jesus

Jesus não está sozinho

Eu sei que todo rubro negro está enlouquecido porque nunca viram o Flamengo como hoje. É natural e justo, diante de tantos anos ridículos incompatíveis com a grandeza do clube, enfim ver o que de fato merecem.

Vejo no Jesus uma figura fundamental na melhora. Mas vejo alguns exageros que podem se tornar inconvenientes.

Explico.

Jesus é ótimo. Ta fazendo um trabalho incrível no Flamengo! Deve e merece ser campeão, se tornar ídolo, e referência no que faz. Ponto.

O que não é discutível e deturpável: Jesus não é um treinador consagrado. E quando alguém fala de seu curriculo não está desmerecendo, nem mentindo. Só constatando que não é um cara que aos 65 anos chegou aqui como um treinador fora de série.

E de fato, tendo conquistado títulos em Portugal, ele é um treinador de alto nível. Mas não tem um currículo incrível. Ganhar título em Portugal é como ganhar num estadual de 2 times. Você tem 2 opções.

Simples de explicar: Você nunca ouviu falar de Jesualdo, nem de Rui Vitória. Ambos são os recentes campeões de Portugal como Jesus. Nenhum deles está na Europa em times competitivos.

Isso desmerece Jesus? Não! Claro que não. Ele é de Portugal. Queria que ele tivesse títulos onde? Na Zâmbia? Mas daí a dar-lhe um currículo imaginário são outros 500.

Agora vamos a dose interna do exagero que considero injusta e perigosa.  Dar os créditos é uma coisa. Dar TODOS os créditos, um erro.

Porque?

Porque gera ciúmes. Ali tem um clube que ha 6 anos trabalha duro e sério sob vaias para chegar ao patamar de contratar esse time que tem hoje. Ali tem uma diretoria, 15 jogadores renomados, 4 reforços de peso que vieram com ele, e portanto uma série de responsáveis por isso.

Jesus é o maior responsável? Pode ser. Deve ser. Mas não é um jogo de FIFA. Ele não tem um controle remoto e comanda 11 bonecos. São profissionais que também querem os créditos por todos os lados.

Do roupeiro ao presidente, o Flamengo foi competente. É um pouco injusto mirar tudo num cara como se ele fosse, de fato, Jesus. Só que Cristo.

Amanhã, na hora da crise, que uma hora virá porque isso é futebol, vai ter o efeito contrário. Então não me parece uma fórmula de sucesso comum dar a um enorme trabalho coletivo os méritos todos a um só.

Jesus é fundamental. Eu adoraria tê-lo no meu time. Mas há bem mais do que ele no Flamengo que hoje faz o torcedor suspirar.

Enfim. Dividam os aplausos. Tem mais gente ali por trás que também os merece. E dizer isso não diminui em nada os méritos do Jesus. Apenas sugere que outros aplausos não sejam esquecidos.

RicaPerrone

Doutor Jesus

O treinador do Flamengo disse que os treinadores brasileiros são ultrapassados. Essa declaração poderia bastar para o auê todo, mas na verdade há uma frase junto disso que diferencia uma opinião estúpida e despeitada de uma análise.

Quando um jornalista brasileiro vai lá e desmerece um treinador com 20 anos de carreira como se estivesse falando de um imbecil qualquer, é despeito, burrice e covardia.

Jesus não fez isso. Ele deu a causa e o diagnostico. Não foi uma atitude arrogante a troco de nada.

Ele explicou o que nós temos preguiça –  ou má fé – de expor na hora de criticar nossos profissionais. Sim, o treinador brasileiro nunca precisou fazer uso de metade dos conceitos coletivos dos europeus porque nós resolvemos na técnica.

Isso nem chega a ser uma crítica. É uma constatação cultural, histórica e elogiosa aos nossos jogadores.

Ele poderia ir além. Explicar que pela origem dos nossos jogadores nem sempre é possível se aprofundar taticamente. Que grande parte volta da Europa exatamente porque não tem preparo pra compreender algo mais complexo.

Jesus não fez uma crítica. Fez uma análise.

A diferença brutal é que ele sabe que se desenvolveu mais por precisar e os nossos menos por não precisar. Quem nasce rico não sabe trocar lampada. Quem nasce pobre sabe.

Isso não diminui o rico. Só constata diferenças no processo de criação e evolução. Nessa história os treinadores brasileiros foram por décadas os filhos ricos. Papai dava tudo. Enquanto os europeus tinham que brincar com o que dava.

Até que futebol virou dinheiro, o dinheiro tá lá, eles passaram a comprar tudo que a gente tinha a mais que eles e então, somando o fato de não serem mimados com nossa técnica, se transformam em profissionais melhores.

Isso é uma crítica bem feita. O que se faz aqui é perseguição, ofensa gratuita e má fé em troca de clique.

Jesus não foi sequer indelicado.

RicaPerrone

Espera-se muito mais

O ano do Flamengo não é fácil. Ao contratar um timaço e no meio do ano ir buscar um “renomado” treinador portugues caríssimo, espera-se dele o que não se espera de mais ninguém.

A cobrança cresce desproporcionalmente na medida em que isso acontece num time de massa onde o “8 ou 80” é regra. A fase de esperar está no limite. O torcedor do Flamengo quer resultado e com alguma razão em virtude do cenário.

O resultado contra o Emelec lá foi fruto de uma dose de azar. O de cá, nem tanto. Embora não tenha sido pênalti, o time tenha passado o segundo tempo quase todo jogando de igual pra igual.

A eliminação na Copa do Brasil, “a grama”. Não foi só isso, pois houve jogo no Maracanã. O 3×0 do Bahia também não pode ser ignorado, é uma puta derrota.

O problema talvez seja essa mania de ter que estar lá ou cá. Ou você acha Jesus, Jesus. Ou acha ele uma enganação. E não é uma coisa nem outra. Apenas não há revolução alguma no futebol do Flamengo ainda.

Melhorou? Algumas coisas. É uma curva ascendente notável? Ainda não.

Esse Flamengo que optou por comprar um sonho ao invés de construí-lo é uma tentativa ousada de brigar com sua história. E mesmo vivo em dois campeonatos, em momento algum o torcedor se convenceu do que está vendo. E já estamos em agosto…

Tá na hora de firmar um padrão, uma postura e alguma regularidade.

RicaPerrone

Como a banda toca

Jesus foi puramente treinador. Ignorou o campeonato, o clube, o histórico e a relação de confiança com o torcedor. Resolveu por conta e risco que trataria o jogo da Libertadores como um jogo qualquer.

Se vence com Rafinha na frente, é gênio. Perdeu, que aguente. Não pelo Rafinha. Pelo conjunto da obra. O erro? Tentar fazer com que o Flamengo se adapte a ele e não o contrário.

Isso é jogo pra fechar a casinha e ganhar de meio a zero. Não porque prefiro, mas porque é Flamengo numa Libertadores. Na menor chance de dar merda, vai dar. É isso que ele parece ignorar e não saber.

Vilão? Não. Eu compreendo o Rafinha na frente. Não compreendo o Cuellar fora jogando lá. Aqui, semana que vem, é bem razoável. Mas aí é capaz dele escala-lo.

O Flamengo tem, entre vários erros, uma dose escandalosa de azar na Libertadores.

Perde Everton, Arrascaeta, toma um gol no começo e tem um a mais. Diego se machuca. A bola do segundo gol é sacanagem. Desvia no único lugar que podia pra entrar no único espaço possível.

Lá vem vocês com o papo do investimento. E eu insisto no meu papo de que investimento pesado em reforço caro, na América do Sul, é papo furado. A gente faz, quem compra é europeu. E normalmente ganha quem faz, não quem compra.

Dá pra virar? Claro que dá! Sem Arrascaeta, Diego e Everton? Mais difícil. Mas dá.

Semana que vem o Flamengo opta entre dois cenários comuns a sua história. Ou enche o estádio pra cobrar e sai dali sob pedras e em crise, ou entra pelo “milagre” e sai dali santificado.

Aguardemos. Mas que dá, dá.

RicaPerrone

Diagnóstico confuso

A medicina é mais simples. Você faz o exame, ele diz o que você tem, te dão as opções de cura e segue o jogo. No futebol as coisas  não são bem assim.

O Flamengo ontem foi parte de um jogo muito bom. Mas por mais que tenha sido bom, o adversário foi quem mandou na partida por 80% do tempo, fez 3 gols anulados, teve um lance de pênalti muito discutível e portanto esteve bem perto de decidir a vaga no jogo de ida.

Mas foi 1×1. Ótimo resultado pro Flamengo. Se olharmos as chances de gol, ainda melhor.

Melhorou do Flamengo do primeiro semestre? Sim. Teve uma proposta diferente. Cometeu muitos dos mesmos erros, voltou a fazer algo que detesto que é cera de time pequeno, como a ridícula cena do Gabriel rolando por uma bola na canela. Mas até aí, é escolha e não desempenho.

O fato é que você tem um grande jogo, uma leve melhora no desempenho e também uma possível goleada.

O Atlético reclama do pênalti. Eu também teria dado. Não achei falta no Rodrigo, achei trombada. Mas obviamente todo flamenguista vivo discorda disso. O que não dá pra discordar é que o Atlético esteve bem perto de fazer 5 ou 6 gols no Flamengo. E se metade dessas bolas entrassem hoje não haveria análise e sim protestos.

Se for pra escolher, fico com o meio termo. O CAP jogou muito bem. O futebol insiste há alguns anos em nos provar que a qualidade técnica é cada vez menos significante.   O Flamengo tem muita, se pressiona a cada reforço que anuncia, e se frustra a cada partida.

Um grande jogo.  Mas o rubro-negro que encheu os olhos não foi o Flamengo.

RicaPerrone

Hoje, não!

O discurso fácil é o de “contra o Paraguai com um a menos é obrigação”. Ok, mas quem de fato acompanha futebol sabe que as coisas não são mais assim. E que se um time se propõe a não jogar, dificilmente tem jogo.

Se uma das 24 bolas chutadas por nós entra, golearíamos em seguida. Enquanto não entrasse eles iam praticar o anti jogo escroto porém legítimo.

Uma coisa é não merecer. A outra é não conseguir. O futebol é um esporte que não tem lógica e quando isso se constata contra nós também tem que valer. Merecemos vencer e bem. Um 5×0 hoje tava justificado.  Mas não entrou.

Arrebentar a seleção por esse 0x0 e avaliar os mesmos 90 minutos com euforia caso 3 bolas entrassem é o que DEVERIA diferenciar torcedor e analista. A seleção jogou bem. Jogou MUITO melhor que o adversário, mereceu a vitória e saiu com ela.

Críticas? Tenho. O William e o Paquetá são respectivamente “ponta direita” e meia. O Jesus e o Coutinho não são. Se é pra levar pra seleção é pra usar.

Tite adapta o time a sua idéia e não suas idéias ao material que tem.

Tá bom? Ainda não. Ruim? Longe disso. A seleção é a melhor da Copa América, a que mais ataca, a que menos sofre na defesa, a que mais tem posse, a que mais dribla, a que mais finaliza, etc, etc, etc. Todos os números, e também o volume de jogo, são claros ao mostrar bom desempenho.

Dessa vez, embora eu discorde muito do que o Tite vem fazendo em alguns casos, o Brasil vem de 3 bons jogos na Copa América e merece a classificação.

Corremos. Tentamos. Criamos. Não nos omitimos do jogo.

O que falta? Adivinha… “o cara”. E se não tem, não tem.

RicaPerrone

Credibilidade

Pra que serve a sua história? Porque e por quem você escolhe entre o certo e o errado?  Pra que tanta preocupação com sua trajetória se ela de nada valer?

Credibilidade é o que a gente ganha ao longo do caminho pra, quando chegar, usarmos os créditos.

Credibilidade é algo que se conquista. Não há outra forma de tê-la se não por méritos.

Esse time do Brasil tem e merece ter a nossa confiança.  São anos jogando em muito alto nível, ganhando todas, exibindo grande futebol e reagindo bem a sair perdendo, ganhando, empatando, na chuva, no seco, na pressão, em casa ou fora.

Não há qualquer argumento que possa descredibilizar o trabalho feito até aqui e nem os 23 escolhidos para nos representarem lá.  Você pode preferir esse ou aquele, mas é inegável que estes, a maneira deles, fizeram você reconhecer que sim, eles merecem nossa confiança e respeito

Resgataram nossa maior bandeira. Foram tirar a seleção do mais humilhante momento dela e nos devolveram favorita à Copa do Mundo. Esse time tem hoje o direito de usar o que acumulou conosco: créditos.

Um jogo ruim lhe dá escolhas. Ou você vaia, ou você empurra. Tem time que  a gente olha de cima e vaia, tem time que a gente olha de baixo e empurra. E tem time que a gente dá a mão e anda do lado.

Você sabe o que esse merece. Não é hora, ainda, de reclamar, menos ainda de validar os insuportáveis seres humanos do “eu avisei”.

Nós é que avisamos! Vai ter hexa! Confia.

abs,
RicaPerrone

O hexa tá vindo

Eu não queria criar expectativa, mas se eu não fizer isso estou sendo cético e brigando com os fatos. A gente tem o direito de viver uma grande paixão mesmo que o risco de terminar numa grande frustração aumente conforme a entrega.

É proporcional a dor e fé.

Vai doer se não der. Mas o lado bom da vida é exatamente o que passamos acreditando, não o que passamos evitando nos decepcionar.

Eles merecem. Fazem por onde e está diante dos nossos olhos o favoritismo conquistado pelo trabalho e não apenas pela camisa amarela.

Goleamos, jogamos bem, tocamos a bola como brasileiros e temos craque. Somos o que adoramos ser. O tabu diz que somos sempre campeões quando não somos favoritos.

E eu lhes digo que o tabu que se foda.

O hexa pode até não chegar. Mas que ele  está a caminho, está.

abs,
RicaPerrone

Nós, a seleção!

Uma das coisas que eu mais amo na vida é ver a cara de merda de quem duvidou de mim ou me desmereceu.  O prazer da “vingança” é natural, é instintivo e pobre do sujeito que se considera evoluído ao ponto de não ter esse gostinho.

Esse time do Brasil foi um saco de pancadas. Nós ouvimos pós Copa de 2014 diversas vezes que seria difícil classificar, que pela primeira vez existia um risco real da seleção ficar fora da Copa.

Que eram mimados, irresponsáveis. Que não fabricávamos mais talentos.  Que só queriam dinheiro, que não se importavam.

Ouviram que a favorita era a Argentina, o Chile, não nós. E ouvir isso jogando futebol deve ser ainda mais revoltante do que o conhecendo, porque é tão absurdo que chega a motivar.

Esse time atropelou todo mundo e terminou uma eliminatória de 18 jogos com 10 pontos na frente do segundo colocado. Brincando nas rodadas finais, dando olé, chapéu e ganhando de time motivado.

Somos favoritos em 2018. E não, sua anta! Não é porque a fase é boa. É porque somos nós, o Brasil. A seleção mais foda do planeta, os donos da porra toda, o time do mundo, a referência de todos.

Esses meninos dormem hoje com a seleção recolocada no seu óbvio lugar na mais torturante fase para ser um deles. Eles pagam por algo que nem participaram, pela desconfiança de uma geração que ainda não venceu e pelo ódio jornalístico nacional que se nega de toda forma a assumir um lado. E que deveria ter sido, desde o primeiro dia, ao lado deles!

Com Tite, Dunga, a puta que pariu. Tanto faz. O nosso LADO é o da seleção.  Eles nos deram o ouro, nos deram a vaga pra Copa, nos deram a dignidade de volta. Nos deram o favoritismo.  Nos deram alegria e orgulho.

E nós, porrada. Hoje, aplausos.  Merecidos, os dois. Mas é preciso ter um lado.

Dá pra aplaudir do lado deles. Dá pra criticar também.  Mas do lado deles. Sempre, todo dia, até o último jogo da Copa. “Nosso time”, “nossos meninos”. Não tem CBF, dirigente, nada.

Eu tenho orgulho desse time. Tenho orgulho da seleção e especialmente de ter sido um dos que não mudou de lado em momento algum, nem mesmo na noite após o 7×1.

Aconteça o que acontecer daqui pra frente, fique do lado certo. E não corra pro outro na primeira turbulência. Seja parte da vitória e da derrota. Aprenda a usar com dignidade o “nós”. Ou em 2018, se campeão, diga “eles”.

Obrigado meninos. E desculpa qualquer coisa.

abs,
RicaPerrone

Aê, Jesus!

O moleque! Deixa eu te dar um papo.  Eu não sou religioso, de modo que talvez essa seja minha primeira conversa com um “Jesus”.  Assim sendo, considere-se especial por me cativar a fazer isso.

Eu sei que você tá ansioso, que tudo na sua vida é absurdo. Você é um “pivete”, ta com a 9 da seleção, tá rico, indo pra Europa a pedido do técnico mais badalado do mundo e acaba de deixar o Allianz Parque sendo o nome mais forte da conquista.

Eu sei o que você está vivendo sem ter a menor idéia do que é viver isso.  Mas sei uma coisa que você ainda não sabe, e que o tempo vai te mostrar.  Antes de entrar naquele avião, saiba que hoje você viveu algo que dificilmente se repetirá.   Não foi o maior dia da sua vida porque você será hexa pela seleção numa Copa e nada vai superar isso.  Mas não será igual.

Um estádio cheio de gente que realmente vive essa “merda”, que de fato dá tudo que pode por isso e que “canta  e vibra” dessa maneira, lá tu não vai encontrar. Talvez, sendo você o craque que esperamos, você nem chegue a voltar. E assim sendo, hoje foi a última vez que você viu um estádio de futebol lotado de torcida.

A partir de agora conviverá com “fãs de futebol”, que tem todo seu mercado e valor, mas não são como o que você viveu aqui. Amanhã você jogará pra investidores, hoje joga por uma história.  Nos próximos anos, se cumprir seu contrato, essa será a maior camisa que você vestiu em clubes.

Eu também iria. Te entendo.  É um dinheirão, um time pequeno que tá buscando espaço, vai te dar mídia e o campeonato dos caras é muito maneiro.  Mas aê, moleque! Igual hoje… não mais.

O City vai te dar muito dinheiro e fama instantânea, embora a 9 do Brasil já tenha te dado isso em doses cavalares.  Mas o que o Palmeiras te deu hoje você não terá de novo.  A chance de ser mais do que rico e famoso. Ele te deu um nome na história das vidas de milhões de pessoas.

Vá com Deus, guarde com carinho e NUNCA cometa o erro que muitos cometem de achar que você deu um título ao Palmeiras.  Foi ele quem te deu o futebol, não o contrário.

Parabéns! Seja muito feliz. E não seja tão “profissional”.  O futebol não ama profissionais. Ama jogadores de futebol. Seja o Jesus do Palmeiras pra sua vida toda e terá vivido hoje o maior dia da sua vida.

abs,
RicaPerrone