
Se me contassem só o enredo eu até desconfiaria, mas como vi com meus próprios olhos, não tenho dúvidas.
O São Paulo empurrado pela massa, jogando com faca nos dentes e dividindo cada bola compensando qualquer falta de técnica com vontade.
O Flamengo jogando de ladinho, olhando pro adversário, tentando o toque mais bonito.
O gol “de mão” ou não, não importa. O importante ali é ver o time do Flamengo absolutamente conformado com o gol e sem sequer fazer uma pressão para anula-lo. E convenhamos, se a TV até agora não sabe se foi, o mínimo é que a “vítima” jure por deus que tenha sido.
E segue o baile.
Um primeiro tempo desmoralizante. Um time que prometia o céu assistindo ao que até ontem brigava pra se manter longe do inferno. E tome pressão, Hernanes vibrante, carrinho sem direcão, bola pro mato. Isso aqui é…! Opa, essa frase não era deles?
Jogaram pelo pouco que apresentam, mas pelo tanto que desejavam o resultado. O São Paulo até a alma, o Flamengo até onde der se não for dar trabalho.
Eu não sei quem deste elenco do Flamengo eu contrataria. Mas deixaria minha filha escolher um marido ali no grupo de olhos fechados. Como não tenho filha, o Clube de Regatas Meninos de Jesus não me causa qualquer cobiça.
Tal qual a campanha do agora raçudo, valente e popular São Paulo. Mas ja que é pra perder a identidade, que se perca pra melhor.
E nessa aí, convenhamos, o São Paulo mereceu.
abs,
RicaPerrone
A relação de comando de qualquer pessoa para com um grupo é muito complicada de manter. Um deslize e você perde o respeito, a confiança ou a liderança. Tanto faz. Se uma delas faltar, você está morto.
Eu preciso escrever da a vitória do São Paulo sobre o Palmeiras. Jornalisticamente, talvez eu devesse avaliar tática, falar do Prass, do Jean, achar “culpados” de lá, heróis de cá. Mas, foda-se.
Qualé a sua?



Se você me perguntasse ontem o que esperar da Copa Sulamericana, estaria bem pouco otimistas. Considero um torneio um tanto quanto desvalorizado, de pouco interesse popular.
