Palmeiras

2×0 pra “eles”

Não, não tô maluco. Eu vi o jogo, sei que o placar não foi 2×0.  Me refiro aos dois jogos do Fogão após a “loucura” do presidente em afastar 4 titulares em meio a uma crise pesada.

Com toda sua torcida contra, correu o risco de ser o salvador ou o vilão do rebaixamento.  Não entendi os motivos, até porque não houve explicação. Mas em campo, contra Vitória e Palmeiras, mesmo aplicado e correndo até o fim, o Fogão perdeu as duas.

Nessa guerra travada entre diretorias e torcidas, a do Palmeiras terá uma trégua.  Mas não porque funcionou e sim porque venceu 2 partidas que não podiam vir em melhor hora.

Quando se falava em “fazer uma loucura” pra evitar a queda, a diretoria negou. Disse que ia com o tinha, e que bastaria. Hoje, basta.

Ao contrário do Botafogo, que tinha um time até suficiente pra evitar a queda e o desfez por conta própria.

Das soluções encontradas, 2×0 pra “eles”.

“Eles”, o Palmeiras.

Mas ainda tem jogo. Muito jogo.

abs,
RicaPerrone

“Imponente”

Clubes devem ter alma.  Depois zagueiros, goleiros, volantes e atacantes. Antes de tudo, alma e identidade.

O Palmeiras se declara “imponente” desde o primeiro trecho do hino e confirma a indicação ao longo de sua história.   Se há uma característica perdida neste momento é a tal “imponência”.

Em casa ou fora, pouco importa, o adversário faz contas pra somar 3 e não mais como aquele jogo quase impossível.   Não se fecha mais ou menos para encará-lo e sabe que sua torcida precisa de 15 minutos para inverter a pressão.

O Palmeiras que recebeu o Inter foi até o jogo onde Abel testou um time mais ofensivo. Não por acaso.

Num verdadeiro festival de mediocridade técnica com um treinador que se fosse brasileiro e se chamasse Zézinho seria espinafrado pela mídia, o clube vive um risco real de ir pela terceira vez a segunda divisão.

E eu não me refiro apenas a um time grande. Mas dentro do país, o maior dos campeões.

O Inter é um time que oscila e também não gera segurança alguma ao seu torcedor. Mas oscila onde pode oscilar um time grande.  Entre os primeiros, perto de títulos, ganhando de vez em quando e sempre rodeando os protagonistas.

É essa insegurança que o Palmeiras precisa encontrar.

Até mesmo pra perder é preciso um pouco de alma. Esse Palmeiras perde de todo jeito. Não há “um problema” identificável.  São todos, da fragilidade do elenco ao trabalho ruim do treinador, somado ao passado recente, ao descrédito da torcida, a cobrança que piora o ambiente e a soma disso tudo que resulta em atuações cada vez piores.

Não revela ninguém, contrata mal, vende pouco, trocou os mais diversos estilos de presidentes. Nada funcionou.

Enquanto isso o Inter pouco muda, nem sempre ganha, mas está sempre funcionando ou muito perto disso.

Alma e Identidade.

O Palmeiras não parece o Palmeiras.  E é o mais longe de ser Palmeiras que já vi atuar.

abs,
RicaPerrone

Os confrontos – Copa do Brasil

As vezes as lendas do futebol se tornam fatos. Dizem que o Flamengo é sortudo, o Botafogo azarado.

Dizem que o Cruzeiro, quando em boa fase, não passa perrengue e ganha tudo com enorme facilidade. Dizem também que o Grêmio é copeiro, o Santos, nem tanto.

Talvez para acabar com algumas delas, talvez para alimenta-las, o sorteio da Copa do Brasil colocou o Botafogo com a certeza de que, se passar, pega um grande nas quartas. E o Flamengo com o caminho sem um dos grandes até as semi.

O que significa que o Botafogo está em situação mais complicada. Ou talvez o Vasco, que pode ter o Cruzeiro logo em seguida.  Mas na real também implica no favoritismo rubro-negro, o que jamais foi exatamente uma garantia de sucesso.

Entre lendas e mitos, segue a Copa do Brasil. Hoje, o mais empolgante campeonato do país.

Gremio x Santos – Jogo igual. Grande confronto, uma pegada diferente. O Felipão, rei do Mata-mata, contra um Santos que não costuma se dar tão bem nesse formato quanto o tricolor. Mas que hoje tem, com a chegada do Robinho, um time um pouco melhor que o Grêmio.

Botafogo x Ceará – Não é o que parece. O Ceará tem um time ajeitadinho, o Botafogo um time sem salários e tendo que se matar no Brasileirão pra evitar o pior.

Cruzeiro x Santa Rita – Quando a fase é boa pode chover Pelé que a Xuxa cai no colo, hein?

Vasco x ABC – Vasco favorito, deve passar, mas… não dá pra chamar de sorte pegar o Cruzeiro na próxima fase, dá?

Bragantino x Corinthians – Jogo tranquilo. O Bragantino não jogou bem contra o SPFC em nenhum dos dois jogos. Venceu pela vagabundagem do time do SPFC em campo. O Corinthians deu sorte.

Palmeiras x Galo – Sorte que o Palmeiras não teve, nem o Galo. Mas hoje, se olharmos rapidamente para os dois… o Galo deu mais sorte que o Palmeiras.

Atlético Pr x América RN – Um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar? Dúvido.

Flamengo x Coritiba –  Olha só, o Fla é favorito. Se passar pega o CAP provavelmente, onde já não se torna tão favorito assim.  Se há um lugar no mundo que o Flamengo costuma encolher é no Paraná. E lá pode se definir a  Copa do Brasil pra ele.  Se por um lado escapou dos grandes até as semi, por outro encontra um de seus maiores “pesadelos” não oficiais.

O que espero?

Da Copa do Brasil, só surpresas. É o que ela nos ensinou nos últimos anos.

abs,
RicaPerrone

Imperdoáveis

Se perdoa os erros do arbitro que quase mudaram o resultado de um clássico. No caso, apesar do pênalti mal marcado, o maior dos vilões foi o bandeira, que parou diversas jogadas que poderiam transformar aquele sonolento jogo de futebol em algo mais interessante.

Não se pode esquecer e perdoar o que este mesmo São Paulo fez na quarta. E não, não vem com “Sulamericana” porque de todos os grandes que perderam o único sem crédito pra isso é o Tricolor, afinal, Penapolense e Ponte Preta não levava o time a lugar algum. Levava?

E o Palmeiras? Que me perdoe sua história e tradição no mês do centenário, mas é inaceitável o futebol praticado.  Pobre de técnica, de tática e de espírito. Vulnerável atrás, inoperante na frente.

Quem perde o gol que o Palmeiras perdeu, mesmo impedido, aos 41 do segundo tempo não pode sair do campo reclamando de nada.  Enquanto Kaká, Ganso e Pato esperam uma bola que venha voando sem direção, os atacantes do Palmeiras não esperam quase nada.

E quando tem, meio que na base do “deus me livre”, não sabem o que fazer.

A diferença? O time do Palmeiras pode olhar pra si mesmo e tentar jogar por uma bola. É fraco, carente em diversas posições e não tem qualidade para propor ter a bola na maior parte do jogo.

O do São Paulo, vencedor da tarde com notável ajuda do goleiro rival, tem time pra tocar, fazer bonito e ser ousado. Mas não quer.

Perdoáveis falhas do goleiro que, ainda garoto, pode aprender com elas. Tal qual as falhas milimétricas do bandeira num jogo complicado.

Imperdoável, pra mim, é o futebol apresentado por ambos. Ou, pra um deles, a troca de clube de um ex-candidato a ídolo. Para outro, talvez, a eliminação pro Bragantino. Mas é detalhe. Na real, quando se ganha um clássico perdoa-se tudo.

Até mesmo o imperdoável futebol apresentado.

abs,
RicaPerrone

2×0 com respeito

Se havia um favorito era o Corinthians. Pelo estádio, pelo time, pela fase e principalmente pela vontade de não tornar o primeiro jogo entre os maiores rivais do futebol paulista uma glória adversária.

Mas também era “fácil” ser Palmeiras neste domingo.  Grande, mas franco atirador. Em quais circunstancias em sua história centenária o alvi-verde se colocou diante do rival desta forma?  Desconheço.

O Pacaembu, ainda que mais alvi-negro, era o Pacaembu. E hoje, pela primeira vez na história, o Corinthians foi de fato mandante. E como tal, caberia a ele a obrigação insuportável de ter que derrotar o rival.

Esperava-se, portanto, um Corinthians mais tenso, um Palmeiras mais relaxado. Mais disposto a “aprontar alguma”.

E o que equilibrou de fato a partida foi o respeito, não o futebol.

Porque longe de ter jogado uma grande partida, o Corinthians em momento algum se esqueceu de quem estava do outro lado. Jogou sério, com mil ressalvas atrás, achando o 1×0 ótimo e ponderando sempre a perspectiva da noite não terminar tão bem.

Mas era só história. Aquele Palmeiras do outro lado não foi capaz sequer de tentar estragar a festa adversária. Sequer ameaçar, ousar, flertar com a “zebra”.

Escondidos numa camisa que não os merece, o time palmeirense pouco tentou, nada criou e transformou toda a imprevisibilidade de um clássico no mais óbvio dos finais.  Deu Corinthians.

E sem sustos.

abs,
RicaPerrone

Luganos, Concas e Valdívias

Diego Lugano, Dario Conca e Valdívia tem algo em comum.  Talvez ninguém  note pois a parte técnica e a aparência física dos 3 não tem absolutamente nenhuma semelhança. Mas os três representam quase a mesma coisa para seus clubes.

Lugano é um “dios” no São Paulo. Um jogador idolatrado pela sua raça, postura e carisma. Fora do clube, é um zagueiro de algum respeito, hoje desempregado, muito longe de ser o zagueiro dos sonhos de qualquer grande clube. Mas, para o sãopaulino, nada pode ser mais perfeito que Lugano naquela defesa.

Valdivia é um jogador de bom nível técnico, reserva da sua seleção, nada cobiçado por clubes grandes da europa e que não tem, fora do Palmeiras, o papel de craque ou “soluçào”. Aos palmeirenses, no entanto, Valdívia representa muito mais do que um meia chileno de valor médio no futebol. Foi vestindo verde que ele debochou do rival São Paulo e conquistou um Paulistão que, na época, aliviava o sofrimento do torcedor palmeirense.

Dario Conca é o melhor jogador dos 3 que citei. Mas talvez o menos reconhecido internacionalmente, já que a referência de um jogador mundo a fora é sempre a seleção, lugar onde Conca não chegou.  Mas no Flu, aquele do Fred, existe antes de tudo o “Flu do Conca”. Para eles, internamente, Conca é o grande representante do Fluminense vencedor da geração recente. Para fora, este cara é o Fred.

E se você tentar discutir o valor destes jogadores com um destes torcedores vai se deparar com um abismo. Para tricolores, Lugano é um zagueiro fantástico que resolveria os problemas do São Paulo.

Na verdade ele é um jogador esforçado, de grande identificação com o clube, porém lento, violento e que fora do esquema de 3 zagueiros não rende metade do que rendeu no São Paulo. Ainda assim, um bom jogador.

Valdívia é um jogador de mercado restrito, tido como eterno machucado, jogador de pouca decisão e de muito mais polêmica do que futebol. Lá dentro, a esperança de gols e lances geniais.  Valdívia não é sequer destaque da seleção do Chile.

Conca foi pra China, ganhou muito dinheiro, não é sequer cotado para seleção e clubes maiores da Europa. No entanto, com mais um ou dois anos disputaria fácil o cargo de maior jogador da história do Fluminense, talvez. Fora dele, um meia argentino que ninguém compraria pra revender, mas sim pela entrega e regularidade.

Destes, 2 jogam novamente em seus “ex-clubes”. Um negocia para voltar.

Apenas Conca conseguiu manter o conceito que a torcida fazia dele. Valdívia perde este espaço toda quarta e domingo há mais de 2 anos. Lugano, aos 33, sem clube, fatalmente seria também menos jogador do que imagina o sãopaulino quando sonha com o mundial de 2005.

Vale a pena arriscar perder o “dios” Lugano para um zagueiro contestável?  Valeu o “mago” Valdívia virar o “chinelinho” para tantos ex-apaixonados?

Quando Romário, Ronaldo, Zico, sabemos buscar de volta um ídolo e um jogador absolutamente fora de série. Quando nos citados, há um risco.

Vale a pena correr este risco?

abs,
RicaPerrone

Kleina não basta

Gilson Kleina tem 46 anos, é técnico há 13. Nunca fez nada de muito destaque, passou por 16 clubes sendo o Palmeiras seu primeiro grande.

Fez um ano de 2013 onde não  jogou uma boa Libertadores, nem péssima. Comum.

Um estadual comum. Nem chegou a final.

Um brasileirão da série B comum, campeão, com o maior número de derrotas de um time grande na série b.

Fez novo estadual comum, nem na final, e começa um brasileirão sem encontrar substitutos para incrível perda de “Alan Kardec”, que com todo respeito, não pode causar todo este transtorno a um clube como o Palmeiras.

Prestes a ver sua casa reerguida e imponente como deve ser, o Palmeiras precisa se enxergar como de fato é.

Grande, diferenciado, incomum.

Kleina não é ruim. É comum.

Não dá pra imaginar o líder de um clube dos mais vencedores do mundo na figura de alguém tão comum.

Para ser Palmeiras foi preciso se diferenciar ao longo da história até ter chegado ao fundo do poço, quando se tornou “mais um” temporariamente.  Não é este o destino, a história, menos ainda a expectativa.

Para um Palmeiras enorme, um líder no mínimo diferenciado.

Não era Gilson Kleina.

Que não foi mal. Foi comum.

Imperdoável num time grande.

abs,
RicaPerrone

Xadrez para iniciantes

Eu não jogo xadrez porque não sei. Se tentar, vou cometer erros estúpidos que não se justificam a qualquer pessoa com alguma dose de conhecimento no assunto.

Jayme entrou em campo buscando ser o melhor treinador do país.  Assim como Muricy fez ontem, tentou usar um esquema com 4 jogadores de frente e nenhum pra levar a bola até eles. Assim como Muricy, precisou estar perdendo para colocar um meia e arrumar a própria bobagem.

Futebol é simples. Eles é que complicam pra justificar as fábulas que ganham.

Qualquer time com esta formação perderá o meio campo pro adversário. Valdívia, com espaço, deitou e rolou. 2×1, fácil demais andar naquele meio campo onde as camisas brancas eram maioria absoluta.

Aí vem o segundo tempo e o treinador corrige a tentativa de criar um novo conceito de como jogar futebol. Volta pro simples.

O Flamengo empata, vira, goleia.

Kleina não consegue fazer nada para tentar sair da situação que o Flamengo o colocou. A moleza de ter o meio campo todo pra ele virou um nó quando os 3 “atacantes” do Flamengo passaram a receber a bola pelo chão.

O Palmeiras parecia completamente incapaz de sequer arriscar uma jogada para mudar a situação. Constrangedor. Mas em 45 minutos passou de protagonista da rodada a goleado e em crise.

Mugni não é um gênio e em momento algum a formação do Flamengo está atrelada a sua qualidade.  Ninguém joga com 4 atacantes e nenhum meia sem estar apostando claramente no bico pro alto.

Isso não é estratégia. É desespero.

Ninguém pode entrar em campo desesperado. Só sair dele.

Não há futebol sem criação. Há algo parecido que eventualmente até funciona. Mas futebol, não.

abs,
RicaPerrone

A piada que virou ouro

14 paus.  Este é o preço do jogador que começou a carreira como piada pelo nome, foi confirmando pelo futebol que apresentou até encontrar no Palmeiras da série B e do estadual 2014 um espaço que nunca conquistou em lugar algum.

Alan Kardec é um centroavante alto, tem apenas 25 anos, todos os argumentos a seu favor no que diz respeito a uma evolução natural que justifique uma mudança de status.  O São Paulo vai pagar os 14 milhões para ter mais um atacante em seu elenco.

É um tanto quanto curioso como os mesmos dirigentes que desmerecem um jogador passam a pagar milhões por ele anos depois.  Quem diria? Alan Kardec, aquele.

Se fosse presidente do SPFC não o contrataria porque o time já tem 4 atacantes e não precisa de mais um, ainda mais por este valor, que vem pra querer jogar e não pra esquentar banco.

Nem acho que o futebol apresentado pelo Kardec seja digno de mais do que 4 ou 5 milhões. Imagine 14.  Mas adoraria estar enganado e estarmos diante de um raro caso de um grande jogador que não se firmou até os 25 anos e de repente começa a fazer a diferença.

Entre acreditar numa boa fase e no histórico, sei não. Acho que fico com o histórico.

Nas mãos de Muricy Kardec pode render ainda mais e o SPFC ainda menos.  Tudo que Muricy não pode ter nas mãos é um cruzador e um jogador alto. Se tiver, o time dele não faz nada além disso. Até funciona, mas é duro assistir.

O desproporcional valor da compra gera dúvidas. A postura do Palmeiras em perdê-lo por 20 mil a mais do seu teto salarial, não. Se pra muitos é “perda”, pra mim é um recado importante de nova filosofia. De que o clube não quer fazer mais loucuras pra viver endividado.

Afinal, os mesmos que pedem que ele esteja “em dia” são os que pagariam acima do teto salarial e “foda-se”?  De que lado estão, afinal?

Quem é Alan Kardec?  Um craque de 14 milhões escondido até então ou um jogador comum em grande fase?

A segunda opção é mais provável. Eu não pagaria 14 milhões num jogador como ele, ainda mais não sendo esta uma posição carente em meu elenco.

abs,
RicaPerrone

Foi só futebol

Em 2008 Valdívia marca o segundo gol do Palmeiras sobre o São Paulo e elimina o tricolor.  Na comemoração, muda de direção e passa na frente do Rogério para mandá-lo calar a boca com um gesto.

Rogério não gosta. No meio de um empurra-empurra, dá um “tapa” no rosto do chileno.

Dois dias de discussão na tv para tentarmos achar um vilão e um mocinho, ou, no máximo, dois vilões.  Valdívia é um tremendo folgado, Ceni um puta cara cheio de si.  O encontro dessas duas personalidades não daria certo no Big Brother, num emprego, nem num campo de jogo.

É do jogo. Basta ter jogado pra saber.

Você tem todo o direito de ser marrento e provocar, desde que saiba o que isso vai gerar. Hipocrisia  condenar o Ceni por se irritar com Valdívia.  Quem não se irritaria?

E o chileno, por sua vez, faz isso contra o SPFC e contra o Itaperuna. É dele, e apanha o suficiente por isso.

O gesto de Valdívia alimenta o futebol.  Se eu fosse o Rogério, teria enfiado o pé nele, exatamente como tentou fazer. Mas também, se eu fosse o Valdívia, talvez fizesse questão de passar de novo na frente do Rogério comemorando a vitória.

O problema é que estamos sempre dispostos a nos colocar apenas em um dos lados.  E dependendo do que for, achará um vilão e um mocinho.

“Ah mas o Valdívia não fez nada!”.

Fez, claro que fez.  E dai?! Qual problema se ele é provocador desde que aguente as consequências?

Não vejo mal nenhum numa dancinha que menospreze o adversário. Desde que o dançarino apanhe sem se fazer de vítima.

Ação, reação.  Futebol.

Só isso.

As “lindas cotoveladas de Pelé” são hoje os detestáveis “jogadas de mau caráter”.

É a nova geração. Aquela onde o Merthiolate não arde…

abs,
RicaPerrone