Mas e se….?

Mas e se....? 1

Eu fico imaginando de cá, enquanto mal consigo pegar no sono, como estão eles lá, já dormindo para o jogo de amanhã. Eu imagino a tensão, o “medo” que dá jogar uma Copa sendo Brasil e todas as consequências terroristas que a mídia aqui coloca.

E então eu pergunto: o que pode acontecer? Medo de quê?

“Imagine se a gente perde!?”

“Imagina se eu erro e faço um pênalti?!”

“Imagina se eu perco a bola do contra-ataque?!”

Senhores, se um dia um time de futebol representando a seleção brasileira estivesse sentado na concentração e alguém lhes dissesse: “Imagine vocês perdem a Copa de 7 pra Alemanha em casa!?”, o que aconteceria?

Seria inevitavelmente a maior das tragédias possíveis de se imaginar. E então eu lhes pergunto: na prática, o que aconteceu?

Nada.

A lição é simples de ser entendida. Uma vez o Loco Abreu disse que não havia tragédia alguma em perder um pênalti. Que era só futebol. E se por um lado o torcedor não quer ouvir isso, a história diz que, sim, é “só isso”.

Imagine 4×0 pra Bélgica. 10 dias de ESPN culpando todas as gerações dando 0,2 no ibope, o Sportv criando teses, o Galvão puto, uma dúzia de manchetes por aí, uns 3 vilões, todos na Europa na mesma semana e segue a vida.

Porque na real, nada acontece “se…”.

O “e se…” é o maior terror que a gente coloca na nossa cabeça a troco de nada. Porque cada drama é só nosso modo de ver as coisas. O medo de perder não apenas tira a vontade de ganhar como nos limita a defensores de uma condição que sequer foi atingida.

Agora, “e se …” a gente joga muito, ganha, vai pra final, é campeão, vocês voltam pro Brasil nos braços do povo, calando os idiotas, reconhecendo os que apoiaram e aliviam a vida dura de uma nação? Eternizam seus nomes, orgulham seus filhos e netos, fazem história e ainda ganham muito dinheiro?

Esse é o “e se…”dos campeões do mundo do dia 15.

Não há nada pior do que o 7×1. E se esse não causou nada demais além da tristeza de uma derrota no futebol, teremos medo de quê, agora?

Pra cima deles.  Mas não tentem preservar algo que não é nosso, nem se preocupar em não perder. Não temos nada a perder.

O cinturão não é nosso. Não adianta só se esquivar. Tem que bater até derrubar. Então, batam!

abs,
RicaPerrone

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