

Vou usar exemplos simples:  Quando o Grêmio é expulso da Copa do Brasil por racismo, comete-se um erro brutal.  Se dá o poder a 20 elementos de eliminar o sonho de milhões e o trabalho honesto de um clube, grupo, elenco, diretoria, etc.  Se há o vídeo, se há como saber de onde partiu, porque eliminar 3 milhões de torcedores e não procurar os 20 ou 30 elementos?

“Pra dar exemplo”.

Que bosta de exemplo! Punimos todos porque somos incapazes de identificar e prender aqueles que todos nós sabemos quem são. Exemplo de incompetencia do estado. É o único que foi dado.

Quando acontece dentro do gramado, aí é um problema mais ligado a organização do evento. Ok. Vamos relevar problemas como Boca x River, por exemplo.  Até cabe a discussão de punir o clube.

Mas quem é que cuida da segurança de uma possível invasão ao estádio? A polícia, até onde sei. E então como você pune 30 milhões de pessoas porque 300 das quais sabemos de onde vem, que roupa usam, onde combinaram e até onde ficam na arquibancada, invadiram um local?

Até que página o Corinthians é responsável por um torcedor levar um sinalizador e soltar na Bolívia?

“Ah mas se punir o clube esses marginais vão ter que parar porque está prejudicando o time deles”.

Jura que vocês acham que esses caras tem algum critério de amor a clube que possa fazer dele um “não marginal”?  Essas regras são aplicadas há decadas. Se tira mando, torcida, pune, multa, elimina…. e?  Nada.

Porque diabos não se usa a primeira a simples opção: identifica uns 40, prende e não solta. Jogo seguinte, prende mais 5 que fizeram merda no estádio e não solta.  Quer ver como eles param rapidinho?

São como deputados. Roubam porque tem mil formas de escapar. O problema é social e atrelado a impunidade. Não a Flamengo, Vasco, Santos, Gremio… Eles só usam o futebol e a multidão para esconderem seus crimes.

Quando você dá uma punição esportiva a eles, você dá o direito de que 200 marginais representem e tomem de sequestro uma entidade esportiva que carrega milhões de pessoas de boa índole. É a vitória maior deles.

O que aconteceu é absurdo, lamentável, etc. Mas me diz: Como o clube poderia evitar que 300 marginais sem ingresso invadissem o Maracanã além de avisar a polícia que aconteceria?

Eu honestamente não entendo essa relação. São todos liberados, a polícia dá porrada pra todo lado sem o menor critério e tudo bem, os bandidos respondem em bando e ficam todos livres e o clube perde mandos.  Resolvido!

Mas que puta solução idiota.

E segue o enterro. Ou você acha que o futebol é capaz de se blindar de um problema social? Num estado em guerra, uma cidade onde há aplicativos para avisar onde tem tiroteio, a polícia mal recebe, os moradores de comunidade pedem ajuda a traficante e não a polícia por segurança, e você espera que o Maracanã esteja livre de invasão de marginais?

Meus caros, eles vão fazer mais 300 vezes até que a justiça os torne João, Pedro, Rogério, Marcos, e não mais “a torcida do….”.

Punir clube é punir a gente que ama futebol. E seja você um doente torcedor rival louco pra ver o Flamengo “se fuder”, não seja bobo, amanhã 30 marginais da sua organizada atiram uma pedra num dirigente e quem tá fora do campeonato é você.

Eles só mudam a camisa.  O que a justiça no Brasil não consegue entender é que eles USAM o futebol pra cometer crimes e não os cometem por serem amantes do futebol. Punir o futebol não atinge esses caras.

Mas atinge a nós, torcedores de bem.

abs,
RicaPerrone

Cuidado com a “culpa” dos dirigentes

É mais um dia onde um enorme tumulto foi causado por uma organizada num estádio. E mais uma vez vemos debates vazios e pouco fundamentados sobre.  Um dos que mais gosto e me preocupa é a do “dirigente que dá o ingresso”.

Clube algum deveria ajudar esses caras, menos ainda facilitar ingressos. Mas clube é clube, dirigente é dirigente. Fulano, na figura de presidente ou seja lá o cargo que for, não vai ser o machão de ir na frente de uma gangue e dizer que ele é o cara que está dizendo não pra eles sozinho.

Esse cara tem filhos, mulher e cu, pra ser grosseiramente claro.

Se os clubes todos fecham numa de ninguém dá mais nada, com o Ministério Publico ajudando a proibir, vá lá. O cara pode dizer que tá proibido. Agora, esperar que um sujeito num cargo alto do clube peite um grupo de marginais que nem a polícia é capaz de segurar, é um pouco utópico.

Entre a realidade e a teoria há muita coisa. Uma delas é o bom senso.  É mole ir no dirigente e condená-lo por dar ingressos. O duro é perguntar qual dirigente tem coragem de dizer “não” pra um grupo terrorista que há 30 anos brinca com a polícia, a justiça e com os clubes que tomaram de assalto pelo medo.

Não individualize uma decisão que um homem só, de clube algum, tem tamanho pra tomar.

abs,
RicaPerrone