
Assim somos. Desde o primeiro coco que rolou numa praia qualquer, o brasileiro reage emocionalmente de forma muito decisiva. Em qualquer aspecto, em qualquer ocasião. O brasileiro coloca a emoção acima de tudo, é nosso jeito de ser.
Jeito esse que conquista, cativa, nos faz péssimos favoritos, insuportáveis azarões. A idéia de “contra tudo e todos” ainda é o melhor discurso motivacional do país. O conceito de favoritismo não é bem aceito por nenhum brasileiro.
Ontem o Brasil fez um grande primeiro tempo contra o Uruguai. Compacto, atacando com 10 jogadores, sem posição fixa, movimentação, liberdade criativa…. tudo como queríamos. 2×0. É baile!
O Uruguai empata numa bobeira nossa e então tudo se reverte. Nosso time parece travar os pés na grama. David Luiz parece não conseguir conviver com o 7×1 e se divide em dois jogadores. Um, que até Brasil x Alemanha ninguém lembra mas era eleito “o melhor jogador da Copa” até então, e outro, após o 7×1, que se perde em lances absolutamente simples pra um jogador de seu nível.
E então o time trava, não corre mais riscos, todos tentam o lance salvador sozinhos, as jogadas não são mais naturais e os sorriso dão espaço a cara de pânico, aos pontapés e cartões idiotas.
O Brasil nunca conseguiu controlar suas emoções em campo. Este sempre foi o grande espaço encontrado pelo mundo para nos vencer. Após o 7×1, onde em 5 minutos conseguimos ter a maior crise de pânico da história do futebol e tomar 4 gols, nosso peso é ainda maior.
A seleção não é exatamente um problema. Mas talvez reflexo dele. Somos pouco auto-confiantes, exigimos de nós mesmos o melhor sempre, mas nos julgamos incapazes. Somos o único vira-lata do mundo que nunca se compara ao cachorro ao lado, mas sim ao da mais elegante madame do bairro, exatamente para termos mais argumentos para nos menosprezarmos.
A seleção brasileira é bem brasileira. E por isso eu não sei se torço pra ela se ajeitar ou se pra chegar em 2018 sendo uma piada, um azarão de luxo. O que aliás aconteceu algumas vezes, e em todas elas nós saímos campeões do mundo.
abs,
RicaPerrone







Uma vez o Parreira disse isso e paga pela frase até hoje. Mas após 200 anos acho que vi um jogo da seleção onde de fato os gols foram meros detalhes.
Eu não tenho outro termo pra definir a seleção. É “triste”. Nada mais.
Eu tenho 37 anos, acompanho futebol há 37 e 9 meses. Eu não me lembro de ter ouvido um grito de gol da Argentina narrado pelo ótimo Galvão Bueno.

Seleção de futebol não é consequência do futebol de um país. Isso é muito simples e claro pra qualquer pessoa inteligente disposta a por 10 minutos não repetir feito papagaio o que ouve da tv.