São Paulo

Porque os clubes adoram a Florida Cup?

Você já se perguntou “o que vale a Florida Cup?”e com certeza não chegou a lugar nenhum. Mas entra ano, sai ano e cada vez mais os clubes querem ir pro torneio.  Eu vou explicar pra você a diferença entre o olhar do torcedor e a do clube neste caso especifico.

Pré-temporada:
– Uma semana na cidade mais tranquila do mundo com a família perto podendo curtir parques e ainda estar com o pai.
– Os amistosos que seriam contra o seu time de junior na pre temporada passam a ser contra times renomados da Europa.
– As condições de treinamento e hospedagem são incríveis.

Imprensa:
– Os clubes gostam da paz. Em meio a época de reforços, indefinições sobre o time e boataria, os jogadores e dirigentes adoram a idéia de ficar fora por uns dias. Ainda mais em Orlando.
– Entenda que para os veículos há um gasto extra e portanto muitas vezes criticam a necessidade do torneio por não terem dinheiro pra ir, não por falta de entendimento.

Bons jogos:
– Apesar de não haver final, o torneio obriga os confrontos entre continentes. Os dois brasileiros jogarão contra os dois europeus e não se enfrentarão.
– É inegavelmente mais interessante se testar contra o Ajax do que contra um time do interior em pré-temporada.

Gastos e investimento:
– Os clubes não gastam nada. O torneio paga tudo.
– Há uma vasta oportunidade de relacionamentos no local. Com dirigentes de diversas empresas ligadas ao futebol e especialmente entre os próprios clubes.

Fora de campo:
– Haverá shows, eventos, jogos com ex-craques.
– Existem milhares de brasileiros na Flórida durante o período em virtude das férias.

O que eu mudaria?
– Por ser um entretenimento misturado com pré-temporada o segundo tempo costuma ser sempre com times reservas. Eu faria algo diferente como colocar um ex-jogador de cada lado pra gerar interesse. Imagina Flamengo atual + Zico contra Ajax atual + Seedorf?
– Teria final.

O erro do torcedor é causado pela má venda da mídia ao produto. Não é um torneio para você torcer. É pra você ou participar estando lá, ou observar estando aqui. Na pior das hipoteses seu time teve um bom preparo com bons testes para a temporada.

Não há perda. E é por isso que os clubes gostam tanto de ir a esse torneio e talvez você, torcedor, esperando apenas um caneco, não entenda.

abs,
RicaPerrone

Inter vence um covarde Tricolor

Torcedor de futebol analisa apenas o resultado. E se aos 43 o São Paulo tivesse empatado agora haveria um festival de relativizações por aí falando em superação, etc. Mas a mesma crítica que faço ao Tricolor há muito tempo já fiz ao Inter:  vontade de achar uma bola e nada mais.

Mas hoje não.

Hoje, e talvez se deva ao fato de ter tomado o gol com 2 minutos, o Inter quis vencer o jogo e fez mais do que o suficiente pra isso. Pode ser que pela necessidade, pois em outros jogos recentes de fato vi no Inter o mesmo ímpeto do SPFC pelo “mínimo necessário”.

Mas não é de hoje que o São Paulo joga um futebol covarde, uruguaio, em alguns momentos compreensível, como regra jamais.

Aguirre é um treinador de comum pra fraco. Não é porque ele fez o time correr muito que vamos nos enganar dizendo que em algum momento ele fez o São Paulo jogar bola. Porque não fez.

A bola entrava. Parou de entrar. Notaram que se quiserem vencer o SPFC é só dar a bola pra ele.  O Colon começou, todos viram e passaram a usar. É um time treinado para ver você errar, não pra acertar.

O Inter, que também não joga um futebol de alto nível no Brasileirão, hoje teve que se jogar pra cima e conseguiu uma grande virada.

Sim, grande. Porque se é duro virar contra time pequeno recuado, imagina contra time grande.

Grande e merecida. Porque em determinados momentos da partida era constrangedor o que o São Paulo fazia.

Seguem os dois na briga, o Palmeiras cada vez mais líder e também o melhor dos times. Mas a conta é simples, fácil de explicar.

No Brasil temos 4 times acima da média tecnicamente. Gremio, Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro. Os 4 jogaram outros torneios até etapas avançadas. E então existiram Inter, SPFC e Galo, nos mesmos moldes que o Corinthians 2017: focado.

Agora ninguém está mais jogando 3 torneios. Só 2 no máximo, e ainda assim, e só por isso, há uma competição tão acirrada.

Fosse disputado apenas o Brasileiro o ano todo, me arrisco dizer que esses 4 teriam 10 pontos de vantagem pro quinto. E esse quinto poderia ser São Paulo ou Inter.

O Palmeiras tem a Libertadores pela frente. Essa é a graça do Brasileirão. Porque tecnicamente se tornou a terceira prioridade dos clubes, e o disputado não significa bom. Significa nivelado. Emocionante. Mas não é sinônimo de qualidade.

abs,
RicaPerrone

O SPFC não tem o timinho que vocês enxergam

Há uma discordância simples quando eu digo, tal qual dizia em 07/08, que odeio ver o SPFC jogar. O saopaulino me cobra saopaulinismo, e é compreensível embora imbecil.  Os outros 95% dos leitores me cobram coerência, e aí sim é compreensível e justo.

Eu condeno TODOS os times que jogam sem usar o que tem ou que buscam o futebol de uma bola há 20 anos de carreira. Eu não tenho o direito de gostar porque meu time está usando.

Dito isso, vamos a principal divergência entre saopaulinos e eu quanto a esse time:

Voces acham que “é o que dá”. E não! Não é o que dá com Diego Souza, Everton, Nenê, Rojas.  Não é um timinho se virando como pode conquistando vitória heróicas. Isso foi o que se criou para justificar o cenário. Não é verdade.

Você tem time pra ganhar do Manchester? Não. Você joga contra o Manchester? Também não. Então não vamos criar mitos. O SPFC não tem um time incapaz de ter a bola e propor jogo.

Se não propõe e 100% das vezes em que faz mais de um gol é porque o adversário abriu e ele achou um contra-ataque, algo funciona muito e algo não funciona nada. A defensa é muito competente, o ataque é montado pra achar um erro do adversário.

“O que vale é bola na rede”. Então, essa pessoa que pensa assim não tem como dialogar. Porque ela é a favor que não se discuta futebol, apenas que se olhe placares e diga: “líder bom, lanterna ruim”.  Ou seja, fechem os bares e tirem as cervejas do congelador.

O SPFC tem time para ter a bola, propor jogo, criar jogadas e não fazer uso de cera uruguaia para ganhar jogos. Quem acha que o SPFC precisa disso é que está desmerecendo o SPFC.

Não vejo no time qualquer ímpeto em não jogar. Vejo uma forma clara e determinada pelo treinador em se preocupar apenas em não tomar gols e usar uma chance para vencer o jogo. Ponto final.

A bola está entrando. Uma hora ela para de entrar pra todo mundo. E aí todos que hoje se lambuzam com o que condenam no rival passarão a achar tudo uma merda.

Eu devo a meu trabalho a coerência de não achar uma merda quando ela não entra, e nem de ver duendes quando ela entra.

O São Paulo tem um bom time, usa como pequeno e portanto se torna ainda mais produtivo que um grande. Todo time pequeno tem em sua forma de jogar uma chance contra os grandes. Quando grandes atuam como pequenos, suas chances são enormes. Mas sua grandeza os inibe.

A que eu enxergo no SPFC me inibe de gostar. Se a sua não, talvez eu veja um SPFC maior do que você.

abs,
RicaPerrone

O não tão velho São Paulo

Para as mais novas gerações o SPFC é um time de raça. Para quem viu um pouco mais sabemos que essa jamais foi sequer uma das nossas principais características. Mas na falta das anteriores e principais, é a que nos salva.

Em 2004/05/06/07/08 fomos o clube que perdia pouco, que lutava muito e ganhava pontos. Tentamos, desde então, retomar as características do clube sem sucesso. E em 2018, com um treinador uruguaio, o SPFC reencontrou sua fórmula mais recente de sucesso.

Não jogamos brilhantemente, sequer jogamos bem na maioria das vezes. Nem temos a bola, não perdemos diversas chances, mas também não somos pressionados, ganhamos a maioria das divididas e temos em campo algo infelizmente moderno: um time alto e forte.

O Tricolor hoje corre, briga e busca pontos. Não há qualquer tentativa de se jogar bem ou bonito. Mas é uma escolha, não uma incompetência. Jamais um time do Aguirre jogou algo que desse prazer de ver pela técnica. Mas pela vontade e dedicação, algumas vezes.

Este SPFC que hoje briga pelo título é o mesmo que pra muita gente até ontem não tinha elenco. Tem. Sempre teve. Só precisava mudar os líderes, dar espaço a quem quer correr e tirar quem acha que está consagrado.

O time é o mesmo, mas completamente outro. E não há novidade tática, nada mirabolante. Apenas comprometimento. Méritos do Aguirre, do Raí, do Rocha, do Lugano e toda equipe de futebol.

O Corinthians não foi ao Morumbi. Mas não justifica. O Flamengo esteve no Maracanã e o São Paulo também venceu.

Se para muita gente o time no papel é incapaz de disputar o título, lhes lembro que o nome deles vai escrito na camisa e não no papel. E essa camisa aí… já sabe.

abs,
RicaPerrone

O Flamengo não esperava o Peñarol

Era um jogo de Brasileirão e para ele o Flamengo se preparou. Não sabia que jogaria uma partida de Libertadores e obviamente ao confundir os dois cenários, não conseguiu se encontrar.

O primeiro tempo era previsível. O Flamengo teria a bola e tentaria construir. O São Paulo tentaria contra-atacar.

Os dois fizeram bem. Diria até que o São Paulo fez melhor, já que teve tantas ou mais bolas com possibilidade de gol que o Flamengo. Até que voltaram pro segundo tempo e o Flamengo se deparou com outro time.

O São Paulo do Aguirre não tem o menor pudor em ser um time uruguaio. Ele briga, se defende, joga pelo resultado e não pelo segundo gol. E se precisar se joga, faz cera, enrola, abre mão do jogo e recua. Sem a menor vergonha do que vão achar.

Eu não serei incoerente de dizer que aprovo. Até a parte de jogar no contra-ataque, ok. A parte de não jogar e tentar fazer com que os últimos 30 minutos de jogo passem sem tentar o gol e fazendo cera, caindo em campo, nunca gostei. Mas eu sei que o torcedor adora quando é a favor. E sei que o Flamengo faria exatamente a mesma coisa se tivesse ganhando no Morumbi.

Então…

Uma grande vitória dentro de uma proposta de transformar jogos de Brasileiro em Libertadores. E na Libertadores, sabemos, o SPFC é o SPFC, o Flamengo não é tão competente assim.

Todo mundo fala em off, ninguém banca no ar. Eu não dou a mínima se parece feio o que vou dizer. Falta bandido no Flamengo. Esse time é muito bonzinho. E time bonzinho não ganha nada.

Segue o jogo, o vice, e o líder.

abs,
RicaPerrone

Não serve pra nada

É midiático, mera ação do marketing dos clubes para agradar a imprensa, aparecer e ficar bem internamente. As ações “promovendo paz” entre clubes rivais as véspera de um jogo não servem pra absolutamente nada, não agregam nada e são oportunistas.

Explico.

Quem briga em 100% dos casos é torcida organizada. As brigas jamais partiram de torcedores comuns, e portanto qualquer pessoa de bom senso com o mínimo de conhecimento em arquibancada sabe que essas ações não impactam o alvo, mas sim a imprensa.

Dona Eulália acha fofo. Mas Dona Eulália não briga em estádio. Nada muda.

É legal?

É. E ponto.

Enquanto o mundo promove duelos esportivos com provocação e cara feia, nós vamos no sentido oposto para dizer pra mídia que é luta contra a violência. Não é. É medo. Politicamente correto.

Explico de novo.

As ações recentes são ainda mais inúteis e pra inglês ver. Cruzeiro e Flamengo, Inter e SPFC.

É muito fácil promover paz entre 4 clubes onde suas organizadas formam uma organização nacional (punhos cruzados) e são aliadas de guerra contra outras torcidas. É ÓBVIO que não haverá violência entre facções aliadas.

Não há como a ação “parecer” ruim. Ninguém vai brigar, as torcidas vão juntas pro jogo, como já iriam de qualquer forma por causa da aliança. E então os marketings usam essa mentira pra indicar sucesso na ação.

Rivalidade se fomenta com provocação. Ao final, o respeito.

Não é nocivo que se promova a paz e o nhe nhe nhe antes dos jogos, apenas inutil.

É Libertadores, não Teleton. Façam pelo futebol, não pelos elogios de jornalistas que não frequentam estádio há 20 anos.

Torcedor que briga no estádio é marginal, vocês sabem quem são, onde se reunem, a camisa que vestem e que não vão mudar NADA porque os mascotes são amigos.

Marginal se corrige punindo, não levando pro teatro.

abs,
RicaPerrone

Intervalo

Eu posso imaginar os dois times no intervalo.  O SPFC tinha o jogo nas mãos e não me refiro ao placar. O Palmeiras estava desesperado em campo, irritado, sem saber o que fazer com a bola e pilhadíssimo.

O SPFC calmo, tocando, sem criar nada mas com 1×0 e sem ser ameaçado.   Aí você vai pro intervalo e o cenário é tão previsível que o segundo tempo surpreende pela virada, não pela postura.

Você sabe que o SPFC ganhando não joga mais futebol. É uma característica do Aguirre desde sempre. Quando ele faz 1×0, o time dele não faz mais nenhum esforço pelo gol. É o jogo pelo resultado e ponto final.

Aguerrido, time correndo e motivado. Mas…. é só por um gol. Dois, se sofrer o empate. E nada mais.

O Palmeiras voltou agressivo com cara de tudo ou nada. E neste caso o SPFC quase sempre toma o gol. Porque a chance do adversário sofrer o segundo é mínima, então que parta pra cima.

Sabendo disso ainda aproveita a péssima marcação do Reinaldo. Está desenhado o óbvio: Palmeiras atacando pela direita, SPFC só se defendendo, e se tomar um toma a virada.

Dito e feito.

Os dois times jogam consideravelmente menos do que podem pelos times que tem. No caso do SPFC sente-se o alívio de ter melhorado, pois o cenário era ainda pior. No caso do Palmeiras, a “revolta” da torcida que espera um futebol grandioso e vê quase sempre o mínimo possível.

Os dois devem futebol ainda.  Um porque não brilha e dele se espera. O outro porque não faz a menor questão de buscar o gol.

abs,
RicaPerrone

O maior do Morumbi

A polêmica surgiu quando um dirigente disse que Raí era o maior. Os mais novos contestaram, o próprio Ceni respondeu lá do Ceará. E então criou-se uma discussão meio boba mas natural de qual dos dois foi o maior jogador da história do SPFC.

Hoje Raí faz aniversário e escolhe esse dia pra dizer, sem qualquer medo de errar, que trata-se do maior jogador  da história do clube. E que isso não diminui nosso capitão Ceni em 1% sequer.

Raí foi a cara de um SPFC que era muito mais São Paulo do que os últimos. Um time que jogava muito mais bola do que corria, que tinha por princípios a postura, ética e grandeza.

Por mais que glórias continuassem a chegar, é muito difícil pra quem viu o SPFC de 80 pra cá enxergar nos mais recentes um time tão identificado com o que de fato somos.

Talvez falte ao novo saopaulino exatamente isso. Noção do que de fato somos. Ou éramos pra ser. Ou fomos um dia. Não sei mais.

O São Paulo “vermelho cor da raça” não existe. Criaram pra você comprar camisa.

De todos os times que tivemos, nenhum jamais nos representou melhor do que o de 92/93. Era elegante, não batia, não arrumava problemas, vencia sem a menor contestação e jogava um futebol ofensivo e técnico.  Era o reflexo do clube.  Eramos nós.

Esses dos pontos corridos, da era 1×0 de bola parada tem seu valor. Mas é infinitamente inferior à importância do clube do que o da década de 90 que de fato nos colocou no mapa.

Raí decidiu todas as finais que participou. Talvez o Pelé não tenha feito isso. O dom do Raí era ser a cara do São Paulo e em momentos de decisão assumir de forma assustadora o protagonismo.

Ganhávamos com uma certeza que nem ouvíamos blá blá blá de arbitragem pra justificar. Era um bullying mudo andar com a camisa do São Paulo.

Raí representava tudo isso. Era o capitão, nosso craque, nosso super herói. O líder do time, da torcida, do clube e sem ter que se meter em uma polêmica sequer. Ele fazia tudo pensado, calmamente, brilhantemente.

Diria eu que Raí e Socrates tiveram as mais perfeitas carreiras para um saopaulino e um corintiano. Enquanto um ostentava o que era, o outro ostentava o que fez.  Raí tinha muito menos talento, e jogou  e ganhou muito mais do que o irmão.

O São Paulo tem menos gente, menos mídia e em 1990 menos tudo. Mas foi maior do que todos. O mais novo dos grandes chegou onde ninguém chegou. E foi pelos pés desse cara, o nosso “Zico”. o nosso “Pele”, que vimos o clube nacional ganhar o mundo.

Tenho 39 anos. Eu não li sobre o Raí. Eu vi, pedi autografo, conheci, entrevistei, chorei na sua venda, também na sua volta. Raí se veste, fala, anda e se porta como o São Paulo que se perdeu no tempo.

Fossemos mais “Raí” até hoje, não viveríamos o cenário que vivemos ao ponto de ter que chama-lo de volta pra resgatar alma e identidade.

Já devemos a ele a despedida que jamais aconteceu. Não podemos dever os créditos pelo que nos deu.

Parabéns, Raí! O maior do Morumbi.

abs,
RicaPerrone

O medo e a obrigação

O Fluminense tem por característica principal e distante da segunda colocada a superação. Esse time tenta com o que tem, o que não tem. Corre, luta, briga e camufla a sua fragilidade com dedicação e a não cobrança da camisa que veste.

Eu explico.

Se o Fluminense tivesse sendo cobrado pra ser campeão com esse time estaria em crise e perdendo jogos. Exatamente o descrédito está dando a eles o espaço para serem surpresas embora num time grande.  É difícil “surpreender” em time grande. Ele sempre carrega com ele a esperança de títulos.

Esse Fluminense “ganhou” o direito de jogar como der desde que corra. O outro lado, não.

O São Paulo tem time, investiu pesado e tem por obrigação que jogar mais do que joga. Não tem obrigação de vencer o Flu no Rio. Não é isso. Mas tem por vocação e elenco que não se acovardar.

Um primeiro tempo bem desenhado pelo que deve ser de véspera. O melhor time peitando mesmo fora de casa e ganhando o jogo até. Aí vem o segundo tempo e a gente precisa conversar sobre ele.

O Abel Braga mandou o time pra frente gradativamente na medida em que via que o SPFC não teria nenhum problema em não jogar os últimos 45 minutos.

O Aguirre tem uma característica uruguaia detestável:  Se tiver que se defender, ele enfia os 11 atrás e que se dane. É curioso porque uma das críticas que eu mais fazia a ele no Inter da Libertadores 2015 era exatamente essa. Ele abria mão de jogar sem cerimônias quando ganhando.

É comum o perrengue no Uruguai. Mas não é necessário aqui, ainda mais num pontos corridos.

O Fluminense jogou um ataque x defesa o segundo tempo todo e fez o gol merecidamente. Não se abre mão de jogar futebol impunemente.

Segue o Fluminense empolgando pela luta, o São Paulo tentando convencer seu torcedor de que não será mais um ano a toa.

E o Fluminense anda argumentando bem melhor que o São Paulo com sua torcida.

abs,
RicaPerrone

Guilherme Momensohn: Helinho vem aí!

Torcedor são paulino, você que anda desanimado, desencorajado e pouco esperançoso com sua equipe, prepare-se e guarde esse nome: Helio Junio Nunes De Castro, também conhecido “apenas” por HELINHO.

Ele hoje veste a camisa 37 e foi promovido aos profissionais essa semana, acredito eu que tal promoção está diretamente ligada a presença do atual diretor executivo de futebol e grande ídolo da torcida tricolor, Raí no jogo do sub 20 contra o Brasil de Pelotas em Cotia.

Mas quem é esse garoto ?  Para a galera que cobre futebol de base Helinho é bastante conhecido e já teve destaque em muitos torneios de base. Helinho é mais um grande jogador com potencial de ser craque que a geração 2000 proporciona ao futebol brasileiro, Paulinho do Vasco e Vinicius Junior do Flamengo são no momento os expoentes dessa turma.

Helinho é um atacante canhoto que joga pela direita, é extremamente habilidoso, de drible e domínios fáceis. Ele também tem boa velocidade, mas até ai, essas são as características de um “beirada” dos bons. Onde Helinho é realmente diferente é em sua apurada visão de jogo, é capaz de encontrar companheiros onde ninguém imagina. Outra característica a destacar, é seu forte e preciso chute de canhota, disparos que proporcionam gols e muitas boas oportunidades para seu time. Espero que no profissional lhe deem liberdade, e não priorizem sua marcação, algo que recorrentemente vemos ocorrer.

Ao torcedor são paulino que ficou carente de David Neres em sua precipitada saída, fique tranquilo, o Salvador chegou. Helinho será craque e logo logo pedirá passagem nesse São Paulo de 2018.

Então aqui vai um apelo, Escala o Helinho, Aguirre.

 

Quem é?

Guilherme Momensohn
12 anos de experiência no mercado do futebol
Paulista FC – Dep Marketing e Futebol
São Paulo FC – Socio Torcedor
RCD Espanyol – Olheiro mercado brasileiro
Villlarreal CF – Olheiro para o mercado Sulamericano
Cuiaba EC – Gerente de futebol
Consultoria Esportiva – gestão de futebol e marketing
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