penalti

Fla 3×2 Bota: E o Carli?

Cada dia é mais difícil pra arbitragem o que deveria ser cada vez mais fácil.

Eles complicam até a ajuda.

Os lances do jogo mostram 2 não expulsões de rubro-negros. Uma delas, talvez, numa discussão de bar, pudesse haver contestação. A do Cuellar não há.

E justo nessa o VAR poderia entrar. Nas outras, não.

Então, após o jogo, constatado por todos que houve um beneficio ao Flamengo pelas não expulsões, surgiu a imagem do lance do gol do Botafogo.

De fato o Carli empurra o jogador do Flamengo e graças a esse empurrão há espaço para o gol do Cícero.

Fato também que a bola não está em jogo ainda.

Mas o fato se torna bastante contornável se notarmos que um árbitro de vídeo pode ver tranquilamente que o gol surge muito em virtude do empurrão e, portanto, se não dá pra dar falta, dá pra talvez mandar voltar a cobrança?

Não sei. Me parece que seria a decisão sensata. Anular o gol e mandar cobrar de novo já que a bola não estava em jogo, mas a “falta” interferiu diretamente no gol.

A arbitragem é ruim. E lances como esses não serão facilmente resolvidos por mera incompetência.

Cuellar deveria ter sido expulso. O que não anula o argumento rubro-negro de que se o gol não saísse o jogo seria outro. Ou seja, nada mudou. Choro dos dois lados, juizes errando e agora com um atrativo a mais:  o erro é digital.

RicaPerrone

Suicídio público

A FERJ é uma entidade política e portanto não dá pra esperar nada muito voltado pro crescimento, lucro e resultado. Como tudo que não tem dono e nem fins lucrativos, a chance de haver um comprometimento com competência e não relacionamentos e favores é mínima, quase zero.

Ela pode errar. Pode fazer uma fórmula absurda como a deste ano. Mas não pode cometer o “suicidio” da credibilidade brigando com uma imagem.

O pênalti no Fluminense é penalti e ponto final. Não tem o que ser analisado.

E aí a FERJ vai na internet e diz que não só não foi pênalti como foi falta pro Vasco, exatamente o que o juiz marcou.

Ela não está defendendo sua arbitragem, mas sim fazendo dela motivo de piada.

Um campeonato organizado por esse tipo de mentalidade não tem a menor possibilidade de dar certo. Fato é que no futebol do Rio de Janeiro tudo que eu conheci até hoje é feito para que muita gente ganhe dinheiro. Menos os clubes.

E nessa de ir empurrando com a barriga, mais um ano onde a tradição, as torcidas e os clássicos vão salvar um campeonato que nasceu morto. E que, na dúvida, ainda se suicidou pelo caminho.

RicaPerrone

“Chato” e não roubado

O campeão paulista de 2018 é o mesmo de 2917. Nenhum deles era brilhante, mas os dois são extramente competentes e “chatos”. Chatos de ganhar. Chatos de irritar. Chatos de desequilibrar. E porque não, chatos de “roubar”.

O pênalti não aconteceu, e portanto não houve um “roubo” que determinou o título do Corinthians. Poderia haver um roubo determinante ao campeonato caso o Palmeiras fizesse o gol de pênalti, porque não houve.

Mas a polêmica não é essa. É a mesma do aborto.

Você sabe que tem, se preciso até é capaz de fazer ou no mínimo sabe quem faz. Não tem como interromper, sempre o farão. E ainda assim você quer fingir que não está acontecendo.

Está. Há muitos anos está. O juiz sabia do erro dele no intervalo por um telefonema pra casa. Hoje ele sabe olhando pra qualquer lado onde todos tem um celular na mão e já podem dizer se houve ou não o pênalti.

Entre mudar de ideia e mudar o jogo, eles mudam de ideia. Pode? Não. Mas eles fazem.  Já temos uns 30 casos de lances onde o juiz voltou atrás de um tempo pra cá, e antes disso, na história, nem 5.

Será que deu virose de mudança de ideia, ou alguém avisa eles?  Curioso como sempre que mudar de ideia eles acertam, né?  Isso sem contar o olhar biônico de bandeiras e árbitros auxiliares que conseguem ver o que nem na tv é claro num rápido replay.

Eu duvido que ele viu. Apostaria em mais um lance de interferência externa que jamais será provado e, portanto, o arbitro acabou “acertando”  em sua decisão final.

Independente do lance, o jogo foi ruim tecnicamente. Um Palmeiras cheio de qualidade tentando resolver tudo num passe profundo no primeiro tempo, e bem marcado no segundo. Um Corinthians chato ao extremo, que se arrisca pouco, dá pouco espaço pro adversário e me lembra até o Capitão Nascimento “voce vai manter a calma. Pode o pau ta quebrando voce vai manter a calma”.  Nada altera o Corinthians.

É mérito. Frio. Repito, quase “chato”. Mas pra quem não tem um timaço, as armas são diferentes do que esperamos. E o controle emocional e tático do jogo que o Corinthians tem são visíveis.

Como dizer que o título não fica em boas mãos após eliminar o SPFC aos 47 e o Palmeiras na casa deles, nos penaltis?

Se é de história pra contar que vive o futebol, teremos pra contar a mais surpreendente das possíveis neste campeonato.

abs,
RicaPerrone

A Sandy não joga futebol

Eu adoro a Sandy. Sério, fui em uns 5 shows já quando ela era com o Junior, mais uns 3 dela sozinha. Ela é fofa, canta bem, não briga com ninguém, temos quase certeza que não vai ao banheiro e que se Jesus viesse pra Terra pediria benção pra ela e não o contrário.

Mas ela canta, não joga bola.

Sandy não compete.

O Neymar tem um objetivo simples indo pro PSG: fazer algo que ele leve os méritos quase que por completo. Se o PSG ganhar uma Champions por exemplo, foi Neymar.  E isso é parte do show do Messi, do Cristiano, do Romário, do Ronaldo e de qualquer notável que dispute o rótulo de melhor.

Números ajudam. E por isso Neymar vai tentar fazer gols e mais gols para ter argumentos para ser número 1.  Se esperam dele a “fofura” de um Kaká, esqueçam.  Ele é um moleque atrevido, folgado, abusado e cheio de marra. Ele é o que ele é, não sejam ridículos de esperar dele o que você quer que ele seja. Isso é ser arrogante, não ele ao não dar a bola pro Cavani.

Aliás, porque vocês não surtam quando o Messi não dá o pênalti pro Iniesta? Ou quando o Romário e o Edmundo brigavam no Vasco por uma tarja de capitão?

Porque é simples: jogadores competitivos vencem. E Neymar é competitivo. Graças a Deus!

Teve jogo beneficente o mes todo. Agora é pra valer. O sujeito faz 4 gols, dá passe pra 2, e tu quer discutir a porra de um pênalti se ele deu ou não pro colega?

Quer manchetar vaias de uma parte da torcida dos caras pra ele?

Pra ser o melhor você tem saber que onde passa só um, passo eu. E foda-se.

abs,
RicaPerrone

Sem climão, Flamengo é melhor

O que faria de um Flamengo e Vasco um jogo igual, hoje, é apenas o fato de ser um Flamengo e Vasco.  É evidente que o rubro-negro está melhor, tem mais time e joga mais futebol há algum tempo. Mas por ser clássico, por ser quem é, o Vasco iguala as condições pré jogo rapidamente.

Mas não parecia um clássico. Num estádio vazio, longe, num sábado onde o jogo foi ofuscado pelo carnaval, o Vasco até que tentou levar os nervos a flor da pele, causar empurra-empurra a cada lance e equilibrar na camisa. Mas, não houve “climão”.

O jogo ficou simples. Era o de vermelho e preto contra o de branco, sem grandes extras para incrementar e equilibrar.  E então, deu Flamengo, como daria se os times não vestissem qualquer uniforme.

É uma daquelas decisões pouco comentáveis.  Não há muito o que se constatar além do fato do Flamengo ser melhor que o Vasco hoje e por isso ter vencido a partida.

Ah! Achei que aquela bola entrou, antes que digam que esqueci da polêmica.

Nada anormal. Nem a derrota do Vasco, nem a vitória do Flamengo.


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abs,
RicaPerrone

Um Flamengo “pra casar”

Em alguns momentos de sua gloriosa história, é claro, o Flamengo jogou um grande futebol.  Também viveu raros períodos onde rascunhou um futuro brilhante, organizado e profissional.

Já teve sua torcida carregando no colo e levando o time até onde ele nem sabia que poderia ir.  Já vimos jogadores medianos jogarem o fino da bola sem a menor explicação, tal qual sua nação invadir cidades que não o Rio de Janeiro para fazer jogos fora virarem “jogos em casa”.

Vimos também o Flamengo sobreviver sem o Maracanã. Longe do Rio, dos seus.

Mas nunca vimos tudo isso acontecer ao mesmo tempo.

O que torna esse domingo memorável?

O Pacaembu rubro-negro, o bom futebol, a vitória, a paz, a campanha regular e constante de um Flamengo que sempre prezou pela loucura e pela irregularidade.

Um torcedor que não sabe como lidar com o cenário construído planejadamente e que ainda olha pro campo tentando encontrar o causador do “milagre”.  Só que dessa vez não tem milagre. É colheita.

Há 10 anos o Flamengo teria reintegrado Adriano, comprado o Diego pelo dobro do valor e estaria em crise porque não paga salários mas contrata um camisa 10. Esse 10 estaria sendo o dono do time pedindo bola com a mão na cintura e a torcida protestando o décimo sexto lugar na gávea.

Rodrigo Caetano teria caido quando pressionado e não ganhado o crédito de mostrar a qualidade que tem. E um treinador novato teria sido esculachado no anúncio. Lembra?

É o Flamengo que não pode morrer, mas que quer ser um plano B. O Flamengo do imponderável dá espaço ao clube que planeja e conquista metas, não apenas vitórias e títulos improváveis.

Ao contrário. Esse Flamengo é cada vez mais provável.  Faz campanha de Cruzeiro, paga em dia como São Paulo, usa a base como Santos, mas ainda tem em sua torcida algo que só o Flamengo tem.

O Pacaembu hoje celebrou mais do que 3 pontos ou uma “invasão” a outro estado.  Celebrou um Flamengo que colhe o que plantou, e não um místico clube que consegue o que nao era pra conseguir.

Confesso sentir um amor bandido pelo outro. Mas que esse é pra casar, é!

abs,
RicaPerrone

Não fosse o placar…

Nada é mais mentiroso num esporte do que placar de uma partida de futebol. Ele ignora tudo que de fato aconteceu e nos devolve uma avaliação que nos faz sermos apaixonados exatamente pela falta de lógica dele.

Veja você.  O Flamengo, que tem menos qualidade técnica individual do que o SPFC, deu 31 chutes a gol. O SPFC deu 8.

O Flamengo trocou 500 passes, média altíssima, e acertou 89% deles, o que significa um índice de acerto acima da média dos maiores times do mundo. O São Paulo trocou 300, acertou 81%.  Na média.

Os cariocas fizeram 9 faltas. O Tricolor, 19.

O primeiro gol do São Paulo foi irregular e aos 48 teve pênalti pro Flamengo.  Isso tudo só pode resultar numa não vitória rubro-negra no futebol. E é por isso que aqui estamos, domingo, fim de tarde, discutindo essa coisa.

Hoje o Flamengo fez o melhor jogo que vi em 2016. Jogo pra efetivar treinador, eu diria. E o São Paulo, infelizmente, não fez um jogo tão diferente assim do que costuma fazer fora de casa.

O futebol conceito do Bauza é antigo, catimbeiro, de resultado e nada mais.  É o Muricybol porteño, o que não quer dizer que não funcione. Quer dizer que, quando a seleçao perder e houver discurso sobre “mentalidade atrasada”, “forma de jogar” e o caralho, lembre-se que você esteve se fazendo de cego enquanto a bola entrou no contra-ataque. Tal qual o periodo de tosco futebol de 2007/2009 com o Muricy.

Mas é o que importa. De tudo que menos se tira do jogo de hoje, o que realmente importa é o placar. E nele diz que foi tudo igual.

Sabemos que não foi. Mas que graça teria se fosse?

abs,
RicaPerrone

Menosprezo ou entretenimento?

Menosprezo é pagar 10% de um salário mínimo pra entrar num estádio sem água, sem banheiro e ver um jogo de merda entre um time que investe 300 milhões por ano contra um time de 12 milhões só porque a federação tem papel de ONG.

Entretenimento é quando um dos que questionam isso voltam dos EUA achando o máximo um jogo de basquete sem quase ter notado a partida em si.

Esporte, e mesmo o futebol, não passa de entretenimento. Qualquer pessoa que o consuma e que leve isso além de um hobby, um lazer, uma diversão, está errada. Eu já estive, milhões ainda estão. Mas futebol é apenas um evento que deve divertir pessoas aos domingos.

Sua torcida, sua paixão e sua cegueira são divertidas desde que acompanhadas do bom senso de reconhece-las.  O apaixonado que sabe estar apaixonado é consideravelmente menos idiota do que aquele que se nega cego por amor.

O que o Barcelona fez domingo se chama entretenimento. Ele deu ao público algo para não mais esquecer. Retribuiu o ingresso, a devoção e a expectativa. Como bem ensinam os norte americanos, o show não precisa estar no gol de placa. Pode estar na entrada da arena. Ou num pênalti bobo, como o do Barcelona.

Denílson, Neymar, Robinho, tantos outros foram e serão alvo de discussões vazias sobre menosprezo, limite do entretenimento, etc.

Talvez fazer embaixadas numa final como fez Edílson seja um pedido para confusão. O que não lhe tira a razão entre um pontapé e uma embaixadinha.

Messi e Suarez divertiram pessoas, fizeram o gol e tornaram um jogo qualquer num grande evento.

Não lhes dêem nossa ignorância socialista brazuca em troca. Aplaudam quem não tem medo de fazer o que acredita. E divirta-se, porque embora futebol não seja “só isso”, ainda assim será sempre  “só futebol”.

abs,
RicaPerrone

Palmeiras 2×1 Fluminense: Os números e os lances decisivos

Pois vamos ao povo que quer polêmica.  Os lances discutíveis do confronto em tópicos e no final os números do jogo exclusivo pra vocês.

  • Acho que o Fluminense jogou melhor a soma dos 2 jogos do que o Palmeiras
  • Achei que não foi pênalti pro Palmeiras no Maracanã
  • Achei que o jogador do Palmeiras não estava impedido no gol anulado do Maracanã, embora saiba que é um lance bem polemico e dificil.
  • Achei falta fora da área no lance do pênalti no Allianz Parque. Embora também ache bem dificil esse lance.
  • Achei que o erro maior do lance foi do Marlon quando tenta fazer drible de corpo pra sair jogando ao invés de enfiar a bica após a defesa do Cavalieri.
  • Acho que o Fred foi o melhor jogador do confronto. Pela entrega, pelos gols, pela liderança. Enfim.
  • Achei que o Eduardo não errou ao escalar o Gum pra bater pênalti. Mas errou ao não treinar pênaltis ontem.
  • Acho que a arbitragem interferiu no resultado como interfere em 50% dos jogos pelo mundo.  Na minha avaliação, prejudicando o Fluminense porque eu não daria o penalti aqui e sim falta. Mas insisto: Lance difícil, longe de ser “roubo”.
  • Os erros do juiz podem tirar a culpa de um time pela derrota, mas não tiram os méritos do outro pela vitória.