Palmeiras

Validando o “roubo”

O juiz ruim não tem culpa de ser ruim. É como o jogador que não sabe chutar. A culpa é de quem o coloca ali, não da sua natureza pouco apta para tal.

O lance do Palmeiras e Cruzeiro ontem é absolutamente simples. Aos 52 minutos uma bola muda a história do campeonato e dá ao Palmeiras o empate. Há dúvidas. E se há, e pela importância do lance, o que custa ao árbitro parar a jogada e pedir ajuda?

A mais básica regra do VAR é essa. Em lances decisivos, usamos a tecnologia para tal. Segundos depois ele encerrou o jogo.

Se eu achei falta? Não. Não achei. Mas isso não tem a menor importância.

Na medida em que muitos dizem que foi e outros que não, é dever do árbitro ter em suas mãos todas as possibilidades para evitar o erro.

Disse na Copa e repito: o VAR é maravilhoso, mas se mal usado ele valida o “roubo”.

No imaginário do torcedor o futebol se sustenta pelo “porém” do árbitro não ter visto. A partir do momento que ele se nega a ver, você não diz mais pro torcedor que foi erro.

Ou usa-se isso pro bem ou não usa. Se há lance mais claro para o VAR (seja ele pra validar o gol ou anular) do que esse aos 52 minutos e com bola parada na sequência, eu desconheço.

abs,
RicaPerrone

É foda!

Eu também torço pro meu time, embora o tempo e a vida neste meio escroto do futebol tenha me tirado boa parte da paixão. Eu sei o que a seleção hoje representa – eu entendo a sua birra – mas eu preciso brigar contra a sua lógica.

Sua lógica faz sentido. A CBF comete a barbaridade de desfalcar times no torneio dela mesma numa decisão para enfrentar El Salvador e você portanto tem todo direito de se sentir lesado, afinal, pagou ingressos até aqui para chegar a essa decisão.

O esforço que eu faço e sugiro a você não diz respeito a lógica, mas sim a paixão.

A gente não pode aceitar que um vascaíno deixe de ser Vasco por causa do Eurico. A gente aceita que ele brigue para tirar o Eurico.

Um rubro-negro não pode renegar seu clube por um dirigente ladrão. Idem a um tricolor, um colorado, seja qual for. É como odiar o Brasil por causa de um político. É como aceitá-lo.

A vitória do corrupto é quando não se importam mais que ele seja corrupto. A não briga contra o sistema atual do futebol brasileiro e a “birra” com a seleção e não contra os dirigentes (incluindo o do seu time) é a vitória deles.

Nós assinamos um atestado que abrimos mão de nossas paixões porque sabemos que eles são cheios de esquemas, má vontade e corrupção, e portanto nós não vamos mais brigar.

É nossa maior perda.

A seleção brasileira não tem culpa das burrices cometidas por clubes e CBF em sua gestão inacreditável do futebol brasileiro. Nos também não. Mas ao direcionarmos nosso “ódio” à vítima, que é a camisa da seleção, nós estamos validando o sistema.

Tá errado! Tá muito errado. E eu sei o quanto é foda olhar pra seleção em campo com seu jogador te desfalcando e curtir isso. Mas é o que eles querem.

Quando a gente “nem liga” mais, eles deitam e rolam.

Precisamos resgatar nossa cultura, nosso futebol, nossas torcidas e nossa vontade de brigar contra o que está errado.

É foda? É. Mas é isso ou entregar pra “eles”.

abs,
RicaPerrone

Não é política. É burrice.

Talvez eu seja a pessoa na mídia que menos cobre a CBF exatamente por entender que ela nada mais é do que a opção dos clubes e federações em não se unirem por algo melhor.

Continuo achando. E mesmo entendendo que, por exemplo, a seleção é super bem administrada e que a CBF com todos os seus defeitos nunca foi tão pouco corrupta e incompetente, tem momentos que minha vontade é ir até lá, sentar toda a diretoria em circulo e dizer:

“Amores, vocês são burros mesmo ou é de sacanagem?”

Porque convocaram caras que estão no momento em que os clubes mais precisam para um amistoso de merda sem valor que só serve pra polemizar vocês, gerar rejeição à seleção e diminuir a sua própria competição?

Ah foi o Tite? Então manda ele parar. Porque vocês são os chefes dele.

Ah mas a gente tem que pensar na seleção….

Não. Vocês pensam no futebol brasileiro. Inclusive o Tite, que deveria querer ver os jogadores em decisões aqui e não em amistosos nos EUA para avalia-los de fato.

Após tudo isso eles não conseguiram ainda ter a dignidade de vir a público e dizer:  “Erramos. Estamos devolvendo os envolvidos nas semifinais após o primeiro amistoso e assim permitindo que estejam servindo a seleção e ao mesmo tempo não lesando os clubes”.

Mas não. Eles PRECISAM do Paquetá contra El Salvador. Porque como vai fazer sem o Fagner contra EL Salvador nessa decisão? Não dá!  Precisamos mesmo prejudicar um grenal, uma semifinal e gerar ódio contra o próprio produto.

Pelo amor de Deus, CBF! Você pode morrer abraçada na merda ou limpa-la. Escolhe ai. Embora a gente já saiba o final.

abs,
RicaPerrone

Exagerados

Felipe Melo é um exagero em forma de volante. Ele briga mais do que precisa, corre mais do que precisa, fala mais do que precisa, se entrega mais do que precisa.  Diria que ele é até mais jogador do que precisa.  Mas também entendo que ninguém “precisa” ser de uma forma determinada. Não há manual.

Contrataram esse Felipe, não um Kaká. Esperam o que dele? Ele vai explodir as vezes, vai tomar cartão bobo. Ele sempre foi assim.  Porque a surpresa?

Aliás, o maior dos exageros é a surpresa.

Felipe tem 35 anos, a curva pra baixo é natural e previsível. O atraso na jogada idem e por consequência mais e mais faltas.  Ele confunde a vontade com o personagem com a função. Nesse bolo sai essa figura interessante pro futebol e as vezes ruim pro time.

Hoje ele quase eliminou o Palmeiras. E quando foi contratado esperavam que ele pudesse elimina-los e também classifica-los. Por lógica não muda muita coisa, apenas a expectativa que ele ainda os classifique.

Você pode ser contra a contratação dele. Mas desde que ela aconteceu, era mais ou menos isso o esperado. Um cara que faria um elo legal com o torcedor, que criaria polêmica pra cacete e que entraria quebrando tudo em jogo pegado.

Qual a surpresa?

Felipe Melo é um exagero. Se necessário ou não, outros 500. Mas ele nunca foi um problema e nem uma solução. Sempre foi uma bomba relógio podendo explodir a seu favor ou contra.

abs,
RicaPerrone

 

Indecentes

Vou resumir rapidamente o que penso sobre a troca de treinadores antes de entrar onde quero de fato.  O Roger é um treinador que faz seu time ter posicionamento, toque de bola e padrão. E nenhum tesão pela vitória.

O Felipão é o contra-ponto. Métodos não tão atuais, mas é o cara que mete o time em campo babando pela vitória. A troca é de estilo, de conceito. Mais do que qualquer outra coisa.

Aí vem a segunda questão: O Felipão anunciado, a reação de parte da mídia e consequentemente de torcedores.

Você pode não gostar do Felipão. Pode achar sua contratação uma merda. Mas não pode, por decência, amor ao que faz e respeito as conquistas alheias, jamais desmerecer ou debochar de Luis Felipe Scolari.

É um dos maiores da história. Um nome notável no futebol mundial, com derrotas como todos os demais, mas com vitórias que quase nenhum dos demais.

Menosprezar e fazer piada com Felipão é a prova de que o erro e o desrespeito tosco da imprensa que acha que sabe tudo com Zagallo não mudou.  Trocaram o Zagallo. Mas não as mentes arrogantes e os perfis estúpidos de microfone nas mãos que se acham no direito de mensprezar um sujeito como Felipão.

Se o Palmeiras erra ou acerta, vamos ver com o tempo. Quem com certeza erra é quem trata um patrimonio do futebol brasileiro com chacota ou a tentativa frustrada de desmerecer um campeão do mundo milionário do alto de sua mediocridade jornalística.

Bem vindo, Felipão! Sempre.

abs,
RicaPerrone

Intervalo

Eu posso imaginar os dois times no intervalo.  O SPFC tinha o jogo nas mãos e não me refiro ao placar. O Palmeiras estava desesperado em campo, irritado, sem saber o que fazer com a bola e pilhadíssimo.

O SPFC calmo, tocando, sem criar nada mas com 1×0 e sem ser ameaçado.   Aí você vai pro intervalo e o cenário é tão previsível que o segundo tempo surpreende pela virada, não pela postura.

Você sabe que o SPFC ganhando não joga mais futebol. É uma característica do Aguirre desde sempre. Quando ele faz 1×0, o time dele não faz mais nenhum esforço pelo gol. É o jogo pelo resultado e ponto final.

Aguerrido, time correndo e motivado. Mas…. é só por um gol. Dois, se sofrer o empate. E nada mais.

O Palmeiras voltou agressivo com cara de tudo ou nada. E neste caso o SPFC quase sempre toma o gol. Porque a chance do adversário sofrer o segundo é mínima, então que parta pra cima.

Sabendo disso ainda aproveita a péssima marcação do Reinaldo. Está desenhado o óbvio: Palmeiras atacando pela direita, SPFC só se defendendo, e se tomar um toma a virada.

Dito e feito.

Os dois times jogam consideravelmente menos do que podem pelos times que tem. No caso do SPFC sente-se o alívio de ter melhorado, pois o cenário era ainda pior. No caso do Palmeiras, a “revolta” da torcida que espera um futebol grandioso e vê quase sempre o mínimo possível.

Os dois devem futebol ainda.  Um porque não brilha e dele se espera. O outro porque não faz a menor questão de buscar o gol.

abs,
RicaPerrone

Bons de “briga”

O Palmeiras tem muito mais time que o Corinthians no papel. Talvez este seja o maior mérito do Timão: saber que precisa ser coletivo e jogar no limite.

Do outro lado um time armado, que toca, toca, toca e não parece ter nenhuma necessidade de buscar o gol ou a vitória se não for por mera consequência técnica do jogo.

As vezes a técnica não basta. Se esse Palmeiras tivesse o espírito do Corinthians, ou o Corinthians o elenco do Palmeiras, seria ruim de bater.

O ímpeto “muricystico” do Palmeiras é problema só dele.  Não me refiro ao futebol jogado, mas o conceito claro de que não é preciso nada além de salário em dia e treino pra se jogar e ser campeão.  Mentira! Todo fator motivacional vale a pena quando bem colocado.

Pois esse Palmeiras entra e sai de campo igual em todos os jogos. Equilibrio, regularidade, mas….

O Corinthians alterna jogos acima da média e jogos não tão bons. Isso pode parecer “pior” do que ser regular, mas na verdade o time que joga todas como “apenas mais uma” não ganha taça. O que sabe qual é o jogo da taça, normalmente, leva pra casa.

Falta ao Palmeiras mais luta pelo gol. Não é pela bola, é pelo gol.

Ao Corinthians, com o time que tem, campeão brasileiro e paulista, é difícil dizer que falta algo. Não há ali um time no papel que prometa nem metade do que esse time tem conseguido.

abs,
RicaPerrone

“Chato” e não roubado

O campeão paulista de 2018 é o mesmo de 2917. Nenhum deles era brilhante, mas os dois são extramente competentes e “chatos”. Chatos de ganhar. Chatos de irritar. Chatos de desequilibrar. E porque não, chatos de “roubar”.

O pênalti não aconteceu, e portanto não houve um “roubo” que determinou o título do Corinthians. Poderia haver um roubo determinante ao campeonato caso o Palmeiras fizesse o gol de pênalti, porque não houve.

Mas a polêmica não é essa. É a mesma do aborto.

Você sabe que tem, se preciso até é capaz de fazer ou no mínimo sabe quem faz. Não tem como interromper, sempre o farão. E ainda assim você quer fingir que não está acontecendo.

Está. Há muitos anos está. O juiz sabia do erro dele no intervalo por um telefonema pra casa. Hoje ele sabe olhando pra qualquer lado onde todos tem um celular na mão e já podem dizer se houve ou não o pênalti.

Entre mudar de ideia e mudar o jogo, eles mudam de ideia. Pode? Não. Mas eles fazem.  Já temos uns 30 casos de lances onde o juiz voltou atrás de um tempo pra cá, e antes disso, na história, nem 5.

Será que deu virose de mudança de ideia, ou alguém avisa eles?  Curioso como sempre que mudar de ideia eles acertam, né?  Isso sem contar o olhar biônico de bandeiras e árbitros auxiliares que conseguem ver o que nem na tv é claro num rápido replay.

Eu duvido que ele viu. Apostaria em mais um lance de interferência externa que jamais será provado e, portanto, o arbitro acabou “acertando”  em sua decisão final.

Independente do lance, o jogo foi ruim tecnicamente. Um Palmeiras cheio de qualidade tentando resolver tudo num passe profundo no primeiro tempo, e bem marcado no segundo. Um Corinthians chato ao extremo, que se arrisca pouco, dá pouco espaço pro adversário e me lembra até o Capitão Nascimento “voce vai manter a calma. Pode o pau ta quebrando voce vai manter a calma”.  Nada altera o Corinthians.

É mérito. Frio. Repito, quase “chato”. Mas pra quem não tem um timaço, as armas são diferentes do que esperamos. E o controle emocional e tático do jogo que o Corinthians tem são visíveis.

Como dizer que o título não fica em boas mãos após eliminar o SPFC aos 47 e o Palmeiras na casa deles, nos penaltis?

Se é de história pra contar que vive o futebol, teremos pra contar a mais surpreendente das possíveis neste campeonato.

abs,
RicaPerrone

Nós somos loucos; vocês não

Para alguns, um negócio. Para a mídia, um esporte.  Para os fãs, “uns desocupados fazendo festa”.  Para nós, futebol.

E futebol é para mim exatamente o que aconteceu ontem e hoje em São Paulo.  Por isso, meus caros, eu defendo e vou morrer abraçado a ideia de que torcer por um time europeu nos afasta do futebol.

A paixão e o sentido deste jogo não está nos 90 minutos. Está no pré, no pós, no bar, no pai que passa pro filho o clube, na família que não tem foto da avó na sala, mas tem a bandeira do clube.

Da identificação cultural, da origem, da relação entre pai e filho. Tem a ver com a porra toda, menos com gostar de 22 caras correndo atrás de uma bola.

Nós gostamos de futebol. Não do esporte.

Futebol não é esporte. Futebol é uma vida paralela que alivia nossa.

A gente se entende mesmo quando se odeia. O colorado e o gremista querem a mesma coisa, vivem o mesmo ideal, tem os mesmos sonhos e usam o futebol pro mesmo fim: se completar.

É a nossa religião, nossa terapia e nossa doença.  É nosso elo com o pai, nosso assunto diário com o porteiro, é a mais próxima forma de nos colocar em igualdade com outras milhões de pessoas ignorando qualquer questão física, racial, religiosa, social ou financeira.

É o abraço mais sincero que conseguimos dar. O choro mais idiota, mas o mais gostoso de todos.

Você é branco, preto, pobre, rico, paulista, baiano, carioca, catolico, evangelico, ariano, engenheiro, ateu e….. torcedor do time X. Porque é parte de você. Devia vir no RG.

Devia ser proibido de trocar. E quem troca  é um estúpido infiel. Foda-se se ele tiver razão ou direito. Está na bíblia. Não pode.

Aliás, fodam-se vocês todos que não nos entendem que acham bobagem e que entendem isso como algo superficial e irrelevante. Gasta na terapia, eu pago o socio torcedor.

Ontem e hoje  mais de 70 mil pessoas sairam de suas casas pra dizer “te amo” aos seus clubes e nada mais. Não havia evento, contrapartida, jogo, nada. Era só pra dizer que estava ali.

É um ato de amor. Num mundo que clama por menos ódio, que sentido faz não reverenciar tanto amor?

Se você acha que futebol é aquilo que te faz sentar na frente da tv e assistir por 90 minutos dois times jogando você  não entendeu nada. Aquilo é esporte.

Futebol é isso que aconteceu na Arena Corinthians e no Allianz Parque. É o que acontecerá amanhã por todo país nas finais. São pais e filhos trocando abraços e criando momentos que os unirá pra sempre. É a indescritível sensação de ser parte da conquista ou da derrota.

E sim, torcedor que mora na cidade do clube tem mais POSSIBILIDADES de futebol na veia do que  quem não mora. O que torce pra um clube de outro país então, coitado, as vezes pode morrer sem experimentar futebol.

Prova disso é a vontade que quem é de fora querer estar perto e a nenhuma tentativa de quem está perto querer ficar longe. Irrefutável.  Quanto mais perto, melhor a sua experiência com futebol.  E ainda que seja em estados diferentes, há o bar e o vizinho pra te sacanear.

Toda discussão sobre qualidade, espetáculo, gramado, arbitragem, cbf, etc, etc, etc é valida. Mas não é isso. Futebol nunca esteve atrelado a nada disso.

Amanhã disputa-se por todo país os títulos menos cobiçados do ano. Ou seja, não é pela taça. É pelo clube.

Nós somos loucos. Eu sei. Vocês não. Vocês não são nada num domingo a tarde.

abs,
RicaPerrone

Quando vamos sair do armário?

Toda vez que vou fazer alguma reflexão sobre a imprensa esportiva uso o “nós” pra não soar arrogante, mas eu não sou parte dela. Por opinião, acho uma bosta o que é feito. Por coerência faço diferente e por consequências trago resultados que sustentam minha opinião.

Nada pessoal, apenas um negócio.

Algumas vezes me irrita muito acima do normal, como hoje.  Corinthians x Palmeiras é um clássico, uma decisão e ninguém pagou ingresso pra ver espetáculo. Pagaram pra viver uma tarde memorável de disputa e óbvia tensão.

Espetaculo você vê contra o Novorizontino. Clássico é outra coisa.  Aí vem alguém e diz que esporte não é isso, e blá, blá, blá.  Mas vende NFL que tem por um dos seus maiores atrativos a pancada.

Vende Hockey no gelo, que é quase um UFC. Vende Nascar, onde os torcedores vão pra ver acidente, não a corrida.

Torcedor gosta de ver cenas épicas e ter história pra contar. Toda vez que um time perdendo um clássico não se destemperar, é fraude.  Vai alegrar o comentarista da tv? Vai. Mas a torcida, que é quem importa, não.

É NATURAL que numa decisão de futebol haja momentos de descontrole emocional. Estão pressionados, decidindo futuro, milhões vendo e cobrando, inclusive nós.  Algumas pessoas são sangue de barata, outras não. E quem jogou meia partida no condominio sabe disso.

Quem não jogou, nem sei porque comenta futebol.

É lamentável, é ruim, “nós odiamos ter que ver e relatar isso”. Aham! Olha as capas dos sites. Olha as perguntas das coletivas. 99% briga, 1% jogo.

Quem é que odeia o combustivel que te leva adiante?

Deixem de ser hipocritas. Todo mundo quer ver o circo pegar fogo. Não queremos morte, facada, briga de torcida. Mas um belíssimo empurra-empurra com leves tapas e cenas lamentáveis para esquentar o jogo de volta é sempre muito bem vindo.

Não?

Então desafio a imprensa que acha lamentável a promover o jogo de volta sem focar 99% na briga e sim no título.  Quer apostar?

abs,
RicaPerrone