Sem bola

Qual a chance do Brasil?

Eu achei que o Brasil podia estar evoluindo. Acreditei mais por otimismo do que por fatos de que o debate político seria um passo a frente, uma nova forma de enxergar as coisas e que portanto poderíamos mudar pra melhor.

Eu errei feio. Não se discute nada numa sociedade manipulada por uma imprensa mafiosa e uma classe política que finge diferenças pra nos roubar unidos.

Qual o sentido em discutir política num país onde as casas lotéricas precisam colocar corda na caneta pra não roubarem?

O que você espera de um debate público com esse público?

Democracia, sempre! Mas democracia no zoologico não tem como resultar em algo muito inteligente.

As pessoas são proibidas de beber porque o estado não consegue prender e individualizar o crime. As pessoas tem que tirar porta de um estádio pro visitante não quebrar. O visitante, sem portas, quebra as cadeiras.

Nos banheiros do Brasil tem um aviso pra não urinar fora do vaso. Um cachorro aprende, nós não.

Diante de tais fatos como você espera discutir algo em massa que não termine num festival de opiniões baseadas em nada buscando likes?

O Brasil compra curso de coach digital.

Influenciador sem profissão tá rico no Brasil. Basta te dizer que fiquei rico com apostas que você, otário, vai lá e compra meu curso enquanto eu enriqueco com cursos, não com apostas.

Seu filho quer ser tiktoker e não engenheiro. E pior: você apoia mesmo tendo visto todas as redes sociais crescerem e sumirem ao longo dos anos.

Lidar com um público mais abrangente me fez perceber que tudo não passa de um sonho. Você não está numa democracia, mas sim numa maquina de moer inimigos da mídia.

Você não está discutindo a prioridade, mas sim o que faz cortina de fumaça pra quem manda poder agir.

Quem tem um vazamento no banheiro e sai pra comprar tapete da sala? O Brasil.

Menine ou Menino? Todos ou todes? O Monark deve ou não existir? O Rica brigou com o entregador ou não? O humorista pode fazer piada?

Na capa, Chico Buarque atravessa a rua no Leblon. Escondido no rodapé, mais uma chacina.

E você ali, tentando convencer pessoas nas redes sociais de que há um outro ponto de vista.

Democraticamente, se não concordarem, te calam. E você ainda acha que há debate no Brasil? Jornalistas condenados por ouvir os dois lados e os que militam ao invés de informar premiados pelos colegas.

Combate a fake news ditado e orquestrado pelos maiores plantadores de fake news da história.

E o brasileiro ali, tentando aprender que não pode roubar do coleguinha, que não é normal não ter esgoto, e que se você não tem não faz sentido continuar com os mesmos políticos de antes.

É um país que se resume num anuncio do Mercado Livre.

Anuncie: Vendo Corsa cinza, não aceito troca. E então você terá 40 perguntas sobre a cor e se você aceita trocar.

Ninguém lê. Todos param na manchete. Manipulados, frouxos e ignorantes. Essa é a média nacional.

Achava o Brasil um circo. Hoje acho uma selva.

A imagem internacional de um bando de índio pelado tomando volta de europeu na praia é real. Só mudou o pano de fundo, a roupa, o índio, mas não o contexto.

Voltemos ao que interessa. Joga Paquetá ou Fred?

Porque nessa época, pelo menos, assumiamos nossa ignorancia e conviviamos em paz. Agora nos achamos prontos e brigamos com amigos e parentes por um país que não tem a menor chance de dar certo.

E não vai dar. Prometo.

RicaPerrone

O Felipe Neto tem razão

Ao anunciar uma pausa na sua carreira, entendo completamente o Felipe Neto. Tenho vontade de fazer o mesmo, mas não tenho o mesmo dinheiro sobrando pra tal. Se tivesse, certeza, já teria feito.

E explico.

O que acontece no Brasil desde 2022 é a mais absoluta e doentia guerra que esse país já viveu. Pior do que armas, o massacre é pessoal, familiar, covarde e de exercitos de 100 mil contra 1. De todos os lados, embora só um deles tenha se dado esse direito.

Mas Felipe é parte altamente relevante do que hoje o motiva. Me lembro que ele atacou o Tiago Leifert meramente pelo jornalista ter dito que entre Lula e Bolsonaro não preferia nenhum dos dois. Ou seja, ou você concorda comigo, ou eu promovo um massacre a você. E feito isso, me canso de massacres por politica e me afasto.

Eu, na devida proporção bizarra de quem sequer votou em Bolsonaro nos primeiros turnos de 18/22, apanho de graça como se fosse um inimigo de quem o detesta meramente por preferir ele do que o PT. Que absurdo, né? Se recusar a votar numa quadrilha condenada. Eu deveria ser preso.

Felipe assumiu um posto muito acima. Foi cabo eleitoral, parte do processo, defendeu com unhas e dentes um dos lados que ele mesmo ajudou a demonizar. E hoje, cheio de inimigos, cansou. Normal, quem não se cansa desse absurdo que virou a internet? E note ainda que hoje Felipe goza da blindagem midiatica por conta do seu lado agradável a ela. Imagina se ainda tivesse que ser um dos perseguidos, algo que cabe a apenas um lado da moeda.

Mas Felipe deveria usar o tempo livre pra repensar algumas coisas. Ele foi um dos autores do cancelamento que sofri há 2 semanas por algo que não fiz e nem disse ter feito. Mudou o que eu disse pra usar uma narrativa de vingança por eu ter sido o “canalha” que desmentiu uma mentira sua sobre jogar futebol na pandemia.

Logo eu, que pude diversas vezes ter exposto tal hipocrisia e não o fiz. Porque? Porque meu interesse em prejudica-lo é zero. Eu não coleciono inimigos, no máximo desafetos. Passa longe da minha cabeça usar qualquer situação para pisotear em quem eu não gosto quando não estou envolvido. Mas nem todos tem essa linha. Então, foda-se se o Rica tá sendo ameaçado de morte por algo que não fez. Eu me vinguei de quem ajudou a expor minha propria hipocrisia e estou reclamando do ódio.

Felipe, Felipe… fosse só você, tava fácil. Mas são muitos. E o resultado que estamos plantando é bem pior do que qualquer regime politico que eu ou você defenda. É a guerra que eles querem pra poder fazer o que bem entendem. E sabemos do que são capazes.

Você, Felipe, como alguém que chegou onde chegou detonando Deus e o mundo deveria ser o primeiro a comprar a briga pelo direito do Monark falar, errar, pagar, mas continuar falando. Mas como ele não é seu brother, deixa pra lá.

Onda de ódio? Esse discurso é tão vazio. O mundo vive uma onda de ódio, e ela parte de algo chamado rede social. Ali somos todos inimigos, nos odiamos por uma troca de mensagens que sequer sabemos o tom. E em 99% dos casos se fosse numa mesa de bar absolutamente nada teria acontecido.

Mas alimentamos polêmicas porque elas vendem. Povo ignorante compra conteudo de baixo nivel. E quanto mais baixo o nivel melhor pra manipulação em massa.

Eu também não aguento mais. E em breve a maioria não vai aguentar. Mas antes disso veremos suicidios, casos de depressão e mais pessoas destruidas por uma guerra politica onde só quem ganha são os politicos, livres pra fazer o que bem entendem porque metade do pais vai defende-lo a todo custo.

Boas férias, Felipe! E reflita bastante. Você é parte relevante do processo que hoje consome a sua saude, a minha e de tanta gente. Não a troco de defender o que você acredita, isso é justo. Mas pela necessidade inexplicável de “democraticamente” tentar destruir quem não concorda com você.

Ainda existem doenças causadas por stress que o dinheiro não cura. Se cuida, garoto.

Abs

RicaPerrone

10 anos no Rio

Oi. Eu sou o cara que escreveu aquele texto sobre os 365 dias no Rio e viralizou, virou música, quadro em bar, etc, etc, etc. 

Agradeço.

Quando escrevi muita gente me disse “mora 10 anos ai pra tu ver…“. E eu morei. Agora vim contar o que mudou.

Quando escrevi eu era um apaixonado pelo Rio. Era recente, tudo novo, aquele começo de namoro fulminante. Hoje não sou mais. Agora eu o amo, é diferente. 

Aprendi que o Rio é o lugar mais irregular do  Brasil. Tudo tem um esquema. Todos os setores da sociedade tem alguém mandando não oficialmente. Sempre tem alguém ficando rico com o que não deveria. 

O Rio é a cidade que se auto-organiza pela contravenção. Alguém vai tomar seu bairro e te vender segurança. Alguém vai ao seu restaurante te cobrar um por fora pra garantir a lei. Alguém vai te adiantar na fila do gás se você for “gentil”.  O passaporte da vacina nunca existiu. Só pra rico no Village Mall. 

O crime no Rio é fatiado por setores. Aquela violência que tanto se fala pelo Brasil não é exatamente como imaginam. Ninguém aqui é “mais assaltado” do que em São Paulo. O que assusta aqui é a guerra entre bandidos. Essa é pesada, surreal e na nossa cara.

Mas meio que “foda-se”. Só quem se importa com bandido morto é a Globo e o Freixo. Num geral as pessoas adoram contar histórias delirantes de bandidos que fizeram algo épico numa comunidade qualquer. 

Sim, são “herois” de muita gente. É maluco, mas é real. O carioca acha do caralho ser “bandidão”, “malandrão” ou conhecer os bandidos da cidade. É um status. 

“Tá ligado o fulaninho da baixada? Meu parceiro mané…”.  Ai, nossa, como eu sou perigoso! 

Mas tem um porém. O carioca é amigo de bandido sem saber. Como aqui alguns setores do crime são quase oficiais e permitidos, você tem amigo ligado a tudo que é merda e não sabe. Aí você liga a tv e fala “caraaaaca maluco! O fulano preso! Joga bola com a gente…”. 

É foda. O Rio não é pra “manja-balão”.  

O carioca é o desenho da frase “tá rindo de que?”. 

Mas ele ri. De tudo. Todo dia. E se você o lembrar dos problemas ele ri de novo e faz uma piada. 

E eu adoro isso. 

O único lugar do mundo onde a última opção é pagar. A primeira é conhecer alguém, a segunda é ser convidado, a terceira conseguir entrar. Se nada der certo… “quanto custa?”. 

O caso “Barra da Tijuca” é a melhor definição do amor do carioca pelo “Rio”. É um bairro mais afastado onde tem espaço, estacionamento, hoteis, restaurantes, prédios novos com estrutura, baladas, eventos, praia bonita, enfim. É o Rio melhorado. 

Mas eles se recusam a aceitar isso. Todo carioca que não nasceu na Barra vai morrer dizendo que a Barra é uma merda. Mas se ele ganhar um dinheirinho, ele corre pra lá.

A Barra e o Recreio são os bairros onde moram artistas, deputados, senadores, youtubers, prostitutas, jogadores de futebol e contraventores. 

Você sai numa bela manhã de sol e dá de cara com o Zeca Pagodinho andando na orla. Ai vai almoçar e senta ao lado de um bicheiro com 10 seguranças armados, depois encontra 4 artistas no shopping e no fim do dia dá de cara com o Zico jantando. 

No mesmo lugar, o mais “seguro” eleito pela elite carioca pra morar, você acorda lendo que um carro tomou 35 tiros e morreu fulaninho, que era empresário e tinha ligação com não sei o que. 

É foda. 

Mas vale a pena. Porque só aqui você tem a nossa hipocrisia verde-amarela oficializada. Você se sente um otário por viver num país desses, mas se sente de alguma forma menos otário por saber que é assim e ninguém tá te escondendo isso.

E aqui tem a pior espécie de ser humano que existe:  a gostosa que faz marquinha de biquini.

Filha da puta! 

Elas sabem que a gente não suporta isso, não resiste, não tem como não ser abduzido por aquela linha branca entre duas partes sensuais mais morenas de sol e jogam na nossa cara usando uma calça ou uma blusa que foram feitas especialmente pra te fazer nota-la.

É de propósito. Filhas da puta! 

As cariocas são insuportavelmente gostosas. E quando vim, há 10 anos, não tinha experimentado ainda. Aí separei, casei, separei, namorei, terminei, fiquei solteiro e agora eu sei: filhas da puta! 

Vou me casar com uma só pra ouvir “Ricarrrrdo” todo dia. Ou então pra ela perguntar de manha se eu quero “nexxxcau”.  

Filhas da puta… 

Mas enfim, nessa terra de filhos da puta, eu me incluo. Gosto de samba, gosto de gente, de chinelo e de marcar encontro pra não ir. 

Me sinto num direito delicioso de ter um compromisso e não aparecer sem dar satisfação e não estar sendo um cretino por isso. 

O Rio é o botão do foda-se. 

É assim que é, então que assim seja. 

Se o Brasil mudar, não será por aqui. Mas se o Brasil mudar, é pra cá que você virá passar férias. Então… 

Somos o bordel do Brasil. A mistura de prazer, contravenção, risos, bebida, amigos e belas mulheres em meio a um bairro nobre rodeado por delegacias e políticos que, em tese, deveriam reprimir o bordel mas tem carteirinha de cliente vip dele.

Olha eu falando “nós” sendo paulista. 

Após dez anos de relacionamento sério renovo meus votos. Não sei se pra sempre, mas por enquanto. E por enquanto, pro carioca, é suficiente. 

Se um dia o Rio de Janeiro for seguro, tiver um pingo de bom senso quanto ao absurdo e parar de conviver passivamente com o crime, nunca mais alguém irá discutir o melhor destino do planeta. 

Precisamos de “ordem no puteiro”. E veja bem, eu nem cogitei deixar de ser um “puteiro”. Só pedi ordem nele. 

Agora eu “fui” porque tenho um compromisso inadiável com alguém que não combinei num pagode qualquer que eu não ia. 

RicaPerrone

Você precisa entender isso pra não enlouquecer

O que é uma rede social? Um ambiente virtual onde pessoas interagem entre si sentadas na sua sala de casa. Ostentam, buscam atenção, divulgam trabalho, reencontram amigos, se informam, mas especialmente, encontram nichos.

Se você é fã do Sorriso Maroto e vota no Lula, a rede vai identificar isso e te dar insistentemente dois conteúdos:

1 – Elogios ao Lula e ao Sorriso Maroto pra sua satisfação em estar ali

2- Críticas a ambos pra você reagir a elas e passar horas interagindo naquele post

A lógica é a seguinte: Você não vai ao supermercado, faz sua compra e volta pra casa postando “Tudo normal hoje no carrefour”. Mas se te venderem um presunto vencido você corre na rede social pra dizer “que o carrefour é uma vergonha e você nunca mais pisa lá”.

Porque? Porque o ímpeto do registro é sempre negativo. Ninguém noticia “tá tudo bem”. E você não posta que “nada de errado aconteceu”. Seu ímpeto é discordar, falar quando incomodado ou afrontado. A rede social vive disso.

Te joga numa bolha onde você passa 90% do tempo vendo o que concorda e te agrada. Sua percepção de outros pontos de vista desaparece, e então você fica mais radical e menos bem informado.

Quando você atinge esse nível ela te dá um contraponto. E nesse contraponto você agride, reage, interage e gera um problema pra você, uma polêmica vazia pra terceiros e muito clique pra rede social.

Ela vende publicidade. Você triplica a publicidade dela quando discorda de algo. Quando gosta, só deixa um like e segue o dia.

Enquanto você se impressionar com reações negativas em rede social você vai se torturar por uma mentira. Num post de 2 milhões de views existem 10 mil comentários, 800 mil likes. Entre os 10 mil comentários existem 200 contra você.

A idéia que você tem ao olhar aquilo é de rejeição. Mas note, são 2 milhões das quais apenas 10 mil tiveram necessidade de comentar. Significa que apenas 0,5% das pessoas quiseram reagir ao que você disse além de um “like”, que é a reação positiva de 800 mil pessoas, portanto, 40%.

Os primeiros posts que vão aparecer são contrários a você. Porque o algoritimo quer o debate, e pra isso você diz “foi penalti” e obviamente quem acha penalti dá like no seu post. Quem não acha dá no primeiro comentário que discorda. E então dos 10 mil comentários os 50 primeiros estão contra você.

Impressão errada. 99% das pessoas que foram atingidas ou não se importaram ou reagiram positivamente. A clara imagem que você tem ao olhar pro post é de rejeição.

O “Dilema das redes” do Nextflix explica isso com clareza. Mas nem todos conseguem ter essa percepção estatística proporcional. Seus olhos são atraidos pela ofensa. Pela crítica. Quando na verdade você está olhando uma multidão te aplaudindo e se importando com 5 pessoas que estão vaiando.

Você responde. Gera polêmica, vira notícia, cria debate, a rede social ganha mais dinheiro e você perde sua saúde.

É um ciclo infininito. Te dou tudo que você quer ver, e você dá like e fica na tela. Quando você está diminuindo eu te dou um soco com o que você não suporta ver, e você fica, reage, multiplica seu engajamento.

É uma leitura simples. Passei os últimos anos rindo de campanhas publicitárias polêmicas com esse perfil. 3 milhões de views, 1 milhão de likes, 20 mil comentários, 500 negativos, e a percepção midiática de que aquilo “ofendeu” a maioria.

Mentira.

Aprenda a entender o porque das reações, a estatística delas e então você vai notar que além da internet ser um grande meio de unir pessoas em torno de uma idéia e fazer com que elas briguem em bando contra quem discorda, é também uma forma de te fazer imaginar que você precisa reagir, pois estão te atacando em massa.

A rua te explica o oposto todo santo dia. Os mais agredidos da web não podem sair nas ruas que as pessoas os abraçam. Os maiores atiradores de pedra mal saem de casa, porque sabem que não estão “seguros” fora do seu bondinho virtual.

Se você puder, saia das redes sociais. Se não puder, como eu, entenda-as. Antes que elas destruam seu psicologico por um trocadinho a mais.

RicaPerrone

Quando convém, tudo bem

Caros canalhas;

Por toda minha carreira fiz oposição ao que chamamos de “imprensa tradicional”. Porque? Porque eu entrei, vi, não gostei e propus fazer diferente.

Embora hoje milhares naveguem no mar que eu abri por coerencia e concorrencia, ainda há um poder paralelo alinhado e forte.

Por ideologia política muitos de vocês abraçam até o diabo. Por ética dizem que bandido é “suspeito”, mas por ideologia também criminalizam inocentes e verdadeiros “suspeitos”.

O que vimos nos últimos anos escancarou a verdadeira intenção da “imprensa tradicional”. Manipular você pra onde ela quer.

E isso não é apenas político. É onde ela quer em tudo que ela quer. Foda-se os fatos, a não ser que ela mesma possa cria-los.

E quanto aos crimes e bandidos, depende muito de que lado estão para que ela decida o quanto vai lembra-lo.

Quando centenas de marginais foram as ruas na cena mais hipocrita do mundo falar que eram a favor da democracia e antifascistas, elogiaram.

Porque? Porque era conveniente pra intenção política da maioria. Ninguém quis lembrar que ali havia o que há de mais antidemocratico e fascista no esporte. Era só interessante por ideologia, e portanto eles fingiram que não notaram.

Na época fiz um vídeo alertando. Quando esses mesmos caras ameaçarem ou matarem um de vocês, lembrem-se que por política vocês os validaram.

Ontem morreu mais um torcedor. Os antifascistas do bem estarão domingo em casa vendo jogo porque os democratas da imprensa acham que tem que fechar o estádio. Amanhã será o metrô, depois a rua, depois a cidade. Porque a burrice é como a eplepisia. Você não cura, trata e convive com ela.

Mas a soma da burrice com má fé torna qualquer ato um grande perigo. Se não pela irresponsabilidade, pela maldade. Ambos são intoleráveis com microfones.

Veja você que loucura. Os mesmos que abominam quem fala besteira publicamente dando sua opinião e até aprovam a censura permitem que seu colega ao lado o faça sem o menor problema. Porque além de incoerentes são covardes.

Ou você briga por algo ou você fica quieto. Brigar quando convém não é causa, é marketing.

Já citei aqui o absurdo que é uma emissora massacrar um treinador condenado por estupro e anunciar no intervalo que sua proxima atração é a luta de outro condenado por estupro. Mas isso só é óbvio pra quem não está disposto a ser manipulado por um idiota qualquer que fez 4 anos de jornalismo e acha que saiu de la formado em direito, medicina, educação fisica e gestão publica.

Agora vão cobrar que prendam o assassino da torcedora. Mas ué? Não era pra punir o clube? Fechar portão? Então, foi lá fora. Fecha o que agora, meu caro canalha?

Eu tenho uma sugestão.

Fecha a boca pra falar do que você não sabe. Mesmo que a ideologia política o seduza pra defender o indefensável.

Boa parte de vocês estão destruindo uma profissão altamente relevante pra sociedade por interesses pessoais, políticos ou financeiros.

Se te faz feliz que todos pensem como você ao invés de ver problemas resolvidos de fato num país que os coleciona, você não é um mau jornalista. Você é mau caráter.

Bastava que uma vez por semana houvesse uma matéria questionando a justiça sobre os criminosos do jogo do ano passado. Eles seriam presos por pressão e os outros não fariam com a certeza da impunidade.

Mas não. Vamos fechar portão. Culpar a PM, a sociedade, a puta que pariu. Mas jamais ter o trabalho de cobrar justiça até que ela seja feita.

A não ser que a vítima seja uma parceira de luta. Aí, irmão… vira até filme.

Viva os antifascistas! E que calem-se democraticamente os que discordam deles.

RicaPerrone

Após exposto o regulamento que não permitia tal postura, porque a imprensa não consegue reconhecer que havia uma regra? Porque as regras só existem quando convém.

Após exposto o regulamento que não permitia tal postura, porque a imprensa não consegue reconhecer que havia uma regra? Porque as regras só existem quando convém.
 
https://youtu.be/w-Z-aX735UA