Palmeiras

O campeão voltou

Já era hora. Desde setembro de 2013 o palmeirense sabia que “ia voltar”.  Em novembro, teve certeza.  Desde então, aguardava ansiosamente a materialização de tudo isso.

Não, não é contra o Rio Claro que o Palmeiras vai se postar gigante novamente. Nem líder de seu grupo no Paulistão. Era diante de um grande, num confronto a sua altura, que o Palmeiras mostraria ao palmeirense estar de volta.

E num Pacaembu onde apenas ele queria vencer, nada mais justo.

Não houve “baile”, “massacre”, nada parecido.  Houve uma postura de quem precisava vencer contra um time que parecia não se importar tanto assim com o resultado.

Este sim, nem foi, mas precisa voltar.

O Palmeiras fez 1×0 numa jogada improvável e desde então esperou o São Paulo vir pra cima. Surpresa: Os times do Muricy não vão pra cima.

E assim, assistindo e marcando forte, o Palmeiras levou o jogo todo até matar num pênalti no fim.  Em toda segunda etapa, pelo menos até onde me lembro, o SPFC sequer chutou no gol adversário.

Méritos da defesa do Verdão, também.  Aliás, Lúcio só sairia mais feliz se ainda tivesse feito o dele.  Sua “vingança” foi quase completa.

Mas o importante é que, enfim, após um longo ano na incômoda situação de estar onde não deveria, o palmeirense pode olhar para os fatos e dizer: Agora sim, “o campeão voltou”.

abs,
RicaPerrone

O campeão voltou

rib6502

 

Eles voltaram! O maior time verde do planeta e maior campeão do futebol brasileiro (internamente) conseguiu subir pra série A.

Não houve festa. Alívio, sim.

Um misto de felicidade, frustração pelo resultado e também orgulho por saber que não foi nem sofrido.

O Brasileirão ganha 6 clássicos regionais e 16 nacionais pra 2014, se não cair um grande.

Nada disso é realmente importante pro Palmeirense. Ele quer brigar por títulos e ver o Palmeiras enorme de novo. Ficou claro com a não euforia do fim do jogo.

Gostei disso. Acho que a festa é sempre válida, mas o exagero também pode significar satisfação. E não, não é pra satisfazer ninguém.

“Time sem vergonha”, vindo de onde veio, é elogio. Esquece. O que vale é a torcida que está em torno dos profissionais de arquibancada. Ela aplaudiu.

Não vou fazer nenhum texto de grande exaltação por respeito. O Palmeiras não merece comemorar a volta a série A sem que isso ultrapasse um “ok, valeu!”.

Mas que valeu, valeu!

Bem-vindo, Verdão! Sentimos sua falta.

abs,
RicaPerrone

Parabéns, Palmeiras!

Parabéns, Palmeiras! Mas só pelo aniversário, nada mais.

Toda rodada da série B algum palmeirense me pergunta se eu não farei um post exaltando a campanha do clube.  E não, eu não farei.

O Palmeiras na série B é uma Ferrari no meio de uma corrida de Stock Car. Não há nenhum motivo para festa ou euforia em ver o maior campeão nacional de todos os tempos  na frente da Chapecoense, com todo respeito.

O que o Palmeiras faz aos 99 é, espero, um passo relevante e talvez necessário para poder completar 100 anos onde deve estar.  E não me refiro a série A, que é o “mínimo”, mas sim a disputa de títulos importantes, que é o natural.

Eu sei, palmeirense. Eu sei que você está procurando motivos pra enxergar de volta uma grandeza que nunca sumiu.  Série B é momento, 99 anos é o que determina quem é quem.

A mais exigente das torcidas sofridas não pode se contentar com pouco. E por respeito a ela, jamais exaltaria este pouco.

O que temos pra comemorar nesta data? Sua existência, sua história, mais um ano de vida. Em busca de um novo Evair, um Sampaio, Marcos ou Ademir, o palmeirense se ampara em Valdívias e Klebers.

Indignos de tal posto. Mas em meio ao desespero irracional em busca do passado, perde-se a referência.

Dizem que “futebol é momento”.  99 anos é um momento pra quem é eterno.

E nestes 99, estando hoje onde estivesse, o sucesso é incontestável.

Vida longa ao Verdão! Este da série B, aquele da Libertadores ou outros tantos que protagonizaram, perdendo ou ganhando, algumas das mais relevantes páginas do futebol brasileiro.

Como diria meu avô: “Viva o Palestra!”.

abs,
RicaPerrone

Em pé!

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Não acho a campanha sensacional, nem sou maluco de achar que era zebra contra o tal Tijuana. Não é esse o ponto.

Se o Palmeiras tem hoje um time pra lá de mediocre tecnicamente, teve ainda assim momentos de relevante importância dentro do primeiro semestre. Se classificou no Paulista e perdeu nos penaltis pra um time muito superior. Foi até as oitavas da Libertadores e caiu pro acaso.

Mesmo acaso que te dá um gol sem querer, um pênalti mal marcado ou uma expulsão do adversário. Futebol é futebol, o resto é esporte.

O Bruno não pode carregar nas costas a eliminação, afinal, não carregaria sozinho a vaga pela partida que fez na ida. Errou feio, muito feio. Mas assumiu, e quis o destino que fosse assim.

Só a vontade supera o talento. Mas ser a única força capaz de equilibrar as coisas não a torna uma regra.

Hoje, o acaso e o fracasso individual decidiram o jogo. Assim como o belo chute do mexicano que determinou o fim de ums busca ainda não impossível, mas quase, já que a FIFA decidiu que gol tem peso quando longe de casa.

Um Palmeiras longe demais do que merece ser. Mas que correu.

Ruindade não é o problema. O problema é quem contrata.

Se restava correr, correram.

E cai em pé. Digno de ter ido até onde deveria ir, sem ter feito o anunciado “vexame” pelo time que tem.

É preciso saber perder. Algumas derrotas revoltam, outras entristecem. A de hoje, entristece.

abs,
RicaPerrone

Imagina em 2015…

Já é um hábito reclamar no Brasil. As vezes nem sabemos do que, mas por elegância e respeito a cultura nacional, reclamamos.

Nosso futebol é exemplo disso. Hoje se ouve 10 vezes mais criticas e lamentos do que, por exemplo, há 11 anos. Mas pouca gente se lembra de destacar o quanto evoluimos, o quanto nossos times são mais fortes e o quanto os nossos grandes cresceram.

Não lembra?

Eu vou ajudar.

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Deprimiu ou se sentiu aliviado? Lembre-se que o que você pode ter como referencia são os na época já consagrados jogadores. Os que posteriormente viraram não contam, afinal, você não faz festinha pro Nixon e daqui 10 anos ele  pode ser o Ronaldinho…

Não, não pode.

Este foi o Brasileirão 2002.

abs,
RicaPerrone

Poucas palavras

Nada que um jornalista tentar escrever será suficiente neste noite de quinta-feira. Apenas aqueles 35 mil torcedores que estiveram no Pacaembu são capazes de, de novo, entender o que aconteceu ali.

Os de fora, pela tv, tem também uma boa noção do tamanho dessa vaga conquistada. Mas diferente, porque futebol é um esporte no estádio, outro na televisão. Invariavelmente a primeira opção é melhor.

Ir a um estádio geralmente está atrelado a euforia da vitória ou a vontade de protestar. Ir pela fé, baseada em porra nenhuma, é muito raro.

Porque diabos um palmeirense perdoaria esse time do maior vexame que eu já vi um grande sofrer diante de um pequeno? A torcida do Palmeiras é chata pra cacete, exigente, parte dela até violenta. Quem esperaria que estes mesmos caras que acham na mídia parte dos problemas do clube seriam capazes de entender uma situação que ninguém mais foi capaz de enxergar como deveria?

Só eles, e por mero instinto, não por razão, conseguiram enxergar uma oportunidade de renascimento em meio a um festival de fracassos. E diante dos mais ridículo deles, reagiu diferente. Abraçou, acolheu, entendeu o que não dava pra entender.

Eu sei, eu sei. Não precisa me explicar que se o Palmeiras perde em casa na Libertadores após o jogo do Mirassol ia ter protesto pra todo lado. Mas por algum motivo eles deram 90 minutos de trégua antes do massacre.

E o massacre virou fé. E a fé, uma vaga nas oitavas.

Eu não sei bem o que está acontecendo no Palmeiras. Não vou lá, moro mais longe agora, e mesmo ouvindo os bastidores via colegas jornalistas não acredito em nada que não seja místico, fantástico, grandioso e inexplicável.

Talvez tenha explicação. Mas não quero ouvi-la, pois quando se explica se torna muito comum. Prefiro a imagem de um Palmeiras morto que entra em campo e em 2 jogos faz mais do que sua torcida esquecer da crise. Mas sim se lembrar daquele Palmeiras enorme que os moveu até aqui.

O time é fraco, as chances de conquista são bem pequenas. Títulos são momentos especiais marcados por um troféu. O Palmeiras pode sair desta Libertadores com ou sem o troféu, é indiferente.

O momento especial já aconteceu. De que forma a história vai registrar isso, problema da história.

A verdadeira história desta noite, desta vaga e deste momento do clube só os 35 mil palmeirenses que lá estiveram poderão carregar com eles.

A nós, azarados telespectadores, restaram imagens.

abs,

RicaPerrone

Imagine…

Imagine que seu time, seja ele qual for, passa de fase na Libertadores e alguém te conta que o adversário será o Boca Jrs. Imagine sua reação, sua imediata preocupação não atrelada ao momento mas sim a camisa e toda sua história.

Imagine o La Bambonera, a pressão, a derrota, os argentinos vibrando, você passando nervoso, o juiz errando a favor dos caras, todo aquele drama para que, na volta, vocês pudessem medir forças e reverter o iminente resultado negativo da ida.

Imagine o Boca, poderoso e cheio de marra, olhando pro seu time como um azarão. Imagine o quanto seria impossível enxergar o Boca como um time em má fase sem grandes chances de te eliminar.

E imagine também o contrário.

Hoje, no Pacaembu, aconteceu uma das mais claras demonstrações de grandeza de um clube.  Não importa como, onde, com quais 11 estariam. Quando alguém disse pro Tigre que seu adversário seria o Palmeiras, ele só pensou no Palmeiras.

Não sabe quem é Mirassol, e mesmo se soubesse, não levaria em conta. Com 11 perebas ou 11 craques, no mínimo, é o Palmeiras.

O ambiente, a entrada em campo e os primeiros 5 minutos são determinantes para qualquer resultado. Há quem diga que futebol é um jogo simples e que envolve 22 jogadores e uma tática. Há quem consiga ir além, talvez tendo mais facilidade de explicar o inexplicável ou de não tentar entender o que não tem explicação.

Naquele Pacaembu não havia revolta, mas sim esperança. O Palmeiras entrou em campo e foi recebido como Palmeiras, não como aquele projeto de clube que se arrasta por aí de vez em quando. E assim, quando tocou na bola e foi pra cima dos argentinos jogando pelo chão, como brasileiros, como donos da casa, da camisa mais pesada e da responsabilidade toda, não restou nenhuma dúvida do que aconteceria a seguir.

Foi um mero e simples encontro do Palmeiras com o Palmeiras. De sua torcida com seu time, e das temidas vaias de dias atrás virarem um “olé”  cheio de orgulho no final.

Futebol se ganha também no campo. Mas não só nele.

Quando avisaram o Tigre que era o Palmeiras, ele se sentiu menor. Bastava manter a situação.

E assim foi com uma torcida que surpreendentemente entendeu o que ninguém seria capaz de entender e relevar.

Tem jogo que não é feito para ser analisado e relatado. Apenas vivido intensamente dentro do estádio.

Hoje 20 mil palmeirenses se tornaram mais palmeirenses. E só eles sabem do que eu estou falando.

abs,
RicaPerrone

O fundo do poço

Aí o Palmeiras cai, sem grana, sem time, sem grandes perspectivas. A torcida não acredita, a imprensa documenta e massacra enquanto o torcedor acredita ter ido ao fundo do poço.

Dali, para o maior campeão nacional de todos os tempos, não dá pra passar. Só subir.

Mas vem o Paulistão, campeonato mediocre como todos os estaduais, e o Palmeiras entrega a verdade ao seu torcedor numa quarta-feira morta, previsível, quase chata.

Em 45 minutos o Verdão faz com que todos os jornalistas e torcedores mudem de canal para acompanhar o vexame. 6×2, meio tempo. Nunca aconteceu de um time grande tomar 6 nos primeiros 45 minutos até onde tenho informação.

O fundo do poço se mostra mais fundo. O Palmeirense nem reage. É assustador.

Quando me refiro a palmeirense, por favor, não confunda com os marginais que vão bater em jogador, quebrar o clube. Tô falando de torcedor.

Eles não se defendem mais das gozações, não discutem, apenas olham assustados como quem espera pelo fim de uma injeção dolorosa.

Fim que nunca chega. E mesmo quando pareceu que tudo melhoraria, com a Copa do Brasil, foi apenas um suspiro antes de um novo épico fracasso.

Não vou discutir salário atrasado, falta de elenco, treinador e nem mesmo a diretoria. Todos estes vão passando, virando notícia velha. O Palmeiras também muda, se transforma, piora, melhora.

Quem fica é o palmeirense. Cada dia menos capaz de explicar os fatos, mesmo que eles sejam muito claros.

O fundo do poço era mais fundo. E não dá nem pra garantir que os pés encontraram chão.

abs,
RicaPerrone

Torcedor, não viaje!

Torcedor, estamos prestes a não poder mais viajar. Segundo a lógica nacional da “justiça”, já que alguns bebados não sabem se comportar, ninguém mais bebe. Se alguns não sabem ir ao jogo, ninguém mais vai, e se um bando não sabe embarcar num avião sem antes agredir profissionais, não vamos mais poder viajar.

Essa é a tendência natural das coisas, segundo a lógica dos fatos.

Algumas discussões sobre novas leis e penas me fazem perder o rumo. São como gays que pedem leis para gays em busca da igualdade.

Ora, igualdade é igualdade. Porque privilegio? Uma agressão a um qualquer tem uma conotação e punição diferente a uma agressão a um gay? Porque?

O cara que agride uma pessoa não passa a ser mais ou menos vilão se o agredido for hetero ou gay.

A lei já existe. Basta aplica-la.

Torcidas de futebol querem a mesma coisa. E pior, conseguem.

Leis para os estádios? Lei é lei, o estádio está dentro de uma cidade, não o contrário.

Se alguém agrediu alguém no aeroporto esta pessoa tem que ir presa e ponto final. Mas não. Dali partimos para a discussão sem fim das torcidas, quem financia, quem deu ingresso, segurança, bla bla bla bla bla….

Ja já rola: “Vamos acabar com o carnaval!”. Afinal, cabe a conotação de que “uma escola de samba agrediu jogadores do Palmeiras”. Ou não?

Toda vez que uma pessoa toma uma paulada numa balada passa batido. Basta um gay tomar um soco e discute-se na televisão as possíveis normas contra homofobia por semanas.

Qualé o lado hipocrita disso, afinal? O de quem noticia e procura “novas leis” para sobrepor as que já existem e não são aplicadas ou a de quem acha que a polícia e a justiça são também vitimas da situação?

Que covardia é essa, afinal?  Não tem um policial no aeroporto? Porque ele não pode ir até a briga, algemar o agressor e leva-lo pra cadeia?

Porque quando 30 pessoas se pegam no metrô a policia “investiga” a organizada e o facebook ao invés de simplesmente prende-los por anos e anos?

Vamos começar agora a discutir a “segurança dos aeroportos para times de futebol”, quer apostar?

Em momento algum desde a morte do primeiro torcedor lá em mil novecentos e bolinha se questionou o simples: A quem interessa tanto “não punir” os responsáveis isoladamente conforme determina a lei?

Porque outra lei se a inicial jamais foi cumprida pra saber se funciona?

A regra é clara. Basta cumpri-la.

abs,
RicaPerrone

…e vice-versa!

Clássico é clássico. Ali, sem camisa, sem torcida, seria um massacre. Vestidos de Palmeiras e Corinthians, não há diferença.

Havia, até o Timão fazer 1×0 e achar que do outro lado estava um time de série B. E estava, até serem colocados na situação de azarão.

Era claro, evidente, fácil de ler. O Corinthians fez o gol e o que quis. Em seguida, achou que faria quantos outros quisesse na hora que bem entendesse.

Parecia, mas só parecia.

Um, dois, lá está o Palmeiras na frente e o Corinthians já pensando na quarta-feira.

Porque futebol é assim, especialmente em clássicos. Se vencer, é foco, rivalidade, vergonha na cara. Ao surgir a situação de derrota o discurso de “nem aí”  começa a ser articulado pelos seus.

Afim de ganhar, acordou de novo.

Pressionou, errou, acertou até que num lançamento perfeito de Cassio para Pato, que matou a bola de forma pornográfica, surgiu a estrela do garoto que odeia o lugar comum.

Romarinho não faz gols no Mogi, sequer toca na bola contra o Avaí. Mas diz que é Palmeiras ou um Boca na Argentina e o moleque joga como se não tivesse “inho” no nome.

Dos seus pés o empate mais do que justo. Não pela técnica desproporcional não aplicada, nem pela determinação do Palmeiras em “não perder” pro maior rival.

Por ter entrado pra encarar o Palmeiras, achado que era o Mogi, tomado a virada de um Palmeiras e empatado no final, sofrido e suado, o Corinthians aprendeu de novo o que até outro dia ensinava: Time grande não cai.

E não me refiro a divisão.

abs,
RicaPerrone