boca

Saiu barato e pode custar caro

O resultado é muito bom e o River está bem perto da final. Diria que está, não fosse o Boca do outro lado.

A diferença entre os dois times é muito grande. E essa diferença só se iguala em fatores não tão atuais, mas sim históricos.

O Boca é um time que você tem que matar quando pode. O Palmeiras que o diga em 2018. Se não matar, ele dá um jeito e te elimina. Em campo estão seguramente os dois times mais ajudados pela arbitragem da Conmebol em todos os tempos. E portanto nada me espantaria.

Ontem foi jogo pro River sair com 4 ou 5. Saiu com 2.

Acho bem improvável a virada, já que o time do River é consideravelmente melhor. Mas é o Boca, e a Libertadores já me ensinou que ela não leva isso tão a sério.

RicaPerrone

Intercâmbio de vergonha

Não há nada que me faça sentir orgulho do que aconteceu hoje.  Em campo, um jogão como seria na Zambia, em Buenos Aires ou em Madrid. Fora dele, um público que não fazia parte da Libertadores e uma decisão num país que ofende o torneio.

Mas, enfim. O que tinha pra ser dito sobre isso já foi dito.

Os marginais que conseguiram ir até lá não entraram em campo e nem atiraram pedras, porque país onde a polícia prende são outros 500.  A lei funciona quando é aplicada. Basta aplicar.

Os europeus viram que há algo no futebol além do quanto você tem pra investir.

Um jogo de alma, rivalidade, intenso, valendo muito mais do que a taça. Valendo a honra. Com goleiro na área faltando 8 minutos, com cara na grama, mão na cara e tudo que se faz quando há algo em você que não seja apenas a sua profissão.

Nosso futebol é diferente do deles. Nós jogamos carregando algo nos ombros e eles profissionalmente.  O jogo dos melhores deles são muito melhores. Mas os jogos dos outros, 98% dos deles, são bem mais sem graça e sem sentido que os nossos.

Boca  e River mereciam bem mais do que o Bernabeu. O jogo em si merecia ter sido visto por argentinos, não por turistas. Mas ficará na história como a primeira final única em campo neutro, como a Taça que o campeão fez diversas irregularidades e a Conmebol fez que não viu.

Escolheu os finalistas. E também o campeão.

Adoraria encerrar o post parabenizando alguém. Mas honestamente, estou com a mão estendida sem ter pra quem oferecer. O torneio foi um lixo, os finalistas chegaram na final por escandalosos critérios desiguais, ambos disseram não ao jogo em Madrid e foram jogar feito putinhas.

Porque são.

Enfim. Parabéns ao cafetão. Seja ele quem for.

RicaPerrone

É muito mais sério que futebol

Enquanto discutimos se a Conmebol está certa ou não, se Boca ou River merecem ganhar no tapetão, fugimos da única discussão que realmente deveríamos ter nesse momento: É um direito do estado “arregar” para os bandidos?

Sim, é isso que está acontecendo. Aqui também acontece há anos, toda semana.

O problema aconteceu a 3 quadras do estádio. Não é responsabilidade do clube, mas sim da polícia. E se a polícia diz que não suporta esse jogo está dizendo a todo povo argentino que eles não terão o direito de curtir seu maior jogo de todos os tempos porque o estado não suporta confrontar 100 marginais que tem sede, cnpj, nome, sobrenome e todos sabem quem são.

Imagine isso fora do futebol. Simplifica seu entendimento.

Tem 20 alunos numa sala de aula. Dois quebram a cadeira e gritam a aula toda. Ao invés da escola os conter, suspende as aulas para os outros 18 porque não há paz na sala de aula.

Não faz o menor sentido a punição coletiva por crimes individuais. E toda vez que isso acontecer, vão blindar mais e mais os criminosos.

A final NÃO pode ser em Madrid. Tem que ser na Argentina, e vou além: com as duas torcidas. Porque é direito do torcedor de bem não se responsabilizar pelos marginais que por acaso torcem pro mesmo clube que eles.

É cômodo ser estado quando ninguém mais questiona suas obrigações. E barrar 100 marginais em meio a 70 mil pessoas é sim obrigação da polícia, não dos clubes ou da competição.

RicaPerrone

Sim, a maior final de todos os tempos

A princípio eu discordei de tal afirmação. É sem dúvida o maior jogo da história da Argentina, o que não implica em ser a maior do continente exatamente por não representa-lo.

A final continental mais emblemática não pode ser entre clubes do mesmo país. A representação de um torneio continental é o confronto dentro do continente entre países, logo, não faz sentido pra mim.

Mas acabou que eu estava errado. Foi sim a maior final da história da Libertadores.

E sei que não aconteceu. Exatamente isso o torna a mais emblemática e representativa final da história de um torneio corrompido, sujo, mal administrado e escandalosamente suspeito de mil fatores extra campo.

Não poderia ser melhor. A polícia argentina erra a estratégia, porque é o que ela sempre faz com quem vai lá. A torcida de um deles agride com pedras, porque é também o que acontece em todo jogo lá e ninguém faz nada.

Os jogadores se machucam. A Conmebol manda eles jogarem mesmo assim. Várzea.

Os dois clubes chegaram a essa decisão por meios irregulares. E o jogo não merece acontecer de forma incrível e brilhante. Merece que termine assim: manchado, nojento, lamentável e se depender da minha torcida, no tapetão.

O que seria mais perfeito para a Libertadores do que uma final com violência, pressão política, nenhuma preocupação com segurança e decidida na caneta e não na bola?

Sim, Boca e  River fizeram a maior final da história da Libertadores. Ontem. Hoje, se a bola rolar, será só mais um jogão.

RicaPerrone

River é “favorito” na final de amanhã

A final mais esperada da história da Argentina é bastante equilibrada por dois fatores:

  • O Boca adora decisões
  • O River tem fama e histórico de pipocar em decisões

Mas mesmo diante de tal cenário, as casas de apostas no mundo todo não indicam esse equilibrio. Costumo dizer que favorito se vê na casa de aposta, já que falar todo mundo pode, botar o dinheiro só se coloca em quem de fato acredita.

O River paga em média  2.15 para cada dolar apostado. O Boca 3,8. A opção do empate no tempo normal paga 2,9.

Para quem não entende é simples: Se você colocar 100 reais no River e ele vencer, ganha 215. Se colocar no empate, 290. No Boca, 380 reais.

Você pode apostar no Sportingbet.

Fake News no Bambonera

É tudo mentira. Os dois finalistas chegaram lá sabemos como, domingo não é dia de Libertadores e final de torcida única não é final.

Ok, “a maior final de todos os tempos”  de um torneio continental é um clássico regional. Não, não pode ser.

A mais animalesca, sem dúvida. A maior, jamais.

E tão estranha que teve poucas faltas, raríssimas cenas lamentáveis, um jogo bem jogado e com gols regulares sem nenhuma interferencia de arbitragem.

Custo a crer que era Libertadores.

Mas dizem ser.

E sendo, dá pena de ver com o que a Conmebol tenta acabar todo ano.  Mas por outro lado, vendo a covardia vencer o bom senso, se é pra ter uma torcida só em casa que diferença fará duas em campo “neutro”?

Respirem aa última semanas de Libertadores. Depois disso será a filial da Champions, só que sem alma.

abs,
RicaPerrone

Dá!

Eu sei, eu sei. É frustrante, dá um desanimo, a gente vai dormir puto e acha que tudo vai acabar mal. Mas palmeirense… se respeita, vai.

Dos 4 times na semifinal da Libertadores o Boca é o que menos jogou bola até aqui. Está aí, inclusive, porque o Palmeiras quis ser “fofo”  quando na minha opinião deveria ter sido escroto e matado o problema no ovo.

Você não precisa entregar jogo pra tirar um chileno, ou um colombiano. Mas quando se trata de um time argentino sabemos que não há limites para levar vantagem. São os caras que comemoram terem DOPADO nossa seleçào pra ganhar um jogo.

Quando existe a possibilidade de tira-los do torneio, tire! E o Palmeiras preferiu decidir em casa contra o Boca do que eventualmente ter um adversário menos indigesto fora.  Pois então que decida.

2×0 no mundo do Felipão é rotina. Ele está acostumado a perder fora e reverter. Ninguém ganha Libertadores goleando geral. Isso é utopia. E no dia que o Palmeiras não puder fazer 2×0 em alguém em casa eu paro de comentar futebol.

Dá. É claro que dá!

Mas pra que dê é preciso levar o palmeirense ao estádio neste dia e não o público do cinemark que migrou pro estádio de futebol.

Se você duvida, dê seu ingresso pra quem acredita. E se você acredita, convença outros 2 que dá. Mas que não haverá espaço para vaias, um minuto de desconfiança e paz para o Boca.

É hora de jogar Libertadores, Palmeiras. És uma bela Arena, um grande time, uma linda fase. Mas tá na hora de fechar o teatro, meter povão pra dentro, ativar o Felipe Melo que há em cada um e entender que nao se trata apenas de futebol um jogo de Libertadores.

Dá! É só não equilibrar na raça, na pressão que na bola o Palmeiras sobra.

abs,
RicaPerrone

Guerra sim senhor!

Cuidado. O mundo hoje está cheio de gente que abraça arvores e quer ensinar você a combater o mal com “amorzinho”. Estão tentando te vender fofura até quando você está sendo estuprado. Tadinho do estuprador, ele não teve chance na vida.

Enfim. Eu não sou dessa turma e eu acho que justiça funciona mais do que amor.

O que você está lendo por aí é que o Cruzeiro deve ser superior. E ser superior, neste caso, é ser otário.  O sujeito que toma um tapa e devolve com um abraço não é superior, é apenas um frouxo.

Inferno sim senhor!

É assim que somos tratados lá, é assim que devemos receber aqui. Não é violência, isso é burrice porque o prejudicado será o Cruzeiro. Mas pressão, nenhuma facilidade e eles tem que ter aqui o medo que temos de jogar lá.

São décadas sendo recebido a pedrada e cuspe pra dar hotel 5 estrelas e segurança pra eles quando vem aqui. Quem vocês acham que é o gordinho “paga lanche” da América do Sul?

Tá bom, tem pai que vai dizer pro gordinho “deixar pra lá”. Eu não seria esse pai.

Eles não dormem. Eles não chegam no hotel sem transito. Eles atrasam pra chegar no estádio. Eles não treinam no gramado. Perde-se a chave do vestiário. Pinta o vestiário. Sim, é antigo, foda-se, mas é o que eles propõem.

Esse jogo de quinta-feira representa mais do que uma vaga pro Cruzeiro. Representa a Conmebol rir na nossa cara do segundo time que ela elimina nosso na Libertadores só em 2018, ou então a redenção cruzeirense.

Quando um time brasileiro ganha a Libertadores ele a venceu “pra caralho”. Nada nos ajuda, é sempre tudo mais difícil e somos quase sempre os idiotas a ter que bater escanteio sob pedras e aqui devolvemos com flores.

Entre o educado e o otário há uma linha tênue. Cuidado pra não atravessar pro lado errado.

Sem violência, mas fecha a porra da cara que isso não é um piquenique.

Abs,
RicaPerrone

O primeiro roubo da história

Amigos, hoje eu não tenho medo em dizer o que em 20 anos de carreira nunca disse: o juiz roubou.

Passei a vida pregando que o erro era uma certeza até que se provasse o contrário. E passei a Copa dizendo que um erro clamoroso com VAR seria a validação do roubo.

Pois então hoje eu posso dizer pela primeira vez na minha carreira que um arbitro ROUBOU um clube.

O que vimos em Buenos Aires hoje não pode ser “mais um caso”. Tem que ser o último.

Há décadas os times brasileiros são estuprados nas competições sulamericanas pela imunda Conmebol. E há décadas nós não nos unimos para nos revoltar. Porque é engraçado o rival ser roubado, é pauta o torcedor puto, e portanto foda-se.

Mas hoje não vamos dormir com um possível erro. Vamos dormir com a certeza do assalto. Da má fé. Da primeira vez em que não houve dúvidas, que pode ser visto e revisto, e ainda assim a cara de pau em cometer um roubo foi maior do que a vergonha.

O Cruzeiro não vai reagir, porque ainda esperamos um clube corajoso o suficiente pra tirar o time do torneio, como Telê Santana tentou fazer com o SPFC em 1992 e a diretoria impediu. Acabamos campeões. Mas talvez tivesse valido mais a pena ter resolvido isso há 3 decadas.

Amanhã a CBF tem a OBRIGAÇÃO de tomar medicas duras que passem de uma tosca nota oficial. Mandar gente pra lá, pedir revisão do cartão e até tentar anular jogo.  Pela primeira vez há um não erro a ser discutido.

Foi um assalto.

Chega! Ou não…

abs,
RicaPerrone