Flamengo

Marketing quando convém

Renato Gaúcho deve ter passado os últimos 50 anos da sua vida provocando, ganhando, perdendo, competindo. Há 50 anos a mídia não entende ainda o que ele faz, mesmo diante dos incontestáveis resultados.

Se no UFC um lutador provoca o outro é “marketing”, “tentativa de desestabilizar”, etc. No futebol, quando acontece, é “despeito”, “falta de respeito”, etc.

Ora, vamos a um acordo. Ou temos saudades dos tempos que dois rivais se provocavam, ou adoramos a geração nutella.

O que o Renato disse é mentira? Não. Inegavelmente, não. Não há uma palavra na declaração dele que seja mentira. O Jesus faz um ótimo trabalho, mas tem 65 anos e de fato não é um grande vencedor, nem um treinador top da Europa. Fosse, lá estaria.

Ganhou alguns campeonatos em Portugal onde, sabemos, é a mesma dificuldade de um estadual. Tem 2 times e as vezes um terceiro.

O Flamengo com Gerson, Rafinha e Felipe era bom, se tornou um timaço.

O Renato está simplesmente jogando a pressão pra lá. Colocando seu time como um time menos qualificado e que joga um futebol tão bom quanto.

Mentira? Também não.  E se perder, Renato já avisou: “com aquele time é fácil”. Se ganhar, “olha do timaço que eu ganhei”.

Esse tipo de pré-jogo nas mãos certas promove o evento, vende, cativa, cria personagens e histórias pra serem contatas. Nas mãos de gente burra vira discussão sobre “respeito”, “ética”, como se fossem dois países negociando a vida de reféns.

Ora, faça me o favor. Nessas horas sim, é “só futebol”.

RicaPerrone

Doutor Jesus

O treinador do Flamengo disse que os treinadores brasileiros são ultrapassados. Essa declaração poderia bastar para o auê todo, mas na verdade há uma frase junto disso que diferencia uma opinião estúpida e despeitada de uma análise.

Quando um jornalista brasileiro vai lá e desmerece um treinador com 20 anos de carreira como se estivesse falando de um imbecil qualquer, é despeito, burrice e covardia.

Jesus não fez isso. Ele deu a causa e o diagnostico. Não foi uma atitude arrogante a troco de nada.

Ele explicou o que nós temos preguiça –  ou má fé – de expor na hora de criticar nossos profissionais. Sim, o treinador brasileiro nunca precisou fazer uso de metade dos conceitos coletivos dos europeus porque nós resolvemos na técnica.

Isso nem chega a ser uma crítica. É uma constatação cultural, histórica e elogiosa aos nossos jogadores.

Ele poderia ir além. Explicar que pela origem dos nossos jogadores nem sempre é possível se aprofundar taticamente. Que grande parte volta da Europa exatamente porque não tem preparo pra compreender algo mais complexo.

Jesus não fez uma crítica. Fez uma análise.

A diferença brutal é que ele sabe que se desenvolveu mais por precisar e os nossos menos por não precisar. Quem nasce rico não sabe trocar lampada. Quem nasce pobre sabe.

Isso não diminui o rico. Só constata diferenças no processo de criação e evolução. Nessa história os treinadores brasileiros foram por décadas os filhos ricos. Papai dava tudo. Enquanto os europeus tinham que brincar com o que dava.

Até que futebol virou dinheiro, o dinheiro tá lá, eles passaram a comprar tudo que a gente tinha a mais que eles e então, somando o fato de não serem mimados com nossa técnica, se transformam em profissionais melhores.

Isso é uma crítica bem feita. O que se faz aqui é perseguição, ofensa gratuita e má fé em troca de clique.

Jesus não foi sequer indelicado.

RicaPerrone

O Flamengo precisa ser campeão


Sabe qual a única forma de dirigentes movidos por ego e política, sem nenhum compromisso com o próprio bolso e manipulando dinheiro alheio fazerem algo sério por um clube? O rival.

Toda vez que um rival melhora muito você tende a correr atrás. Passionalmente, não aceita. E ao não aceitar se desdobra pra busca-lo.

Única boa coisa que temos em não termos donos nos clube é a alta necessidade de competição acima do negócio. O Flamengo que se organizou, pagou dívidas, se estruturou, montou uma seleção e hoje joga o fino da bola PRECISA ser campeão.

Do que? Não sei. Tanto faz, eu diria. Mas o Flamengo precisa consagrar esse modelo.

Por ele, pelo Vasco, pelo Flu, pelo Botafogo, pelo SPFC, pelo Galo e por todos os cubes do Brasil. Quem acha caminho tem que vencer. E digo isso baseado na perda do caminho por causa de 82/94 com a seleção.

Nosso futebol tinha um perfil. Ao perder jogando bem, decretamos que não servia. Vencemos em 94 jogando pelo resultado, e desde então geramos uma epidemia de Roths, Muricys, Parreiras e outros tantos que não se importam com o futebol, só com o placar.

Viramos esse misto mal feito entre Europa e Brasil. Não nos encontramos nunca mais. E se esse Flamengo, odeie-o ou não, não vencer, vamos instituir que fazer direito não dá certo.

Tem título que acontece. Tem título épico. Tem título que nem se explica. E gosto mais deles pra ser honesto.

Esse, seja Libertadores ou Brasileirão, se vier o Flamengo explica de todas as formas. E ao explicar, entende-se. E se entendeu, copia, melhora, e subimos todos.

Com todo respeito aos rivais que não suportarão ler essa frase, mas a salvação de muitos de vocês é o Flamengo triunfar. Talvez dessa forma, se determinando um modelo de gestão que de fato funcionou, seu clube dê os passos que precisa para fazer o mesmo e alcança-lo.

E não. Não é Globo, não. Não é grana de TV, não. O Grêmio faz outro modelo de gestão de sucesso e não tem a grana do Flamengo. O CAP não tem o dinheiro de nenhum deles e faz melhor gestão que 90% dos demais.

O Grêmio ganhou tudo. Está ganhando ainda. O CAP chega onde os grandes deveriam estar constantemente. E sem a mesma torcida, verba ou mídia.

Parem de acreditar em desculpa esfarrapada. Dá pra fazer. Mas pra fazer tem que trabalhar pelo clube e não pelo ego. Pelo médio/longo prazo e não só pela sua gestão.

O Flamengo precisa ser campeão. Por ele, pelo Flu, pelo Botafogo, pelo Vasco, por tantos outros que insistem em dizer que “não tem como”.

Porque tem.

RicaPerrone

Céu

Flamengo e goleiro só se elogia quando acaba. Os dois podem nos fazer quebrar a cara com algum “frango” improvável. Mas, na teimosia que me acompanha, vamos aos elogios ao futebol rubro-negro.

Bem jogado, controlando jogo, assumindo protagonismo. É a mesma tese do Sampaoli, só que com time pra fazer isso.

Ele costuma dizer que não importa como, mas time grande tem que assumir protagonismo. Tem que ter a bola, tomar iniciativa e buscar o gol.

Jesus pensa igual, pelo jeito.

Claro que não farei comparação. Um está ali porque disputa só aquilo, mas com os méritos de não ter um grande time. O outro tem um time que obriga qualquer um a disputar o campeonato. O que encanta é o protagonismo em campo. O prazer pelo gol.

“Futebol é resultado” é uma frase comum, verdadeira e um tanto quanto rasa.

Futebol é ídolo, paixão, pretexto, resultado e expectativa.

O Flamengo tem ídolo, uma torcida apaixonada, “resultados”, gera expectativa de algo ainda maior e pretexto pra toda e qualquer roda de bar nesse Rio de Janeiro.

O céu e inferno, lembram? Então. Se o inferno queima, o céu lá também merece ser muito mais azul.

RicaPerrone

No seu melhor lugar

De favorito não lhe serve. De zebra não tem nada.

O Flamengo quase classificado se viu prestes a vencer logo de cara, flertou com um sufoco, saiu consagrado e no seu melhor lugar.

Semifinalista, como há muito não era. E também porque há muito não merecia. Hoje merece.

Embora o time tenha apresentado dois defeitos graves nesta noite, a melhor coisa do mundo é quando você corrige defeitos ganhando.

Não se perde os gols que perdeu no primeiro tempo numa Libertadores. E não se deixa o adversário te empurrar porque não existe torneio no mundo que saia mais gol de “abafa” do que na Libertadores.

Primeiro tempo perfeito. Segundo assustado. Ao final de 2 jogos, uma vaga indiscutível de um time muito superior tecnicamente e que jogou por 3 tempos contra 1 do Internacional.

Agora é Grêmio, copeiro, último brasileiro campeão. River, Boca. Como colocar o Flamengo neste cenário?

No seu melhor lugar, repito.

Melhor time, sem favoritismo.

Como isso é possível?

Não é explicável em palavras, mas vocês entenderam. O maior problema do Flamengo na Libertadores está devidamente anulado: o vexame.

O outro problema comum a todo campeonato que assombra o rubro-negro idem: o favoritismo.

E é tudo tão novo que a vaga veio com justificativa e coerência, não com requintes sobrenaturais do seu já revelado pacto com o demonio.

Um novo Flamengo em busca de um velho sonho. Driblando velhos traumas e criando uma nova versão. O clube que paga, o clube que se organizou, o clube que não tem polêmica no elenco, que vende bem a base e que chega numa semifinal de Libertadores.

Quem diria?

Eles, ué. Diriam isso com Walter Minhoca, imagina com Arrascaeta, Bruno Henrique e cia….

RicaPerrone

“Você é louco!”


Tenho um amigo muito vascaíno. Mas é muito. Não, não é o que você está imaginando. É um pouco mais do que isso. Seu nome é Marcelo Vital. Muita gente o conhece no Rio de Janeiro, ele promove eventos muito bons.

Enfim.

Numa noite dessas qualquer sentado num bar da Olegário ele me diz as seguintes palavras.

“Rica, o time do Vasco de 2000 era melhor que o Flamengo de 81”.

“Você é louco!”, respondi.

Óbvio! Como que um time pode ser melhor que o Flamengo campeão do mundo?

Ele seguiu.

– Rica, eu presta atenção. Não estou dizendo que ganhou algo a mais, disse que no papel o time era melhor.
– Vai se fuder, Vital!
– Cara, presta atenção no elenco…
– Você é louco!

Minutos depois ele voltou no tema.

“Pergunta no seu blog quem foi melhor”.

– Porra, óbvio que vai dar Flamengo. Se fosse Flamengo de Walter Minhoca e Vasco de 2000 eles votariam no Flamengo. Mas só de colocar isso lá vai soar um absurdo!
– Mas não deveria.
– Porra, Vital! Os caras ganharam o Mundial!
– Mas o time do Vasco individualmente era melhor. Pode olhar.

Me neguei a seguir a discussão. Até que outro dia ele voltou no assunto.

“Rica, já comparou o Vasco de 2000 com o Flamengo de 81?”

– Porra, Vital! De novo essa merda?

Mas estava de bom humor. Deixei ele falar dessa vez.

– Edmundo e Romário, com Viola e Euller de opções. Acho um ataque melhor que Nunes, Tita, Lico… não?
– Tá, pode ser…
– Adilio, Andrade e Zico é muito bom. Mas Juninho Pernambucano, Juninho Paulista, Ramon e Pedrinho também não dá pra descartar. No mínimo mais opção tinha.
– Tá, mais opção sim…

Vendo que poderia haver argumentos, interrompi.

– Mas tinha o Zico, caralho!
– Eu tô falando que tinha mais material, não que tinha o melhor jogador. O Vasco tinha Mauro Galvão, Jr Baiano e Valber na defesa.
– Puta zaga.
– Tinha Leandro e Junior? Não. Mas tinha Jorginho e Felipe.
– Ok. Bons nomes, mas perde.
– Agora me diz se eu não citei pra você mais jogadores fora de série do que o Flamengo de 81?

Pensei. Quis agredi-lo, mas ele tinha um ponto.  Na lista do elenco do Vasco de 2000 havia pelo menos 2 gênios. Romário e Edmundo. No restante do time ele tinha, em cada posição, pelo menos um jogador de seleção brasileira.

O Flamengo era campeão, muito forte, com 3 mitos, Zico, Leandro e Junior. Talvez o Mozer, que eu particularmente adorava. Mas ele tinha 3 zagueiros fora da curva.

Chegamos a um acordo.

“Elenco, ok! Elenco, ok! O Vasco era melhor”.

Ele já ficou envaidecido. Mas arrogante, queria mais. Dias depois veio e disse: “Rica, pegando os 11 melhores… sei não…”

– Porra, Vital! De novo?!
– Não, só estou dizendo que tinha mais jogadores acima da média do que o Flamengo de 81.
– Então ganharia se jogassem contra?
– Não sei se um jogo. Mas num campeonato longo sem dúvida. Olha os bancos, porra!
– Ok, ok. Acho que sim.

Passados meses, nunca mais discutimos tal assunto. Mas nunca me saiu da cabeça se havia ali um torcedor maluco ou um ponto não midiático curioso que não menospreza ninguém. Ao contrário. São dois times absolutamente surreais.

Mas … de fato, se você olhar os dois times o Flamengo conquistou mais do que se esperava e o Vasco menos. Ainda que tenha ganhado Brasileiro e Sulamericana. Além do vice na Copa Band/Traffic 2000 chamada de Mundial após alguns anos.

Então coloquei a pesquisa no meu instagram. Deu Flamengo, 60/40 (até agora).  Óbvio, mas com margem discutível.

Hoje eu sou capaz de concordar, no mínimo, que é discutível. O que me faz repensar todos os dias o sentido das redes sociais. Fosse numa delas haveria um diálogo simples:

– O Vasco de 2000 é melhor que o Flamengo de 81.
– Voce é doente.
– Doente é teu cu.
– (alguem com imagem de pipoca pra ver a treta)
Block.

Fim.

Viva o boteco. Até porque é lá que direi, talvez hoje, que o Flamengo de 87 também era melhor que o de 81.

#paz

RicaPerrone

“Ela” merece

Essa semana em algum momento navegando pelo twitter li um flamenguista postar a escalação e dizer “nem no meu sonho mais otimista imaginei ter um time desses”. Isso antes de fazer 2×0 no Inter e se aproximar de uma semifinal de Libertadores.

O rubro-negro vive entre dois cenários distantes e curiosos. O sonho de ter um time muito bom, a expectativa do que obviamente pode estar por vir e o pânico disso tudo se tornar uma frustração sem precedentes.

O título desejado e cobiçado é também fator de alívio. Como se o Flamengo precisasse de um para poder seguir em paz e colher os demais que tem plantado.

A vitória contra o Ceará é normal. Tudo planejado. O gol no final é arrebatador. Aquele momento em que o torcedor pararia o mundo se pudesse e ficaria vivendo ali por meses.

Bem na Libertadores, um timaço, jogando bem, ganhando bem, virando líder do Brasileirão e tendo seu maior prazer. “Ve-lo brilhar”… Na terra, no caso.

Hoje o rubro-negro dorme sem nem saber do que reclamar.

O Flamengo é um ex-bêbado que virou evangélico.

O rubro-negro é a mulher do bêbado que aguentou uma vida dele chegando tarde, pisando no cachorro, derrubando vaso, mijando na tampa e dormindo sujo, esperando a sua vez de ser feliz em paz.

Hoje ele chegou de barba feita, sóbrio, com flores nas mãos e dizendo “amor, fui promovido. Vamos jantar com a sua mãe pra comemorar?”.

Não sei se dura, o quanto dura. Mas hoje… “que homem!”.

RicaPerrone

Espera-se muito mais

O ano do Flamengo não é fácil. Ao contratar um timaço e no meio do ano ir buscar um “renomado” treinador portugues caríssimo, espera-se dele o que não se espera de mais ninguém.

A cobrança cresce desproporcionalmente na medida em que isso acontece num time de massa onde o “8 ou 80” é regra. A fase de esperar está no limite. O torcedor do Flamengo quer resultado e com alguma razão em virtude do cenário.

O resultado contra o Emelec lá foi fruto de uma dose de azar. O de cá, nem tanto. Embora não tenha sido pênalti, o time tenha passado o segundo tempo quase todo jogando de igual pra igual.

A eliminação na Copa do Brasil, “a grama”. Não foi só isso, pois houve jogo no Maracanã. O 3×0 do Bahia também não pode ser ignorado, é uma puta derrota.

O problema talvez seja essa mania de ter que estar lá ou cá. Ou você acha Jesus, Jesus. Ou acha ele uma enganação. E não é uma coisa nem outra. Apenas não há revolução alguma no futebol do Flamengo ainda.

Melhorou? Algumas coisas. É uma curva ascendente notável? Ainda não.

Esse Flamengo que optou por comprar um sonho ao invés de construí-lo é uma tentativa ousada de brigar com sua história. E mesmo vivo em dois campeonatos, em momento algum o torcedor se convenceu do que está vendo. E já estamos em agosto…

Tá na hora de firmar um padrão, uma postura e alguma regularidade.

RicaPerrone

O óbvio improvável

O Flamengo é o único caso no planeta onde todo mundo sabe que é óbvio um comportamento desde que ele não não seja o mais provável.

Explico.

Ao viajar pro Equador era certo o favoritismo. O bom rubro-negro sabia: “vai dar merda”.

Ao perder por 2×0 lá, perder Diego e não ter Arrascaeta e Everton 100% a óbvia eliminação precoce da Libertadores causada por favoritismo agudo se tornaria, portanto, uma óbvia virada “contra tudo e todos”  com final épico no Maracanã.

Precisava fazer 2. Era difícil. Tão difícil que fariam. E em 20 minutos, porque é óbvio que seria difícil. E portanto, o fizeram.

Agora faltam 70 pra fazer só mais um. É provável que saia.

Óbvio que não saiu.

Diego Alves foi vaiado outro dia. Adivinha quem vai ser o herói nos pênaltis?

Óbvio. De tão improvável.

O Flamengo virou hoje porque “virou” o improvável”. Fosse o time completo, com 1×1 lá, teria sido eliminado.

Duvida? Olha a postura do time buscando o 2×0 e o mesmo time segurando o 2×0.  O Flamengo respira desafio, tem pavor de ter obrigação e verdadeira fobia de favoritismo.

“Isso é Flamengo”.

Pode comprar, ficar rico, tanto faz.  Flamenguista não tem vocação pra assistir títulos. Ou ele os conquista junto, ou nem valeu a pena.

E pra que ele faça parte é preciso motivo pra empurrar mais do que pra cobrar.

Se o clube as vezes vai na contra-mão da sua vocação, a vida corrige. Hoje, completo, tendo empatado lá, o Flamengo teria perdido o jogo.

Como eu sei?

Você também sabe. Todo mundo sabe.

Era óbvio. De tão improvável.

RicaPerrone

Neymar e o Flamengo


Essa história não sei o final. Mas sei o começo e por mera curiosidade vou contar aqui.

Há alguns anos, lá pra 2015/16, eu estava num bar com o Thiago Gagliasso falando bobagem quando ele me contou da amizade dele com o Neymar.

No meio do papo ele me disse: “se liga, o moleque se amarra em morar no Rio. Já até me disse que queria jogar no Flamengo um dia”.

Horas depois estava num restaurante (gordo tá sempre em restaurante) com o Dirceu Junior, que na época era do marketing do Flamengo.

Ele levou a informação à diretoria do clube. Não para oferecer, mas para sugerir que ficasse ali uma idéia para um projeto, sei lá, pra daqui X anos.

Desde então Neymar e Flamengo flertam, mas sabem ser um casamento ainda muito difícil. Sabe aquela mulher que você sabe que vai pegar mas não sabe quando? Então.

Poucos meses depois Neymar disse na mídia que tinha essa vontade. Mas nisso ele já tinha ganhado até camiseta, o próprio Thiago Gagliasso deu pra ele.

Enfim. Se vai rolar, não sei. Se há interesse e flerte das duas partes, garanto que há. Eu mesmo participei sem querer desse começo de namoro.

Hoje? Acho bem possível que ele prefira ser emprestado pro Flamengo do que ficar lá. Mas se o PSG emprestaria? Não sei. Sem acordo com times europeus talvez seja uma forma de valorizar ainda mais.

Honestamente, não acredito que aconteça agora. Nem duvido. A única certeza que tenho é que quando dois querem uma hora acontece. Neymar, um dia, será do Flamengo.

RicaPerrone