7×1

E aí, moleque? Falta o que?

Craque. Desde a base, sempre foi craque. Oscar foi de promessa do “10 da seleção” por uma década para um jogador que brilha na China e não faz parte do nosso dia-a-dia do futebol há anos.

Saiu do SPFC de forma ruim, passou pelo Inter e foi brilhar na Europa. Em 2014, mesmo com 2 gols e 2 assistências na Copa, saiu rotulado pelo 7×1 como todos os demais.

China em 2016. E desde então Oscar sumiu de nossos radares. Um dos melhores contratos do mundo, um dos mais ricos de todos e absolutamente merecido. Ao contrário de muitos que saem de cena pra encostar e ganhar o dele, Oscar é invariavelmente o melhor jogador da China ano após ano.

Nesse, inclusive, bateu seus próprios recordes.

Rico, vencedor, tendo jogado Copa, na Europa, em 2 grandes do Brasil, o que Oscar pode querer? Eu lhes digo: uma camisa.

Aos 33 anos Oscar ainda joga em alto nível. E joga por pelo menos uns 4 anos se quiser.

Mas o vazio de jogadores como ele ao parar deve lhe dar uma nova direção. Se não é por dinheiro e nem por “sonhos”, o que fazer agora após deixar o time chines?

Buscar a camisa, talvez. Pelo menos era o que eu faria.

Daqui 5 anos Oscar vai andar na rua e sentir falta de ser o herói de uma torcida. Talvez daqui 5 anos ele passe na rua e apontem “lembra daquele cara do 7×1?”, o que seria injusto mas a cara do Brasil.

Oscar… Oscar de onde? Que Oscar? O do Chelsea não impacta, menos ainda o da China. Oscar de quem? Falta isso.

Ronaldinho foi buscar no Galo o que perdeu no Grêmio. Ronaldo foi no Corinthians fazer o mesmo. Todos querem uma camisa tatuada pra sempre.

Se eu tentaria trazer pro meu time? Dificil. No meu, especificamente, complicado pela forma que saiu. Mas no de vocês, seja lá qual for, é a melhor aposta pra 2025 no mercado.

Não há indícios de que Oscar esteja em queda, contundido ou de sacanagem. Ao contrário, talvez a saída da China indique uma vontade de estar na próxima Copa. E sim, ele tem futebol pra estar lá.

Adoramos contratar jogadores de alto talento que estão em baixa pra recupera-lo. E porque tanto “porém” pra listar quem está em alta?

Oscar só disputou o cargo de melhor do ano na China quando teve 2 caras pra competir: Renato Augusto e Hulk. Acho que a volta dos dois não requer explicação sobre rendimento.

Temos no mercado hoje a melhor opção pra 2025.

E quem contratar pode ter no time o meia da seleção em 26.

RicaPerrone

Quanto vale um ídolo?

O futebol cada dia mais se resume a números.  É um tal de “X gols em x jogos”, “x assistências”, como se pudessemos coloca-lo no patamar esportivo dos demais esportes e avalia-lo por dados estatísticos.

Como um dos primeiros caras a usar estatísticas no jornalismo esportivo eu lhes garanto: não! Ajuda, mas passa longe de ser o fator determinante de avaliação.

Futebol é sonho. Jogo é basquete, volei, tenis. Futebol é outra parada.

Quando o Fluminense vende o Fred e alguém diz que o clube “se livrou de um salário alto” ou fala da saída dele em cima dos números do ano anterior, está falando de outro esporte.

Ídolos sustentam o esporte, especialmente o futebol.

Ao trazer Julio César o Flamengo leva gente pra perto dele. Compra um goleiro espetacular, um dos maiores que vi na vida, e mesmo em fim de carreira e não jogando no seu nível há algum tempo, é um ídolo, identificado e que carrega gente com ele.

Ele vem da Europa pra passar 3 meses numa cidade em guerra pra ganhar quase nada só pra se despedir no clube dele de coração. E você não entende a contratação?

Trata-se disso o futebol.

Eu vou ao Maracanã na estréia dele. Talvez meu pai que nada tem com isso me ligue de SP e diga que quer ir também. Porque é o Julio César, e se você não entendeu, olha pro jogo das estrelas em dezembro o que foi o Adriano em campo.

É mais do que um goleiro.

O Flamengo anuncia ser mais Flamengo a partir de hoje.

abs,
RicaPerrone

O suicídio diário ao vivo e a cores

Basta acordar e entrar na web para ver que dezenas de jornalistas perdem seus empregos todos os dias. Basta um pouco de bom senso pra notar uma crise sem precedentes no mercado e que as coisas mudaram radicalmente na forma de se levar esporte ao torcedor.

Em pleno 2017, com mil redes sociais e as notícias sem fonte se espalhando desesperadamente em segundos tem gente que ainda quer “cravar” um furo de reportagem achando que isso lhe dará algum fruto. Não mais.

A diferença brutal entre “fechou” e “só falta assinar” é absolutamente ignorada e a cada dia surge mais um não jornalista numa rede qualquer fazendo sem diploma o que nós jurávamos sermos capazes de fazer por termos estudado.

A web mostrou que se faz tv, rádio e conteúdos diversos sem diploma. A web engoliu as teses sobre influenciadores, emissoras, “culpa do editor”, etc.  Ali, é você, o clube e o torcedor. E ele é doente mas não é burro.

Jadson não fechou com o Corinthians ainda. Se tivesse fechado estava no clube treinando.  Drogba em momento algum passou boletins de como estava sua cabeça pra jornalista brasileiro nenhum, que saiu cravando o cenário com uma convicção irritante.

As aspas, quando faltam, são criadas em entrelinhas. E aí mora a maior burrice que estamos presenciando na história da mídia brasileira.

Enquanto norte-americano enche o rabo de dinheiro porque valoriza o seu, vende entretenimento como entretenimento e minimiza problemas para dar ao consumidor o que ele quer: lazer;  o brasileiro menospreza o produto, expoe todos os problemas, não indica solução pra nenhum deles, vende o peixe do vizinho e no fim do mes reclama que foi demitido.

Senhores, idealistas ou não, sejam ao menos inteligentes. És um negócio e se não fosse, não seria dele que sairia seu sustento. Se é por ideal, faça uma ONG, não um curso de jornalismo.  Como bom negócio, tem que ser bom pra todos. E se no conceito jornalistico ainda é inteligente “destruir”, “menosprezar”, “fazer chacota”, “dar aula do que nunca fez”  e rir quando dá errado, entendam que a crise e as demissões no mercado são como o 7×1 pra alguns de vocês:  foi pouco.

Jornalista escreve pra editor. Ele quer sempre agradar o chefe, ganhar tapinha nas costas no CT e prêmio no fim do ano. A web colocou o jornalista de frente pro torcedor e não mais pro editor. A maioria ainda não entendeu. E por não entender toma muita chuva em busca de um “3 pontos positivos se Deus quiser” toda semana e sai dali puto com o salário.

Não é preciso ser bom ou mau jornalista pra olhar em volta. Temos um produto, vivemos de carrega-lo da fonte ao consumidor final. É simples.

Já gerenciamos um clube? Um departamento de marketing? Um elenco? Temos experiência tática? Alguém nos ensinou como proceder numa negociação envolvendo um jogador internacional?  Não.

Então, com todo respeito, vai se reciclar na Europa e não enche o saco do Renato Portaluppi.

O torcedor nos odeia, os clubes nos odeiam. Os jogadores fogem da gente. E nós não conseguimos mais ampliar o mercado, pelo contrário, só fecham portas.

Será possível que seja tão difícil assim perceber que tem alguma coisa errada?

abs,
RicaPerrone

Vocês estão malucos

O dia que um alemão tem mais senso de humor que brasileiros chegou. E se a gente não parar de levar a sério que as pessoas do mundo virtual refletem a opinião das do mundo real, em breve eles vão começar a tocar pandeiro também.

Toni Kroos fez uma piada ótima, sacaneando o Brasil pelo 7×1 que fez na gente. Foi boa, convenhamos.

Aí temos que devolver como fez nosso Fenômeno, não com as toscas mensagens agressivas ao rapaz falando em guerra e o caralho.

Ele, mais uma vez, mostrou ser um cara que merece o futebol. Compartilhou a resposta e riu dela. Enquanto isso discute-se em redes sociais se a brincadeira do sujeito foi apropriada ou não.

Santo Deus, é sério que na cabeça de alguém um time que ganha do outro não deve brincar com isso?  Que “futebol é coisa séria”?  Vocês acreditaram nisso, fãs de esporte?

Pois saibam que não. Futebol é uma diversão e deve ser tratada como tal. E se nós, brasileiros, não conseguimos mais levar algo na brincadeira, é porque perdemos o pingo de identidade que ainda nos cabia.

Após comemorar Halloween, chamar time europeu de “meu”, fazer torcida organizada pra eles, entrar em campo juntos com musiquinha, padronizar campos, elitizar o futebol  e proibir a cerveja no estádio, faltava só sermos menos divertidos que alemães. Aí, realmente, é melhor parar tudo.

Parabéns, Kross.  Feliz 2054 também! Mas demora ainda. #paz

abs,
RicaPerrone

Impossível ser feliz

Se há um lugar hoje no mundo que não tem como alguém ser feliz, não é no Haiti. É na seleção brasileira.

Talvez no Haiti quando o sujeito sofrido naquela guerra horrível ganhe um chocolate ele ainda consiga sorrir. Ou quando vê a seleção fazer um gol, sei lá.  Nós, não.

Passamos a noite debochando da nossa vitória e, no final, como que dando de presente os abutres ao público, o placar que a nosso favor só servirá pra remeter a tragédia.

Nenhum jogador brasileiro consegue sorrir. Se faz 7, não fez mais que obrigação. Se vai convocado, é seleção da CBF. Se não vai, é porque o Dunga é burro ou porque tem polêmica por trás.

Se viaja sem Neymar é porque não temos time. Se com Neymar, é “ele e mais 10”, ninguém mais presta.

Eu honestamente não gostaria de jogar na seleção brasileira hoje.  É um campo minado onde a única certeza é que você vai ser chacota de algum puta jornalista gênio que fez muito pelo nosso futebol.

Ganhamos. Era o Haiti? Era. Uma merda de time. E aí o que se faz? Goleia.  Goleamos.

Legal? Não. Porque não gostamos do Dunga. Porque ele não dá entrevista legal, porque ele não sorri e portanto se ele salvar crianças de uma guerra dirão que se meteu onde não é chamado.

Pelo amor de Deus! Deixem esse time em paz. Ou não notamos ainda que o 7×1, só que o outro, foi tão culpa nossa quanto deles?

abs,
RicaPerrone

Era só uma Copa

Vipcomm

Vipcomm

Eu defendo muito a tese de que “É só futebol”. Talvez por ter sido obrigado pela profissão a entender que era só isso, ou talvez para conseguir me manter sem ódio dos rivais do meu time para conseguir ser justo com eles.

Mas pela seleção, mantive. Usei quase que como uma forma de alimentar meu lado torcedor passional e cego. Odiando argentinos, torcendo desesperadamente e não fazendo qualquer esforço para tentar mudar isso.

Fiz dessa Copa o meu maior momento. E na carreira, foi mesmo. Tive uma audiência absurda, fiz diversas propagandas, consegui faturar um dinheiro, bater recordes, ser lido pelos jogadores, até receber pedido de “ajuda” com textos motivacionais e campanhas que pudessem chegar a Grande Comary.

Me envolvi até o pescoço. Como há muito tempo não conseguia me envolver com nada. Eu nunca tive certeza da vitória, mas eu a desejei como poucas vezes na vida desejei alguma coisa.

Eu trocaria todos os centavos que ganhei a mais na Copa por ser campeão e poder correr pra abraçar meu pai no dia 13 de julho. Eu trocaria todo sucesso que meu trabalho fez durante a Copa para poder chorar de alegria com amigos que jamais dividiram uma arquibancada comigo.

Eu voltei a ter 8 anos. Voltei a ser o garotinho que pedia pelo Zico e que esperava o time do Telê ganhar a Copa. Esses 30 dias espetaculares que nosso país viveu devolveram muito do que eu não queria ter perdido enquanto profissional de imprensa.

Eu chorei, vibrei, sofri, pulei, gritei. Discuti, perdi a linha, torci contra, xinguei. E até mesmo ver o meu “inimigo” chegar longe me divertiu, pois eu vislumbrei um duelo final.

Eu comprei camisetas, bolas, fulequinhos e tudo mais para afilhados, filhos de amigos e outras crianças com quem tenho contato. Vi nos olhos delas o que havia nos meus em 86.

Levei 10 horas de estrada pra ir ao Mineirão. Um pneu furado, uma carona apertada, um reboque, um perrengue danado. Só pra estar lá.

E quando acabasse aquilo, tudo que eu queria era poder chorar entre os meus ou comemorar com eles. Eu nunca imaginei viver pra ter na tela do meu computador um grupo de brasileiros debochando de nós mesmos em troca de “ter razão”.

Eu sinto realmente pelas pessoas que acham que isso tratava-se de um campeonato de futebol. Tenho vontade de sentar cada um deles na minha frente e explicar o que é futebol pra uma geração que está sendo criada para minimiza-lo através de uma imprensa azeda, mal paga, de olhar opaco e pessimista.

Não é pelo hexa, meus amigos. É pela Copa com meu pai, que não sei quantas terei. É pelo direito de abraçar meus amigos que não dividem o amor por um clube. É pela festa, pelos amigos, pelo orgulho, pelo hino que só posso cantar emocionado num estádio de futebol.

Pelo único lugar onde ser brasileiro com “muito orgulho” não é ridículo.

É pela minha carreira, pelos meus planos, pelo dinheiro e pelo alcance do que faço. Mas principalmente, juro, pelo garoto de 8 anos que eu reencontrei nestes 30 dias de Copa.

Se você torceu contra, eu fico realmente chateado. Eu queria dividir essa dor com você, não disputar quem se importou menos.

Eu queria consolar meus leitores brasileiros pela tristeza de terça-feira, jamais ter que me defender de alguns deles.

Eu queria estar na final. Queria conseguir chorar a porra da lágrima que está presa na minha garganta desde as 17h30 de terça-feira, quando sai daquele estádio a pé, sem rumo, ligando pra minha esposa e pedindo: “Me tira daqui! Compra uma passagem, mas me tira daqui!”.

Eu amei ver aquele Mineirão sofrendo chorando com a seleção. Não porque desejei isso, jamais! Mas porque sei que o mundo virtual azedo e sempre negativo é muito mais virtual do que real.

Eu não consegui chorar ainda. Porque toda vez que chego perto disso, alguém transforma minha tristeza em raiva com algum deboche ou comentário negativo.

Não foi engraçado.

Se não por David, Julio, Neymar e Fernando, pelos milhões de crianças que como eu e vocês viveram isso um dia tendo como principal objetivo da sua vida “ser campeão”.

Agora nossos objetivos e deveres são outros. E se eu pudesse, trocaria todos eles pra viver apenas o sonho de ser campeão. Foi o que fiz por 30 dias.

E até domingo eu espero conseguir chorar tudo que ainda não tive tempo, entre textos, compromissos e discussões filosóficas sobre o futuro do futebol.

Mas juro, o que mais me machuca não é a derrota, os 7×1, nem mesmo se a Argentina for campeã no Maracanã domingo. O que está me judiando é ter que me resguardar pra não ver brasileiros rindo de brasileiros.

Isso pra mim é insuportável. Mais do que qualquer título rival ou eliminação humilhante.

Eu só não queria que ninguém desse risada de eu não ter realizado o sonho de ver o Brasil na final com meu pai.

O futebol não é nada além de uma desculpa para reunir pessoas, explorar sentimentos e perder o senso do ridículo por alguns minutos.

Eu não quero sua audiência falando que avisei que perderíamos. Eu queria a sua audiência pra chorar comigo num texto do hexa.

Tá doendo. Vocês não tem idéia do quanto ainda dói. Mas eu juro que faria tudo de novo. E farei, porque durante a Copa, num dia qualquer, prometi pra mim mesmo que não deixaria de ser esse idiota apaixonado por futebol que ainda sou.

Eu ainda vou escrever o post do hexa.

abs,
RicaPerrone

O jogo que não aconteceu

Passadas muitas horas do fim da tragédia, consegui sentar e ver o jogo. Na verdade vi 28 minutos porque além daquilo não há nada, apenas uma interminável partida que se arrasta esperando a confirmação oficial do óbvio.

Eu não acho que o Felipão tenha acertado, mais longe ainda que ele seja menos competente do que sempre foi.  Nem desconsidero tudo que vi nos últimos 27 jogos da seleção no comando dessa comissão técnica e com quase o mesmo elenco.

Vi raça, muita vergonha na cara, um resgate foda da relação com o povo e nada disso é acaso. É trabalho.

Não, eu não gosto da forma que a seleção joga. Mas eu não me sinto no direito de achar absurdo que joguem assim no país onde cobra-se apenas resultado e que se exalta, por exemplo, o Muricybol sem “poréns”, desde que ganhe.

O Brasil jogou 20 minutos iguais contra a Alemanha. Quando a segunda bola entrou, diga-se, no segundo chute a gol deles, o que aconteceu naquele estádio é um segredo que não será justificado jamais e que ficará entre quem estava lá dentro.

Aquela bola na rede teve um impacto emocional em todas as pessoas daquele estádio incomum, indescritível, pouco provável que o futebol possa repetir um dia.

Era um alerta de “acabou” em meio a todo entusiasmo que criamos desde 2013 onde o mesmo time, sob o mesmo esquema tático, nos encheu de motivos para tal.

Agora nada presta. O que também comprova a incoerência e a necessidade de radicalizar dessa gente.

Não houve um jogo de futebol ontem onde pudessemos avaliar tática, técnica, alterações, posicionamento, nada disso. A Alemanha não faz 3×0 na seleção brasileira num jogo comum nem se jogar 20 vezes. Mas jogando aquela de ontem, e só aquela, faria.

Por 10 minutos ninguém, nem jornalistas, torcedores, treinador e menos ainda o time, conseguiu entender o segundo gol e como reagir diante dele. Houve uma pane, 6 minutos, e uma história manchada.

Não teve jogo pra ser analisado. Acho qualquer comentário tático/técnico sobre este jogo especificamente quase covarde.

Erramos por sermos, talvez, oposto ao time de 2006, emotivos demais e ligados demais ao objetivo deste trabalho.  Queriam demais, se perderam no processo não por esse ou aquele motivo em especifico, mas porque não soubemos equilibrar euforia, cobrança e rendimento.

Doeu pra caralho.  Eu nunca imaginei viver aquilo e depois conto com mais calma o que aconteceu, como vi, pra onde fui, etc.  Só quem estava lá consegue ter a dimensão do susto que nós levamos e da forma que reagimos.  Só quem viu as crianças chorando pode imaginar o que o time sentiu.

Faltou alguém cair. Faltou o jogo ser parado, uma briga, duas bolas em campo. Mas nem isso, onde Felipão é mestre, conseguimos ter cabeça pra fazer.

Eu nunca mais vou sentir o que senti ontem naquele estádio. Tanto que não suportei e sai, sem rumo, sem critério, surdo, até chegar no Rio de Janeiro quase sem saber como.

Não entro no twitter e no facebook desde então meramente para não perder a fé que tenho no meu país e nas pessoas. Não suporto ver brasileiros rindo de brasileiros, ou ignorando a dor de milhões de crianças em troca de um “eu avisei” sorrindo de canto de boca.

Fomos a semi e, como acontece em quase todas as copas, ou somos finalistas, ou perdemos pra um deles.  Humilhante, inesquecível, catastrófico, mas ainda assim só um jogo. Ou melhor, nem isso. Só um surto.

Na alegria e na dor, na saúde e na doença, até que a morte os separe.  Lembra?

Tamo junto. Sábado tem mais.

abs,
RicaPerrone