Fluminense

Após susto, Lixeira passa bem

Após ser covardemente agredida pelo jogador Fred, a lixeira da Arena Pernambuco identificada por “Lixeira do corredor” passa bem e pode voltar a receber lixo nos próximos dias.

O crime aconteceu ao final do jogo entre Sport e Fluminense, onde visivelmente irritado com o resultado, o marginal atingiu a vítima com um chute. Controlado pelos demais da gangue, a briga não foi além.  As demais lixeiras, num ato curioso que demonstra falta de união da classe, sequer se moveram.

A lixeira foi internada em estado grave mas já teve alta. Foi reparada por uma equipe médica e já pode voltar as suas atividades após delicada cirurgia.

image“Até quando vamos ter que tolerar esse tipo de agressão enquanto trabalhamos? Que país é esse?!”, disse um cinzeiro próximo a lixeira.

Revoltados, os lixos recicláveis disseram que podem abandonar as cores e usar todos o mesmo tom, dificultando a identificação do povo na hora de jogar o lixo fora.

Lixeira do corredor era mãe de um pequeno cesto de banheiro e trabalhava na Arena há mais de 1 ano.

O marginal agressor não foi detido, mas o STJD o denunciou.

O Fluminense, nome que se dá ao bando que ataca lixeiras em Arenas, ainda não respondeu a acusação. Especula-se que um caminhão de lixo pode ser incendiado pelo grupo nesta madrugada.

A polícia está atenta.

abs,
RicaPerrone

Os erros do Fluminense

Muito se fala sobre política quando qualquer clube entra em crise. Eu não gosto de levar isso ao torcedor e tento o máximo possível evitar esse tipo de assunto. Quanto a crise do Flu, de candidato a título pra brigar pra não cair, é óbvio que muita coisa deu errada.

1- Treinadores inexpressivos
Uma coisa é uma novidade como Roger do Grêmio. Outra coisa é um cara com 20 anos de carreira e nenhum resultado. A escolha do Ricardo foi um erro grotesco. A diretoria deveria sim ter tentado entender a lógica por trás dos insucessos dele antes de arriscar.

Enderson não é uma aposta tão antiga, mas também não é um treinador de grande porte. Até possível apostar nele, nada absurdo. Mas quando se coloca R10, Cicero e soma com mais medalhões de seleção que já estavam no elenco, fica puxado pra um cara assim segurar a crise.  Podia ter caído antes.

2- Ronaldinho Gaúcho
Não é verdade que o grupo tenha se colocado contra a vinda do R10. É fácil agora depois que não deu certo sair falando que era “óbvio que não daria”, porque embora o risco fosse alto, acho que o grande erro não foi a contratação mas sim a conotação.  Ronaldinho tinha que vir pra colocar o Flu no mapa. Jogar 15 minutos, mandar os lances dele pro mundo todo passar na tv, uma ação de marketing.  Ele não só não foi entendido dessa forma como estreou titular e por 90 minutos.

3- Consequência tática
Com as entradas de R10 e/ou Cícero no time o Fluminense perdeu o meio de campo. Jean e Edson não tinham mais folego pra ir e voltar preenchendo o buraco central que os times brasileiros insistem em criar com a maldita tática obrigatória dos 2 caras abertos.  O Fluminense virou um time óbvio, fácil de marcar e que cansava antes da hora.

4- Diretoria
Errou.  Cometeu erros ao vislumbrar o título quando tinham time pra G4 e acabaram tropeçando na tentativa de ir além. É inegável que houve um erro.  Na tentativa ousada de acertar, arriscaram mais do que deveriam e o time se afundou numa bola de neve.  Mas eu não vou ser injusto de dizer que a diretoria que até o dia do anuncio do R10 era “pica” por manter em 6 meses um time “falido” pós Unimed para um G4 e dizer que agora são todos imbecis.

Erraram. Mário, Simone, Peter, todos.  Como acertaram em diversas outras decisões. Nem era pra coloca-los no patamar de ídolos como alguns colocavam, nem agora na condição de inimigos do clube.

5- A torcida
Não tira da reta, não. Se tem uma torcida que fez um papelão nesse campeonato foi a do Fluminense ao não comparecer nem pra ver o time no G4 jogando contra vice líder no Maracanã.  Em momento algum o Fluminense conseguiu retorno com seus investimentos para manter um time forte e competitivo.  Talvez o R10 não fosse tão interessante aos olhos da diretoria se o estádio estivesse cheio pelo simples fato do time estar bem.

6- A fase
A forma que o Fluminense tenta retomar o lugar é confusa. Gosto do treinador novo, é uma boa aposta, mas não basta.  Algo impactante precisa ser feito para que o time saia dessa rotina de perder/explicar/treinar/perder/explicar .  Um afastamento, uma multa, uma mexida mais pesada.  O Fluminense tem time pra jogar em alto nível e, mesmo no G4, não jogou. Esse time deve futebol.

7- A imprensa se lambuzando
Você sabe o que penso da maioria dos meus colegas e da forma que se cobre futebol no Brasil.  Então não é surpresa pra você encontrar aqui um breve relato do que está acontecendo: O torcedor do Flu não fechou com esse time.  A imprensa decretou o fim do Fluminense em janeiro e teve que aturar a manutenção de Fred, etc  e mais um G4.  Hoje, muitos dos que quebraram a cara estão usando a crise para transformar tudo num inferno. E você, tricolor, está engolindo todo esse rancor contra o clube ao invés de pondera-lo.

Amanhã é dia de estar no Maracanã e virar o jogo. Sábado, idem. Ou você ajuda ou não atrapalha.  Se a enorme maioria dos torcedores do Flu até agora em 2015, convenhamos, não fez nada pra ajudar… então acho justo que não atrapalhem agora.

Como sempre digo em momentos de crise, ou você empurra pra cima ou assiste cair da sua casa chamando seu time de “eles” pra quando ganhar usar o “nós” novamente.

abs,
RicaPerrone

Heróis, vilões e noites sem fim

Talvez o palmeirense mais otimista do mundo não terminasse o primeiro tempo falando em goleada. Era 1×0 pro Flu, uma partida “controlada” pelos cariocas e um Palmeiras pouco inspirado.

E o futebol, aquele mesmo do 3×3 no clássico, resolve transformar um jogo comum num marco para dois clubes.

O que seria do Palmeiras se perdesse, sei lá, por 2×1 do Flu no Maracanã? E o Flu, que jogando pouca coisa ganhando em casa de 2×1, não empolgaria e nem mudaria os rumos.

Mas quando Fred perde o pênalti o jogo se transforma. O Palmeiras empata, o Fluminense surta, o Palmeiras cresce, as bolas começam a entrar.

Uma sequência de erros comuns em times que jogam a toalha transformam uma virada numa goleada. Um Palmeiras pouco convincente em promissor e um Fluminense que andava em crise numa tragédia.

Cai técnico, surgem heróis do outro lado. Vida que segue, bola que rola.

O Fluminense está perdido há mais de 10 rodadas. Venho repetindo aqui que mesmo ganhando não estava bem, e que quando a bola parasse de entrar seria complicado esconder o futebol apresentado.

Culpa do Enderson? Nào sei só dele. Mas não tem mais ambiente.

E o Palmeiras, que as vezes some, as vezes brilha, hoje se aproveitou impiedosamente do fundo do poço adversário para brilhar mais forte do que se podia imaginar.

É o futebol fazendo o herói ser vilão, o reserva ser herói, o time sensação em crise e a madrugada não ter fim nas Laranjeiras.

abs,
RicaPerrone

Como joga o Fluminense?

Vejo torcedores do Fluminense contestando a formação tática do time jogo após jogo e colocando a culpa da fase no Enderson.  Pois então fui até a Opta pegar um dos gráficos que mais gosto de cada um dos últimos jogos: o de posicionamento médio do time em campo.

Ou seja, estatisticamente, onde cada jogador mais esteve em cada partida. Formando assim uma imagem bem menos clara do que um pré jogo, mas muito mais didática para tentar entender alguns problemas.

Captura de Tela 2015-09-15 às 13.19.55 Captura de Tela 2015-09-15 às 13.19.43 Captura de Tela 2015-09-15 às 13.19.25 Captura de Tela 2015-09-15 às 13.19.17Captura de Tela 2015-09-15 às 13.19.48

Encontrou algo que te desagrade?

abs,
RicaPerrone

“Torcedores”

Pela história do clube, pela moral dos bons, pelo caráter de tanta gente… não vamos mais chamar de “torcida do”.

Quando 10 pessoas desocupadas, frustradas em suas vidas pessoais e que se acham machos em bando se juntam pra ir a um local público agredir alguém, não se trata da “torcida do”. Trata-se de um grupo de pessoas que quer se auto afirmar.  Sem dinheiro pra ter um playstation e matar todo mundo no Call of Duty, descontam no seu clube de futebol.

Não tem nenhum “torcedor do fluminense” ali.  Pode procurar. Tem uma duzia de sujeitos provavelmente revoltados/orquestrados de alguma facção que não recebeu ingressos e camisas nos últimos meses. Ou, no máximo, um bando de ignorantes que se acha no direito de jogar uma lata num dos – se não o – maiores idolos da história do clube que dizem amar.

Quando a mídia trata marginais como “torcida do”, ela valida o ato e desmerece a gigantesca maioria de pessoas normais, corretas, honestas e que a essa hora estão em casa com as famílias e não no aeroporto agredindo profissionais.

Por favor, e não pelo Flu apenas, mas por todos os clubes e suas torcidas apaixonadas: Chega de “torcida do”.

Eram 12 marginais desocupados. Nada além disso.

O Fred não foi hostilizado pela “torcida do” Fluminense. Ele foi alvo de um bando que terá nessa foto acima seu maior momento na vida.

É só isso. Ignoremos.

Afinal, se eu ou você atirarmos uma lata em alguém no aeroporto seremos detidos. Eles, não. São só “torcedores do”….

abs,
RicaPerrone

E foi pouco

O juiz errou grotescamente no primeiro gol do Flamengo. Ponto.  Mas ele aconteceria de qualquer forma pelo que estava sendo apresentado em campo.  Ao final do primeiro tempo, com 2×0 no placar, o “injustiçado” era o Flamengo. Não pelo juiz, mas pela bola.

O Fluminense jogou mais uma partida sofrível e dessa vez com o dedo de seu treinador, que tentou inventar um time tirando peças que funcionavam pra criar uma nova formação sabe-se lá baseada em que conceito.

Foi engolido pelo Flamengo do primeiro minuto de jogo até o final do primeiro tempo. Poderia ter tomado uma goleada ali mesmo, mas quis a bola que não entrasse e desse vida ao clássico na segunda etapa.

Ainda que com a bola, em nenhum momento o Fluminense controlou o jogo. Quando tinha a bola nos pés o Flamengo contra-atacava melhor. Quando não tinha, não conseguia armar um contra ataque.

Eu sei que após o jogo vem a euforia de ter que achar argumentos pra discutir com o amigo rival e nessa furia surgem lances duvidosos, detalhes “decisivos” que, hoje, não passam mesmo de “detalhes”.

O Flamengo foi muito melhor em tudo, o tempo todo. Se o Fluminense quiser caçar bruxas, que o faça internamente, contestando a vinda do Ronaldinho, a integração do Cícero, o Enderson, a escalação do R10 como titular, o que quiserem! Mas o juiz, embora parte do processo, tem sido um dos problemas mais fáceis de resolver.

São 8 derrotas em 10 jogos. Jogando mal os 10.  Pára de olhar pro juiz, ele está sendo a muleta de um time que se perdeu completamente no meio do caminho.

Do outro lado, aquela fé rubro-negra que a gente começa rindo e termina entendendo. Lá estão os caras perto do G4, na frente do rival, ganhando em sequência, embalando na hora certa e metendo casa cheia todo jogo.

O hepta ainda é delírio. O G4, realidade.  E sabendo que o Flamengo não lida com realidade e adora delírios, o hepta também não chega a ser um surto.

abs,
RicaPerrone

Tá bom, eu falo!

É o que há de mais irritante na vida de quem trabalha com futebol.  A rodada termina, tem golaços, jogos incríveis, resultados polêmicos, erros de arbitragem e… “você não vai falar nada do roooooubo…?”.

E eu normalmente nunca falo. Porque? Porque no dia que eu achar que é roubo eu sou maluco de fazer o que faço.  E no dia que eu achar que você, torcedor, friamente, acha que tudo isso é armado, eu perco o respeito por você. Afinal, só um tremendo imbecil perderia a calma e a noite de quarta-feira pra vibrar e torcer por algo armado.

Partindo do princípio que você é inteligente, eu não sou irresponsável e que os arbitros do futebol mundial são caixas de banco de segunda a sexta, os erros se tornam normais. A favor dos times de maior torcida, mais ainda, pois a pressão do erro é maior. E quanto melhor estiver um time na tabela, mais ajudado ele será, meramente porque ganha seus jogos e assim sendo só se nota os erros quando ele venceu.

Em 2012 eu não concordei com a “CBFlu” do Galo. Porque? Porque você também não concordou. Mas porque não foi contra você, principalmente.

Eu entendo a canalhice que há dentro do torcedor quando ele passa a amar um clube. Somos todos assim, só enxergamos 11 cones e nossa camisa do lado de cá. É sempre contra nós, somos contra tudo e todos, a mídia nos odeia, nós sempre perdemos jogos no fim, etc, etc, etc.  Na real, é só você olhando pro seu time como TODOS os outros olham os deles.

Na cabeça do corintiano, saiba, o Fluminense virou a mesa 2 vezes e é o time mais “sujo” do país.  Na do Tricolor, hoje, o Corinthians é o time mais ajudado do mundo. E segue o jogo

Não tava impedido!

Se isso faz da sua noite tão mais feliz, tricolor, eu digo de novo:  Ele errou! Não tava impedido!

Quer mais uma?

O que cabe a mim é afirmar que não houve impedimento e em seguida perguntar: Será que são erros de arbitragem que fazem o Fluminense jogar mal há mais de 10 jogos e perder 7 dos últimos 9 jogos?

Se você acha que sim, pouco temos a conversar. Se não, volte amanhã, mais calmo, onde poderemos discutir inclusive a irresponsabilidade de um presidente que prezo, como Peter, de ir na rede social jogar o imaginário popular contra algo que ele mesmo ergue orgulhoso em dezembro quando “ninguém erra contra”.

Pronto, tá falado sobre “o impedimento”.

abs,
RicaPerrone

Vasco é o time mais “velho” do Brasileirão

Em estatística bastante interessante da Opta, exclusividade do blog do Rica no Brasil, surge uma nova dúvida: Seria por falta de fôlego, por falta de motivação, um modelo de futebol ultrapassado ou meramente acaso o lanterna Vasco ser também o time com maior média de idade no campeonato?

Embora a diferença na média não seja gigantesca, é reveladora. O time do Vasco que entrou em campo até aqui no Brasileirão tem média de idade de quase 27 anos (26,9).

O líder Corinthians, que também não tem um time de garotos, tem média de 25 anos. Os mais jovens são Grêmio e Goiás, com média de 23,2 anos.

Veja a lista:

1 Vasco da Gama 26.90
2 Chapecoense 26.78
3 Palmeiras 26.14
4 Atlético Mineiro 25.97
5 Fluminense 25.47
6 Cruzeiro 25.41
7 São Paulo 25.10
8 Avaí 25.00
9 Corinthians 25.00
10 Flamengo 24.97
11 Internacional 24.92
12 Joinville 24.86
13 Coritiba 24.80
14 Ponte Preta 24.54
15 Figueirense 24.38
16 Atlético Paranaense 24.29
17 Santos 24.26
18 Sport 23.73
19 Grêmio 23.23
20 Goiás 23.20

Além deste dado o Vasco lidera também na estatística de cartões. É o time mais punido com cartões amarelos e vermelhos no campeonato. Foram 74 cartões em 21 jogos. 8 vermelhos.

abs,
RicaPerrone

Os dias do Galo

Ontem, sábado, uma turma de torcedores do Atlético MG se reuniu para assistir aos filmes da Libertadores numa sala em Copacabana.  Era a “Cariogalo” fazendo barulho na zona sul do Rio de Janeiro sem mais nem menos, criando, exibindo e celebrando “O dia do Galo”.

Por algum motivo não muito claro, o Maracanã hoje não recebeu os tricolores para um duelo decisivo no Brasileirão. E decisão é uma palavra que não anda ao lado de Ronaldinho, mas acompanha o Galo há uns bons anos já.

Com considerável superioridade tática desde o começo o resultado do jogo foi construído e não achado. Algo que também não é muito claro pro Fluminense, que tem encontrado gols em lances individuais há meses, sem conseguir uma formação consistente e um futebol convincente.

Aqui, no Maracanã de ninguém, o Galo festejou seu segundo dia no Rio. E mais uma vez separou situações que costumam decidir campeonatos.

O que acredita e o que espera a final pra aparecer. O que joga como time e o time que joga pra alguns.  O que sabe o que fazer com a bola e o que sabe apenas como retoma-la.

O Galo não é mais time do que o Fluminense no papel. Mas é, hoje, muito mais forte, bem treinado e amparado por sua torcida.

Vitória incontestável de quem acredita em milagres e as vezes os faz. Contra quem anda acreditando em conto de fadas.

abs,
RicaPerrone

O joguinho que virou jogão

Santificado seja o tal do João de Deus! E vai gostar de futebol assim lá no céu.

Eu não vi nada além de um jogo onde o Paysandu foi melhor que o Fluminense e merecia até, quem sabe, vencer o jogo.  Um time organizado e limitado contra um Fluzão muito técnico e muito perdido com a bola nos pés.

É monotarefa.  Ou a bola vai pra alguém resolver no individual, ou abre pra alguém cruzar no Fred.  O Fluminense não articula uma jogada ofensiva.  Joga mal.

Mas se mesmo jogando mal vence, há duas formas de avaliar.  Uma é que tem dado sorte, a outra é que quando jogar bem, sai de baixo.

As alterações hoje foram todas por questões físicas, inclusive a que resolveu o jogo.

O pífio público para ver o Fluminense no Maracanã não se justifica de forma alguma pela fase, pelos nomes nem pela importância do jogo. Talvez, e isso é muito mais uma muleta do que um motivo, seja pela sequência de futebol bastante contestável que o time apresenta.

A má notícia é que o Ronaldinho não está evoluindo, ao contrário, participa cada vez menos. Que o Fred é 80% do poder ofensivo do Flu, e que com meias ou sem, o time não troca passes no chão pra criar o gol.

Tenho minha desconfiança quanto a qualidade do Enderson.  E nenhuma dúvida quanto a estrela do Flu.

Mais um “joguinho” que acabou “jogão”.

abs,
RicaPerrone