Copa do Mundo

Argentina 1×1 Islândia

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abs,
RicaPerrone

França 2×1 Austrália

Das histórias possíveis de serem contadas nesta partida fatalmente o uso do VAR ficará sendo a mais emblemática. Sim, a França ganhou com justiça em virtude da possibilidade tecnologica de encontra-la.

Mas o surpreendente futebolistico do jogo foi a atuação da Austrália, dividindo posse de bola, trocando passes, ameaçando e sendo pouco ameaçada.

Uma partida inimaginável para a seleção australiana de outras Copas. Nesta, e talvez os próximos dois jogos me desmintam, a seleção australiana parece um time de futebol.

De quem muito se espera normalmente vem a frustração. A França é uma das favoritas, tinha o dever de ganhar, a pressão de estrear bem e encontrou um time muito melhor do que a tabela sugere quando se olha as bandeirinhas.

A França tem time, tem camisa e tem apenas um problema: expectativa.

Tradicionalmente não é uma seleção que lida bem com o protagonismo de véspera. Vejamos.

abs,
RicaPerrone

 

Cristiano – Não são os números

É comum hoje em dia defender teses sobre futebol dando números. Eu gosto de números, os uso, mas no futebol ainda os entendo como biquini: mostram tudo menos o que interessa.

Cristiano pode ter 120 mil gols, ou 600. O que faz dele um dos maiores de todos os tempos não é matemático.  Você só sabe que se trata do melhor do mundo quando olha pra ele.

Não, não! Sem viadagem. Me refiro a postura do sujeito. A confiança, a forma com que chama pra si a responsabilidade e a alergia que ele tem a ser coadjuvante em grandes jogos.

O craque normalmente, em algum momento, se encosta no fato de ser craque. Talvez por ter se feito muito mais do que nascido craque, Cristiano não se acomoda. Ele atua num limite irritante o tempo todo e nem mesmo o peso de ser cobrado como o dono do time lhe afasta de ser, de fato, o dono do time.

É impressionante. Jogos como os de hoje deixam a gente sem saída ao tentar encontrar “poréns” que o desqualifiquem da lista de maiores de todos os tempos.

E por mais que os números comprovem isso, eu diria que os números são os que menos me impressionam. Não há dado estatístico capaz de medir o que significa um sujeito pegar uma bola aos 40 do segundo tempo, morto, após ter feito 2 gols, e cavar uma falta, cobra-la com perfeição e resolver mais um jogo.

Desta vez não era o Getafe. É a Espanha e numa Copa.  Nos clubes a gente faz ídolos. Nas seleções se determina quem são os super heróis.

abs,
RicaPerrone

Espanha 3×3 Portugal

A diferença entre Portugal e Espanha é conceitual. Um time joga coletivamente para buscar o gol, o outro joga pro Cristiano buscar o gol.

O resultado é parecido. O Cristiano encontra o gol tanto quanto os 11 da Espanha. Até porque a referência ofensiva dos espanhois é dar pro Diego empurrar pro gol. Os portugueses dão pro Cristiano inventar um gol.

Pode sofrer um pênalti, uma falta, inventar uma bicicleta ou um passe genial. Não importa. Ele tem o dom de enxergar apenas o gol na frente dele, e por isso, só por isso, Portugal empatou a partida de hoje.

Embora eu veja assim, ainda reconheço que não vi o pênalti e vi a falta do Diego no Pepe. O que não vimos, então, foi a serventia do tal do VAR.

Aberração dar ao arbitro o poder de decidir quando ele quer ou não ser contestado. Obviamente ele não vai usar como gostaríamos e deveríamos.

O que gostaríamos de ver, vimos.  Belos gols, um craque, um jogo emocionante e mais do que isso: a obrigação que o resultado deu a Portugal e Espanha jogaram por gols contra Irã e Marrocos.

abs,
RicaPerrone

Irã 1×0 Marrocos

Não há jogo ruim em Copa do Mundo. Talvez alguns menos espetaculares dentro dos 90 minutos. Mas nenhum jogo de Copa se resume a 90 minutos. Marrocos e Irã fizeram uma bela estréia de quem se despede da Copa.

Já viram isso?

Pois bem.  Os dois sabem que serão eliminados. Não é um Grupo, é um convite ao saldo de gols. Portanto, sabendo de tal condição e a espera de um milagre, poderiam mais do que jogar, se divertir.

Não fizeram. Transformaram sua única partida jogável em algo chato e pragmático. Poderiam ter saído de lá com um 4×4 e feito algo mais do que toda essa cerimônia pra empatar em 0x0, o que não aconteceu graças a um erro do zagueiro aos 50 do segundo tempo.

É respeitável e admirável a forma com que no futebol o mais pré-derrotado time se porta como quem luta por algo maior. O futebol permite. E só o futebol.

Irã e Marrocos não irão a lugar algum. Mas jogaram como se tivessem algo a perder. Já dizia aquele ícone de sabedoria popular: “Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder”; Dilma.

abs,
RicaPerrone

Uruguai 1×0 Egito

Imagino que o Salah estivesse no banco meramente para acompanhar o elenco. Se ele tivesse condições de atuar, não sei o que o treinador estava esperando.  As semifinais? É Egito, filho. Tu não vai a lugar algum. Bota o cara logo que talvez, quem sabe, com sorte, tu vai nas oitavas.

Mas não deve ir.

Perdeu porque foi medroso. O Uruguai é mais time, tem mais camisa, jogou melhor, mas a criação deles é muito rara. Tradicionalmente o Uruguai tem o futebol mais efetivo no abafa da história. Naqueles minutos finais eles empurram o adversário pra área e bombardeiam bola alta até entrar.

Entrou.

Merecido? Acho que sim. O Egito teve medo de ganhar. O Uruguai teve vontade e pouca noção de como fazer isso.

Talvez seja a estréia, talvez seja a óbvia limitação do time.  Mas no final das contas, com todos os cenários possíveis desenhados em 90 minutos, o mais comum de todos eles retratou o jogo.

1×0 pro Uruguai, gol de cabeça no abafa do final do jogo.

abs,
RicaPerrone

Russia 5×0 Arábia Saudita

A Rússia tinha todas as credenciais para ser um fiasco dentro de casa na Copa. Em 3 participações venceu 2 jogos, um deles não valia mais por já havia decidido o grupo.

No outro, venceu a Tunisia. Mas em todas as 3 foi eliminada na primeira fase. Gols? Havia feito 12. Mas 5 foram marcados no jogo “que não valia nada” contra Camarões. Curiosamente os 5 marcados pelo  Salenko, um dos artilheiros de 94.

A Arábia, coitada, já levou 8×0 numa estréia de Copa, em 2002, pra Alemanha.

Ou seja, tinha tudo pra dar em nada.

E não é que vimos 5 gols, uma boa atuação da Rússia e ainda 3 golaços?

O VAR, que todos queriam VER, não apareceu.  Mas em breve estará em nossas mesas de bar causando discórdia sob o inevitável argumento de que “viu? não serviu pra nada!”.

Temos Copa! E se depender da discrepância entre expectativa e realidade da estréia, teremos uma grande Copa!

abs,
RicaPerrone

O Natal, a Copa e o “idiota”

Eu odiava o Natal.

Dos meus 39 anos devo ter passado uns 15 reclamando, relativizando, contestando e tentando evitar o Natal. Não sou religioso, acho sim uma festa meio hipócrita no sentido de juntar pessoas que nem se gostam tanto assim em nome de um Deus que eu mesmo nem acredito.

Mas após tantos anos “perdendo” o Natal e vendo os outros curtirem, descobri que só havia um idiota na história: eu.

Que mal pode haver numa data que, seja lá sob o argumento que for, une pessoas, as faz celebrar, beber, rir, se reunir, se presentear e desfrutar da vida?

Não tem qualquer sentido odiar o Natal. Foi seguramente uma das maiores perdas de tempo que cometi na vida. Não porque eu não tinha razão, mas exatamente pelo fato de querer tê-la.  Era mais fácil não ter e ser feliz do que tê-la e ser o diferente.

A Copa começa hoje. Os discursos sobre “pão e circo”, os relativizadores e os “nem ligo pra seleção” surgem de bueiros para gritar ao mundo que estão ali.  Eles querem argumentos, teses, razão. E juro, talvez até tenham.

Mas não há qualquer argumento aceitável que te faça renegar o prazer único de estar por 30 dias em festa, criando expectativa, encontrando amigos, reunindo família, bebendo e comendo, sorrindo, cantando, torcendo junto de quem sempre foi seu rival, e ainda por cima com uma dose de orgulho que raramente podemos ter de nosso país.

A Copa do Mundo é um Natal esportivo.

Talvez a seleção seja como “Jesus” pra mim. E eu não preciso acreditar nele ou ter qualquer devoção pra entender que é importante pra você, te faz melhor e que nos faz viver algo especial.

Então, se por “Gabriel” ou “Cristo”, tanto faz. Se estivermos felizes, valeu a pena. E não ser feliz sob qualquer argumento é um erro.

Então seja.

Abs,
RicaPerrone

No album: Seleção 1994

Todo album da Copa sai antes das convocações finais e dos cortes. E portanto tem diversos “erros”.  Aqui a seleção do tetra no album de 1994.

Ricardo Rocha e Ricardo Gomes se machucaram. Palhinha e Evair também não foram à Copa.  Faltaram neste album Viola, Paulo Sérgio, Ronaldão, Aldair, Leonardo, Mazinho e um tal de Ronaldo, que ainda tinha 17 anos.