juiz

Jesus, juiz e juízo

Jesus corrigiu com inteligência o problema ofensivo que o Flamengo tem hoje com a perda de 4 jogadores de frente de alto nível. Voltou Gerson pra onde ele não deveria ter saído, colocou Cuellar e deu liberdade pros laterais.

O Botafogo tem uma proposta muito consciente do que pode fazer com esse time. Toca, prende a bola e não vai pro risco. Mas a diferença dos dois times é muito grande, e quando isso acontece ou o rival é tão conservador quanto (Cruzeiro) ou a pressão vai existir, tal qual os espaços.

O Botafogo jogou bem. Tentou usar os espaços dados, fez 2, mas, aceitemos, o time do Flamengo é bastante melhor.

Ao ponto: arbitragem.

Erros decisivos. Rafinha e Cuellar mereciam o vermelho e dificilmente o resultado seria o mesmo com 9 x 11. Portanto houve grande interferência no resultado.

O que não muda o bom jogo do Botafogo, nem a boa virada do Flamengo que o empurra pros braços do torcedor pra quarta-feira.

Ambos tem que virar algo no mata-mata. A vida do Flamengo ficou mais promissora. Pudera. Um está  atrás de sobreviver e o outro ostentando. O fato do jogo ter sido equilibrado e ter tido erros de arbitragem refletindo no resultado é um elogio ao Fogão, não muito pro Mengão.

Seguimos. Porque é a quarta 21h30 que ambos saberão se vivem um crise ou uma lua de mel com seu torcedor.

RicaPerrone

O VAR credibiliza o “roubo”

Primeira coisa a dizer: sou a favor do VAR e da tecnologia no futebol.  Partindo daí, consigo desenvolver um raciocínio.

Toda vez que um juiz erra o torcedor é obrigado a engolir por conta dele “não ter visto”, “não ter 20 cameras”, “ter que decidir em segundos”.

Ok, isso foi dito para o torcedor por 100 anos. Ele entendeu, concordou e mesmo que tenha ataques quando “roubado”, ele acaba engolindo e segue o jogo.

A partir do momento em que você tem as mesmas cameras e possibilidade de um arbitro interromper o jogo para alertar uma irregularidade, você está dizendo ao torcedor que toda vez que houver um erro é roubo. Sim, pois se ele viu, é intencional.

O gol da Espanha é um “roubo”. Todo mundo viu o Diego dar na cara do zagueiro Pepe. Se o juiz de video pode interromper, porque não o fez ainda mais com a bola parada?

Cabe alguma discussão se houver ou não a mão na cara? Não. Então… porque não?

Como você diz ao torcedor portugues que aquilo é legítimo retirando o argumento do “não viu”?

O lance do Jesus, interpretativo. O do Miranda, não. Ele é impedido de subir pra bola porque o atacante o desequilibra na hora da disputa. Não é muito discutível. Aconteceu.

Porque o arbitro com 60 segundos de replays e comemorações não avisou?  Você diz o que pro torcedor? Que ele “não viu”?

Viu. E se  viu e pode falar, a FIFA escolhe: ou para sempre e corrige, ou faz sem o arbitro de vídeo e deixe o futebol no imaginário popular.

Uma coisa é você ter ajuda de tecnologia para resolver lances. Outra coisa é você ter ajuda quando convém, para alguns lances, e validar na cabeça do torcedor que ele foi ROUBADO.

Isso seria o maior tiro  no pé da história do esporte. Dizer a seus fãs que não é como deveria ser mesmo quando algo permite isso.

Revejam o VAR.  Ou ele moraliza o futebol ou ele valida a má fé.

abs,
RicaPerrone

E, enfim, todo “cego” será “ladrão”

O VAR é iminente. Não tem pra onde fugir e ele fará parte do futebol cada vez mais. Ainda não sabemos quando teremos em definitivo para todos os campeonatos importantes de primeira divisão, mas teremos.

E diante da discussão que alguns malucos tentam impor sobre o fim da polêmica, o fim da discussão e o direito do torcedor derrotado de se sentir roubado para justificar a derrota, temos os fatos recentes.

Eles não mostram o fim da discussão, menos ainda da polêmica. E vou além: taxará o árbitro como “ladrão” de forma mais veemente ainda.

Imagine você que lances como o penalti no Rildo e o do Real Madrid passaram 30 vezes em cada emissora e ainda não há uma maioria pra lado nenhum. O arbitro portanto terá visto o que você viu, pelo seu angulo, e poderá ter uma interpretação diferente da sua.

E aí não caberá ao torcedor mais a “ruindade” do sujeito ou a colocação em campo. Restará a ele a certeza da má fé, que se hoje já ronda o imaginário futebolístico, amanhã será parte do dia-a-dia.

O VAR aumentará as discussões, as polêmicas e dará um tom de justiça ao jogo fundamental, desde que bem aplicado. Não pode acontecer o que aconteceu no lance do Everton Ribeiro. Muda um jogo, ele fica fora do jogo seguinte, prejudica um treinador começando, e absolutamente nada aconteceu.

Em casos como esses o VAR será maravilhoso. Em outros, como nos penaltis comentados aqui no texto, ele será a certeza do torcedor quanto a má fé alheia.

E haja chororô.

abs,
RicaPerrone

Brasileirão 2018 – Vitória 2×2 Flamengo

Se no jogo de abertura o erro do arbitro não mexeu no placar do jogo, o segundo jogo foi completamente contaminado pela péssima arbitragem do senhor Wagner Reway.

O Flamengo faz 1×0 com 16 segundos. Com 10 minutos ele marca um pênalti inexistente e expulsa o Everton Ribeiro. Qualquer  bobagem que fizessem no segundo tempo não compensaria a perda do Flamengo.

Atuar 80 minutos com um a menos e tendo um gol sofrido ilegal é uma das maiores perdas possíveis num erro de arbitragem. E pior. Ele volta do intervalo provavelmente sabendo da merda que fez e tem a chance de corrigir uma parte num pênalti não marcado. Também não fez. Piorou seu erro.

Pra ser ainda pior a lambança, o gol do Flamengo (o segundo) estava impedido. Mas aí o erro é do bandeira. O Wagner Reway não teve a honra de fazer todas as cagadas do jogo sozinho.

Enfim. Dificil avaliar a proposta inicial de um time que com 10 minutos perde um jogador expulso e precisa mudar tudo que foi treinado. Entrou Arão, saiu Dourado. Desfigurou.

Mas ainda que com um a menos o Flamengo foi compacto, não deu ao Vitória qualquer momento de pressão no jogo e trancou bem a partida para não perder.

O resultado não é ruim. Lá é sempre difícil vencer, mas se torna ruim na medida que o Flamengo percebe que poderia ter vencido o jogo talvez até com facilidade não fosse o erro do árbitro. Erro, aliás, que é sequencial. O primeiro erro praticamente obriga o segundo. É uma coisa só.

Ainda não conhecemos o Flamengo do Barbieri. Mas eu desconfio que ele é melhor do que o anterior e também do que algum medalhão tipo Levir, Dorival ou outro “mais do mesmo” faria.

#DeixaEleTrabalhar

Percentual de posse de bola individual

Percentual de passes certos individual

abs,
RicaPerrone

Assisti Flamengo x Atlético de 1981

Como a maioria das pessoas de menos de 40 anos, ouço falar do polêmico Flamengo x Atletico da Libertadores de 81 como um dos maiores roubos da historia do futebol. E como a maioria deles, também nunca havia assistido ao jogo na integra.

Pois de curiosidade, abrindo uma série no blog sobre jogos antigos, resolvi assistir pra encontrar o meio termo entre os exageros atleticanos e a defensiva rubro-negra.

———————————————-

Cenário: Jogo de desempate da fase de grupos da Libertadores de 81. O empate era do Flamengo por ter feito mais gols. Jogo em Goiânia.

O arbitro Jose Roberto Wright foi escolhido em comum acordo pelos dois clubes para apitar o jogo.

6 minutos – Cerezo para um contra-ataque fazendo falta em Leandro e toma amarelo. (Cerezo jogava contrariado e obrigado pelo Galo em virtude de ter sido expulso em 79 e ficado 2 jogos fora, o que no entendimento do clube prorrogava seu contrato)
8 minutos – Atlético tem mais chances de gol, jogo intenso, arbitragem dura com os dois lados dando todas as faltas.
13 minutos – Jogo muito intenso com muitas faltas para interrompe-lo e todas bem marcadas até então. Nenhuma polêmica.
17 minutos – Atletico tenta esticar bolas e o Flamengo tenta chegar tocando. Nenhum dos dois consegue. O jogo segue calmo sem nenhuma polemica.
21 minutos – Palhinha faz a segunda falta seguida no meio campo e toma merecido cartão amarelo.
22 minutos – Reinaldo pede pênalti em possível mao na bola do zagueiro. Não da pra ver sem replay, o repórter atrás do gol diz que não aconteceu.
23 minutos – Waguinho deixa o pe na dividida com Junior e toma amarelo merecidamente.
25 minutos – Terceira falta para o Atletico próximo a área. Todas foram.
27 minutos – É assustador como a qualidade técnica era determinante pro jogo. Os dois times apostam 100% no talento pra criar jogadas.
29 minutos – Eder toma um cartão amarelo. Não há imagens nem replay. Os repórteres não explicam o que houve.
30 minutos – Cartão amarelo para Mozer. Correto.
33 minutos – Reinaldo faz falta por tras no Zico e é expulso. Exagerada. Um amarelo estava bem resolvido. Jogo era leal até entao. Tele Santana nos comentarios da tv ao vivo diz a mesma coisa.
34 minutos – Eder expulso. Ele tromba no arbitro e fala alguma coisa. Nao tem replay, nao da pra saber se ele expulsa pelo que foi dito ou se porque acha que a trombada foi proposital.
– Em conversa com o arbitro neste mesmo blog horas depois ele afirma ter sido pisado pelo jogador e não xingado. Neste caso considero a expulsão um erro também. 
34 minutos
– Invasao de campo por parte da diretoria do Atletico. Jogadores se revolvam, imprensa entra e cercam o juiz.
37 minutos – Diretoria pede que o time se retire de campo. Muita confusão. Jogadores do Atletico começam a xingar o arbitro e tomam cartoes em sequencia. Chicão expulso. Palhinha também xinga o arbitro e é expulso.
38 minutos – Carlos Alberto Silva pede para simular contusões para que o jogo termine pelo numero minimo de jogadores.
40 minutos – Os atleticanos revoltados afirmam que estava tudo armado, o time do Flamengo não se mete em nada e fica treinando faltas no gol.

Já não ha mais contagem de tempo. O Flamengo em campo, o Atletico deixou o gramado. Policia pra todo lado, imprensa pra lá e pra ca. E o Wright espera porque com 7 jogadores ainda há jogo pelo regulamento.

Antes que o Wright encerre o jogo, o Galo volta pro campo e quer jogo. O Wright diz que acabou. Que o tempo prometido para esperar o Galo havia acabado, mas o Atletico esta em campo e quer jogar.

Um torcedor invade o campo para abraçar os jogadores do Flamengo em meio ao caos.
Em nenhum momento os jogadores do Flamengo tomaram qualquer atitude. Desde o começo da confusão se afastaram e apenas esperaram.

Wright manda os dois times cada um pro seu lado e vai recomeçar o jogo. O Atletico tem sete em campo, se reune no gramado e combina o que vai fazer antes da bola rolar novamente.

O arbitro expulsa todo o banco do Atletico, provavelmente pela invasao a campo no momento da expulsao do Eder. O Galo tem 7 em campo, literalmente, e mais nada.

O jogo recomeça, Joao Leite, goleiro do Galo, se joga no chão para que o jogo termine com 6 jogadores. E mesmo com o goleiro caido Wright mantem o jogo e não pára para que ele seja atendido.

A bola para em falta pro Galo. O médico pede para que a maca entre em campo, não tem mais reservas, já fizeram substitutiçoes. O Wright manda os medicos pra fora e Joao Leite segue deitado. Ele entende que é uma contusao armada. Leite é expulso pela cera, se levanta imediatamente.

Fim de jogo no Serra Dourada.

O arbitro sai de campo culpando o Galo, dizendo que é um time que ja entrou para isso em campo. Todos os comentaristas da transmissão e o treinador da seleção Tele Santana também condena o arbitro.

———————————————-

O que vi?

O jogo estava muito bom, os dois times jogavam lealmente e o arbitro apitava corretamente até o lance do Reinaldo.

Não há como alguns dizem uma sequencia de roubos até conseguir tirar o Galo da Libertadores. Há um erro grave e o resto do que houve é consequência deste erro. Ele não deveria ter expulsado o Reinaldo.

Vem o lance do Eder, que ele alega ter sido pisado pelo jogador e não há replay que mostre isso. Logo, considero que errou.

O que vem a seguir são expulsões “justas” por comportamento, mas naturais em virtude do erro do arbitro. Ou seja, um roteiro bastante previsível até. So que ao invés do arbitro ver que errou e fingir que nao está ouvindo, ele bancou a expulsão e deu vermelho pra quem o xingava.

Há um erro grave no jogo. A expulsao do Reinaldo. O restante é consequência disso. Então não consigo ver como um resultado armado, mas sim como uma arbitragem que transformou uma falta na maior bola de neve da história.

Sim, o Galo foi muito prejudicado. Mas por um lance,  não por 10 erros como alguns entendem ter acontecido. Partindo do principio de que ele achou a falta pra vermelho, as demais expulsões sao todas por algo que foi dito e invasão a campo. Logo, todas corretas.  Mas todas elas causadas por um erro dele.

Dá pra pegar o que estou dizendo?

Em resumo, não é o maior assalto da história porque há um erro de arbitragem apenas. Mas é sem dúvida a pior condução de um jogo que já vi. Mesmo errando ali, o juiz poderia ter se acalmado, ignorado uns 5 minutos de xingamentos do time do Galo e segue o jogo. Ele quis bancar, peitar e ter razão… virou o maior vilão de todos os tempos.

E se você ficou curioso e também quer ver, são apenas 35 minutos. Segue o video abaixo.

abs,
RicaPerrone

A maior humilhação possível

Eu não sou advogado, logo não vou entrar no mérito se é estupro ou não, se no código diz isso ou aquilo. Na real, bem na real, eu quero que se foda o que diz a lei.

O que eu quero mesmo é que se foda a maior parte das coisas que temos como pilar desse país e dessa sociedade absolutamente doente.  E não, não sou um encantadinho com “lá fora”.  Venezuela é “lá fora”. Cuba é “lá fora”.  Voltei de San Francisco há 5 dias, e lá tem mais mendigo que no Rio de Janeiro.

“Lá fora” é relativo.  O que me importa é aqui dentro. E de todos os últimos episódios que nos fazem ter vergonha de viver aqui, acho que nenhum mexeu tanto comigo quanto esse. Por algum motivo eu imaginei minha filha, minha namorada, minha mãe. E eu sinceramente não consigo achar uma forma de dimensionar a humilhação que é pra essa mulher, e todas as demais, ouvir que o rapaz fez isso pela décima vez e… segue o jogo.

Eu sou de uma época onde 80% das coisas feitas hoje em dia com naturalidade já assustariam. Mas dizer pra nós, brasileiros, que é possível que alguém goze na cara da sua mãe na rua e que isso seja relativizado…?  Não me lembro de nenhuma parecida.

Se ele vai se preso por assédio, por estupro ou por imbecilidade, não me importa.  Um juiz dizer que não houve contrangimento é como se os limites fossem todos jogados no lixo na sua frente. Como se tudo que seus pais e avós te passaram se tornasse uma piada em questão de segundos.

Prendam o sujeito. Mas especialmente, por todos nós e não só pela vítima, tirem deste juiz o poder de sentenciar qualquer coisa. E se ele tiver razão legal, rasguem o codigo penal, o que for.

Eu não me lembro de uma humilhação tão grande. E não me refiro a ser ejaculado. Mas a de ser brasileiro neste momento.

abs,
RicaPerrone

Minha tese sobre arbitragem no Brasil

Primeiro vamos parar com o papo de “só aqui”, blá, blá, blá porque toda porra de campeonato, Copa ou Champions League tem erros grotescos de arbitragem, com a diferença de que a mídia não fica em cima disso porque o time do jornalista não foi eliminado.

Todo ano inventa-se uma nova tese. Outro dia era pró-Rio, agora os de SP ganhando é uma campanha pró-SP, e assim vai até que na final da Copa do Brasil dois mineiros se enfrentem e digam que, ou foi pró-MG, ou contra tudo e todos.

Fato é que as vezes eles erram mais pra um e menos pra outros.  E na minha cabeça é razoável entender como acontece.

(Sim, eu vou partir do princípio que são profissionais honestos)

O futebol brasileiro é completamente político. Do seu clube ao presidente da CBF, a meritocracia é muito baixa e na falta de estrutura empresarial, a politica move quase tudo. Assim sendo, juizes tem que estar bem com a CBF e para isso devem receber menos pressão dos clubes.

Quando o Corinthians é prejudicado pesa X. Quando o Fluminense é prejudicado, pesa meio X.  Logo, toda vez que o juiz tiver uma dúvida entre os dois, ele vai apitar pro Corinthians.  Ele, eu você, qualquer um de nós.  Você está ali defendendo o seu e não uma paixão.  Ele quer errar o menos possível. E se for errar, contra quem menos tiver força de pressiona-lo.

“Mas então você está dizendo que…”

Não! Devagar. Estou tentando explicar onde encontro lógica para a arbitragem pender para lados em determinados momentos.  Porque os times do RJ estão reclamando da arbitragem mais que os paulistas?  Porque a diretoria toda da CBF hoje é paulista. E não quer dizer que eles digam pro juiz: “Ajude o paulista”.  Quer dizer que o arbitro sabe disso e que se influencia psicologicamente.

O arbitro tem dúvidas o tempo todo. Imagine você Grêmio x Chapecoense, um lance na área, aconteceu, você não viu com detalhes, o bandeira não pode ajudar, você tem 1 segundo pra apitar.  Você apita pro Grêmio, irmão! Vamos ser honestos com o instinto humano de sobrevivência.

Arbitro nenhum é burro de querer eternizar seu nome como o cara que “roubou” um time de massa.

Não acredito em nada de armado até que me provem. E se você acreditar e continuar vendo e vibrando com isso, és um tremendo babaca.

Poderíamos ser o primeiro país a profissionalizar a arbitragem num nível acima de confederações e federações, diminuido a influencia política sobre as decisões e portanto dando mais tranquilidade ao arbitro?

Não. Não podemos.

Porque a base do futebol de qualquer país são os clubes. E se eles são totalmente políticos, sem critérios e baseados no relacionamento para determinar poderes, é impossível que acima deles haja algo que seja diferente disso.

Insisto até o último dia que escrever sobre esportes: Reclame com seu time. Ele pode mudar tudo.  A CBF, a Federação, a puta que pariu, são nada sem os clubes. Nunca o contrário.

abs,
RicaPerrone

Dudu é consequencia

É semana sem erro de arbitragem, e então o STJD rouba a cena pra ele.  Só que dessa vez, enquanto todo mundo condena o tribunal pela punição patética ao palmeirense, esquecem que ele está sendo apenas coerente, já que foi isso que fez com Petros.

A punição ao Dudu nada mais é do que manutenção de critério. Se Petros, que agrediu o árbitro por trás, levou 6 jogos, dá 4 pro Dudu, que pelo menos “assumiu” que agrediu e ficou no lance ao invés de simular um encontrão.

Cinco, seis, quatro. Tanto faz! Isso é mero detalhe. O árbitro não pode ser xingado que o jogador toma gancho. Imagine agredido!

Não existe argumento que faça qualquer pessoa de bom senso entender que isso não é caso pra, sei lá, uns 6 meses de gancho. É gravíssimo, raro, tosco.  E quando o STJD dá 6 jogos pro Petros ele diz pra todo mundo que dar uma porrada no árbitro é um erro para mais ou menos 6 partidas.

Ou seja, só se você jogar uma bomba na cara do juiz, matar uns 3 em campo e cuspir na súmula, talvez, você leve um gancho de verdade. Menos do que isso, 6 jogos e vamos em frente.

O Dudu? Ora, o Dudu é consequência.  O STJD não tem como dar 6 meses pro Dudu tendo dado 6 jogos pro Petros. O erro foi ali, no primeiro caso.

Agora repete-se, e repetirão sempre sob o argumento de que se um levou 6, outro também deve levar. E quem vai dizer que não?

STJD é a maior palhaçada do mundo. Mas eles gostam, pois até nas mais simples situações eles fazem questão de se vestir de palhaços e nos fazer rir. Porque chorar já não dá mais.

Eu vejo boa intenção em muita gente que cuida do futebol brasileiro. Mas a burrice de algumas pessoas é tão grande, o rabo preso é tão claro que não conseguem mexer no mais óbvio e incompetente setor do futebol.

Segue o jogo. Até que alguém de fato faça a bola parar de rolar. Enquanto isso, você acha graça quando seu time se dá bem, sem perceber que é só um precedente pra te tirar do sério amanhã.

Alguém por favor compre o futebol brasileiro.  É mais digno ser vendido do que usado. Pelo menos você cobrou.

abs,
RicaPerrone