Seleção Brasileira

Nós gostamos de vocês

Embora o dia-a-dia do futebol seja altamente amargo e desgastante pela cobrança, acho ainda que nem tudo é dinheiro e resultado.  Fosse eu um desses caras, me comoveria mais um garotinho de amarelo com meu nome nas costas do que um cheque por um carrão.

Nem todos são assim. Mas nesse time, hoje, nós sabemos que há algo mais do que a conta bancária.

Há anos e anos nós tentamos consertar a nossa relação e nesse processo mais agredimos do que demos suporte. Somos péssimos parceiros, tal qual diversas vezes vocês foram infiéis. Se não conosco, com nossas tradições, com nossa cultura e nossa história.

Hoje a seleção encerrou seu ano com mais uma vitória.  E de todas as análises táticas e técnicas possíveis do jogo, nenhuma delas me importa. Sei que parte dos jogadores lêem o blog, que compartilham entre vocês no whatsap o que escrevo e quando soube disso foi a maior alegria da minha vida.

Hoje, após mais uma vitória com dribles, gols, controle do jogo e euforia por aqui, quero resumir tudo numa só frase e que ela seja suficiente para vocês terem um grande final de ano com suas famílias em suas casas espalhadas pelo mundo.

Talvez não fale por todos. Mas garanto que falo pela maioria.

Nós gostamos de vocês. Obrigado!

abs,
RicaPerrone

Caro Capita;

Caro Capitão Carlos Alberto;

Acho cedo pra que já esteja por aqui nos ajudando daí, então lhe escrevo pra contar.  Hoje a sua seleção enfrentou nosso grande rival naquele Mineirão cheio de fantasmas.

 

Sua gente foi, empurrou, gritou seu nome e o dos meninos em sequencia, como se fossem todos do mesmo time. E Capita, convenhamos… nada mal.

O Daniel jogou com a 4, de capitão.  Foi pra você.  Nós humilhamos a Argentina com um 3×0 que só não foi 6 porque estava mais divertido vê-los no chão dando carrinho pra tentar nos parar do que no fundo da rede pra buscar a bola e recomeçar.

Eu sei, eu sei. O gol é mais importante… mas é que a gente é assim, né Capita? Debochado, irreverente, cheio de marra.  Alivia daí agora que tu é um ser superior, pô!

Sabe o moleque? O Neymar? Porra, Capita… ele tá voando. Dá gosto de ver. Tu ia se amarrar hoje no gol e nas bolas que ele meteu. O Coutinho, que sei que você também gostava, fez um golaço!

A torcida gritava Capita, Pelé e Vampeta! Eu acho que nunca fui num jogo onde a torcida brasileira lembrou mais de jogadores do passado do que em campo. Foi curioso, grandioso, notável. Vocês merecem.

Toda vez que um dos nossos garotos bate no peito ele empurra pra perto dele aquelas estrelas que vocês bordaram. Esse time que hoje jogou em sua homenagem, ainda é o seu time. E será, seja quem for o presidente da CBF, da NASA ou dos EUA.  Aliás, Capita, deu uma merda essa história de presidente dos EUA…  Caraca, depois te conto.

Eu só queria que você soubesse.  Como “pai” desse manto, como responsável eterno por essa gente boleira e representante dessa nação que ama a bola entre camisas amarelas a bailar, é seu direito ser informado.

Descansa, Capita. Achei que talvez não pudesse dizer isso tão cedo, tanto quanto não esperava ter que te escrever tão cedo. Mas cara… tá tudo bem.  Os meninos estão cuidando dela com muito carinho.

Aviso o resto do pessoal que já está ai que quando os próximos forem, talvez já subam com uma estrela a mais na camisa. A gente manda autografada pelos meninos. Prometo!

Um abraço!

RicaPerrone

Por Zagallo, Dunga, Ronaldo…

É tanta gente, nem da pra listar.  No país do futebol o grande herói corria de carros, e morreu.  E se não estivesse morto fatalmente estaria sendo menosprezado de alguma maneira por um povo que tolera tudo, menos o sucesso.

Capita faleceu nesta manhã e mais uma vez nos salta aos olhos o quanto esperamos para prestar as devidas homenagens que ele não poderá receber. E então imediatamente lamentamos por isso quando na verdade podemos tirar de lição e olharmos para o lado.

Ainda conosco estão tantos heróis do esporte. Tanta gente que nos fez mais felizes e orgulhosos desse chão.  E no entanto, esperamos. Quando não restar mais dúvidas que ele não fará nada que nos desagrade, quando não der mais para ele cometer erros, enfim, aplaudimos.

Capita, Capita…. eu nem pude conversar com você. Só apertei sua mão um dia num evento por aí.  Mas sinto um vazio hoje porque sou do futebol, vivo e consumo essa “droga”  em doses cavalares e não há como rejeitar que nos tiraram um pedaço.

Eu nem gostava de você comentando, como não gosto do Dunga treinando, talvez não concorde com o Ronaldo em algumas coisas. Não acho maneiro ver o Romário político, nem o Dinamite presidente.  Mas toda vez que eu olho pra um deles, enxergo apenas o ídolo.

Pra mim, e gostaria que fosse pra todos, vocês não estão mais correndo riscos. Eternizaram seus nomes de tal maneira que nada do que façam possa ofuscar o que já foi feito em campo.

Por isso, por um dia não ter que me lamentar por não ter dito tudo isso ao Capita em vida, por não ter pedido pra tirar uma foto, por não ter tietado o quanto gostaria diversos deles quando encontrei, hoje eu me sinto parte culpado.  Eu nunca escrevi sobre o Capita, e esperei ele morrer pra fazer isso.

Eu e a maioria de nós, brasileiros.

Será que não tá na hora de tratarmos Dunga, Ricardo Rocha, Ronaldo, Pelé, Romário, entre tantos e tantos outros com um pouco mais de carinho?

“Ah mas eles só jogaram futebol!”.

E você fez o que?  Deu alegria pra quantas pessoas? Criou uma história entre pai e filho com que chute seu numa bola?

Aos heróis, as medalhas. Em vida.

Adeus, Capita! E me desculpe a demora.

abs,
RicaPerrone

Tite e o prazer em vestir amarelo

Nunca acreditei que os problemas da seleção se limitassem a Dunga e menos ainda a CBF. Esse discurso, pra mim, é vazio e de quem pouco conhece o futebol.

O que mudou?

Além da óbvia melhora técnica de treinador e no relacionamento com os jogadores, mudou o olhar. Não só o deles, mas o nosso. Ao invés de virem pra seleção ser massacrados porque a imprensa não gosta da CBF e do Dunga, eles agora pegam o voo sabendo que estamos esperando por eles e ansiosos pelo jogo.

Jogador do Brasil vinha puto, hoje vem feliz e blindado.

Tite colocou sua marca acima de CBF e o escambau, que é o certo. E pra quem não achava isso, repare quanto jornalista que por ser corintiano, passou a achar por simpatia ao Tite.  Acabou a pancadaria.

Não é mais “Neymar e o resto”. Temos um time, como tínhamos antes e nos recusávamos a aceitar.  São quase os mesmos caras, com a diferença que sorrimos pra eles, eles pra nós e que acima deles enxergamos um aliado e não um inimigo.

A mídia tem um poder massacrante sobre o futebol. E o Tite é o remédio mais eficaz de todos os tempos contra o azedume jornalístico que segue a seleção.  Tite sorri, brinca, da entrevista, é gente boa pra caralho. E isso satisfaz os colegas e conceitua 90% da analise do treinador.

A seleção hoje se diverte. Antes, jogava por obrigação. E essa sim é a maior diferença de todas.

Ou alguém realmente acha que nos jogos anteriores, em 3 treinos, o Tite fez um time que jogava mal e perdia passar a jogar bem e golear?

abs,
RicaPerrone

“Bad” boys

O futebol é um universo paralelo onde quem manda somos nós, seus devotos. O mundo clama por gente chata, padrão, muda, que não erra. Nós, no futebol, somos o único mundo possível de não nos rendermos.

Aqui ainda podemos rejeitar a idéia de que um drible bem dado é humilhação, mesmo com 5×0 no placar. Podemos ainda achar que não é errado um jogador que apanha o jogo todo devolver com um leve pontapé na no tornozelo de quem o agrediu.

Podemos e nos permitimos ser coerentes e misturar a saudades do futebol do Romário e do Edmundo a gostar de quando Neymar vai pra noite, pinta o cabelo, sacaneia geral, compra um carrão, mete o dele e toma amarelo por revidar. Sim, gostamos.

Me perdoe o exemplo, porque é um jogador que adoro, mas a seleção brasileira ou qualquer time brasileiro não vai conseguir jogar e representar o tamanho da marra que nossas camisas exigem com um “Oscar”  com a 10.  É o carisma de um pão integral em campo.

Precisamos de Neymar. Gostamos de Neymar. Se não hoje, porque é moda criticar e rede social é pra isso, amanhã quando ele parar falaremos pros nossos filhos num facebook qualquer da época: “Aquilo que era jogador. Não esse fulano ai que nem gosta de mulher e apanha calado”.

É a real.  Somos um universo paralelo que ainda se permite andar fora da linha. Não condene o bom futebol, a falta de gols pela firula com 5×0, o drible humilhante e menos ainda o chutinho pra bola bater no rosto do agressor após a marcação da falta.

Precisamos disso. Somos isso. E não podemos deixar que o futebol perca pro mundo chato e politicamente correto. Simplesmente porque a única coisa maior que o mundo é o futebol. Logo, nós podemos tudo.

abs,
RicaPerrone

Os aplausos que explicam

Era coletiva na véspera do jogo Equador x Brasil. A imprensa estava entrevistando Tite entusiasmada com a idéia de ter um cara que dá pauta. Um sujeito educado que entrega respostas longas e de muito bom nível.  Até aí, “tamo junto”.

Mas veja você que demonstração bonita de egoísmo e falta de conhecimento.  Sabe-se lá porque, Tite optou por dar o time um dia antes. É um direito do treinador absolutamente legítimo poder causar dúvida no adversário ou não até a hora do jogo. Todos usam, todos consideram um argumento no mínimo razoável.

A imprensa deu uma salva de palmas ao treinador.  Manifestou-se, como aliás não costuma fazer claramente quando tenta derrubar alguém, vide Dunga, que só era atacado em estúdios onde ele não estava ou por jornalistas que deturpavam o que ele dizia 10 minutos depois dele dizer e saiam de fininho da coletiva.

Palmas pra que?

Pra minha pauta. Por você ter me dado notícia, a pranchetinha do jogo no jornal e ter facilitado o nosso trabalho.

Se isso ajuda ou atrapalha o time? Foda-se. Ninguém ali está preocupado com a seleção, com o Tite ou com o Dunga. Queremos pauta, notícia, facilitação do nosso trabalho e ponto final.

Tite é legal. Palmas.

Eu adoro o Tite. Mas a atitude dele em dar o time 24h antes não é pra se gerar reação alguma, simplesmente porque em todos os clubes do mundo isso acontece ou não toda semana e não causa nada. Mas era contra o Dunga, a favor do nosso treinador amigo. Então, aplausos e posicionamento sem mentiras.

Curioso. Meio covarde também.

Mas explica-se. Em 2007, o Caio Jr foi eleito o melhor técnico, algo assim. Não lembro.  Quando eu cheguei no vestiário do Morumbi pra um jogo da reta final do Brasileiro questionei os colegas que, numa rodinha de 5 ou 6, comentavam os eleitos.

– Porra, gente! Mas o Caio Junior é fraco!
– Eu sei, mas… ele é foda.
– Mas ele é ruim! O Palmeiras vai ficar fora do G4!
– Cara, a gente sabe. Mas ele é legal pra caralho, dá entrevista, fala com a gente toda vez que pedimos… Votei nele.
– Eu também
– Eu também
– Eu também.

Aí… aplausos pro Renê Simões, que nunca ganhou nada, vive dando pauta pra mídia e está toda semana numa tv chamado de “professor” e “referência” no que faz.

abs,
RicaPerrone

#Paz

De todas as necessidades básicas da seleção brasileira há algum tempo venho dizendo que a mais determinante no nosso desempenho era a paz.

Explico.

O time viajava pra se reunir sabendo que ia apanhar da entrada até a saida. Que ninguem presta, que a imprensa faria da oposição a Dunga um 7×1 todo santo dia e que estar ali era pedir pro tempo passar logo pra voltar pro seu clube.

Tite deu a seleção uma dose de paz inacreditável.  O time jogou como se não perdesse há anos, driblou e brincou com a bola como se fossem os ídolos de uma geração e favoritos a golear na altitude.

Gols foram saindo naturalmente, ninguém vacilou na hora de tentar uma jogada ou decidir um bicão pro alto. Isso tudo não se deve a 3 dias de treino, porque o Tite é bom mas não é mágico. Deve-se a paz.

Ontem Tite conseguiu arrancar uma salva de palmas da imprensa porque deu o time 24h antes, como se fosse uma bobagem do treinador optar por esconder até a hora do jogo. Cena tosca, mas bem a cara da mesma mídia que fez da seleção um inferno até tirar dali quem eles não queriam.

Agora com Tite, que é “gente boa”, nem do Del Nero falam mais. A “seleção da CBF” é capaz de voltar a ser “brasileira”.  E nisso ganham todos, especialmente os imbecis que a rotulavam dessa forma antes.

Uma estréia espetacular. Com controle de jogo, de ritmo, de campo e com uma goleada merecida. Criada pelo talento individual e pela ousadia que até ontem ninguém arriscava mais por medo.

Agora sim. #Paz.

abs,
RicaPerrone

A rampa do ouro

Todo torcedor que se preze tem alguma superstição.  Eu tenho as minhas e conforme o jogo vai ficando mais complicado elas vão aumentando.

Pois vou contar a história da medalha de ouro que dei ao Brasil no dia 20 de agosto, no Maracanã.

Estavamos em 3. Aníbal, um amigo mexicano, Nivinha, uma amiga carioca, e eu.  Antes de entrar no Maracanã eu comentei que tinha dúvidas sobre ir ao jogo porque eu vi a estréia (0x0), a eliminação das meninas pra Suécia, e deixei de ir com ingressos no dia do ouro no salto com vara.  Estava numa fase conturbada pessoal, estive no 7×1…Porra, havia um pé frio ali!

E eu não acredito em “pé frio”. Acredito que tem momentos na vida em que você não deve estar em momentos felizes porque você está numa fase onde a vida quer apenas  te foder.  Logo, você lá significa que haverá tristeza.

Eu disse: “Se a Alemanha fizer 1×0, eu saio do estádio”.

Não fizeram. Fomos nós que fizemos.  E tudo caminhava bem até que o maldito gol de empate, somado aos insuportáveis minutos que andavam rápidos demais levaram o jogo para a prorrogação.

Ali, pra mim, era claro: Ou comigo ou com o ouro. Os dois não estariam naquele Maracanã no final do jogo. Pensei: “Eu já negociei com Deus a vitória da Alemanha na final da Copa, porque não sair de canto e negociar esse ouro?”.

Lá fui eu pra rampa do Maracanã, sozinho.  Me sentei e comecei a discutir com um Deus que na maioria das vezes eu sequer acredito. Argumentei que eu já tinha saído, que não precisava mais segurar o gol da vitória.  Pedi, implorei, disse que era importante ganhar deles após o 7×1.

E nada…

Veio o segundo tempo e eu ali fora, só ouvindo a torcida e sem saber o que estava acontecendo. Notava, porém, que não acontecia nada, já que poucos gritavam.

Fim de jogo. Pênaltis.  E eu desci mais a rampa como quem tenta afastar a zica pra mais longe do campo.

Vaias, silêncio.  Silêncio, gol!  Vaias, silêncio. Silêncio, gol!

Eu não conseguia contar. Eu sabia que nada de absurdo tinha acontecido a nosso favor, pois so ouvia o silêncio após as cobranças. Foi quando intimei Deus e o convenci.

“Olha aqui, Cara! Se você quiser que eu saia, eu saio! Vou até a rua.  Mas se eles ganharem eu vou pregar a ateísmo até o último dia da minha vida! Porra!”.

Falei! Não diria que “na cara” porque não sei se ele tava em cima, do lado, enfim.  Mas falei!

E 10 segundos depois, as vaias…. e a explosão!  “Erraram!”.

Mas e ai? Empatou? Diminuiu? Estamos na frente? Não sei! Corro pra dentro do estádio e encontro policiais (meio estranhos, diga-se. Eles estavam trabalhando e não vendo o jogo. Gente louca).  Perguntei: “Quanto tá?”.  Ele disse: “Se a gente fizer ganha”.

Eu tinha, portanto segundos para me afastar o máximo possível do gramado. E corri essa rampa até lá no fim. Agachei, fechei os olhos e…. “GOOOOOL!”.

Subi a rampa querendo ver, confirmar, abraçar os amigos.  Eu precisava ver pra acreditar. Mas tinha um detalhe: Aquele gol foi o exato momento em que algumas mil pessoas correram para fora do estádio. E só uma pessoa estava correndo de fora pra dentro.

Apanhei. Mas apanhei feito argentina em final.  Mas cheguei. Já mais calmos pelos minutos que levei até chegar ali, eles comemoravam a medalha com lágrimas nos olhos.  Lágrimas que também tinham nos meus, e que contestavam todos os analistas de alegria alheia o quanto valia aquele ouro.

Valeu demais.

E Deus, se liga… temos que conversar sobre novembro no Mineirão. Brasil x Argentina.

abs,
RicaPerrone

Neymar é moleque

A comparação com outros atletas olímpicos e suas reações ao vencer beira a burrice. Mas respeitemos, pois ela é interminável e como um câncer vem em quem as vezes não pode se defender.

Nenhum atleta olímpico toma porrada o ano inteiro, todos os dias, e é cobrado individualmente por um coletivo. Nenhum deles tem a importância de um jogador de futebol da seleção brasileira e portanto ninguém ali sabe o que é ser capitão da seleção.

Aos 24, campeão de tudo, cobrado como se fosse um Pelé maduro aos 30, Neymar precisa aceitar ser um moleque e aceita.

Ele erra, faz biquinho, fica puto, decide o jogo, xinga de volta, sobe na arquibancada, abraça a (ex)namorada e recebe o filho no gramado. Neymar é Neymar, não é o cara que você decidiu que queria pra capitão da seleção.

Porque diabos você acha que um ídolo deve ser como você espera que seja e não como ele é? Quem você acha que é pra saber sua reação após apanhar por 15 dias 24h de todos os lados e com a medalha no peito ouvir uma ofensa?

Ele bateu no rapaz? Não, só mandou tomar no cu. Que aliás, é algo bem justo considerando que o mandam pro mesmo lugar o dia inteiro em todos os lugares do mundo. Especialmente no Brasil, onde sucesso é crime.

Esse moleque que vocês querem moldar numa forma de Messi, nos deu a medalha que ninguém havia dado. Esse pivete cheio de marra que vai pra noite sem se esconder de fotografo e que quando não tá afim não dá entrevista pra imprensa, é o cara que resolveu a final da Champions League e a da Libertadores antes dos 23 anos.

Você quer mesmo meter o dedo na cara desse moleque?

Você acha realmente que tem alguma idéia do que ele vive e do quanto é cobrado para ter ou não o direito de ser humano e explodir contra alguém que o ofende após a conquista?

Que tipo de pessoa é você? O que apanha e dá a outra face? Porque se for, me perdoe, mas prefiro Neymar.  Prefiro Romários. Prefiro a verdade num destempero do que a falsidade de uma ação midiática para ser a Sandy de chuteiras.

Neymar é moleque. E com 24 anos, se não fosse, seria burro.

abs,
RicaPerrone

A primeira do Tite

Primeiramente, a lista.

Goleiros: Alisson (Roma), Marcelo Grohe (Grêmio) e Weverton (Atlético-PR);

Zagueiros: Gil (Shandong Luneng), Marquinhos (PSG), Miranda (Inter de Milão) e Rodrigo Caio (São Paulo);

Laterais: Daniel Alves (Juventus), Fagner (Corinthians), Filipe Luís (Atlético de Madrid) e Marcelo (Real Madrid);

Meio-campistas: Casemiro (Real Madrid), Giuliano (Juventus), Lucas Lima (Santos), Paulinho (Guangzhou Evergrande), Philippe Coutinho (Liverpool), Rafael Carioca (Atlético-MG), Renato Augusto (Beijing Guoan) e Willian (Chelsea);

Atacantes: Gabigol (Santos), Gabriel Jesus (Palmeiras), Neymar (Barcelona) e Taison (Shakhtar Donetsk).

E vamos ao que entendi disso tudo.

Não gosto do Daniel Alves eterno ali. Acho o Paulinho uma aposta. Joga muito, estava mal, se recuperou na China. Mas é a China né? Uma aposta.

Rafael Carioca uma puta convocação merecida.

Gabigol não me convenceu ainda que é jogador de seleção. Embora muito bom jogador, não tenho essa convicção e na minha lista da principal não estaria.

Taison? Gosto dele, não sei o quanto pra seleção. Mas sejamos honestos: Quem aqui assiste o campeonato dele? Ninguém.  Então é bem difícil julgar. A última vez que aconteceu isso foi com Douglas Costa, que agora é unanimidade no Bayern.  Aguardemos.

Senti falta de jogador mais velho na frente. Eu talvez convocaria o Robinho no lugar do Gabigol. Não pensando na Copa, mas na experiência. É um time bem novo, não gosto muito disso.

Tite convocou um time tático.  Ele não chamou os 23 melhores. Chamou os que encaixam na formação dele.

É uma linha. Respeitemos. O cara não caiu ali de para-quedas. Conquistou a vaga de treinador, então, que tenha tempo pra ser avaliado.

abs,
RicaPerrone