Palmeiras

Público e Renda 2014 – Final

O Brasileirão terminou. Os números são finais.  O Vasco, na série B, está na listagem por ser um dos 12 grandes que o blog se propõe a tratar.

Porém, dados devem ser relevados. Por exemplo

– A renda líquida depende muito do que o clube tem por sócio torcedor. Alguns não pagam, outros descontam na hora, outros não. Portanto, é muito difícil levar a “renda líquida” em consideração hoje em dia.

– Os clubes cariocas são os únicos a jogar clássicos meio a meio. Nestes casos, a renda bruta é considerada para ambos e a líquida apenas ao mandante. Em dois turnos os valores acabam equalizador.

Isso não é Palmeiras

Não sei bem por onde começar o texto. Menos ainda por onde passar e onde terminá-lo. É uma vontade tremenda de dizer aos palmeirenses que tudo acabou bem, que deu tudo “certo” e que em 2015 o clube poderá tentar sua retomada ainda na série A.

Mas é inaceitável que esse não rebaixamento seja uma vitória. Até porque, nem pra isso esse time serviu. Empataram um jogo amistoso contra 11 cones de rodinhas que no segundo tempo não estavam nem aí pro jogo. Ainda assim o Palmeiras não conseguiu vencer.

É constrangedor buscar algo a se exaltar quando o Palmeiras entra em campo pra atropelar um time reserva de férias em nome de sua honra e chega a jogar recuado, sem buscar o gol durante mais de 45 minutos.

Só não me sinto realmente estúpido em dizer isso num dia “feliz” pois quando acabou a partida e o Santos salvou o Verdão os próprios palmeirenses, a exemplo dos vascaínos no Maracanã, conseguiram controlar seu alívio e expor apenas sua revolta.

Sem vergonha, sim senhor! Time sem alma, sem referência, sem qualidade e sem capacidade pra vestir a camisa do Palmeiras. Diretoria, idem. Mas aí não chega a ser novidade.

Reeleitos, talvez por falta de opção talvez por mero gosto pela dor, o “novo Palmeiras” não tem nem rascunho ainda. Mas tem em sua torcida uma gente que não se rendeu a mediocridade recente do clube e que não comemora qualquer porcaria.

Sem vergonha, sim!

E que o Allianz Parque saiba que não foi apresentado ainda ao seu dono de fato. Como não teve seu primeiro gol, ou sequer um sonoro aplauso merecido a um de seus protagonistas.

Isso não é Palmeiras. E que bom que eles sabem.

abs,
RIcaPerrone

Alex, o 10 que não voltou pra marcar

Alex vai parar. Eu não faço parte daquele grupo de torcedores ou jornalistas que acham Alex um injustiçado. Nem acho que ele tenha sido um jogador tão incontestável assim.

Mas acho, como a maioria, que foi um craque e que talvez seja o último dos nossos camisas 10.

Engraçado, curioso, quase cretino, é ver a mesma mídia que contesta o futebol “ultrapassado” do Brasil chorando a perda de um jogador totalmente brasileiro, que se mexe pouco, marca mal, dorme e acorda, vive de técnica e que vai contra tudo aquilo que hoje pregam os entendidos.

Afinal, lamenta-se o fim de Alex ou comemora-se? Pelo que vejo na mídia não suportam mais jogadores como ele. Queremos mais volantes, mais corredores, mais tática, menos espaços, mais europa, menos Brasil.

Palmeiras, Cruzeiro, o Fenerbahce e o Coxa tiveram o privilégio de poder exaltar e guardar em suas histórias os lances deste craque que jamais apareceu perto da sua grande área.

E o que mais gosto no Alex, juro, é o fato dele não ter voltado pra marcar.

Não sei se por convicção, falta de preparo físico, incapacidade defensiva ou teimosia. Sei que Alex começou e vai parar como camisa 10. Mas o nosso! Nao um “Ballack” disfarçado de craque. Um craque legítimo, decisivo, que usa seu talento para fazer diferença, não para equilibrar jogos táticos.

A seleção não teve Alex muito por culpa de suas fases de apagão também, é bom que se registre. Mas o maior ídolo de um clube da Turquia, um grande nome da história de Cruzeiro, Palmeiras e Coxa não pode ser colocado como “injustiçado”.

Injustiçada é a bola, que vai deixar de rolar nos pés dele pra cair na canela de algum volante moderno, que corre pra caralho, e só.

Alex aceitava qualquer condição na carreira, menos a de mediocre. Ou era pra resolver, ou pra desaparecer.  Mas coadjuvante, nem pensar.

Como nós, brasileiros, não pensávamos.  Agora já nos adaptamos.

Mais Alex. Doa a cobertura de lateral que doer! Perdendo a segunda bola se necessário. Talvez até mesmo alguns jogos. Mas com Alex não perdemos a alma.

Obrigado, craque! Não pelos gols, mas pela resistência técnica num mar de mediocridade.

abs,
RicaPerrone

Sr. Olhão: Gabriel Fernando – A salvação palmeirense?

Olá pessoal, tudo bom? Mais uma vez por aqui o Sr. Olhão. Esse último final de semana tive o prazer de ir até a rua javari em São Paulo, para quem não conhece vale a pena ir, é uma viagem no tempo.

Mas não estou por aqui para falar de estádios antigos mas sim de novos talentos que logo vocês verão arrebentando os gramados do Brasil. O jogo foi um Palmeiras X São Paulo sub -17, e a razão da minha ida foi ver Gabriel Fernando. Ai você pergunta quem?

Gabriel Fernando, que na minha opinião deveria ser chamado pelo seu apelido de infância, Borel, tem 35 gols em 20 jogos pelo time sub-17 do Palmeiras, eu já o acompanho desde o ano passado quando o vi atuando no Pacaembu pela Copa do Brasil sub 17. Esse ano ele foi alçado aos profissionais pelo então técnico do Palmeiras, o argentino, Gareca.

Teríamos aqui o novo Messias, o salvador da pátria da ultimamente tão sofrida torcida do Palmeiras? A torcida parece acreditar, já que sábado pelo menos 2 mil palmeirenses encheram a Javari para vê-lo.

Mas quem é o Borel? É um meia atacante de muitas qualidades, é rápido, de drible fácil, uma habilidade impressionante, e além de tudo isso, na frente do goleiro não bobeia marca. É decisivo não some em jogos, chama o jogo o tempo todo, é ousado, inteligente, e provocador, algo que pouco vemos em campo nos dias de hoje.

Porém, Borel ainda é muito novo, tem apenas 17 anos e isso faz-se claro no seu físico, ele ainda é muito franzino e quando esteve em categorias acima não se destacou tanto. Além disso, desde que iniciada a polemica sobre sua renovação de contrato, foi especulado que São Paulo, Santos e Corinthians o queriam, ele despencou de produção, perdeu gols que não perderia, e sumiu em alguns jogos.

Eu acredito, que Borel tem tudo para ser sim um jogador excepcional, alguém que trará muitas alegrias à torcida do Palmeiras, que outras torcidas de todo o Brasil lotarão estádios para vê-lo. Porém nesse momento ele é um jovem que precisa ser muito bem cuidado, dentro e fora de campo, para que não seja mais um projeto de craque que no máximo se destacará em uma serie B.

Quem é o Sr. Olhão?

Guilherme Momensoh

10 anos de experiência no mercado do futebol

Paulista FC – Dep Marketing e Futebol
São Paulo FC – Socio Torcedor
RCD Espanyol – Olheiro mercado brasileiro
Villlarreal CF – Olheiro para o mercado Sulamericano
Cuiaba EC – Gerente de futebol
Consultoria Esportiva – gestão de futebol e marketing

Allianz, porra!

Hoje o Palmeiras abriu as portas de sua nova casa para o mundo. O Allianz Parque é maravilhoso, incomparável num raio de mil quilômetros, eu diria.

Honestamente, a derrota pro Sport vai ser apenas mais uma piadinha do futebol. Então, vamos ao que importa.  A hipocrisia, ao nível de auto destruição e a falta de vergonha na cara da imprensa brasileira de modo geral.

O Palmeiras vendeu essa “porra” de nome por 300 milhões, o que ajuda a pagar o estádio e dar ao clube, ao futebol e a imprensa que o cobre melhores condições.

Eu canso de ouvir jornalistas babando ovo na maldida “Barclays”, ou citando o mesmo “Allianz” da Alemanha. Hoje, que com cuidado naveguei e troquei de canal várias vezes, não vi ninguém chamar o estádio pelo nome.

Porque nós, jornalista, somos tão estúpidos comercialmente que não conseguimos perceber o quanto fazemos parte disso tudo e o quanto influenciamos no investimento em nosso futebol.

O mesmo babaca que chama o campeonato inglês de Barclays não tem coragem de chamar a Copa do Brasil de Copa Sadia. Porque? Porque ele acha do caralho um banco gringo que nem sabe onde fica, mas não privilegiar o campeonato que ele consome de fato.

O que vimos hoje foi uma demonstração típica do quanto a imprensa é hipócrita e despreparada para cobrir um evento de entretenimento onde ela colhe os lucros juntamente com os envolvidos.

Quando a emissora não deixa, ok. No twitter, no facebook e numa rádio de quinta, você fala o nome que quiser. Inclusive o correto.

É o típico jornalista de emissora que cobra apoio a esporte olímpico e não fala o nome do patrocinador do vôlei na transmissão.

Parabéns Palmeiras pelo novo Allianz Parque.

Hoje perdeu o Palmeiras em campo, e todos nós fora dele. Porque o 7×1 é nosso também.

abs,
RicaPerrone

Classificação Planejada 2014

Todo começo de temporada os treinadores fazem um planejamento. Aí você pode perguntar: “Que diabos de planejamento é esse? Ele planeja perder? Não era pra tentar ganhar todas?”. Sim, era. Mas nem treinador é tão apaixonado e maluco de imaginar que vencerá todos os jogos de um campeonato como o Brasileirão.

Assim sendo, eles planejam uma forma média de atingir os pontos do último campeão, ou perto disso. E você pode se perguntar: “Qual critério ele usa pra saber onde pode perder ou onde tem que ganhar?!”.

Normalmente eles seguem uma linha simples.Ganhar todas em casa, bater nos pequenos fora, empatar com os médios e aceitam perder pros gigantes fora de casa. Esta soma dá o suficiente para você estar, no mínimo, brigando pelo título. A não ser que alguém dispare e quebre todo planejamento.

O mais afoito pergunta: “Mas se um time tem 20 pontos e o outro 18, com os mesmos 13 jogos, é óbvio que ele está melhor, não?!”.Não. E se o que tem 20 pegou 5 pequenos fora, 1 clássico e 7 grandes em casa? Significa que ele pegará os 7 grandes fora no returno. Talvez os 18 pontos conquistados sobre clubes mais fortes sejam mais valiosos do que 20 em pequenos.

Atenção:
– Todos os times, se cumprissem os pontos sugeridos, chegariam a 72 pontos.
– Alguns times podem perder clássicos, outros não. Isso porque alguns tem 2 clássicos por ano, outros 6.
– “Ah mas se meu time perder um jogo que era pra ganhar, ja era?” Não. Você calcula por outro jogo que “não era pra ganhar” e equilibra. Compensa.
– Eu não entendi! Facilitando: O importante não é seguir a risca os resultados. É chegar a rodada X perto ou com mais dos pontos planejados pra rodada X. O percentual diz o quanto seu time fez de pontos perto do que DEVERIA ter feito até aqui para brigar pelos 73 pontos. Só isso.
Enfim, aí está! Se você não entendeu, pergunta pro amiguinho do lado que ele explica.

IMPORTANTE: Caro leitor, parece estranho mas é matemática. Se seu time tem 20 pts e “planejava 30″, ele tem 66,7% de aproveitamento. Se tem 23 de 33 planejados, ou seja, venceu a rodada que tinha que vencer, ele não mantém os 66,7%. Ele vai a 69,7%. Faça a conta você mesmo. Eu não inventei a matemática, juro.

Perguntas que você pode fazer:

1) Porque o Bahia é empate fora e o Figueirense não?
Discorda? Então, na hora de fazer a conta, inverte. O basico da coisa não é qual time é empate ou não entre os médios. É que 3 deles sejam aceitáveis empatar fora, os outros não.
2) Porque 72 pontos?
Porque é um número de pontos que aproxima muito do título.
4) Porque os critérios com Paulistas e cariocas são diferentes em clássicos?
Porque no Rio “faltou” um clássico em 2014 em virtude da queda do Vasco. Para equilibrar, o Santos foi colocado como “vitória em casa” e “derrota fora” nos clássicos de SP.
5) Porque numa tabela o time X deve perder pro Y e na outra empatar?
Porque uma tabela não tem relação com outra. Pro time X chegar a 72 pts ele tem q ganhar do Y. Mas pro Y chegar, pode ter q empatar com X.  São tabelas individuais.

abs,
RicaPerrone

Ainda não!

Por mais teimosa que seja a matemática, neste caso ela ainda sobrevive sobre a praticidade dos fatos.

O São Paulo venceu o Palmeiras e negou ao Cruzeiro o título, ao Verdão o alívio.

Uma atuação de força e oportunismo. Sendo pressionado no segundo tempo mas com uma diferença de qualidade técnica entre os dois times que chega a ficar desagradável chamar de “clássico”.

Mas era. E com o 2×0 o São Paulo mantém 4 pontos atrás do Cruzeiro, que joga quinta contra o Grêmio lá, jogo que considero o mais difícil do returno pra eles. Em seguida, o São Paulo decide contra dois times de férias. O Cruzeiro, contra apenas um.

A tendência natural é que seja mais complicado pro time mineiro, mas ainda assim são 4 pontos e mais do que isso, o saldo, o número de vitórias, e portanto uma diferença que obrigatoriamente tem que ser de 5 pontos. Se tirar os 4 o São Paulo não ganha o campeonato.

O Palmeiras, com 39, volta a rezar. Mas relaxa, das 4 restantes, 2 de férias. Se não fizer os 6 pontos contra time que joga pra cumprir tabela é brincadeira.

É iminente o não rebaixamento do Palmeiras, tal qual o título do Cruzeiro. Mas ainda não foi dessa vez que deu pra confirmar.

abs,
RicaPerrone

Rindo de quê?

São anos de muito sofrimento para a torcida do Palmeiras que, esperamos, acabem com a nova Arena que vem aí.  Neste período aprende-se muito e normalmente até aumenta sua paixão, já que é preciso defende-lo.

E então a bola rola e por 90 minutos o Palmeiras é melhor que o Corinthians.  Por esforço, atenção, seriedade, vontade.  Acima do que se espera dele, o Palmeiras flertou com uma coroação de uma retomada.

Do outro lado o time do “tanto faz” parecia fazer o menor esforço possível para, quem sabe, se desse, empatar o jogo. É assim esse Corinthians sonolento que não vibra com nada e se apresenta insistentemente  abaixo do que deve.

Aos trinta e tralalá o Valdívia resolve debochar, fazer cera, chamar a torcida e ficar se jogando no chão.  É a risadinha final do vencedor que não venceu ainda.  Contra um morto que ainda respira.

Danilo, nascido para protagonista, resolve acertar um lance no final e o que era uma festa certa vira um empate injusto, melancólico e invaiável.

Palmeiras foi melhor.  Tão melhor que em determinado momento acreditou que de fato era mais time. Mas não é. E num surto de técnica que os separa, Danilo riu por último, e melhor.

abs,
RicaPerrone

Momento difícil

Eu não assisti ao jogo do Cruzeiro hoje. Mas quando cheguei em casa e liguei a TV um jogador que nem me lembro qual falava do “momento difícil” que o time está passando.

Eu quis agredi-lo por um minuto, confesso.

E se eu fosse botafoguense, palmeirense, torcedor de outro grande clube qualquer de que fato vive uma fase complicada, teria sentido uma inveja quase irritante.

Entro no twitter e leio cruzeirenses discutindo “o que está havendo”, afinal, onde já se viu um time liderar 30 rodadas e faltando 8 estar apenas 7 pontos na frente do segundo campeonato sendo este o mais equilibrado campeonato do mundo?

Eu pergunto a você, cruzeirense preocupado:  tu não tem o que fazer, não?

Vai arrumar uma unha encravada, uma gripe, uma diarréia.

“Contra tudo e contra todos!”, “Eles não querem que sejamos campeões!”, “Vai ser duro mas vamos conseguir!”, “Nada é fácil!”, são algumas das frases fantásticas que encontrei por ai.  Todas elas tentando transformar em heróico e emocionante algo que os méritos do Cruzeiro transformaram em fácil e homeopático.

Ô cruzeirense, tu tá com a Juliana Paes e a Isis Valverde na cama e reclamando que não sabe ainda qual vai querer.

É foda. Vai que depois uma delas se apega e fica ligando, né…?

abs,
RicaPerrone

A notícia certa

Corrigindo uma informação que tem sido divulgada neste domingo, quero sugerir aos colegas jornalistas uma nova abordagem.

Briga de gangues quebra um parachoques na Anchieta

Durante a tarde deste domingo dezenas de pessoas foram até a estrada que liga Santos a São Paulo, disfarçados de palmeirenses e santistas, para fazer uma guerra armada.

Levaram paus e pedras para tentar matar as pessoas da gangue rival. No meio disso, vítimas passavam com seus carros.

A vítima maior, ainda não identificada, passava pelo local e teve seu parachoques atingido por um marginal, que aliás, não resistiu e morreu.

Não se sabe se ele tem seguro e se precisará do carro para trabalhar amanhã. Fato é que pobre cidadão viajava tranquilamente quando teve seu carro atingido por um marginal descontrolado.

Outras vítimas ficaram presas no trânsito por horas atrasando almoços com suas dignas famílias.  Outros até cancelaram a viagem em virtude da guerra.

As gangues não foram identificadas, mas especula-se que estarão com plumas e carros alegóricos fugindo das autoridades no sambódromo do Anhembi em fevereiro de 2015.

A polícia alega dificuldade em encontra-los.