
A piada é velha, mas o contexto é novo. O Cruzeiro que é candidato a melhor time do país em 2018 enfrentou o rival, que vive um ano de poucas expectativas até por não estar na Libertadores, e tomou 3×0 no primeiro tempo, aliviando pra 3×1 no segundo, mas evitando tomar mais uns 2 ou 3 no segundo tempo.
Se quiserem falar em bola parada, que digam. Mas o Atlético jogou mais do que o suficiente pro placar que fez. A forma que sairam os gols não muda o fato do Galo ter conquistado a vitória e não achado numa bola qualquer.
Resolvido? Não, claro que não. O Cruzeiro pode fazer 2×0 em qualquer time do mundo e não será nada anormal. Imagine num clássico.
Mas do primeiro turno pra final, a brincadeira foi séria. “Quando tava valendo….”.
A diferença de foco na temporada existe. Mas naqueles 90 minutos eu duvido que justificou. O Galo é mais um time de um treinador novato jogando um futebol de fato novo e crescente.
O Cruzeiro tem um grande time, joga bem muitas vezes, mas a realidade é que jogou 2 partidas que importavam em 2018. Perdeu as duas.
Tem sim diferença. O Cruzeiro precisa vencer um jogo importante, não só os protocolares. O Galo venceu o único que precisava (até aqui) no semestre. Tem jogo que vale, tem jogo que não vale.
E quando tá valendo…. tá valendo.
abs,
RicaPerrone



O grande erro dos jornalistas esportivos é fixarem demais numa região, num clube ou no dia-a-dia aceitar a máxima de que “torcida é tudo igual”. Não são iguais. Passam longe de ser, mas você tem que ir lá tentar entender as diferenças.

Naquele dia eu vi torcedores de diversos outros clubes do pais comemorarem uma defesa que nada lhes dizia a respeito. Vi em minha própria casa gente que nem sabia que ia ter jogo pular do sofá quando o milagre aconteceu.

