
Com 5 minutos de jogo o árbitro marca pênalti pro Fluminense. Eu não concordo. E ali o jogo tomou um outro rumo. O Flamengo tinha que ir com a bola dominada pro ataque e quem contra-atacava era o Fluminense de Gérson, talentosíssimo e inteligente, e Fred, que adora decidir jogos difíceis.
O Fluzão faz 2×0, o Flamengo diminui e o jogo fica caricato. O Flamengo com a bola, o Fluminense muito mais inteligente nas poucas vezes que pegava nela. Qualquer um podia fazer o próximo gol.
Os times vão pro intervalo e quando voltam Cristovão troca um meia por um atacante aberto. Ora, Cristovão! Se a bola não chega porque colocar mais um que recebe e tirar um dos poucos que criam? Não concordo.
E o Fluminense fez 3×1 num contra-ataque arrasador.
Era “justo”? Depende. Não concordo que não seja considerando que o time do Flamengo tem a bola e nenhuma idéia do que fazer com ela. Mas e o pênalti?
Ah, o pênalti….
5 do segundo tempo, expulso Giovanni. Não concordo.
Mas antes dele sair, Gérson se machuca e o Enderson coloca Pierre em seu lugar. Sem saber que ficaria com 10. E portanto, não concordo.
Chamou o Flamengo. Perdeu poder de fogo, não ameaçava mais e isso tudo com mais 40 minutos pela frente era um perigo, mesmo com 3×1 no placar.
Em seguida ele saca o Vinicius e coloca um lateral. Não concordo mais uma vez.
O jogos e torna um ataque x defesa constrangedor em alguns momentos. O Fluminense, agora com um a menos, simplesmente não existe ofensivamente. O Flamengo deixa dois atrás conversando com o Fred e passa o resto do tempo com a bola tentando achar alguém no time capaz de pensar uma jogada.
Não encontra.
E quando encontra, lá no final, é um cruzamento na área com um gol de cabeça. A única coisa que poderia sair daqueles mais de 70% de posse de bola sem nenhuma inteligência.
Então Fred se joga e ganha tempo. O Flamengo não joga a bola pra fora, o Flu reclama. E eu novamente não concordo.
Bola pra fora é pra contusão, não pra quem tá cansado e se joga pra ganhar tempo e sair mancando. Fred não se contundiu. O Flamengo não tinha que jogar a bola pra fora.
E termina o jogo! Festa do Flu, que ganha o clássico no Maracanã.
Talvez você realmente ache que o Flamengo tenha um grande time e que a saída da Unimed tenha deixado o Fluminense em péssima situação.
Mas não. Novamente eu não concordo.
O Fluminense tem o elenco mais técnico do Rio. E se uma das promessas estourar, especialmente o Gérson, é time pra brigar lá em cima por G4. Porque num futebol onde tudo é tão igual, faz muita diferença ter um ou dois caras diferentes. E o Fluminense tem.
abs,
RicaPerrone
As coisas mudaram. O Fluminense não é mais o time do patrono rico que compra, compra, compra e a torcida vai lá cobrar dos medalhões. A torcida também não é mais aquela apática de anos atrás que foi reinventada na Libertadores de 2008.

Deu Vasco. E se desse, sabemos, seria “porque a FERJ quis”. Odeio finais determinados antes do desenrolar da história, mas tenho que conviver com eles.
Eu não quero isolar um lance pra fazer insinuações até porque nunca fiz. E se em 2014 eu não disse o que o vascaíno queria ler, não será em 2015 que direi o que o rubro-negro espera.
Eu não quero ser o cara que te garante que tudo isso é honesto. Mas eu preciso de muito menos caráter e respeito a você pra te insinuar ou afirmar que não seja.
Todos os minutos do jogo deste sábado nos levam a crer que estamos falando de times muito parecidos, embora em teoria o Fluminense tenha mais qualidade.
Fluminense e Botafogo fazem um dos clássicos mais antigos do mundo. O simpático duelo deste sábado carrega mais do que uma vaga na final do estadual, mas também o direito de contar uma bela história.
Com que meias palavras é possível comentar um jogo onde o protagonista não foi o placar? Como exaltar a grande vitória do Flamengo sem passar pelas determinantes decisões equivocadas da arbitragem que, sim, mudaram o jogo.
O Flamengo venceu em cima de 2 erros do Vasco. Mas pra que haja um gol é preciso haver “um erro”, dizem. Não há diferença brutal entre os times. Ambos são medianos. Um mais ajeitado, mais tempo de trabalho. O outro mais “promissor”, com mais garotos.