Santos

Imagina em 2015…

Já é um hábito reclamar no Brasil. As vezes nem sabemos do que, mas por elegância e respeito a cultura nacional, reclamamos.

Nosso futebol é exemplo disso. Hoje se ouve 10 vezes mais criticas e lamentos do que, por exemplo, há 11 anos. Mas pouca gente se lembra de destacar o quanto evoluimos, o quanto nossos times são mais fortes e o quanto os nossos grandes cresceram.

Não lembra?

Eu vou ajudar.

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Deprimiu ou se sentiu aliviado? Lembre-se que o que você pode ter como referencia são os na época já consagrados jogadores. Os que posteriormente viraram não contam, afinal, você não faz festinha pro Nixon e daqui 10 anos ele  pode ser o Ronaldinho…

Não, não pode.

Este foi o Brasileirão 2002.

abs,
RicaPerrone

Vai, moleque!

Seleção brasileira a um ano da Copa vive de jogar a bola no Neymar. O Santos, de Muricy, Montillo e alguns milhões jogados pelo ralo, passa 90 minutos de qualquer partida nos últimos anos sem fazer nada que não seja jogar a bola no Neymar.

Eu não vou aprovar nunca que um menino de 21 anos, ídolo, que treina, não falta, não foge do jogo e que com essa idade já carregou o time a 5 finais de estadual, uma copa do Brasil e uma Libertadores nas costas seja chamado de pipoqueiro ou ofendido por miseráveis torcedores em busca de um novo Pelé.

Neymar é a salvação da pátria toda quarta e domingo. Nos intervalos, responde a cada 10 minutos a mesma pergunta, não falta aos treinamentos, namora, se diverte, faz propaganda e cuida do cabelo.

Enquanto isso, os dois mais badalados clubes do planeta disputam o garoto, que tem sua vida, seu namoro, seu dinheiro e cada gesto avaliados o tempo todo por gente que acha que tem esse direito, ou melhor, o “poder” de saber o que é melhor pra ele.

Não torci pelo Santos nos penaltis por achar que merece. O time joga mal, o trabalho do Muricy na Vila é de ridículo pra baixo, mas se mantém com o nome e com um bom time, como aliás, sempre fez.

Sem entrar no mérito do treinador mais uma vez, o Santos é cobrado como um time pequeno e o Neymar como o Pelé. Na seleção, jogam 90% do problema nas costas dele, sem dó.

E quando ele chega na quinta final de estadual em 5 anos de profissional, dizem que seu choro foi marketeiro e hipócrita.

Vai, moleque!

Vai pra cima, vai pra Europa, vai pra Copa, vai pra capa do jornal, vai pra onde quiser. Nunca pra onde te mandarem.

Por enquanto, vai pra final. Como sempre.

abs,
RicaPerrone

Mimimi, ôxente!

O mimimi não pode parar. Hoje, é sustento de muita gente, motivo de mídia pra muito artista falido e de voto pra uma centena de políticos em busca da sua minoria de retaguarda.

Neymar teria chamado um jogador nordestino de “Paraíba”. E eles se ofenderam.

O “gordinho” aqui, chamado de “alemão” em rodas de samba, não tem sofrido preconceito.  Mas o “paraíba” tem.

O pagodeiro, o funkeiro, nenhum destes sofre com esse tipo de “rótulo”.

Não existe movimento algum contra preconceito, meus caros. Existe uma vontade do cacete de aparecer as custas de um fato qualquer que possa posicionar meia duzia de pessoas como “defensores de alguma coisa”.

Isso dá moral, voto, seguidor no twitter, audiência, carinha de cult e fama de “famoso engajadinho”.

Se Neymar o chamou de Paraíba, não vejo problema pois “paraíba” até onde sei não é algo ruim. Ou é assim que os “paraibas” interpretam?

Se eu disser pra um gaúcho: “E ai carioca?!”, ele não vai me processar, nem ficar ofendido. Vai no máximo corrigir.

Só tem uma coisa mais irritante que o preconceito. O complexo de perseguição.

“Prestenção” numa coisa, caro baiano, paraíba, alagoano ou sei lá mais o que.  Não chamamos vocês de “paraíba” porque achamos a “Paraíba” uma merda. É meramente por não decoramos os nomes de cada capital e cada estado nordestino, então juntamos, como fazemos com “japones”, com “funkeiro”, “pagodeiro”, “boleiro”, “gringo”, etc.

Eu não posso achar que todo mundo “menospreza” um lugar que juntam dinheiro o ano todo pra ir nas férias. Não faz sentido.

Existe preconceito? Claro! Como existe comigo, com você, com o que for.

Mas quanto mais existir mimimi, mais viadagem a cada meia discussão de campo, maior será a distância entre as pessoas e maior será o tal preconceito.

Se eu discutir com você e chama-lo de “paraíba de merda”, acredite: A ofensa foi o “merda”, não o paraíba.

Antes de lutar contra o preconceito dos outros acho interessante lutar contra nossos próprios complexos.

E que saudades do tempo que o “Paraíba” mandava o filho sentar a porrada quando ofendido e não procurar uma ong no twitter…

Volta a arder, Merthiolate!

abs,
RicaPerrone

Vidraça errada

Neymar é um craque. Eu não quero saber se você gosta do cabelo dele ou não, se acha que a mídia o supervaloriza ou se acha mais bonito um ídolo mudo que você sequer conhece o perfil.

Minha preocupação é com o campo. Neymar tem 21 anos, acabou de completar, não tem experiência internacional, não tem Copa nas costas e tem apenas um puta potencial pra explorar.

Kaka, Ronaldinho, Adriano e Robinho, nomes que contávamos para protagonistas na tão sonhada Copa de 14, não estão no nível que esperávamos. E então, com a sorte de termos Oscar, Lucas, Neymar e outras jóias surgindo, vamos trocar a esperança por obrigação.

Esses caras de 20 anos que nunca foram testados e agora começam suas carreiras são os que podem surpreender, não os que carregam a responsabilidade de resolver uma Copa. Ainda mais em casa, onde a torcida mais pressiona que ajuda e a imprensa tem por esporte o menosprezo do que estiver a seu alcance.

Kaká está lá porque tem experiencia e, em tese, aguenta o tranco de ser novamente cobrado se jogar outra Copa mal. Como Messi jogou as últimas 2 no melhor nível Lucio Flávio e não deixou de ser craque por isso. Mas no caso, ao contrário do Brasil, era ele e mais 10.

Neymar não pode ser o alvo de uma mídia revoltada e manipuladora de torcida por conta de um time inteiro que tem problemas. Problemas que começam na péssima idéia de que tudo estava errado em 2010, que passa pela falta de noção de quem acha que tudo é uma merda na derrota e um paraíso na vitória e chega na falta de sorte de termos perdido as referências técnicas do time para o acaso.

Tem que entender bem pouco de bola pra achar que Lucas, Oscar e Neymar podem, ao lado de Fernando, Ramires e mais 3 ou 4 jogadores de defesa resolverem uma Copa do Mundo.  Eles até vão, mas daqui 8 anos, talvez 4. Não agora.

Era pra ser um time de 5 medalhões, 3 novatos. Virou um time de 7 novatos, nenhum medalhão.

A pressão é insuportável e eles também não tem culpa de não terem disputado uma Copa, do Mano ter saído, do Felipão estar chegando agora, etc.

Contestar a seleção é um esporte nacional legítimo. Perseguir alguém porque ela não é o que você queria que ela fosse é covardia.

Neymar é craque, joga a barbaridade que imaginamos. Mas não pode carregar nas suas costas a missão de levar o Santos e a seleção brasileira nas costas aos 21 anos de idade.

Os verdadeiros responsáveis por isso desistiram ou não chegaram inteiros até aqui. O garoto é uma jóia, uma esperança, não um problema.

Cobrar é uma coisa, massacrar e eleger um vilão em troca de simplificar uma longa discussão é covarde.

Neymar é tudo isso sim. Mas não sabia dirigir com 12 anos, nem sabe resolver uma Copa com 20.

Só Pelé soube. Por isso é o Pelé.

abs,
RicaPerrone

Malandro é malandro, Mané é Mané!

Malandro não cai na pilha. Malandro começa e termina.  Quando malandro não brilha, pelo menos não some.

Mané, quando não parece malandro, faz questão de parecer Mané.

Malandro ri durante e no final. Mané ri antes.

Malandro irrita, Mané fica irritado. Mané que é Mané jura que é malandro.

E malandro que é malandro as vezes parece Mané.

Malandragem ou não, Neymar sofreu pênalti. E fez, deixando o goleiro como Mané.

Ousado, cheio de vontade, corre pra sair rindo sem gargalhar. O Mané, que adora gargalhar das suas piadinhas mediocres, sai reclamando que hoje não teve graça.

Teve sim, Mané. E a piada é você.

Um que espera a vida o coroar, outro que tem fobia da coroação e corre dela sempre que possível.

O malandro, mesmo mais novo, tem seus truques. Um deita e rola, o outro finge de morto.

E quando perguntado sobre sua ousadia, um sorri e finge não querer os holofotes. O outro cava uma suspensão pra um próximo compromisso onde será cobrado como malandro, sendo de fato um Mané.

E se tá difícil pra malandro, imagina pra Mané.

abs,
RicaPerrone

Bateu, levou!

Neymar e seus dribles desconsertantes são, de novo, a pauta da semana. Não satisfeitos em contestar seu potencial e toda vez que alguém o elogia vem um idiota falar em “Messi é melhor”, agora resolveram debater o que ele pode fazer com os pés dentro de campo.

Chapéu, que pra Mané era lindo, pra Neymar é falta de respeito. Mesma reação das tais cotoveladas de Pelé, maravilhosas, e as absurdas de outros tantos da atual geração. Falta critério, boa vontade.

É um direito do beque enfiar o pé no Neymar, e todo jogo algum deles o exerce. Direito do Neymar devolver com outro pontapé ou com um drible humilhante. Se não passar pelo beque, sofrerá falta e pode tirar um adversário do jogo.  De alguma forma, será produtivo.

Neymar humilhou o jogador do Botafogo (SP) porque ele estava em sua frente. Se deixasse passar, não tomaria o olé. E se está ali pra não deixar, que o faça. Se não sabe fazer, conviva com a derrota.

Toda vez que Neymar dá um drible desses ele sabe que está sugerindo sua categoria e também um pontapé.  As vezes leva os aplausos, outras o pontapé.  Nunca serei tolo de condenar o atacante por levar uma entrada forte após dar um drible desses na linha lateral.

Sim, é claro que Neymar quis dar uma humilhada no adversário. E é direito dele, afinal, tomou pontapés o jogo todo. Alguns respondem com o cotovelo, outros chorando para reporteres, outros dando um baile.

Só que o baile é só pra alguns. O choro e o cotovelo, pra qualquer um.

Convenhamos, Neymar não é qualquer um.

Se eu fosse zagueiro, me sentiria humilhado com seus dribles SIM. E provavelmente lhe daria um pontapé no meio da canela.

E dai? Eu seria expulso, ele aplaudido.

Porque é assim a vida. Os brilhantes irritam, os medíocres tentam menosprezá-lo.

É direito dele driblar. Do zagueiro reagir.

E do futebol pagar 1 milhão a quem dribla, 10 mil a quem bate.  Eternizar o olé, esquecer o pontapé.

abs,

RicaPerrone

Insuportável Neymar

É repetitivo, quase chato. Toda vez que o Santos entra em campo sai dele com todas as cameras voltadas para Neymar. Pelo gol, pelo drible, pelo pontapé que levou, pelo que vai dizer, pelos aplausos que causou, enfim, protagonista por natureza.

O garoto consegue ser notícia na terça porque muda o cabelo, na segunda porque passeia de barco, mas na quarta é quase infalível. Quando não faz 2 ou 3, dá o passe pra eles. E quando está cansado de apanhar, humilha seus marcadores.

Hoje, num esboço do que será o Santos de Muricy, o garoto desequilibrou mais uma vez. Tenho comigo a sensação de que alguns jogadores do Santos tocam pro Neymar com o jogo definido só pra se divertirem.

É notável o sorriso dos companheiros, torcedores, reservas, jornalistas e até dos adversários quando ele domina uma bola com a partida definida. Você sabe o que ele quer fazer, sabe que ele fará, e se for pra cima ele faz mais rápido ainda.

Insuportável.

E quando digo “Santos do Muricy”, que fique claro, não espero 30% daquele Peixe que saia goleando todo mundo. Esse aí vai retomar a bola e jogar pra Montillo, André e Neymar. Tendo no Cícero um jogador tático que vai recompor ou ajudar na frente conforme a necessidade.

Tudo que Muricy sonhou na vida dele foi um time com um definidor, 2 puxadores de contra-ataque e um baita batedor de faltas. Lá está.

O Santos não vai dar show. Neymar fará isso sozinho, como aliás, tem feito há mais de um ano num time que joga pouco.

Mas vai vencer. E se vencer é tudo que importa, pra estes o Santos tem ótima perspectiva.

Para nós, apaixonados e romanticos idiotas em busca de um futebol encantador, resta-nos Neymar.

abs,
RicaPerrone

Montillo lá e cá

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Lá, no Cruzeiro, era um ídolo pouco contestável. Aqui, no Santos, será um jogador cobradíssimo pela novela que foi contratá-lo.

Lá era tido como um craque, aqui não espera-se nada abaixo disso do argentino. Portanto, se lá não foi fácil, aqui será menos ainda.

E não, não foi por ser, muitas vezes, a estrela solitária de um Cruzeiro irreconhecível que chegou onde chegou. Merece o rótulo de grande jogador, a euforia pela contratação e a tristeza dos mineiros.

Mais do que os santistas sorri Muricy, que “perdeu” um camisa 10 que pára o jogo e conseguiu mais um pra contra-atacar e poder fazer o Santos jogar ainda menos futebol, porém, ser ainda mais letal.

Para Ganso funcionar o time precisa da bola. Para Montillo, basta retomá-la.  O argentino corre com ela, o brasileiro pára e faz ela correr.

Pro Santos do Muricy, nada mais perfeito que Montillo. Pro Cruzeiro, alguns milhões que se bem investidos podem trocar um time mediocre de uma só estrela por um bom time de alguns bons jogadores.

abs,
RicaPerrone

É foda, Neymar….

Aê, moleque! Sábado deve ter sido um dos dias mais fantásticos da sua vida. Só não digo que “te invejo” nessa porque nunca tive tempo pra pensar em ser jogador, mas se fosse, adoraria ter vivido o que você viveu em Minas.

Dizem, desde então, que “não foi bem assim”, mas sabe qual é, né? Se disserem que foi, morre o argumento de “só o povo europeu aplaudiria um rival por talento”, “como o europeu é civilizado”, entre outras babaquices que repetimos desde sempre.

Foi assim, sim!

Causado pela derrota do time dos caras, é óbvio. Se estivesse 2×2 não iam lembrar de te aplaudir, mas sim de empurrar. O que não tira em 1% o impressionante resultado do seu carisma, talento, postura e personalidade.

Eles querem que você seja o Messi, moleque. E eu me amarro por você não ser.  Teu cabelo me diverte, conheço sua voz, o que você pensa e o que gosta de fazer. Não sei nada sobre o argentino, portanto, prefiro você, original, autentico, cheio de marra e sem um manual de conduta “agrado a todos” pra seguir.

Quando você grava comercial na terça e arrebenta na quarta os caras ficam malucos. Como vão defender a tal tese de que o Messi só é craque porque acorda cedo e dorme de meia? Parece até que estes jornalistas não se lembram do Renato, do Romário e tantos outros gênios de cá.

Te comparam, não porque querem te igualar ao melhor do mundo. Mas porque querem lembra-lo, sempre que possível, que você “ainda não é”, mas fazem enorme questão de esquecer disso quando citam o argentino na mesma frase do Pelé.

Pesos, medidas, bla bla bla.

E você aí, provando o improvável. Ganhando mais aqui do que se estivesse lá, mantendo o alto nível sem deixar a mulherada, a balada e as propagandas. Não mudou o cabelo quando contestado, usa a chuteira da cor que bem entende e o carro que quiser comprar.

Se diverte, nos diverte, não pede permissão, simplesmente faz.

E quando uma reação natural o exalta, logo surgem os abutres para tentar diminuir o feito.

Quando em Madrid, um dia, você destruir a defesa do Getafe e a torcida local aplaudi-lo, dirão que foi uma bela e digna atitude de um povo educado e inteligente. Aqui, dizem que a torcida do Cruzeiro fez pra “zoar”.

Porque na real, irmão, essa atitude se torna uma “zoeira” memorável no meio da testa dos que pregam que aqui não pode, que aqui você não pode, que é preciso ir lá buscar o ouro.

Conselho de gente normal só interessa a gente normal. Você não é normal, convenhamos.

Querem que você corra lá pra buscar euros, quando não notaram ainda que você é tão diferente que está fazendo os euros virem atrás de você.

Diziam que a grana aqui nunca se compararia a de lá. E lá está o moleque, num time de torcida não tão gigante assim, ganhando mais que muito craque badalado de lá.

Dizem que aqui a FIFA nunca vai te ver. E lá vai você, de novo, pra eleição de melhor do mundo.

Falam muita merda, todo santo dia. E isso sim, Neymar, não vai mudar.

Talvez você mude a história do futebol, mas não vai mudar o bla bla bla que cerca seu brilhantismo.

Só você sabe o que sentiu no sábado. E pro resto da vida, nenhum dos que te julgam saberão o que é ser aplaudido por quem “não é nada seu”.

Acostume-se. Até pra isso tem que ser diferente, moleque.

Correr pra Europa e passar 3 meses sem nem dar entrevista e sem concentrar pra bater em bebado todo domingo é caminho comum. Ficar e fazer por onde numa nova trilha ainda a ser explorada é pra poucos.

É foda, Neymar.  Você e o que você ouve.

É foda fazer sucesso quando tem muito medíocre pra julgar.

abs,
RicaPerrone