Fluminense

Flu melhora sem “pontas”

Ontem no Maracanã o Fluminense penou pra virar o jogo contra o Figueirense, mas, ao contrário das partidas anteriores, teve volume e não viveu de lampejos individuais apenas.

Longe do ideal, o Fluminense ainda não explodiu no campeonato. O que é ótimo, pois só ele e Corinthians não vieram ainda lua de mel com torcida e mídia, flertando com a insuportável cobrança de ser “o time da moda”.

Virar o turno no G4 sem ter sido ainda a bola da vez te dá um crédito razoável para brigar por algo maior.  E talvez forçado pela chegada de Cícero, o Enderson viu seu time mudar a forma de jogar um pouco.

Ronaldinho não veio pra ser ponta, mas sim um meia atrás do Fred. E o Cícero, que entrou no time “na vaga do Gérson”, não está jogando aberto lá na ponta quando o Flu retoma a posse de bola. Ele centraliza muito mais, dá espaço pro Wellington na direita e torna o time menos previsível.

Falta coletivo. O time é bastante mal treinado ofensivamente, não repete jogadas e depende demais do Fred. Mas o esquema de jogo mais centralizado deu equilibrio ao time. Veja abaixo o mapa de calor dos últimos dois jogos.

Fluminense x Figueirense

Fluminense x Figueirense

Fluminense x Inter

Fluminense x Inter

A bola ainda viaja demais pelo alto, o cruzamento ainda é prioridade. Mas tende a não ser com tamanha qualidade de passe no meio.

Aceitemos qualquer coisa deste Fluminense, menos falta de criação de jogadas com Cícero e R10 em campo.

A vitória de ontem é importantíssima, encerra um turno com o time acima do esperado em maio. Mas se baixar disso, agora estará abaixo do esperado em julho.

O segundo turno não é mais do Fluminense que ia fechar sem a Unimed. É do time que ia com certeza pra Libertadores com Cícero, Ronaldo e Fred.

abs,
RicaPerrone

Opostos

Assisti Inter x Fluminense. No meu ipad coloquei o Corinthians x Sport e no final das contas eu não podia ter feito escolha melhor. A aula mais didática do mundo da diferença entre times que treinam pra não perder e achar gols no individual e times que treinam o coletivo na frente e atrás.

Sport e Corinthians jogaram intensamente sabendo o tempo todo onde deveriam estar, o que fariam com a bola e como tentariam o gol.

Inter e Fluminense pegavam a bola, olhavam pra frente e procuravam alguém que pudesse resolver.

A diferença pro futebol que queremos do que alguns ainda jogam é muito simples. É um time treinado coletivamente para agredir e defender e que dentro disso a técnica desequilibre.

O Fluminense é um time fechado, onde ninguém troca de posição, todos esperam que algum dos medalhões resolva num lance individual. Não tem NADA ofensivo treinado.  Absolutamente NADA!

O 4231 mais irritante do mundo, que não muda nem a paulada, e um time com Cícero e Ronaldinho que não tem a bola no chão no meio campo.

O Inter, coitado, vem de uma paulada absurda! E jogando desorganizado fez o dele numa expulsão que facilitou. Justa, diga-se. O que não foi justo foi o Alex não ter sido expulso em seguida quando quase quebrou a perna do Pierre.

Enquanto isso, na Arena, Corinthians e Sport trocavam passes e construiam jogadas da defesa pro ataque. Um esporte diferente, uma evolução absurda do jogo de Porto Alegre.

Não vou ousar sair cagando regra de que é o Tite, é técnico gringo, etc. Até porque acho que o treinador do Sport não nasceu em Madrid. Mas enfim.

Bola no chão, jogo intenso, movimentação, ataques treinados. O coletivo definido.  Não é “dá no Diego Souza”. Ele é parte de um esquema e dentro dele faz diferença.  Não é o quanto o Elias ta em boa fase. Ele está em todos os lugares do campo e o time se defende e ataca com ele.

É incrivelmente superior o jogo de Sport e Corinthians do que apresentam Inter e Fluminense.  Mas a tabela computa 3 pontos, não dá notas por avaliação.  Assim sendo, haverá briga até o final neste equilibradíssimo Brasileirão.

Nos placares. Porque em campo tem gente sobrando e tem gente devendo.

Ah! O pênalti!? Achei pênalti.

abs,
RicaPerrone

Tá na hora de jogar bola

Os resultados do Fluminense são bastante positivos e pouco contestáveis. O time briga no G4, monta um elenco aos poucos bastante competitivo e tem todos os argumentos para brigar pelo título brasileiro.

A questão não é a derrota pro Avaí em si, mas a forma com que o Fluminense tem se apresentado.

A impressão que dá assistindo aos jogos recentes é que o Enderson treina o time para se defender e quando tiver a bola alguém que ache um lance individual que desequilibre.  Não há troca de passes rápida e jogadas repetidas. Não há um padrão ofensivo.

É a bola retomada, a disposição tática do time bem determinada e que alguém faça algo diferente. A bola tem que chegar no centroavante. Como? Não sei! Alguém dá um jeito.

Olha o mapa de calor, não tem Fluminense no setor intermediário ofensivo. É aberto pra cruzar ou lançar direto dos volantes pros atacantes.

Eu não posso dizer que ele pense assim, mas posso afirmar que esse tipo de jogo me lembra muito o do Muricy, que odeio.  Um time focado em errar pouco e aproveitar as chances que tem. Funciona? Sim. Mas é coisa de time pequeno. O Fluminense tem time e camisa pra impor seu jogo especialmente em casa ou contra times menores.

Não tem acontecido.

E repito: Não me preocuparia com a derrota pro Avaí. Me preocuparia com a falta de criação e jogada ofensiva do Fluminense seja com Gerson, com Ronaldo, com Fred, sem Fred.

O vencedor tende a ser o que acerta mais, não o que erra menos. Embora nos pontos corridos a segunda também funcione.

abs,
RicaPerrone

Os confrontos

É mata-mata, olho no olho, futebol como deve ser. Sorteados os confrontos das oitavas da Copa do Brasil, que passa a ser o foco de pelo menos 6 clubes brasileiros nas próximas semanas.

Entre eles, dois classicos regionais. Mas pra mim, e isso não tem a ver com uma aposta sobre resultados, o que se saiu melhor foi o Vasco. Explico individualmente por confronto.

– Internacional x Ituano  – Em tese, um jogo fácil pro Inter estar nas quartas. Em tese.

– São Paulo x Ceará – Ao contrário do Ituano, o Ceará tem um poder de fogo em casa muito maior. Uma torcida maior, pressão, enfim. SPFC é amplo favorito mas tem que tomar cuidado. Não é moleza.

– Cruzeiro x Palmeiras – Jogaço! Porque parte da torcida do Cruzeiro contestava Marcello Oliveira pela fraqueza dele no mata-mata. A que não queria sua saída, condenava o time.  E agora?  Não poderia ser melhor pra ambos.

– Flamengo x Vasco – Esse jogo é disparado o mais polêmico de todos. Pelo que houve no estadual, porque o Eurico vai tentar criar mil factoides pré jogo, até mesmo levar pra São Januário, não duvide. Mas enfim. Achei o melhor sorteio possível pro Vasco. Porque? Porque se ele perde pro Flamengo do jeito que está, nada muda. É previsível. Mas e se passa? Pode estar ali uma oportunidade única de reverter um cenário no clube.  Ser muito favorito num clássico é ruim. E o Flamengo vai confrontar seu pior inimigo: o favoritismo.

– Fluminense x Paysandu – Parece fácil mas não é. Assim como o jogo do SPFC, o adversário faz uso da casa, tem torcida forte e transforma o jogo lá em parada dura. Tem que caprichar no Maracanã.

– Grêmio x Coritiba –  Pelas fases, o Grêmio é bastante favorito. Mas novamente lembro que é um time de torcida forte em casa. E mata-mata isso pesa.

– Atlético-MG x Figueirense – Acho que o Galo passa sem grandes problemas até pelo que vem jogando em mata-mata nos últimos anos.

– Corinthians x Santos – Clássico, com leve favoritismo ao Corinthians que embora tenha mais time e esteja melhor, tem o foco dividido. O Santos pode jogar tudo na Copa do Brasil. O Corinthians, vice líder do Brasileirão, não.

Não vou dar palpites de quem passa por enquanto porque ainda é cedo. Mas o sorteio da Copa do Brasil já é uma das coisas mais legais do futebol e que movimentam o esporte em dia sem jogos.

Gostei muito dos confrontos, especialmente porque moro no Rio e poderei viver de perto essa “loucura” que será o Flamengo x Vasco.

abs,
RicaPerrone

Olha ele! Olha ele!

Meus caros caçadores de polêmica idiota, não ultrapassem o limite que os coloca sob a condição da “viadagem”.  A linha entre a polêmica e o sensacionalismo é tênue, dificil de enxergar a olho nu.

Fred e Rodrigo são jogadores experientes, concentrados num clássico cheio de provocações, onde um deles fatalmente sairia derrotado.  Imagens das trocas de empurrões e ofensas são bacanas, mas avaliar o comportamento dos caras como uma “falta de educação”, como “desrespeito”, é de doer a vista.

Falta bem pouco pro futebol perder o que lhe resta de sua alma.  A contribuição é gigantesca se começarmos a tirar dele coisas que não ofendem ninguém e que jamais foram problema para quem de fato está envolvido.

“Nossa, vejam! O Rodrigo disse no áudio que o “Fred vem me mamar”.!”. Oh! Que terrível!  Como pode Frederico ouvir isso?  Levem-no ao psicologo!

E você, Rodrigo? Coisa feia, menino! Desse tamanho tentando intimidar o amiguinho? Ora, faça-me o favor.  Não foi assim que o fã de esporte te ensinou. Jogue calado, não provoque, e sorria que você está sendo filmado.

Ora, seus modernos cretinos do futebol gourmet…  O que tem de errado num zagueiro e num atacante se pegando e provocando o jogo todo? O que há de incrível se o áudio for mesmo do Rodrigo, vencedor, tirando sarro do rival?

Deus deu boca pra todo mundo falar o que quiser. Toda ação causa uma reação.  Eu posso não concordar com a ação, mas me faz entender a reação.

Quem está errado?

Você. Chato pra caralho.

Deixem pelo menos zagueiro e atacante se provocarem em paz?

abs,
RicaPerrone

É o destino

Eles sabem. Quando entram em campo Vasco e Fluminense parecem repetir um ritual com roteiro bastante conhecido.

O Flu até tem mais a bola, cria mais chances, tem mais time no papel e é o favorito. Invariavelmente nos últimos anos tem estado numa situação melhor e, portanto, é favorito.

E de 2010 pra cá, se enfrentaram 20 vezes.

O Vasco ganhou 10. Outras 7 empataram.  O Fluminense venceu míseras 3 partidas.

Não dá pra se esquivar dos fatos, do passado, ou talvez do destino.  O Fluminense tem ataque de pânico quando vê o Vasco. Que por sua vez, esteja na situação que for, joga como hoje, parecendo um velho experiente dando aula pra um moleque novo.

O Flu dava bico, se desesperava na hora errada. O Vasco apresentou uma paciência irritante de quem tinha absoluta certeza de que venceria o jogo.  E nas arquibancadas, em torno do estádio, nos caminhos pro Maracanã, pouca gente discordava disso.

O tricolor olha pro jogo contra o Vasco como “um problema”.  O vascaino olha pro jogo com “esperança”.   É batata!

O que foram os bicos pra frente do Flu no segundo tempo com o Vasco todo plantado atrás? O que era a vontade de adiantar os volantes deixando o campo aberto pro Vasco contra-atacar?

Que calma era aquela dos vascaínos que pareciam ter ido ao Maracanã só pra ver de perto o que já sabiam.

Fluminense e Vasco é clássico menos imprevisível do Rio.  Porque mesmo se o Vasco estiver melhor e o Flu for a zebra, ainda assim, teremos um clássico com favorito!

abs,
RicaPerrone

Operação R10 – Capítulo final

90%

Eurico Miranda acorda e anuncia que Ronaldinho está 90% no Vasco. A notícia é uma bomba pra mídia, uma pauta gigantesca, assunto pra 3 dias em mesas redondas. Mas não é bem verdade e não assusta Mário que conduz a negociação há algum tempo.

Ao ouvi-la, Mário manda um whatsapp para Assis que nega. Diz que tudo que foi conversado está mantido e que o Fluminense segue sendo um interessante caminho para Ronaldo.

Assis viaja pra Turquia

Enquanto o irmão/empresário de R10 viaja pra Turquia, o Fluminense segue pontuando no Brasileirão. Assis nega ter ido até lá para “negociar” Ronaldo, enquanto a mídia faz de sua viagem quase um anuncio oficial de Ronaldo na Turquia.

Ainda via whatsapp, Assis diz ao Flu que gostou da proposta e que vão conversar mais uma vez quando ele voltar ao Brasil. A coisa já não parece mais uma “sondagem”, nem mesmo um namoro.

Semana decisiva

Imagem do SMS de Mário para Assis

Imagem do SMS de Mário para Assis

São Paulo x Fluminense no Morumbi. Na concentração alguns jogadores chave ficam sabendo que seria hora de decidir com Ronaldo e entram novamente no circuito. Fred e Pierre mandam mensagens para o craque reforçando que o grupo ficaria feliz em recebê-lo. Ronaldo começa a se envolver.

Na terça, dia 7 de julho pela manhã, após a volta de São Paulo, Mário envia um whatsap a Assis com uma imagem do Cristo Redentor segurando a bandeira do Fluminense e escreve: “Roberto, Bom dia….apenas pra dizer ao Ronaldo que o Rio de Janeiro e o Fluminense já esperam ele…..” .

Reunião e vitória

Mário e Simone vão a casa de Assis na quinta-feira, dia de Fluminense x Cruzeiro, para uma conversa importante. E uma das estratégias foi levar ao craque 4 camisas para ele escolher. Eram elas:
Número 95 – Referência ao gol de Barriga e a um novo “R. Gaucho” no clube
Numero 40 – Em homenagem a maquina Tricolor de 75
Numero 10 – Óbvio
Numero 11 – Camisa que ele usou na Copa de 2002 e ano do centenário do Fluminense onde outro “R” e craque do Barcelona, Romário, vestiu a camisa do Flu.

Eles chegam na reunião e colocam para Assis que tem alguma urgência, já que o clube está subindo na tabela, Wagner foi embora, e que precisam mesmo ter decisões sobre o elenco pro restante do campeonato. Mesmo de férias ainda, eles queriam uma resposta do Ronaldo.

Assis ouve tudo, diz que liga pro advogado deles e retorna. Assis pede 6 ingressos para o jogo contra o Cruzeiro de logo mais.

“Fodeu!”, pensam os dois. Se ele aparece lá a imprensa enlouquece !!!

Ele acha as camisas lindas e comenta sobre a beleza da camisa verde que estava com o 10. Neste momento, mesmo que de maneira velada, ele escolhe a 10.

Simone e Mário chegam na rua em frente a praia, antes de entrar no carro e se olham. Simone diz: “Caralho, acho que agora foi!”. E pela primeira vez eles acreditam estar realmente próximos de ter Ronaldinho no Flu.

Mário manda outra mensagem a Assis agradecendo a recepção e a ótima conversa e Assis Responde: “ Vamos fazer história !!!”

Fluminense x Cruzeiro

Sem alguns titulares, o Flu reage bem, vence e vira vice-líder do Brasileiro. Proposta na mesa, clube em segundo, imprensa em cima. O cenário é decisivo. Em algum momento o telefone vai tocar.

E toca! Assis manda uma mensagem para Mário empolgado com o jogo. Dizendo que viu o jogo e que Ronaldo também viu, elogia o time, a vontade e diz que amanhã a noite o advogado estará na casa dele.

No estádio a imprensa já sufoca a diretoria com perguntas. Eles não negam, nem confirmam. Muito menos dão percentual de possibilidades ao torcedor. Mário e Simone só trabalham contratações e negociações em sigilo. É muito chato tirar deles. E quando se tira, o negócio já está bem adiantado.

Sexta a noite

Casa de Assis. Lá estão Mário, Peter, Simone. O presidente se envolveu muito pouco na negociação. Há uma hierarquia muito respeitosa entre os 3. O Simone cuida do futebol e leva pro Mário o que é do Mário, que por sua vez, apesar de ser o vide de futebol, leva sempre ao presidente as situações já concretas para que ele possa dar seu aval e finalizar a operação.

Mas agora é com ele também. E lá está Peter na mesa com o advogado Sérgio e Assis. Mário se surpreende, pois quando chegam lá para uma “conversa”, talvez “mais uma”, Sérgio lhes apresenta uma minuta de contrato pronta e dentro de tudo aquilo que havia sido combinado, necessitando apenas de alguns ajustes negociais. Apesar de uma longa conversa, um longo “namoro”, Mário e Peter, advogados acostumados a participar de negociações no futebol se surpreendem novamente ao perceber a maneira simples e objetiva com que tudo acontece após o sim de Ronaldo.

Era oficial. Ronaldinho queria jogar no Fluminense. E ali mesmo, com os três advogados (Mário, Peter e Sérgio), eles ajeitam clausulas e chegam a um acordo. Mário envia pro clube, pede para providenciar aquilo formalmente e que pega no dia seguinte.

Peter

Imagine ser o presidente no momento em que o time perde o patrocinador que “bancava” o futebol há anos? Peter não deve ter vivido dias muito animadores em janeiro.  Mas o time brigando, pagando em dia, com nomes de peso e aquela contratação do R10 representariam muito mais do que um meia direita pra ele.

Nessa noite de sexta-feira, quando percebe que Ronaldinho está a uma canetada de ser jogador do Flu, ele se emociona. Revela aos amigos Mário e Simone que é uma conquista. E não está falando em título, mas em como se manter um clube em alta, forte no campo e no mercado, meses após ser rotulado como “morto” para uma parte estúpida da mídia esportiva.

 

Simone e o avião

É sábado. Mário e Peter tem a reunião final com Ronaldo as 16h. Mas o Flu precisa ir a Coritiba jogar contra o Atlético PR. O voo sai as 15h, chega as 17h. Simone portanto embarca desejando “boa sorte” e espera pisar em Curitiba com uma mensagem do Mário, que não chega.

Ansioso, ele envia: “E ai?!?!”. Mário responde: “Tudo bem”. Simone usa alguns palavrões para o amigo. Mas antes que precisasse ligar para tirar mais qualquer dúvida, Ronaldo vai ao seu twitter e anuncia pro mundo: É jogador do Fluminense.

O final feliz

Papeis assinados. Todos felizes. Mário é um sujeito que fala pra cacete, daqueles bem advogado mesmo sabe? Se você sentar do lado dele em 30 minutos ele te convence que o Pelé era ruim e o Magno Alves o novo Garrincha.

Naquele dia, após a assinatura do contrato, ele foi interrompido. Enquanto falava sobre alguma coisa do clube, do desenrolar da operação, etc, Ronaldinho o interrompe.
– Mário. Você já fez tudo que tinha que fazer. Agora é comigo. Vamos pra cima de geral !!!

Não havia frase no mundo que fizesse o vice de futebol do Flu mais feliz naquele momento.

Após a frase, sabendo que o grupo está concentrado para o Jogo contra o Atlético PR,

 

Mario pede a Ronaldo que grave um vídeo de incentivo ao grupo. Ronaldo imediatamente aceita e mando o mesmo recado que havia dado ao Vice Presidente.

Eles saem da reunião, staff, marketing, comunicação, diretoria… e não fazem uma festa, nem tomam um porre. Apenas se olham orgulhosos por terem dado mais um grande passo a provar, pra quem ainda é cego e duvida, que o Fluminense é enorme por si só.

Ah! O Flu venceu o Atlético no dia seguinte por 2×1, aos 47 do segundo tempo.

Fim

Casting:
Peter – Peter Siemsen, presidente
Mário – Mario Bittencourt, vice de futebol
Simone – Fernando Simone, diretor executivo de futebol
Assis – Roberto Assis, empresário de Ronaldo
Vitor – Vitor Leal – Amigo de Ronaldo e empresario de futebol
Ricardo – Ricardo Correa – Scout do Fluminense
Sergio – Sergio Queiroz – Advogado de Ronaldo

 

–  A série “Operação R10” tem 3 capítulos:

Capitulo 1
Capitulo 2
Capitulo 3

Operação R10 – Capítulo 2

O Fred vai te buscar

Na cozinha do clube, Simone e Mário resolvem abrir para o capitão do time a idéia.  A reação de Fred, embora não seja oficial, é muito relevante. Ninguém conhece o grupo como ele e, portanto, o termômetro Fred é fundamental num projeto desses.

O capitão ouve, estende a mão e pega o celular. Eles ligam pro Assis. Já jogou com R10 na seleção e não apenas aprova a idéia como também faz questão de participar do projeto. 

Pierre, seu companheiro no Galo, também fez questão de ajudar a convencer o craque de que seu lugar agora era no Fluminense.  

A dica

O Fluminense lança as obras do CT.  Mário e Peter vão ao evento, cheio de jornalistas, que termina na hora do almoço. Na saída, Mário e Peter vão almoçar para o presidente ouvir do seu vice de futebol que Ronaldinho é uma possibilidade real.  

A primeira reunião com Assis está marcada para aquele dia, a tarde, logo após o almoço. E então Mário deixa o “CT”, entra eu seu carro e dá um boa tarde aos jornalistas.  Um deles pergunta: “Vai pra onde?”.  E ele responde, rindo: “Contratar um grande jogador”. 

Ninguém leva a sério. Mas o maior “furo” do ano estava sendo anunciado em tom de brincadeira. E ninguém se tocou. 

O primeiro encontro

Na mesma tarde Mário vai a casa de Ronaldo. Sentam Assis, Mário e Victor, o amigo empresário que aproximou as partes.  Ronaldinho está na casa mas não na mesa.  Mário explica o porque do interesse, dá seus argumentos para traze-lo e Assis gosta do que ouve. 

A estratégia do Fluminense é muito clara desde a primeira reunião.  Não é uma competição por dinheiro, pois não dá pra competir com China, Europa, etc. É por projeto.  

Ronaldo vem à mesa.  Mário diz pra ele tudo que disse ao Assis. Ronaldo ouve e gosta, se mostra simples.  Mário coloca Fred e Enderson para falar com R10 ao telefone. Os dois fazem questão de mostrar pro jogador o quanto ele seria bem-vindo no grupo. 

Falam então em número de camisa.  Ronaldo diz não se importar. “Quero jogar bola”. 

Dá pra pagar?

Então temos um negócio em andamento. Ronaldo ouviu, gostou, é possível.  Mas e o dinheiro, dá? Enquanto Assis e Fluminense não falam em valores, é muito complicado para Mário e Simone saberem se estão negociando algo possível ou não.  Mas durante todo o tempo Assis lhes coloca que isso é “secundário”.  Marca-se uma segunda reunião. 

A proposta

Domingo a noite, Assis joga futvolei com R10 e amigos quando chegam lá.  Mário e Simone aguardam e ficam felizes em ver a forma física do jogador, até que Assis termina a partida e se senta com eles.  Pela primeira vez o Flu apresenta valores na mesa. 

É uma reunião muito relevante porque no momento em que o clube diz o quanto pode pagar, haverá uma reação natural. Ou a conversa esquenta ou se percebe ali que não estão na disputa.  

Mais uma vez Assis coloca que isso não é o mais importante neste momento. O que os deixa confusos, mas também esperançosos, já que o Brasil não tem condições de brigar com outras moedas maiores. 

Vazou

O Rio de Janeiro é um ovo. Aqui moram 5 mil pessoas e o resto é tudo figurante. É muito difícil que você faça algo no Rio e que isso seja segredo por muito tempo.  Mas até que durou! Agora está na mídia: Há uma conversa entre Flu e Ronaldo.

Mas o que vazou naquela noite não foi só isso. Uma das pessoas que estava na casa do Ronaldo, torcedor do Flu, viu o que estava acontecendo e entendeu que tratava-se de uma proposta.  Este se aproximou dos dirigentes do tricolor na saída e disse: “Boa sorte! Adoraria vê-lo no meu tricolor! Mas ó…. O Eurico esteve aqui ontem”. 

–  A série “Operação R10” tem 3 capítulos:

Capitulo 1
Capitulo 2
Capitulo 3

Operação R10 – Capítulo 1

A idéia

Há algum tempo Mário Bittencourt comentava que esse time do Flu precisava de mais um medalhão para blindar a garotada. Informalmente já pensou em muita gente, mas nada viável. Até que um dia, conversando com Victor, um empresário que por coincidência também é amigo do R10, surgiu a informação de que Ronaldinho poderia deixar o Queretano no meio do ano. 

Foi o suficiente para tirar o sono de Mário. Com seus botões passou parte da madrugada imaginando o que significaria ter, talvez, quem sabe, um dia, o Ronaldinho Gaúcho no Fluminense. 

Seria a maior contratação da história do clube ao lado do Romário, Deco e Fred. Seria um tapa na cara a quem ousou dizer que sem Unimed o Flu estava fora do mercado.  Fred ficou, Ronaldinho chegando, a resposta era clara.  Em diversos fatores, pro bem e pro mal, seria “foda”. 

No outro dia Mário conversa com Simone, diretor de futebol. Ele reage com surpresa, mas obviamente gosta da idéia.  Conversam com Ricardo, do scout do clube, e é mais um que concorda que Ronaldinho ainda tem muito a acrescentar. 

A partir dali Mário cria uma missão pra si mesmo: viabilizar o projeto R10.  

O risco

Ronaldinho custa caro. É um para-raio de jornalista maldoso, uma notícia ambulante. Conforme o Fluminense começa a ganhar jogos, Ronaldinho passa de um arriscado negócio a uma possibilidade bem encaixada. 

O time já briga por G4, pensa alto, sobe muitos garotos e sente cada vez mais a necessidade de ter outra referência além do Fred.  A marca Fluminense precisa romper as fronteiras nacionais e ninguém daria mais cartaz ao Flu do que Ronaldinho.

É quando Mário e Simone começam a somatizar a importância do negócio.  É marketing, é técnico, é uma resposta ao flui “sem Unimed”, é uma possibilidade de título no primeiro ano sem o patrocinador, é a marca lá fora, passar o Vasco em títulos nacionais…  

Ronaldinho já não é mais um sonho. Agora é alvo. 

O primeiro contato

Victor, o empresário que é amigo de Ronaldinho e fez este processo começar, vai nas Laranjeiras e conversa pessoalmente com o Flu. Eles lhe entregam uma apresentação feita pelo marketing do clube tentando explicar para o Ronaldinho e seu staff o porque desse flerte. 

Na apresentação tem Libertadores, sócio torcedor, onde o clube quer chegar, o ambiente que ele teria e um trunfo bastante interessante: O Maracanã. 

Ronaldinho nunca jogou no Maracanã como “casa”. Quando no Flamengo era Engenhão, e portanto o craque não tem seu nome marcado no maior estádio do mundo. 

O Fred vai te buscar

Na cozinha do clube, Simone e Mário resolvem abrir para o capitão do time a idéia.  A reação de Fred, embora não seja oficial, é muito relevante. Ninguém conhece o grupo como ele e, portanto, o termômetro Fred é fundamental num projeto desses.

O capitão ouve, estende a mão e pega o celular. Eles ligam pro Assis. 

–  A série “Operação R10” tem 3 capítulos:

Capitulo 1
Capitulo 2
Capitulo 3