Fórmula 1

Covardia

A FIA não tem jeito. Toda vez que tem que tomar uma decisão, se enrola toda e piora a credibilidade da F-1. Foi assim com mudanças de regulamento, com a suspeita sobre a McLaren, agora com a Renault.

Banir o Briatore tudo bem. Suspender a Renault, beleza. Mas inocentar o Nelsinho? Os que pensaram no “crime” estão na cadeia. O que atirou na vitima está livre porque contou a “verdade” e virou vitima.

Ja falei desse assunto outro dia e nem vou me alongar.

Só quero registrar que achei absurdo e que se existia alguem a ser banido se chama Nelson Piquet, o real covarde da historia toda que colocou a vida dele em risco e a de colegas em troca de manter seu emprego.

A FIA tomou a pior decisão que vi no esporte até hoje. Prendeu a arma, o que deu a idéia e inocentou o que atirou.

Lamentavel!

Espero que nenhuma outra equipe tenha a coragem de contratar o brasileiro, apesar de apostar que o papai vai dar uma equipe pra ele, como fez sempre.

abs,
RicaPerrone

A nojenta F-1

Um dia eu parei de falar de F-1, de cuidar do meu site e muita gente ficou me perguntando os motivos. Acho que não preciso mais explicar o que queria dizer quando escrevi que “aquilo não é um esporte muito honesto”. Ficou claro agora.

Esse tipo de coisa é absolutamente comum na categoria. Só que essa vazou. E vazou porque alguem de tão pouca credibilidade quanto os envolvidos denunciou. Piquet não aguentou ver o fracasso do filho que mimou e inventou e resolveu detonar alguem pra tentar transforma-lo em vítima, não em fracasso.

Conseguiu.

A mídia dá todas as porradas na Renault e esquece que o autor de qualquer crime é aquele que executa, não quem só quem pensa. Pensamento não faz mal a ninguem. Quem faz mal é aquele que coloca em prática.

A imprensa brasileira parece ter entrado na da FIA e absolveu o brasileiro só porque ele “contou tudo”. Legal… ladrão que caguetar a gangue tá fora da cadeia então? Absurdo, patético, irritante.

Nelsinho é o maior culpado disso. Porque se ele diz não, não teria acontecido. Quem determinava a ação era ele, nào o time. Respeitar ordens é uma coisa, aceitar se tornar um fora-da-lei é outra. Burlou uma regra, a ética e colocou as pessoas em risco pra manter o emprego. Devia mante-lo com resultados, mas como não teve capacidade, apelou.

E melhor… saiu de vitima. Até porque, brasileiro adora ser vitima.

Agora alguem duvida que a McLaren tenha entregado o titulo de 2007 pra não ser suspensa? Acho que não…

E o livro do Piquet? Alguem ja leu? La ele conta, orgulhoso, de todas as “sacanagens” que ja fez pra ganhar corridas de forma irregular. Agora, com enorme coerencia, reclama que sugeriram o mesmo ao seu filho, que diga-se, jamais guiou grande coisa.

Nas categorias anteriores sempre teve sua equipe. E passou por serios problemas acusado de ter burlado o regulamento para vencer nelas.

Dá pra imaginar os motivos…

Essa é a F-1 que eu amava e hoje praticamente ignoro. Cheia de sacanagens e coisas arrumadas. Assisto, porque ainda acredito que tenha meia duzia la realmente correndo. Mas a maioria, infelizmente, só faz o que o roteirista manda em troca de grana.

Prostitutas de macacão. ne

Alguns se salvam, graças a Deus.

O Nelsinho não era um deles. Assim como Rubens, que em 2002 preferiu fazer que não ouviu pra se passar por vitima em algo que ele poderia simplesmente não ter concordado.

Por isso o brasileiro sente falta do Senna e tanto o idolatra. Ele jamais se submeteria a ser Barrichello e muito menos Piquet.

Ele era o Senna. O resto é resto.

abs,
RicaPerrone

Sorte e azar

No esporte, como na vida, a sorte é fundamental. Muitas vezes você faz a sua sorte, outras vezes ela faz você. Temos dois casos impressionantes neste momento. Uma de um goleiro que chama atenção. Pelo talento só? Não, pela sorte.

O outro pelo azar. Porque ninguém pode ser mais azarado do que Rubens Barrichello. Ele nasceu pra isso, é incrível o dom que carrega.

Voce ja viu o Rogério se machucar? Não, ele nunca se machuca. E o Bosco? Idem. Sempre ali pra segurar a onda nos rarissimos jogos que precisou.

Denis chegou (no dia do aniversario do Ceni) e na primeira partida que foi pro banco, jogou. Rogério voltou, sentiu de novo e saiu. Quando saiu, Bosco se machucou.

O garoto teve uma chance que ninguém no SPFC imaginava. Jogar na posição mais do que cativa do capitão por meses. O Bosco volta, retoma o gol. O que acontece? Quebra a cara literalmente e fica fora.

Costumo dizer pra amigos que eu não critico esse Denis nem se ele tomar 9 frangos num jogo. Tenho até medo dele. rsss

Deve mexer com Magia Negra, não é possível! rsssss

Do outro lado, o Rubinho. Este, além de postura que chama a derrota, tem uma dose de azar. O cara atrai, é impressionante.

Depois de 15 anos aturando os discursos, os eternos fracassos com culpa de terceiros e aquele bla bla bla todo, uma peça atinge o capacete do Massa e pode deixa-lo até fora da F-1. De onde era a peça?

Do Rubinho.

É impressionante como alguns se caracterizam por sorte ou azar.

E nestes dois casos, não há outro nome pra tentar explicar que não estes: sorte e azar.

abs,
RicaPerrone

Os fanfarrões

torcidaA Formula 1 é uma verdadeira zona ha alguns anos. Antes, o esporte exemplo de organização e faturamento, hoje o que tenta ser atrativa na marra.

As equipes ameaçaram fazer o correto, mas recuaram. Afinal, rabo preso em contrato é dose pra leão. Era natural que seria assim. Ou alguém acha que eles iam montar um campeonato igual a F-1 em 5 meses? Claro que era um “blefe”.

O correto é, como no futebol, que os insatisfeitos, donos do show, façam o show a sua forma. A F-1 não quer assim, quer dinheiro. E por ele, consegue até ir contra a lógica e a história do que fez em 50 anos.

Dizem que precisam reduzir custos. Ora, ora… mas que absurdo. Como você pode achar normal podar a estrutura armada por uma equipe melhor organizada?

Seria como chegar no SPFC e dizer: “Precisamos de times do nordeste no Brasileirão, por isso você não pode mais usar o Reffis, o CT e nem treinar todo dia”.

É como nivelar por baixo na marra. Um absurdo, eu diria.

A Ferrari, por exemplo, fez sua pista particular, sua enorme fabrica e toda sua estrutura para ser gigante. CONQUISTOU isso, nào ganhou de presente.

Agora, porque a FIA quer que entre a Force India lá, eles limitam o quanto a Ferrari testa, gasta, etc.

É a contra-mão do esporte. Impedir que os melhores sejam melhores. Dar comida ao pobre, ao invés de lhe dar emprego e chances.

Bobagem.

Se o Chelsea tem mais, sorte dele. Se o outro não tem, que se vire.

Limitem a parte técnica. Mas os gastos, os testes e a evolução deste pacote técnico é congelar o trabalho de quem tem competencia.

Pena que voltaram atrás. Mas era natural.

Afinal, se existe um esporte onde o dinheiro e o marketing interessam mais do que qualquer outra coisa, se chama automobilismo.

Tanto que na maioria dos casos só chegam lá os que puderam pagar pra chegar, não necessariamente os que tinham talento pra isso.

Uma pena.

Ano que vem eles inventam um pacote e metem outra pequena na liderança. E aí dirão: Quanta competitividade!

Que competitividade?

Trocou o nome. Um time continua deitando e rolando la na frente. Antes era o Schumacher, agora o Button.

Pensando bem, que baita mudança. rs

abs,
RicaPerrone

Até quando?

No mundo do esporte criamos e derrubamos mitos todos os dias. Alguns se mantém tanto tempo em discussão que perde até a graça. Rubinho é um caso destes, de um profissional do esporte que encheu o bolso de dinheiro, teve as melhores chances e não conseguiu ser diferenciado. 

Simplesmente porque não é. Pelo contrário, é um retrato fiel do povo brasileiro, que adora se sentir vitima e se considerar menor que os outros. 

Barrichello é, disparado, o piloto brasileiro pelo qual menos torci na F-1. 

Sim, chorei quando ele ganhou na Alemanha. Mas, como a maioria, não por ele… pela musica do Senna e o Galvão narrando. Isso sim.

É um piloto bom, e só. Como outros 200 que la estiveram. 

Quando Senna chegou na McLaren peitou Prost e ganhou a  vaga de primeiro piloto. Rubens disse: “Eu sou apenas um brasileirinho nesse mundão”. Ah vai dormir…  O Senna era BRASILEIRO. 

Inventaram muita merda pra tentar salvar a listinha de fracassos dele. Como por exemplo a tese ridicula de que ele arrumava o carro pro Schumacher. 

Santo Deus, chega a ser falta de educação. Parece aquela tese estupida que lançaram em 2005: “O Romário só foi artilheiro por causa do Alex Dias”. Coisa de quem analisa esporte por 10 dias, não pelos ultimos 10 anos…

Antes da corrida disse: “Melhor ser terceiro do que segundo”. Frase sobre o lado sujo da pista, mas que se não fosse, poderia ser um relfexo de sua carreira. Melhor ser isso, melhor ser aquilo, quando na real o melhor era ganhar, coisa que nunca soube fazer. 

O episodio da Austria 2002 foi a coisa mais ridicula que eu vi um profissional fazer na F-1. O sujeito chega na Ferrari e passa 2 anos insinuando que “não sabia que seria segundo piloto”. Ok, foi enganado.

Renova! Ou seja, agora sabe.

Vai pra pista, ouve por 15 voltas o chefe dele dizer: “Diminui pro Schumacher”. Enquanto o Michael dizia: “Eu vou pra cima!”, e o Todt dizia: “Não va!!! Ja mandamos ele abrir”. 

Rubens passa 15 voltas fingindo que não ouvia e não responde. Michael força e tenta se aproximar, com a equipe sem saber o que fazer, ja que seu piloto descumpria uma ordem. 

Faltando metros, ele para e abre. 

Resumão brasileiro: Ele mostrou pro mundo o quanto é injustiçado.

Resumão real:  O cara é tão pequeno que prefere humilhar a empresa que o paga mundialmente pra se fazer de coitadinho. Porque se queria peitar, ganhasse. Se queria mostrar, contasse. Mas jogar a empresa que te paga contra os seus clientes no planeta é a coisa mais estupida que um profissional pode fazer. Se eu fosse a Ferrari teria o demitido naquele dia, e só não fez pra não piorar a imagem.

Porque houve a vontade do time em fazer isso.

Em 2003, quando meu site (F1naweb) tinha um reporter nas corridas, ele deu uma patada no cara. Ele (Fabio Seixas) fazia pra nós, Band e Folha. 

No GP seguinte o presidente da Ferrari chamou o Seixas pra pedir desculpas e dizer que se o Rubens fosse mal criado outra vez, seria multado. 

Um tremendo mimado, mal educado e perdedor.

Sim, perdedor! 

Ganhou dinheiro, fez fama, carreira. Tá rico, é bem sucedido. Diferente de vencedor.

Porque no esporte você precisa competir, e Rubens é um pessimo competidor. Alguem que se justifica sempre colocando a culpa nos outros, incapaz de apenas reconhecer que “perdeu”. 

Chegou a fazer brasileiros acreditarem que o Michael vencia porque ele deixava. 

Santo Deus, se deixar os 2 com o mesmo carro é capaz do Schumacher andar 2 voltas de ré pra não sacanear. A diferença é simples: Um nasceu pra vencer, outro pra explicar.

Rubinho agora vai pra Brawn. Equipe onde o dono ja o conhece e trabalhou com ele. Os dois pilotos ja estavam la, não tem prioridade.

Button, ha 2 anos, era uma promessa que nào vingou. Ninguem diria que Jenson era melhor que Barrichello.

Aí, deram chance de vencer pra ambos. 

Aí, os que nasceram pra ganhar, ganham. Os que nasceram pra chorar, choram.

Perde, culpa o acaso, o carro, a mãe dinah, a alta do dolar, etc. Ele, jamais.

E ainda há quem acredite que Rubens Barrichello é um injustiçado. 

O condenado a guiar carros vencedores e não vencer. Condenado a ganhar salarios astronomicos e jogar sua empresa contra o publico. Condenado a escolher microfone pra dar entrevistas. Condenado a ser mais um. 

É motivo de piada porque assim preferiu. Apareceu, fez graça, prometeu, culpou… e nada.

Os anos passam, as mascaras caem. 

Sigo com a previsão que fiz em 2001: Quando parar, vai na Stock Car dizer que o Lousacco é favorecido e que a Medley Genericos não tem um bom carro.

Duvida? 

PS – O Nelsinho, que foi ajudado pelo pai e acusado de “burlar regulamento” nas categorias antes da F-1, segue mostrando que foi mal inventado. O pai guiava muito, mas ensinou o garoto a vencer por meios errados. O resultado taí…  

abs,
RicaPerrone 

Sem Ferrari, sem F-1


A Ferrari e a Toyota avisaram: Se tiver limite de verbas, estão fora.

Há quem ache um absurdo as equipes serem “contra” uma maior competitividade. Mas, no fundo, as duas estão cobertas de razão. Afinal, é mais um passo para o que chamo de Nascarização da F-1. 

Seria como se, pra dar emoção ao campeonato brasileiro atual, a CBF regulamentasse que não se pode ter mais do que 2 campos no CT, mais do que 2 médicos e nem uma comissão técnica fixa no clube. 

Ou seja, o SPFC não pode mais se fazer valer daquilo que conquistou através de trabalho. 

É a forma mais porca que existe de se dar emoção a um esporte. Aliás, o Bernie anda pisando no tomate não é de hoje. Primeiro essa de enfiar corrida no mundo inteiro, inclusive onde nem sabem o que é F-1. Aí muda regra todo ano, parece a fase dourada do Brasileirão, na década de 80, onde só sabiamos quantos se classificavam pras finais faltando 3 rodadas e olhe lá.

Se a Ferrari tem dinheiro, sorte dela. Aliás… aí que mora o perigo. Sorte é um termo errado. COMPETENCIA dela. E azar, ou incompetencia, de quem não tem.

Já privaram a equipe de fazer uso da sua pista particular, construida com trabalho. Não se testa mais. 

Agora sugerem controlar dinheiro? 

Como é possivel fazer isso? Beira a estupidez achar que isso é viável, possível e sequer correto. 

Quem tem mais gasta mais, quem tem menos gasta menos. É a vida, não a F-1. 

A FIA quer forçar a barra pra achar novas equipes. E com isso corre o risco de perder uma Ferrari, que ameaça sair.

E sejamos bem justos e honestos… Sem Ferrari, a F-1 não vale nem 60% do que vale hoje. 

Azar de quem? Da Ferrari que continua sendo uma mega empresa e uma das maiores marcas do mundo ou da F-1, que viverá de Saubers e Force Indians?

Meio óbvio quem perde mais.

abs,
RicaPerrone 

Humorista?

Rubens Barrichello, aquele que há 15 anos culpa o acaso, a equipe, o companheiro e a sorte pelos seus fracassos, agora chegou ao limite da sua carreira de humorista. 

Disse, após perder a corrida, que se a equipe tivesse feito “jogo”, penduraria as chuteiras. 

Me da um minuto…

AHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAAHAHAHAHAAHAHAHAHAHA

Perai… mais um pouco. 

hahahahahahahahahahahahahahaa….,

hahahaa..

Ufa, passou. Foi boa, Rubinho!!!

O sujeito se presta a assinar com a Ferrari e sabe que vai ser um Irvine la. Aí diz que não sabia que ia ser segundo piloto e que haveria jogo de equipe. Inventa a função de piloto “1b”, e renova contrato.

Quando renova, faz o ridiculo que fez na Austria 2002, querendo ser vitima pro mundo de algo QUE ELE ASSINOU, VIU COMO ERA, E RENOVOU!!!!

Agora, depois de anos aceitando a função de segundo piloto, se diz homem suficiente para “não aceitar isso”. 

Ah Rubinho… faça me o favor vai! 

Vai ser incoerente assim lá na casa do chapéu.

Quer dizer que depois de anos dizendo que era um absurdo quem debochava de você, agora voce concorda que não é bonito aceitar ser um figurante? 

Aí eu pego no pé do cara… rsss

abs,
RicaPerrone 

A culpa é de quem, agora?

Eu sou um cético na F-1. Só acredito quando o cara prova. Bati de frente com o mundo dizendo que o Montoya era fogo de palha, apanhei pra cacete e… cadê?

Tem que mostrar! Não adianta fazer onda e justificar muito. Todo mundo chega na F-1 com politica, patrocinador e quem indica. Mas, se manter lá, depende também de talento. E vencer nela, depende de ser “acima da média”, na maioria dos casos.

A F-1 sofre daquele mal da Globo. Ela foca a paixão no esporte em TORCER por um brasileiro. E dá nisso. Sem um brigando, o ibope some. Ao invés de gostarem de futebol, torcem por um time e só. Ao invés de gostarem de F-1, torcem quando tem um brasileiro.

Passadas 4 corridas, eu pergunto:

O Nelsinho levou vantagem em todas as coisas que seu pai fez para ensina-lo a ganhar com vantagem? Nao era melhor ter ensinado o garoto a se garantir sozinho?

E o Rubinho? Falou a vida toda, e agora? É a Ferrari? É o Schumacher?

Ou o Button virou gênio?

Em 2 anos ele estará na Stock Car dizendo que o carro da Medley não ajuda, ou que a equipe beneficia o Cacá Bueno.

É sempre assim.

Já vi e sou até amigo de um dos pilotos que já pagaram caro por não ter jogo de cintura e politicagem. A F-1 é isso, e por isso me afastei dela. Dá nojo, mais do que no futebol, diga-se.

Mas… quando acontece por 14 anos seguidos, é pra se pensar o que é lenda e o que é verdade.

abs,
RicaPerrone

Nascarizaram a F-1

A Nascar é um sucesso nos EUA porque eles só tem uma questão a ser considerada: O que o povo quer para nos dar ibope, logo, dinheiro? Com essa resposta focam o esporte e faturam alto.

O que eles querem? Acidente! E é isso a chamada da Nascar na TV.

O que eles querem? Competitividade? Então colocamos 80 carros onde cabem 15 e jamais um se distanciará muito do outro. Haverá sempre disputa.

O que mais? Emoção e surpresa. Por isso, uma bandeira amarela ou um pit stop errado colocam o líder em último, e o povo adora não saber nunca quem ganhará a corrida.

Formula do sucesso, não necessariamente do esporte em si.

Imagine você se a CBF resolve mudar o campeonato Brasileiro todo ano, limitando coisas, alterando outras e ignorando quem se planejou para tirar do SPFC a sequencia e dar graça ao campeonato?

Fariam, portanto, uma regra que, a partir de agora, não pode ter mais de 20 no elenco, por exemplo. O que prejudicaria o maior trunfo do SPFC, que é o planejamento e a reposição num campeonato longo.

Seria justo? É uma forma “honesta” de equilibrar e chamar atenção do publico?

Pois bem, acredito que todos concordam não ser o melhor caminho.

E o que faz a F-1? Exatamente isso.

Ela muda suas regras todo ano para tentar equilibrar na marra. Como não dá pra fazer equipes crescerem, ela reduz a qualidade das maiores, tentando equilibrar, repito, na marra.

É como se a Ferrari estivesse a nivel 80, a McLaren 70, e as outras nível 30. A FIA simplesmente, ao invés de pensar formas de outras equipes buscarem os méritos que estas citadas levaram anos para conquistar, limita a capacidade da categoria a 50. Pronto, está tudo equilibrado. Ou melhor, nivelado por baixo.

Ganha emoção, tem lá sua dose de “aumento na competencia do piloto”, etc. Óbvio, é mais gostoso de assistir. Até porque, sem o Schumacher fica melhor mesmo.

Mas é correto isso?

Será que a gente quer ver outro ganhar ou na verdade queriamos ver alguem derrotar o Schumacher? Queremos ultrapassagens porque o regulamento permite ou porque dois pilotos de alto nivel estão se pegando na pista? É de verdade a disputa que queremos.

Coloque-se no lugar da Ferrari, por exemplo. Você fez um trabalho de 10 anos visando chegar onde chegou. Se planeja, investe, é a maior. Um dia a FIA cansa de te ver ganhar e muda o regulamento a um ponto que a última do grid vira primeiro, e tudo que voce se estruturou foi pro saco, graças ao ibope.

Aí mudam corrida na Malasia pras 17h, pra agradar torcedor na Europa. E o que acontece? Chove e ela não acaba.

Tá certo isso? É mesmo o melhor caminho de um esporte buscar o equilibrio através da limitação?

É mais legal um Brasileirão com 5 mediocres brigando pelo titulo ou com 2 belissimos times ali na frente dando um show? É melhor o de 5, eu sei. Mas é mais “justo”  que isso parta de uma mudança de regra?

Porque a F-1, exemplo de organização até outro dia, privilegia equipes que vendem vagas a pilotos sem grande talento?

Veja bem, que fique claro. Não sou contra a mudança em si, acho até ela bem razoável. Mas tem que ser aos poucos. Você muda, muda, e as coisas vão equilibrando. Quando você muda e o último vira primeiro… tem alguma coisa radical demais nessa mudança.  “Ah, a Ferrari que errou!”. Tá, e a McLAren também? E a pior equipe, falida, virou lider com folga? Tudo isso foi coincidencia? Claro que não foi…

O que é mais importante? O esporte em sí ou o ibope que ele pode dar momentaneamente?

Para se pensar…  

abs,
RicaPerrone

Não entendi nada

Deixa eu ver se entendi:

O Hamilton tem dúvidas sobre o que fazer quando passa o Trulli em bandeira amarela. Mesmo sabendo que o italiano errou sozinho. Ele, por via das duvidas, consulta a equipe e fica no rádio discutindo o que fazer.

Para evitar o risco de ser punido, devolve a posição.

Ai a FIA desclassifica o cara porque ele teria dito a entidade que não combinou com o time em abrir pro Trulli. Minutos depois, vai na imprensa e confirma que sim.

Ou seja, o Hamilton é maluco.

A FIA pune o cara que fez de tudo para não ser punido, e por ter pensado demais, acabou sendo.

A McLaren não fala nada, e a FIA ainda diz que tomou a decisão ANTES de ouvir a conversa no rádio.

Então, se a FIA podia ouvir a conversa, se o Hamilton diria pra imprensa que houve papo com o time, porque diabos eles mentiriam pra FIA na reunião após o GP?

Essa, juro, não entendi. Não faz muito sentido…

abs,
RicaPerrone