Seleção Brasileira

O mais incontestável; o que mais errou

Tite é o melhor treinador que temos na América do Sul. Não há qualquer contestação sobre seu trabalho, qualidade ou seriedade. Mas as escolhas de Tite nessa Copa do Mundo foram parte responsável pelo futebol da seleção ter tido uma queda tão grande das Eliminatórias pra cá.

Foi incoerente ao trocar o Marquinhos do nada e bancar outros até o fim.  Se o Thiago Silva ganhou a posição em um treino, como que Jesus, William e Paulinho não perderam as suas em 4 jogos?

Porque mudou o time? Porque sucumbiu a convicção da imprensa e da torcida por Coutinho no meio? Perdeu poder de marcação, perdeu distribuição, altura e marcação. Perdeu o Paulinho na área. Perdeu muito do time que nos fez sonhar em troca de considerar fundamental um jogador que é muito bom, mas que não merece mudar um time todo.

Coutinho poderia ganhar a posição do William em 2 jogos. Bastava manter a convicção no trabalho que aconteceria naturalmente.

Quem era o reserva do Casemiro? Não havia nenhum volante ali de marcação tão forte quanto. O perdemos e perdemos com ele todo a cobertura dos meias do Brasil.

Renato Augusto era fundamental no time. Único jogador de articulação no meio. Perdeu a vaga, perdemos a alternativa e viramos um time dependente de um drible ou de um chute.

Jesus correu muito, mas não estava bem. O Firmino entrou algumas vezes com mais força e presença de área que ele.

Coisas que o Tite obviamente tem explicações pra ter feito, mas não concordo com elas.  O time das eliminatórias era ótimo, brilhante. NADA,  nem a vontade de ter Coutinho e William, justifica mexer nele.

O Tite abriu mão do que construiu e atrasou o processo da seleção na Copa. Fosse uma sequência natural do que vinha sendo feito, estaríamos jogando muito bem desde a estréia. A “nova evolução” do time se deve ao tanto que recuamos para refazer o sistema de jogo.

E não era preciso.

Mais 4 anos ao melhor treinador da América. O hexa vem será com ele por merecimento. Mas parte de não ter vindo agora é também por conta das mudanças do próprio Tite.

abs,
RicaPerrone

O jogo

Especificamente sobre o jogo da eliminação, o Brasil teve seu melhor da Copa em alguns momentos e a condenação dos erros em outro.

Não acho que jogou mal, nem passa perto de ter jogado menos que o adversário. Ao contrário, jogou muito melhor. Mas um gol contra e um contra-ataque deixaram o jogo perfeito pra Bélgica.

O que eles tinham era exatamente a idéia de fazer um gol e deixar o Brasil vulnerável pro contra-ataque. Fizemos o gol pra eles, abrimos espaço, cometemos um erro grotesco de marcação no segundo gol e não fizemos os gols que construímos.

A Bélgica não foi desleal, não fez cera demais, não deu pontapés. Apenas se defendeu e fez o que podia com as armas que tinha. Nós misturamos erros individuais com escolhas ruins do Tite e gols perdidos.

Não vou caçar bruxas. Isso é coisa de covarde. O Fernandinho jogou muito mal, mas ele joga na função do Casemiro? Não. Então faltou um “volantão” reserva na convocação.

O Coutinho fez outra partida horrível, tal qual a do México. Tiraram pra por o Renato? Não. Então…

Marcelo joga uma barbaridade, mas defensivamente sempre foi uma avenida. A cobertura dele no segundo gol é inacreditavelmente ruim.

Neymar não pode ser acusado de se acovardar. Pediu a bola o tempo todo e tentou. Mas não acertou.

Essa soma nos anulou. E mesmo assim tivemos chances claras de vencer o jogo. Somos melhores que a Bélgica, que todos os demais times da Copa. Mas em 90 minutos o “tudo pode acontecer”, aconteceu.

Por erros nossos sim. Mas tem outros fatores também. O Tite sequer seria o treinador não fossem 3 cm a mais nas luvas do Cássio há 6 anos. E hoje estaria classificado caso 5 cm pra lá e pra cá tivessem sido diferentes.

É do jogo. Esse time não saiu da Copa devendo esforço e seriedade. Saiu devendo um futebol bem jogado que lhes foi tirado por contusões, convicções do Tite e jornadas individuais ruins.

Perdemos todos. Porque concordamos todos com o que foi feito.

abs,
RicaPerrone

Hoje não

Eu pensei em falar da tática. Pensei em aliviar pra eles, falar em 2022. Pensei até em responder a carta da Dona Lúcia.  Mas após passar o resto do dia rodeado de torcedores frustrados eu honestamente não sei se hoje, ainda no calor da derrota, é hora de se fazer muita avaliação.

Acho sim que o Brasil foi, é e jogou melhor que a Bélgica. A bola entrou pra eles, não pra nós. É parte do jogo e qualquer pessoas com um pingo de noção de futebol sabe que isso faz do jogo a paixão mundial que ele é.

Merecíamos perder? Não. Mas mesmo não merecendo temos mil “porques”  para justificar as coisas. O Tite, o Neymar, o VAR, a sorte, o Fernandinho, tanto faz.

Mantenho todas as palavras que usei no começo da Copa: O Brasil JAMAIS foi pra uma Copa tão bem preparado quanto em 2018. A CBF jamais foi tão organizada e séria quanto é hoje (embora falte muito), a comissão técnica nunca foi tão justamente escolhida e as coisas nunca foram tão bem feitas.

Poderia perder? Perdeu.

Renovaria com todo mundo por 4 anos antes de entrar no avião e eventualmente se intoxicar com os azedos, os profetas do apocalipse e especialmente com quem não chama a seleção de “nós”.  Não confie numa palavra dita por eles.

Amanhã falo de tática, de todos os motivos que acho que fizeram a gente não conseguir o esperado hexa. Não é um caso de “raiva”, nem de “irritação”.

É a derrota que entristece. E quando ela acontece, é porque valeu.

E valeu sim. Ou você acha que futebol é um esporte onde se ganha, perde e nada mais? Se sim, você não entendeu nada.

abs,
RicaPerrone

Mas e se….?

Eu fico imaginando de cá, enquanto mal consigo pegar no sono, como estão eles lá, já dormindo para o jogo de amanhã. Eu imagino a tensão, o “medo” que dá jogar uma Copa sendo Brasil e todas as consequências terroristas que a mídia aqui coloca.

E então eu pergunto: o que pode acontecer? Medo de quê?

“Imagine se a gente perde!?”

“Imagina se eu erro e faço um pênalti?!”

“Imagina se eu perco a bola do contra-ataque?!”

Senhores, se um dia um time de futebol representando a seleção brasileira estivesse sentado na concentração e alguém lhes dissesse: “Imagine vocês perdem a Copa de 7 pra Alemanha em casa!?”, o que aconteceria?

Seria inevitavelmente a maior das tragédias possíveis de se imaginar. E então eu lhes pergunto: na prática, o que aconteceu?

Nada.

A lição é simples de ser entendida. Uma vez o Loco Abreu disse que não havia tragédia alguma em perder um pênalti. Que era só futebol. E se por um lado o torcedor não quer ouvir isso, a história diz que, sim, é “só isso”.

Imagine 4×0 pra Bélgica. 10 dias de ESPN culpando todas as gerações dando 0,2 no ibope, o Sportv criando teses, o Galvão puto, uma dúzia de manchetes por aí, uns 3 vilões, todos na Europa na mesma semana e segue a vida.

Porque na real, nada acontece “se…”.

O “e se…” é o maior terror que a gente coloca na nossa cabeça a troco de nada. Porque cada drama é só nosso modo de ver as coisas. O medo de perder não apenas tira a vontade de ganhar como nos limita a defensores de uma condição que sequer foi atingida.

Agora, “e se …” a gente joga muito, ganha, vai pra final, é campeão, vocês voltam pro Brasil nos braços do povo, calando os idiotas, reconhecendo os que apoiaram e aliviam a vida dura de uma nação? Eternizam seus nomes, orgulham seus filhos e netos, fazem história e ainda ganham muito dinheiro?

Esse é o “e se…”dos campeões do mundo do dia 15.

Não há nada pior do que o 7×1. E se esse não causou nada demais além da tristeza de uma derrota no futebol, teremos medo de quê, agora?

Pra cima deles.  Mas não tentem preservar algo que não é nosso, nem se preocupar em não perder. Não temos nada a perder.

O cinturão não é nosso. Não adianta só se esquivar. Tem que bater até derrubar. Então, batam!

abs,
RicaPerrone

Só mais um Silva

Os Silvas são os pessimistas mais felizes do mundo. Eles nunca acham que vai dar certo, mas ainda assim estão sorrindo e festejando mais do que os que tem certeza.

Os Silvas renegaram a Copa até a bola rolar. Quando rolou se derreteram por ela como sempre acontece. Os mais azedos da família vivem o desespero de, talvez, não poder dizer “eu avisei” no final. E não há nada mais trágico para um pessimista do que não poder ter razão.

Os Silvas se juntam, bebem, festejam e vestem a mesma cor. São toscamente desorganizados, a família que mais dá trabalho na vizinhança. Festas até tarde, condomínio atrasado, filho rebelde, estaciona onde não pode.

Mas é inegável que ali tem algo especial. Naquela casa pode estar o mundo caindo e lá estão eles sorrindo. Tão rindo de quê, afinal?

Na verdade nós, Gallardos, Jimenez, Hernanez, Rodriguez, Flores e Muñoz, morremos de inveja dos Silva.

Eles tem o mágico poder de ignorar um vazamento no meio da sala e continuar o jantar. Afinal, a comida está boa.  Ô vocação pra celebrar que esse povo tem!

E lá, na Russia, veja você, nada mudou. O mais rebelde dos Silva resolveu tudo. Caindo, rindo, debochando, levantando e trocando o objetivo pela farra.  Porque eles são assim. Não adianta brigar, tentar entender e menos ainda copiar.

Os Silva são foda. Começando pelo tal do Neymar da Silva Santos Júnior.

abs,
RicaPerrone

“Nossa roupa”

A primeira vez que eu quis estar das cores da bandeira do meu país foi por causa da seleção.

A primeira vez que eu cantei o hino nacional sem ser obrigado pela escola foi por causa da seleção.

A primeira vez que vi meu pai com lágrimas nos olhos foi por causa da seleção.

A primeira vez que torci com TODOS os meus amigos pelo mesmo time foi por causa da seleção.

A primeira vez que chorei por futebol foi por causa da seleção.

A primeira vez que eu vi a seleção ser campeã foi um dos melhores dias da minha vida

A primeira vez que escolhi um ídolo que não jogava no meu time foi por causa da seleção.

A primeira vez que as mulheres da minha família se importaram com um jogo junto conosco foi por causa da seleção.

A primeira vez que soltei um rojão foi por causa da seleção.

A primeira vez que eu me senti orgulhoso de ser brasileiro fora do país, eu vestia a camisa da seleção.

A primeira vez que eu chego a um país que não conheço, chego com a camisa da seleção.

A primeira vez que comprei uma camisa com o meu dinheiro foi a da seleção.

A primeira vez que a seleção saiu de uma Copa humilhada, eu estava no estádio.

A primeira vez que ela foi campeã no novo Maracanã eu também estava lá.

A primeira resposta ao 7×1 foi no Mineirão, contra a Argentina, e eu estava lá.

Faz 39 anos que a seleção brasileira me aproxima do Brasil, dos sentimentos mais gostosos que a vida me dá, das pessoas que eu mais me importo, dos dias mais felizes e tristes, mas sempre marcantes em minha vida.

Faz 20 anos que eu defendo a bandeira de que essa camisa deve ser sempre incondicionalmente nossa, de forma “pacheca” sem a menor vergonha disso. Pois ela é a melhor coisa que nos representa.

Eu queria ter melhores hospitais, escolas, etc. Mas eu nunca queria e nem preciso atrelar isso a não ser mais o país do futebol.

Todos os países do mundo são reconhecidos por uma bandeira. O nosso por uma camisa. E se hoje vamos dormir olhando torto pro Chavez, evitando comprar um Doritos e esperando uma semana inesquecível é por causa dela.

Se segunda-feira vamos ter um dia especial, é por causa dela.

E eu não me importo se ela tem em sua diretoria João, Pedro, Marcelo ou Rogério. Eu me importo com o Zagallo, com o Ronaldo, o Romário, Carlos Alberto, Pelé e com o outros Ricas que hoje tem 8 anos e vivem o que eu vivi em 86.

Me importo com meu avô que morreu puto por causa de 50. E com meu pai que nunca aceitou 82. Vou morrer sem acreditar no 7×1, mas como eles dois, terei muito mais histórias de orgulho pra contar do que ruins pra lamentar.

A seleção brasileira não é um time de futebol. É a nossa maior marca, nosso primeiro contato não forçado com a pátria, o hino, a bandeira e o orgulho de ser brasileiro.

Nunca foi uma questão esportiva.  E nem será uma questão política.

Veste essa camisa porque se não temos mil motivos para nos orgulhar, não sejamos burros de nos negar a ostentar um dos únicos.

abs,
RicaPerrone

Aceita, volta e vamos!

Não é um dia pra contestar, nem pra se empolgar. A seleção alterna bons momentos com claros momentos de desequilibrio nos jogos e isso não pode acontecer em mata-mata.

Vou ser prático, fazer por tópicos e simplificar o que eu penso do time até aqui.

Coutinho:
Sua entrada como meia é a pior coisa que aconteceu ao time. Para que ele atue nessa posição o Tite desequilibrou todo o time voltando o William na direita, prendendo mais o Paulinho e perdendo altura e recomposição defensiva no lado justo do Marcelo. Coutinho pode jogar como vinha nas eliminatórias: na direita.  O time fica equilibrado com Renato e Paulinho apoiando os lados direito e esquerdo, Casemiro centralizado, e dois jogadores leves nas pontas.

Neymar e Coutinho:
Quanto mais o Coutinho joga perto da área, mais ponta o Neymar vira. E quanto mais o nosso melhor jogador se afasta do gol, menos gols eles faz.  Vale tudo isso apenas pra ter o chute do Coutinho de fora da área?

William:
Está mal. O time com Coutinho ali voava. Não tem porque não mexer após testar e não funcionar.

Jesus:
Isolado, preso, precipitado e não está rendendo nem como fazedor de gols nem como pivô. Hora de testar Firmino.

O time:
O mesmo que se tornou inquestionável até a Copa. Não tem motivos pra mexer e insistir num time que oscila tendo um pronto e testado em casa:  Casemiro,. Renato, Paulinho, Neymar, Coutinho e Jesus (Firmino).

Dito isso, boa noite e que venha o México!

abs,
RicaPerrone

O Neymar de vocês não existe

Existe um jogador de 26 anos criado na Praia Grande/SP que jogou no Santos, Barcelona e PSG. Esse rapaz se chama Neymar, gosta de video game, pintar o cabelo, namora uma atriz bonita e dizem todos os que o cercam que trata-se de um sujeito incrível.

Outro jogador existe na cabeça do brasileiro.

Ele se chama Neymar, é um marrento escroto que ganha muito dinheiro e nos deve uma Copa, satisfação, postura exemplar conforme os nossos valores pessoais e também tem a obrigação de suportar uma comparação diária com Messi e Cristiano Ronaldo.

Ele é vendido toda semana, quando se machuca sua vida é uma novela das 8.  Ficou 3 meses parado e se falou mais nele, em casa, do que nos outros 22, em campo.

Você realmente acha que sabemos como é ser Neymar?

Eu não sei. Eu com 26 anos estava sendo pressionado no máximo pela minha namorada pra assumir algo sério, talvez pelo meu pai em melhorar o emprego. E só. Não faço idéia do que é ser o cara mesmo quando não pode.

Neymar chorou hoje porque ele não está conseguindo lidar.  E ao chorar ele conseguiu.

Toda forma de revidar a cobrança é com a tentativa desesperada dele de ser o protagonista. E não, não acho que faça isso porque é megalomaníaco. Mas faz porque é isso que cobram esse menino desde os 12 anos. Ele nunca pode ser parte de engrenagem alguma na vida.  Todos os dias, a vida toda, ele foi cobrado pra ser “o cara”.

Ele está voltando de cirurgia. Sem ritmo, com dor, e segue cobrado pelo gols do CR7, pelo 7×1, pelo cabelo, pela puta que pariu.

Está errando? Está! Prendendo a bola a toa, caindo demais, procurando falta ao invés do lance. Está sim! Mas essas são criticas de futebol.  Que cabem perfeitamente ao momento de volta dele aos gramados.

Esse moleque não aguenta mais. E se você não o considera um moleque, desculpa te contar, mas ele é!

Não adianta buscar no Neymar a Sandy de chuteiras. Ele não é esse cara. Ele é marrento, folgado, ousado, debochado e é disso que nós gostamos. Mas só gostamos quando funciona. O que também é consideravelmente covarde.

“Faltou ao Miranda cair pro juiz dar”.  Lembra?

E agora “o Neymar se jogou porque foi burro. Se ele não cai é pênalti”.

É um inferno ser esse moleque após 7×1, Dunga, CBF, contusão, Bruna, PSG, Real Madrid…

Você pode não enxerga-lo assim. Mas você ainda está falando de um menino. Um molecão que tem tudo e precisa provar todo dia que merece. Porque nós não conseguimos olhar pra ele e dar o crédito que ele MERECE.

Não estamos diante de um estreante. Estamos diante de um dos maiores artilheiros da história da seleção, campeão das Confederações, campeão olímpico decidindo a final, isso só por aqui. Sem contar o absurdo que já decidiu nos clubes.

Critiquem. Mas se queremos que ele seja parte da engrenagem e não o alvo de tudo, então o tratemos assim.

Eu xinguei Neymar hoje 85 minutos. E quase fui as lagrimas com ele no final.

Porque a gente cobra errado, exagerado e mal. Mas a gente adora esse moleque. E ele precisa saber disso.

abs,
RicaPerrone

Credibilidade

Pra que serve a sua história? Porque e por quem você escolhe entre o certo e o errado?  Pra que tanta preocupação com sua trajetória se ela de nada valer?

Credibilidade é o que a gente ganha ao longo do caminho pra, quando chegar, usarmos os créditos.

Credibilidade é algo que se conquista. Não há outra forma de tê-la se não por méritos.

Esse time do Brasil tem e merece ter a nossa confiança.  São anos jogando em muito alto nível, ganhando todas, exibindo grande futebol e reagindo bem a sair perdendo, ganhando, empatando, na chuva, no seco, na pressão, em casa ou fora.

Não há qualquer argumento que possa descredibilizar o trabalho feito até aqui e nem os 23 escolhidos para nos representarem lá.  Você pode preferir esse ou aquele, mas é inegável que estes, a maneira deles, fizeram você reconhecer que sim, eles merecem nossa confiança e respeito

Resgataram nossa maior bandeira. Foram tirar a seleção do mais humilhante momento dela e nos devolveram favorita à Copa do Mundo. Esse time tem hoje o direito de usar o que acumulou conosco: créditos.

Um jogo ruim lhe dá escolhas. Ou você vaia, ou você empurra. Tem time que  a gente olha de cima e vaia, tem time que a gente olha de baixo e empurra. E tem time que a gente dá a mão e anda do lado.

Você sabe o que esse merece. Não é hora, ainda, de reclamar, menos ainda de validar os insuportáveis seres humanos do “eu avisei”.

Nós é que avisamos! Vai ter hexa! Confia.

abs,
RicaPerrone

Brasil 1×1 Suiça

Provavelmente “assustada” com a dificuldade das protagonistas vencerem na estréia, a seleção brasileira entrou determinada a não ser mais uma delas. Jogou por 25 minutos o que se espera dela. Toques rápidos, pressão, controle absoluto do jogo.

Gol do Coutinho. 1×0.

Ufa! Não vamos tropeçar na estréia. O gol que era um problema se demorasse a sair, saiu.

E então, relaxaram. O Brasil perdeu por completo a vontade de fazer gols. Assistiu a Suiça tentar sem sucesso jogar nos minutos finais do primeiro tempo e ainda assim saiu dele tranquilo, vencendo, sem ser ameaçado.

Gol da Suiça. Irregular, foi falta. O Miranda não perde de cabeça, ele é impedido de subir.  E então o drama que se previa para 90 minutos agora tem 40 pra ser revertido.

Tudo começa a acontecer conforme o pessimista imaginava. Nervosismo, ferrolho dos caras, dificuldade de criar, a bola não entra, e acaba empatado.

O que evitamos aos 20, devolvemos a nós mesmos no segundo tempo. Mais uma vez, como acontece em 95% dos casos, a seleção brasileira sai de campo com um resultado muito atrelado ao psicologico.

É óbvio que somos melhores que a Suiça e o jogo em si mostra isso. Foram 21 chutes contra 5. Mas isso não basta.

Neymar precisa ser mais simples. Ele é cobrado como dono do time, mas não precisa aceitar essa condição em todos os lances. Pode tentar ser em alguns deles. Todos, não.

E a tal ousadia e alegria do time virou nervosismo e cruzamento na medida em que a Suiça se fechou feliz com o resultado.

Vamos classificar e vencer os próximos dois jogos. Não tenho dúvida disso. Mas é preciso jogar 90 minutos, seja qual for o adversário. Isso é Copa do Mundo, e do outro lado haverá sempre um time disposto a dar a vida para ganhar da gente.

abs,
RicaPerrone