Atlético MG
Ranking 2019: Quem foi mais longe?
E se pudéssemos contar com valores interpretativos o quanto um clube “conquistou” em uma temporada?
Pois bem. Dei valores a campeonatos e posições, sempre usando critérios pessoais obviamente por não haver nada estabelecido nesse sentido.
Mas dá pra ter uma idéia mesmo que você discorde delas.

Galo doido e a hipocrisia midiática do Brasil
Mascote do Galo faz brincadeira de gosto questionável, mas torna-se alvo da bancada hipócrita nacional.
Rica analisa a temporada do Galo
Planejada 2019 #34
Todo começo de temporada os treinadores fazem um planejamento. Aí você pode perguntar: “Que diabos de planejamento é esse? Ele planeja perder? Não era pra tentar ganhar todas?”. Sim, era. Mas nem treinador é tão apaixonado e maluco de imaginar que vencerá todos os jogos de um campeonato como o Brasileirão.
Assim sendo, eles planejam uma forma média de atingir os pontos do último campeão, ou perto disso. E você pode se perguntar: “Qual critério ele usa pra saber onde pode perder ou onde tem que ganhar?!”.
Normalmente eles seguem uma linha simples. Ganhar todas em casa, bater nos pequenos fora, empatar com os médios e aceitam perder pros gigantes fora de casa. Esta soma dá o suficiente para você estar, no mínimo, brigando pelo título. A não ser que alguém dispare e quebre todo planejamento.
O mais afoito pergunta: “Mas se um time tem 20 pontos e o outro 18, com os mesmos 13 jogos, é óbvio que ele está melhor, não?!”.Não. E se o que tem 20 pegou 5 pequenos fora, 1 clássico e 7 grandes em casa? Significa que ele pegará os 7 grandes fora no returno. Talvez os 18 pontos conquistados sobre clubes mais fortes sejam mais valiosos do que 20 em pequenos.
Atenção:
– A conta busca uma fórmula de se chegar aos 74 pontos, que aproxima muito do título.
– Alguns times podem perder clássicos, outros não. Isso porque alguns tem 2 clássicos por ano, outros 6.
– “Ah mas se meu time perder um jogo que era pra ganhar, ja era?” Não. Você calcula por outro jogo que “não era pra ganhar” e equilibra. Compensa.
– Eu não entendi! Facilitando: O importante não é seguir a risca os resultados. É chegar a rodada X perto ou com mais dos pontos planejados pra rodada X. O percentual diz o quanto seu time fez de pontos perto do que DEVERIA ter feito até aqui para brigar pelos 74 pontos. Só isso.
– As tabelas são INDEPENDENTES entre si. Não as compare procurando o mesmo resultado pois não serão 11 campeões.
Enfim, aí está! Se você não entendeu, pergunta pro amiguinho do lado que ele explica.


Dívidas: A proporção
Na real toda dívida é relativa. Se você deve 40 mil e ganha 30 por mes não é um absurdo impagável a médio prazo. Se você ganha 2 por mes os mesmos 40 se tornam um enorme problema.
Por isso fiz uma comparação com a dívida de 2018 e as receitas de 2018. Obviamente considerando que é apenas um cenário de um ano, que pode mudar com uma venda mais cara ou outra. Enfim.
O importante é notar a discrepância entre a receita do clube e a dívida. Assim saberemos se a dívida, mesmo alta, é realmente tão preocupante assim ou se é algo controlável se bem administrada.

O que esse quadro mostra?
Que o Botafogo e o Galo tem receitas bem mais comprometidas com dívidas. Que esses dois clubes tendem a ter mais dificuldade em paga-las, se enrolar com juros e outros fatores que deixam as dívidas ainda maiores com o passar dos anos.
O Flamengo e o Palmeiras, por exemplo, com 10% da sua receita anual pagam a dívida em 7 anos.
Enfim. Há diferença entre dever 500 ganhando 500 e dever 500 ganhando 100. E essa diferença é uma ponderação após o post de ontem mostrando apenas o valor bruto das dívidas.
RicaPerrone
Dívidas: Dos 12, só Flamengo, São Paulo e Grêmio respiram

As dívidas dos clubes brasileiros são assunto desde o começo da década de 2000, quando isso se tornou público de forma mais clara. Se comparada a receita, algumas dívidas que parecem aumentar apenas se sustentaram. Mas a grosso modo, todo mundo subiu o que deve.
Dos 12 grandes, Flamengo, São Paulo e Grêmio tem situação menos desconfortável com dívidas.
Não por acaso são os 3 que nos últimos anos estão quitando as dívidas e não aumentando.
Os dados são do ITAU BBA e do SportsValue.
RicaPerrone
Pela dignidade e pelo hepta

Claro que o objetivo era a vaga. Mas mais do que o “milagre” que seria reverter o placar, era também pela dignidade perdida no Mineirão, onde passivamente o Atlético viu o seu maior rival fazer 3×0 sem sequer esboçar brigar por algo mais.
Hoje, no estádio lotado e com apoio improvável de sua torcida, o Galo tinha que correr, brigar, lutar e sair aplaudido. Com a vaga ou não, era dia de trazer de volta a torcida pelo resto da temporada.
Feito.
Grande jogo, uma quase virada histórica, muita correria e a dignidade de volta.
Do outro lado, a vaga. O Cruzeiro do Mano é um time que joga consideravelmente menos do que pode, mas que atinge os resultados. Ele é um técnico de resultado.
Está classificado na Libertadores e na Copa do Brasil. Aí está o resultado.
Hoje, mal. Mas depois do baile do Mineirão nem precisava. Fez o suficiente e fica com justiça com a vaga.
Um dos raros Cruzeiro x Galo onde os dois sairam do campo satisfeitos. Mas dessa vez o Cruzeiro precisava mais, fez mais, e vai pra semifinal (pra variar) em busca do hepta.
Viu como administração e futebol não se confundem tanto quanto insinuam os “entendidos”?
RicaPerrone
Quem voltou melhor?
Dos 12 grandes, vi alguns. A tal parada de 30 dias normalmente gera expectativa de melhora e quase nada acontece na prática. Mas dessa vez, parece, não será bem assim.
Flamengo – Melhorou consideravelmente. Apesar do jogo contra o CAP ter sido normal e com riscos de eliminação, houve melhora. No Maracanã, um baile contra o Goiás.
Vasco – Melhorou bastante também. Jogou uma boa partida contra o time reserva do Grêmio e não fosse a arbitragem provavelmente teria vencido ao fazer 2×0. Após esse lance o time mostrou fragilidade e tomou a virada. Mas melhorou do primeiro semestre.
Fluminense – Joga hoje.
Botafogo – Melhora leve. É um time dentro de um limite apertado. Contra o Cruzeiro é difícil porque a proposta dos dois é a mesma. Então ficou aquele jogo horrível. Mas é um time bem treinado.
São Paulo – Melhorou. Nada absurdo, mas brigou em campo e se mexeu mais. As saídas parecem mais importantes do que os treinamentos durante a Copa América.
Palmeiras – Igual. Ou seja, ganhando. O futebol não é lindo de ver, mas é altamente competente.
Corinthians – Não vi.
Santos – Não vi.
Cruzeiro – Mesmo futebol. Um time forte que não quer ter a bola pressionar 0 adversário. Espera uma chance e faz. Eu gostaria de ver mais desse time, mas inegavelmente funciona.
Atlético MG – O que se viu quarta-feira é de uma apatia assustadora.
Grêmio – Melhorou. Voltou a tocar a bola, ter um padrão e criar chances. Um jogo com reserva, outro com titulares. Ainda falta o último passe. Mas melhorou com a parada.
Inter – Não vi.
RicaPerrone