Palmeiras

Dia de Palmeiras

Não vou “gastar” parágrafos para registrar o óbvio. Que Tolói foi burro, que Ceni cometeu um erro, que isso muda tudo e que o Palmeiras “soube aproveitar”.

Estarei cometendo um erro mais grotesco que o do Tolói se após uma épica vitória dessas eu olhasse o lado derrotado e tentasse explicar os “porques”, desmerecendo por tabela o vencedor.

E que vitória! Um time que jogou futebol, fez 3 golaços, teve a chance de fazer mais uns 2 e em momento algum da partida forçou uma goleada.

Estaria colocando meu lado torcedor “um passo a frente”, como Ceni, para avaliar o erro e não o espetacular gol de Robinho.  Rogério é pano de fundo, por mais delicioso que seja ao palmeirense.

Como foi ver Dudu, alvo de uma disputa sem fim no começo do ano, deitando, rolando e até se pendurando nas costas da defesa do rival.

Era dia de Palmeiras. Só do Palmeiras.

E em respeito a isso, deixo pra amanhã qualquer comentário sobre os motivos que levaram “o São Paulo a derrota”.  Até porque o principal motivo está no contexto:  O Palmeiras.

abs,
RicaPerrone

O público dos pontos corridos

Desde 2003 a CBF tem as médias de público do Brasileirão publicadas oficialmente no final de cada campeonato. Com isso ficou mais fácil saber quem vai mais ao estádio na era dos pontos corridos.

Não é preciso lembrar que todos jogaram o mesmo número de partidas, embora alguns de férias, outros festejando. Ainda que com as obras da Copa tirando os estádios de seus clubes, é possível ter uma noção suficiente para elogiar as torcidas de Flamengo e Corinthians, sendo que neste período, diferente dos paulistas, o rubro-negro só esteve perto de título duas vezes.

Já o Santos, que teve neste período as safras Robinho e Neymar… deixa a desejar.

mediaptcorridos

Sr. Olhão avalia os reforços do Palmeiras

Amigos preparem-se, hoje falarei sobre o Palmeiras, e como foram contratados, 19 jogadores, ou seja quase 2 times inteiros serei breve com os jogadores mais conhecidos. Comecemos pelos menos conhecidos:

Ryder – atacante – surgiu na base do Bahia, fez uma taça SP muito boa em 2013 quando foi vendido à Fiorentina, ficou no Bahia 6 meses e se aventurou na Europa. É um atacante hábil, com boa condução de bola e passe. É técnico tabela e finaliza bem. Em seu empréstimo ao Cordoba na Espanha não foi bem.

Kelvin – atacante – foi titular e decisivo no Porto, perdeu um pouco de destaque por lesões e por alguns casos de indisciplina. É um atacante rápido e muito hábil, jogador agudo que vai para cima. Conduz bem a bola porem peca um pouco na finalização. Se conseguir ficar longe do DM é um bom reforço.

Andrei Girotto – volante – 2º. Volante com boa chegada a área adversaria e chute. Além de bom passador Andrei é bom marcador, rouba muitas bolas porém muitas vezes chega com muita saúde o que o leva muitas vezes a levar cartão. Otimo reforço tem tudo para suprir suspensões e lesões dos titulares.

Leandro Pereira – centroavante – É um atacante de área, daqueles muito grossos porém com bom posicionamento, será semelhante a Henrique, perde 5 mas faz 1. Alias, Rafael Marques é igualzinho só um pouco melhor no cabeceio.

Amaral – 1º. Volante – grosso e violento, aliás o Palmeiras tem os bons jovens Renato e Gabriel Dias, o que faz a contratação de Amaral desnecessária. Sinceramente para compor elenco eu prefiro prestigiar minha base.

Jackson – zagueiro – técnico, tem boa colocação em campo e velocidade. Surgiu na base do SPFC foi mal aproveitado no Inter, e se destacou no Goiás ano passado. É um zagueiro tranquilo que não costuma falhar. Bom de cabeça no ataque e na defesa.

Victor Hugo – zagueiro – era desconhecido da torcida até a falha feia no clássico, zagueiro lento, passa mal e é faltoso. Não tem boa colocação, outra contratação que não entendi.

Victor Ramos – zagueiro – é bom tecnicamente, sabe se posicionar, porém é muito lento e de cabeça não é tão preciso quanto se gostaria em um zagueiro. Ao lado de um zagueiro rápido vai bem.

Robinho – meia – é um meia condutor de bola, típico formiguinha, trabalhador, dinâmico estará por todos os lugares do campo. Passa e tabela bem, chega a frente com facilidade. Porém quando marcado tende a sumir, e mais coadjuvante que protagonista.

Lucas – lateral direito – gosto bastante de Lucas, o vejo como um lateral que sabe chegar a frente e cruzar com precisão. Possui alguma habilidade, é técnico porém não muito veloz. Marca mais ou menos terá sempre que ter alguém de olho nas suas subidas.

Gabriel – volante – intercepta muitas bolas, não é um marcador no estilo carrapato, prefere cercar e diminuir os espaços. Tem muita qualidade na saída de bola ótimo passe e tabela. Fará um grande dupla com Arouca, alternando as saídas.

João Paulo – lateral esquerdo – o vi muito pouco para emitir uma opinião.

Zé Roberto – lateral esquerdo/volante – Vitalidade e Liderança,

Cleiton Xavier – meia – qualidade no passe e chute, veremos quanto tempo levara para se adaptar ao Brasil

Aranha – goleiro – falha muito e vive fora de forma, não entendi sua contratação.

Alan Patrick – meia atacante – hábil bom para abrir defesas, foi muito mal no Inter ano passado.

Arouca – volante – talvez o melhor volante em atividade no Brasil

Dudu – meia atacante – deixei o mais polêmico para o fim. Conduz bem a bola e tabela bem. Sinceramente acho o Dudu um jogador comum não vale o quanto foi disputado.

Ufa, chegamos ao fim. Penso que o Palmeiras exagerou muitas peças contratadas poderiam ser supridas com bons jogadores de base que estão sendo emprestados.

Críticas sugestões e opiniões mandem lá no @guimisantos.

Quem é o Sr. Olhão?

Guilherme Momensoh
10 anos de experiência no mercado do futebol
Paulista FC – Dep Marketing e Futebol
São Paulo FC – Socio Torcedor
RCD Espanyol – Olheiro mercado brasileiro
Villlarreal CF – Olheiro para o mercado Sulamericano
Cuiaba EC – Gerente de futebol
Consultoria Esportiva – gestão de futebol e marketing
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Péssimo negócio

Você pode avaliar um jogador na hora de contrata-lo de diversas formas. A mais apaixonada é pelo que você espera que ele faça. A mais lógica pelo que ele fez até hoje.

Valdívia, dizem, estaria negociando com o Flamengo. Rodrigo Caetano, porém, me afirmou que, hoje, a chance é zero.

Dizem também que seu salário é de meio milhão de reais. Eu entendo a carência do palmeirense pelo passado recente onde até Kleber Gladiador, a mentira mais bem contada da história do futebol brasileiro, virou ídolo.

Valdívia, ao contrário de Kleber, é tecnicamente um jogador diferenciado. Porém, aos 31 anos, não é mais hora de prometer e sim de fazer um balanço de sua carreira.

Nos últimos 5 anos de Palmeiras, jogou em média 28 partidas por temporada. O clube tem jogado em média 70.  Menos da metade deles com seu principal jogador.

De todos os gols que marcou desde a sua volta (16 – Média inferior a 4 por ano) , apenas 3 foram contra times grandes. Destes, apenas um numa vitória do Palmeiras.  (Contra o São Paulo no Paulistão de 2014).

Sua condição física é absolutamente contestável. Em raríssimas ocasiões fez uma sequencia grande sem se contundir no meio do caminho.

Eu não vou discutir o custo/beneficio de Valdívia pelos 500 mil. Serei mais bacana e vou avaliar numa possível redução pela metade de seu salário.

Você pagaria 250 mil reais a um jogador que não está em campo em 50% dos jogos, que nos últimos 5 anos fez 16 gols, sendo 3 em times grandes e que tem 31 anos?

Eu não.

abs,
RicaPerrone

Prontos!

É inegável o equilíbrio do clássico  em sua história tal qual a diferença dos times hoje em dia.

Pronto, o Corinthians encontrou um gol, trocou passes e não foi sufocado em momento algum na primeira etapa mesmo fora de casa e com time misto. O Palmeiras tem 20 caras novas e não tem nem como ter tido tempo de transforma-las num time ainda.

Se havia um favorito de véspera, era o Corinthians. Da compra de Dudu até a polêmica dos ingressos, amplificada pela escalação de alguns reservas, a situação foi se invertendo e dando ao Timão a condição de desafiado, não de desafiante.

Nada mais agradável do que ser franco atirador quando mais forte que seu oponente.

Se seria resolvido num detalhe, este detalhe acabou sendo mais do que o erro individual da defesa do Palmeiras. O detalhe acabou sendo, em todo segundo tempo, o equilíbrio de um time formado contra a tentativa pouco organizada de um time que ainda não se conhece.

Com 10, na justa expulsão de Cássio, o Corinthians teve não só um clássico pela frente como um teste pra Libertadores que já começou.

E a resposta é “sim”.  O Corinthians está pronto.

abs,
RicaPerrone

“O Palmeiras é grande”

Precisou partir de um jogador que jamais havia vestido essa camisa o discurso que todo palmeirense queria ouvir. Talvez por isso, ainda não contaminado pela mediocridade que tomou conta do clube nos últimos anos, Zé ainda sabe o que é o Palmeiras.

Num discurso digno de pastor de igreja, convenceu a todos ali que não entrariam em campo pra continuar a ouvir vaias e terem que, por obrigação, sair de alguma situação.  Mas sim entrar e ser Palmeiras, o favorito, o grande.

Joga-se futebol de duas formas: por prazer ou por obrigação.  Não há campeão em toda a história que tenha feito a segunda escolha.

Se neste sábado o óbvio era um Palmeiras, de novo, “obrigado a vencer” pra evitar vexame, Zé Roberto mudou o rumo.

O Palmeiras foi a campo pra ganhar, atropelou o adversário, jogou sorrindo e fez seu povo feliz. Como há muito não fazia, mas não pelo placar. Pela forma de vestir aquela camisa.

Jogadores de futebol são pagos para treinar e jogar. Ídolos são pagos para entender o que estão fazendo ali. Zé Roberto entendeu, e não satisfeito, ainda explicou para os demais.

Chega de Kléber, Keirrison e outros “ídolos” de mentira.

“O Palmeiras é grande!”.  Bata no peito e repita: “O Palmeiras é grande!”.

abs,
RicaPerrone

Valeu a pena

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Não é fácil fazer um elogio à base do Palmeiras. O histórico é ruim, o recente ainda pior. A ausência de conquistas apenas soma a falta de revelações contra o que é feito por lá.

Mas hoje, quando foram eliminados pro Botafogo SP, acho que se fosse Palmeirense teria saido feliz do estádio.

Pelo empenho, pelo ótimo Gabriel, pelo bom jogo que o time fez mesmo contra 11 dispostos a se defender desde o 1×0.  Um placar que aliás já era injusto, mas que por ser possível amamos futebol.

O Botafogo jogou por uma bola. Encontrou duas.

O Palmeiras cometeu erros, perdeu um pouco a cabeça, mas não é de se estranhar “falta de maturidade” num time de juniores.  Pelo contrário, é em torneios assim que amadurecem.

Não vai à decisão.  Mas sobem alguns bons valores e um rascunho de fora de série. Uma torcida feliz, uma camisa honrada e uma eliminação “injusta”, porém, honesta.

abs,
RicaPerrone

Sem saída

Audiência-do-Futebol

Quanto mais eu ouço ataques ao futebol brasileiro mais eu noto que a maioria das pessoas nunca se deu o trabalho de tentar entender a estrutura real dele pra encontrar sugestões reais para melhora-lo.

Não me refiro a estrutura física. A grande questão é estarmos sempre buscando “um modelo europeu” quando tudo lá se baseia na venda dos clubes e nossos clubes não podem ser vendidos. Ou seja, estamos andando em circulo.

A cota de tv é uma briga eterna. Mas quando a Globo passou a fechar individualmente com os clubes o acordo, morreu qualquer possibilidade de acerto comercial equilibrado. Mas ainda assim, se houver uma leitura mais inteligente e menos clubista, é bom que Flamengo e Corinthians ganhem cada vez mais.

Simplesmente porque não haverá uma reunião de clubes onde um deles diz: “Ok, pelo bem do torneio, ganharei menos pra equilibrar”. Isso não existe, nunca acontecerá, e é perda de tempo e atestado de burrice sugerir ou esperar essa conversa.

Portanto, sendo individual a negociação, quando um clube conseguir não dever pra Globo e puder escolher, ele poderá talvez dizer “não” aos X milhões dela. Mas nunca reclamar do fato do outro estar ganhando mais, afinal, é com o aumento de um da mesma classe que se aumenta os demais.

Cada centavo a mais que ganham Flamengo e Corinthians reflete num valor de mercado maior para o produto como um todo. Se até 2005 a camisa valia 8, hoje vale 50. E se vale 50 a do Flamengo, a do Fluminense valerá mais também. Não 50, sempre haverá uma dose de “tamanho de torcida” envolvido neste valor. Mas ganham todos.

Porque não ganham hoje então? Mentira. Ganham. Os clubes ganham hoje muito mais do que ganhavam antes com as cotas divididas. Todos eles, inclusive os que reclamam da diferença. A questão é que o Flamengo ganha 150 e numa negociação onde você deve dinheiro a Globo não tem como peitar, recusar 80 e pedir 120.

Ela, que não é uma ONG e sim uma empresa, vai tentar baratear pra lucrar. E o clube, com rabo preso, não pode barganhar muita coisa.

A Globo não coloca arma na cabeça de ninguém. Os clubes assinam com ela porque querem, porque é vantajoso e porque devem a ela.

Costumo dizer que o mais mediocre jornalista que conheci ficou puto quando seu colega passou a ganhar o dobro dele. Burro, parou de produzir e foi mandado embora. O que entrou em seu lugar entrou ganhando 50% mais do que ele ganhava.

É o mercado. Uma coisa puxa outra. E se os clubes não tem gestão contínua, ou seja, se a cada 3 anos querem deixar tudo fodido pro próximo por politica, não é a Globo ou uma impossível união entre eles formando uma liga que vai resolver.

Esquece.

Ou alguém “compra” o campeonato no Brasil, ou vamos andar em circulos. Ainda que assim nos permita ser o terceiro melhor campeonato nacional do mundo. Imagina se tivessemos rumo.

abs,
RicaPerrone

A síndrome do “nem queria mesmo”

Como uma epidemia de Dengue a síndrome do “eu nem queria mesmo” atingiu as zonas sul e leste de São Paulo neste domingo.  Logo cedo, ao acordar os primeiros sintomas foram “raiva” e “inveja”.

Como tratamento caseiro já cultural em todo país a primeira tentativa de combater a doença é reavaliando o alvo.  Neste caso, aquele que acordou as 10 desejando Dudu, já repensava seu valor as 11h30. As 13h, se bem tratados com doses de reavaliação já eram capazes de praticar até algum deboche.

No fim deste domingo a cidade de São Paulo quase toda, excluindo as colônias italianas, já consideravam Dudu uma mentira bem contada. Um reforço fraco, e que o Palmeiras “os livrou” dele.

Mentira. Todo mundo queria um dos destaques do Brasileirão do ano passado. Não sei se pelo quanto pediram, pelo que o Palmeiras ofereceu. Mas queriam, brigaram por ele, levaram a público sua paixão e agora não podem fingir que “nem se importam” com o casamento “dela”.

Chapéu, dizem.  Eu acho golaço.  O chapéu é parte da jogada.

Primeiro porque não há nada de anti-ético em negociar com um jogador que está sendo negociado com diversos clubes.  Segundo que ele não pertencia a nenhum dos clubes. E mesmo se pertencesse, que diabos de cooperativa é essa que não estou sabendo onde os clubes brasileiros se ajudam e pensam no bem do futebol?

Faça-me o favor. Tudo farinha do mesmo saco.  Não tem ninguém em nenhum dos clubes brasileiros disposto a perder 1 minuto do seu dia para pensar no futebol ao invés do beneficio do seu clube apenas. Assim sendo, que seja como na selva.

Eu gosto do Dudu. Levo fé, acho que tem potencial.  Se eu fosse o São Paulo teria saido quando ele escolheu publicamente o rival. Se eu fosse o Corinthians teria logo fechado. Se eu fosse o Palmeiras teria feito exatamente o que ele fez.

E se eu fosse palmeirense, hoje, estaria rindo e debochando.  Como não sou, acho que vou reavaliar o Dudu e volto com outro post na terça-feira.

abs,
RicaPerrone

Jogo Rápido: Renê no Bota, Oswaldo no Palmeiras, Doriva no Vasco

15/12/2014

– Apresentação do novo programa
– Renê Simões no Botafogo
– Oswaldo Oliveira no Palmeiras
– Doriva no Vasco

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